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- Interpretação de TextosPressupostos e Subentendidos
- Interpretação de TextosTipologia e Gênero TextualGêneros TextuaisCharges
Texto ll
Errata de pé de página
(Lya Luft)
A vida deveria nos oferecer um lugarzinho no rodapé da nossa história pessoal para eventuais erratas, como em tese de doutorado (as que não são plágio). Pelas vezes em que na infância e adolescência a gente foi bobo, foi ingênuo, foi indesculpavelmente romântico. cego e teimoso, devia haver uma errata possível. Como quando a gente acreditou que se fosse bonzinho ganharia aquela bicicleta; que todos os professores eram sábios e justos e todas as autoridades decentes; e quando a gente acreditou que pai e mãe eram imortais ou perfeitos. É que aquele namorado não estava. saindo com a outra menina, e a melhor amiga não contaria nossos segredos.
Devia haver erratas que anulassem bobagens adultas: botei fora aquela oportunidade, não cuidei da minha grana, fui onipotente, perdi quem era tão precioso para mim, escolhi a gostosona em lugar da parceira alegre e terna; fiquei com aquele cara porque com ele seria mais divertido, mas no fundo eu não o queria como meu amigo e pai de meus filhos. Ofendi aquela pessoa que me faria bem e corri atrás de quem logo adiante ia me passar uma rasteira. Profissionalmente não me preparei, não me preveni, não refleti não entendi nada, tomei s piores decisões. Ah, que bom seria se essas trapalhadas pudessem ser anuladas com uma boa errata. Em geral, não podem. [..]
Ainda que o clima geral seja de euforia imediatista, há situações gravissimas, claras ou ocultas, nos mais diversos territórios da nossa vida, que merecem mais do que breve pensamento e falam de um evidente apagão moral. Por todas as vezes em que desviamos o olhar lúcido ou recolhemos o dedo denunciador, pagaremos — talvez num futuro não muito distante — um alto preço, durante um tempo incalculavelmente longo. E não haverá erratas. Ou será que eu estou apenas precisando de umas feriasihas em Pasárgada, para achar graça de tudo e parar de me preocupar?
(Disponível em: http://veja.abril.com.br/180707/ponto_de_vista.shtml. Acesso em 08/01/2014)
Texto III

A análise da fala do pai só não permite concluir que:
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Texto ll
Errata de pé de página
(Lya Luft)
A vida deveria nos oferecer um lugarzinho no rodapé da nossa história pessoal para eventuais erratas, como em tese de doutorado (as que não são plágio). Pelas vezes em que na infância e adolescência a gente foi bobo, foi ingênuo, foi indesculpavelmente romântico. cego e teimoso, devia haver uma errata possível. Como quando a gente acreditou que se fosse bonzinho ganharia aquela bicicleta; que todos os professores eram sábios e justos e todas as autoridades decentes; e quando a gente acreditou que pai e mãe eram imortais ou perfeitos. É que aquele namorado não estava. saindo com a outra menina, e a melhor amiga não contaria nossos segredos.
Devia haver erratas que anulassem bobagens adultas: botei fora aquela oportunidade, não cuidei da minha grana, fui onipotente, perdi quem era tão precioso para mim, escolhi a gostosona em lugar da parceira alegre e terna; fiquei com aquele cara porque com ele seria mais divertido, mas no fundo eu não o queria como meu amigo e pai de meus filhos. Ofendi aquela pessoa que me faria bem e corri atrás de quem logo adiante ia me passar uma rasteira. Profissionalmente não me preparei, não me preveni, não refleti não entendi nada, tomei s piores decisões. Ah, que bom seria se essas trapalhadas pudessem ser anuladas com uma boa errata. Em geral, não podem. [..]
Ainda que o clima geral seja de euforia imediatista, há situações gravissimas, claras ou ocultas, nos mais diversos territórios da nossa vida, que merecem mais do que breve pensamento e falam de um evidente apagão moral. Por todas as vezes em que desviamos o olhar lúcido ou recolhemos o dedo denunciador, pagaremos — talvez num futuro não muito distante — um alto preço, durante um tempo incalculavelmente longo. E não haverá erratas. Ou será que eu estou apenas precisando de umas feriasihas em Pasárgada, para achar graça de tudo e parar de me preocupar?
(Disponível em: http://veja.abril.com.br/180707/ponto_de_vista.shtml. Acesso em 08/01/2014)
Texto III

Na oração “Pai o que vocês usavam antigamente?”, há um erro de pontuação que seria corrigido com a seguinte reescritura:
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Texto ll
Errata de pé de página
(Lya Luft)
A vida deveria nos oferecer um lugarzinho no rodapé da nossa história pessoal para eventuais erratas, como em tese de doutorado (as que não são plágio). Pelas vezes em que na infância e adolescência a gente foi bobo, foi ingênuo, foi indesculpavelmente romântico. cego e teimoso, devia haver uma errata possível. Como quando a gente acreditou que se fosse bonzinho ganharia aquela bicicleta; que todos os professores eram sábios e justos e todas as autoridades decentes; e quando a gente acreditou que pai e mãe eram imortais ou perfeitos. É que aquele namorado não estava. saindo com a outra menina, e a melhor amiga não contaria nossos segredos.
Devia haver erratas que anulassem bobagens adultas: botei fora aquela oportunidade, não cuidei da minha grana, fui onipotente, perdi quem era tão precioso para mim, escolhi a gostosona em lugar da parceira alegre e terna; fiquei com aquele cara porque com ele seria mais divertido, mas no fundo eu não o queria como meu amigo e pai de meus filhos. Ofendi aquela pessoa que me faria bem e corri atrás de quem logo adiante ia me passar uma rasteira. Profissionalmente não me preparei, não me preveni, não refleti não entendi nada, tomei s piores decisões. Ah, que bom seria se essas trapalhadas pudessem ser anuladas com uma boa errata. Em geral, não podem. [..]
Ainda que o clima geral seja de euforia imediatista, há situações gravissimas, claras ou ocultas, nos mais diversos territórios da nossa vida, que merecem mais do que breve pensamento e falam de um evidente apagão moral. Por todas as vezes em que desviamos o olhar lúcido ou recolhemos o dedo denunciador, pagaremos — talvez num futuro não muito distante — um alto preço, durante um tempo incalculavelmente longo. E não haverá erratas. Ou será que eu estou apenas precisando de umas feriasihas em Pasárgada, para achar graça de tudo e parar de me preocupar?
(Disponível em: http://veja.abril.com.br/180707/ponto_de_vista.shtml. Acesso em 08/01/2014)
Texto III

O texto acima apresenta um posicionamento crítico que está mais bem explicitado em:
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Texto 1
A outra noite
(Rubem Braga)
Outro dia fui a São Paulo e resolvi voltar à noite, uma noite de vento sul e chuva, tanto lá como aqui. Quando vinha para casa de táxi, encontrei um amigo e o trouxe até Copacabana; e contei a ele que lá em cima, além das nuvens, estava um luar lindo, de lua cheia; e que às nuvens feias que cobriam a cidade eram, vistas de cima, enluaradas, colchões de sonho, alvas, uma paisagem irreal.
Depois que o meu amigo desceu do carro, o chofer aproveitou o sinal fechado para voltar-se para mim:
-O senhor vai desculpar, eu estava aqui a ouvir
sua conversa. Mas, tem mesmo luar lá em cima?
Confirmei: sim, acima da nossa noite preta e enlamaçada e torpe havia uma outra - pura, perfeita e linda.
-Mas, que coisa.
Ele chegou a pôr a cabeça fora do carro para olhar o céu fechado de chuva. Depois continuou guiando mais lentamente. Não sei se sonhava em ser aviador ou pensava em outra coisa,
-Ora, sim senhor,
E, quando saltei e paguei a corrida, ele me disse um "boa noite” e um “muito obrigado ao senhor' tão sinceros, tão veementes, como se eu lhe tivesse feito um presente de rei.
Texto ll
Errata de pé de página
(Lya Luft)
A vida deveria nos oferecer um lugarzinho no rodapé da nossa história pessoal para eventuais erratas, como em tese de doutorado (as que não são plágio). Pelas vezes em que na infância e adolescência a gente foi bobo, foi ingênuo, foi indesculpavelmente romântico. cego e teimoso, devia haver uma errata possível. Como quando a gente acreditou que se fosse bonzinho ganharia aquela bicicleta; que todos os professores eram sábios e justos e todas as autoridades decentes; e quando a gente acreditou que pai e mãe eram imortais ou perfeitos. É que aquele namorado não estava. saindo com a outra menina, e a melhor amiga não contaria nossos segredos.
Devia haver erratas que anulassem bobagens adultas: botei fora aquela oportunidade, não cuidei da minha grana, fui onipotente, perdi quem era tão precioso para mim, escolhi a gostosona em lugar da parceira alegre e terna; fiquei com aquele cara porque com ele seria mais divertido, mas no fundo eu não o queria como meu amigo e pai de meus filhos. Ofendi aquela pessoa que me faria bem e corri atrás de quem logo adiante ia me passar uma rasteira. Profissionalmente não me preparei, não me preveni, não refleti não entendi nada, tomei s piores decisões. Ah, que bom seria se essas trapalhadas pudessem ser anuladas com uma boa errata. Em geral, não podem. [..]
Ainda que o clima geral seja de euforia imediatista, há situações gravissimas, claras ou ocultas, nos mais diversos territórios da nossa vida, que merecem mais do que breve pensamento e falam de um evidente apagão moral. Por todas as vezes em que desviamos o olhar lúcido ou recolhemos o dedo denunciador, pagaremos — talvez num futuro não muito distante — um alto preço, durante um tempo incalculavelmente longo. E não haverá erratas. Ou será que eu estou apenas precisando de umas feriasihas em Pasárgada, para achar graça de tudo e parar de me preocupar?
(Disponível em: http://veja.abril.com.br/180707/ponto_de_vista.shtml. Acesso em 08/01/2014)
No contexto em que se encontra, a expressão “umas feriasinhas em Pasárgada” deve ser entendida como uma solução:
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Texto 1
A outra noite
(Rubem Braga)
Outro dia fui a São Paulo e resolvi voltar à noite, uma noite de vento sul e chuva, tanto lá como aqui. Quando vinha para casa de táxi, encontrei um amigo e o trouxe até Copacabana; e contei a ele que lá em cima, além das nuvens, estava um luar lindo, de lua cheia; e que às nuvens feias que cobriam a cidade eram, vistas de cima, enluaradas, colchões de sonho, alvas, uma paisagem irreal.
Depois que o meu amigo desceu do carro, o chofer aproveitou o sinal fechado para voltar-se para mim:
-O senhor vai desculpar, eu estava aqui a ouvir
sua conversa. Mas, tem mesmo luar lá em cima?
Confirmei: sim, acima da nossa noite preta e enlamaçada e torpe havia uma outra - pura, perfeita e linda.
-Mas, que coisa.
Ele chegou a pôr a cabeça fora do carro para olhar o céu fechado de chuva. Depois continuou guiando mais lentamente. Não sei se sonhava em ser aviador ou pensava em outra coisa,
-Ora, sim senhor,
E, quando saltei e paguei a corrida, ele me disse um "boa noite” e um “muito obrigado ao senhor' tão sinceros, tão veementes, como se eu lhe tivesse feito um presente de rei.
Texto ll
Errata de pé de página
(Lya Luft)
A vida deveria nos oferecer um lugarzinho no rodapé da nossa história pessoal para eventuais erratas, como em tese de doutorado (as que não são plágio). Pelas vezes em que na infância e adolescência a gente foi bobo, foi ingênuo, foi indesculpavelmente romântico. cego e teimoso, devia haver uma errata possível. Como quando a gente acreditou que se fosse bonzinho ganharia aquela bicicleta; que todos os professores eram sábios e justos e todas as autoridades decentes; e quando a gente acreditou que pai e mãe eram imortais ou perfeitos. É que aquele namorado não estava. saindo com a outra menina, e a melhor amiga não contaria nossos segredos.
Devia haver erratas que anulassem bobagens adultas: botei fora aquela oportunidade, não cuidei da minha grana, fui onipotente, perdi quem era tão precioso para mim, escolhi a gostosona em lugar da parceira alegre e terna; fiquei com aquele cara porque com ele seria mais divertido, mas no fundo eu não o queria como meu amigo e pai de meus filhos. Ofendi aquela pessoa que me faria bem e corri atrás de quem logo adiante ia me passar uma rasteira. Profissionalmente não me preparei, não me preveni, não refleti não entendi nada, tomei s piores decisões. Ah, que bom seria se essas trapalhadas pudessem ser anuladas com uma boa errata. Em geral, não podem. [..]
Ainda que o clima geral seja de euforia imediatista, há situações gravissimas, claras ou ocultas, nos mais diversos territórios da nossa vida, que merecem mais do que breve pensamento e falam de um evidente apagão moral. Por todas as vezes em que desviamos o olhar lúcido ou recolhemos o dedo denunciador, pagaremos — talvez num futuro não muito distante — um alto preço, durante um tempo incalculavelmente longo. E não haverá erratas. Ou será que eu estou apenas precisando de umas feriasihas em Pasárgada, para achar graça de tudo e parar de me preocupar?
(Disponível em: http://veja.abril.com.br/180707/ponto_de_vista.shtml. Acesso em 08/01/2014)
Sobre a análise dos elementos coesivos do segundo parágrafo, faz-se um comentário correto em:
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Texto 1
A outra noite
(Rubem Braga)
Outro dia fui a São Paulo e resolvi voltar à noite, uma noite de vento sul e chuva, tanto lá como aqui. Quando vinha para casa de táxi, encontrei um amigo e o trouxe até Copacabana; e contei a ele que lá em cima, além das nuvens, estava um luar lindo, de lua cheia; e que às nuvens feias que cobriam a cidade eram, vistas de cima, enluaradas, colchões de sonho, alvas, uma paisagem irreal.
Depois que o meu amigo desceu do carro, o chofer aproveitou o sinal fechado para voltar-se para mim:
-O senhor vai desculpar, eu estava aqui a ouvir
sua conversa. Mas, tem mesmo luar lá em cima?
Confirmei: sim, acima da nossa noite preta e enlamaçada e torpe havia uma outra - pura, perfeita e linda.
-Mas, que coisa.
Ele chegou a pôr a cabeça fora do carro para olhar o céu fechado de chuva. Depois continuou guiando mais lentamente. Não sei se sonhava em ser aviador ou pensava em outra coisa,
-Ora, sim senhor,
E, quando saltei e paguei a corrida, ele me disse um "boa noite” e um “muito obrigado ao senhor' tão sinceros, tão veementes, como se eu lhe tivesse feito um presente de rei.
Texto ll
Errata de pé de página
(Lya Luft)
A vida deveria nos oferecer um lugarzinho no rodapé da nossa história pessoal para eventuais erratas, como em tese de doutorado (as que não são plágio). Pelas vezes em que na infância e adolescência a gente foi bobo, foi ingênuo, foi indesculpavelmente romântico. cego e teimoso, devia haver uma errata possível. Como quando a gente acreditou que se fosse bonzinho ganharia aquela bicicleta; que todos os professores eram sábios e justos e todas as autoridades decentes; e quando a gente acreditou que pai e mãe eram imortais ou perfeitos. É que aquele namorado não estava. saindo com a outra menina, e a melhor amiga não contaria nossos segredos.
Devia haver erratas que anulassem bobagens adultas: botei fora aquela oportunidade, não cuidei da minha grana, fui onipotente, perdi quem era tão precioso para mim, escolhi a gostosona em lugar da parceira alegre e terna; fiquei com aquele cara porque com ele seria mais divertido, mas no fundo eu não o queria como meu amigo e pai de meus filhos. Ofendi aquela pessoa que me faria bem e corri atrás de quem logo adiante ia me passar uma rasteira. Profissionalmente não me preparei, não me preveni, não refleti não entendi nada, tomei s piores decisões. Ah, que bom seria se essas trapalhadas pudessem ser anuladas com uma boa errata. Em geral, não podem. [..]
Ainda que o clima geral seja de euforia imediatista, há situações gravissimas, claras ou ocultas, nos mais diversos territórios da nossa vida, que merecem mais do que breve pensamento e falam de um evidente apagão moral. Por todas as vezes em que desviamos o olhar lúcido ou recolhemos o dedo denunciador, pagaremos — talvez num futuro não muito distante — um alto preço, durante um tempo incalculavelmente longo. E não haverá erratas. Ou será que eu estou apenas precisando de umas feriasihas em Pasárgada, para achar graça de tudo e parar de me preocupar?
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Em “Pelas vezes em que na infância e adolescência a gente foi bobo”, comete-se erro ao apontar a seguinte análise sintática:
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- Interpretação de TextosCoesão e CoerênciaCoesãoUso de Conectivos
- Interpretação de TextosSubstituição/Reescritura de Texto
Texto 1
A outra noite
(Rubem Braga)
Outro dia fui a São Paulo e resolvi voltar à noite, uma noite de vento sul e chuva, tanto lá como aqui. Quando vinha para casa de táxi, encontrei um amigo e o trouxe até Copacabana; e contei a ele que lá em cima, além das nuvens, estava um luar lindo, de lua cheia; e que às nuvens feias que cobriam a cidade eram, vistas de cima, enluaradas, colchões de sonho, alvas, uma paisagem irreal.
Depois que o meu amigo desceu do carro, o chofer aproveitou o sinal fechado para voltar-se para mim:
-O senhor vai desculpar, eu estava aqui a ouvir
sua conversa. Mas, tem mesmo luar lá em cima?
Confirmei: sim, acima da nossa noite preta e enlamaçada e torpe havia uma outra - pura, perfeita e linda.
-Mas, que coisa.
Ele chegou a pôr a cabeça fora do carro para olhar o céu fechado de chuva. Depois continuou guiando mais lentamente. Não sei se sonhava em ser aviador ou pensava em outra coisa,
-Ora, sim senhor,
E, quando saltei e paguei a corrida, ele me disse um "boa noite” e um “muito obrigado ao senhor' tão sinceros, tão veementes, como se eu lhe tivesse feito um presente de rei.
Texto ll
Errata de pé de página
(Lya Luft)
A vida deveria nos oferecer um lugarzinho no rodapé da nossa história pessoal para eventuais erratas, como em tese de doutorado (as que não são plágio). Pelas vezes em que na infância e adolescência a gente foi bobo, foi ingênuo, foi indesculpavelmente romântico. cego e teimoso, devia haver uma errata possível. Como quando a gente acreditou que se fosse bonzinho ganharia aquela bicicleta; que todos os professores eram sábios e justos e todas as autoridades decentes; e quando a gente acreditou que pai e mãe eram imortais ou perfeitos. É que aquele namorado não estava. saindo com a outra menina, e a melhor amiga não contaria nossos segredos.
Devia haver erratas que anulassem bobagens adultas: botei fora aquela oportunidade, não cuidei da minha grana, fui onipotente, perdi quem era tão precioso para mim, escolhi a gostosona em lugar da parceira alegre e terna; fiquei com aquele cara porque com ele seria mais divertido, mas no fundo eu não o queria como meu amigo e pai de meus filhos. Ofendi aquela pessoa que me faria bem e corri atrás de quem logo adiante ia me passar uma rasteira. Profissionalmente não me preparei, não me preveni, não refleti não entendi nada, tomei s piores decisões. Ah, que bom seria se essas trapalhadas pudessem ser anuladas com uma boa errata. Em geral, não podem. [..]
Ainda que o clima geral seja de euforia imediatista, há situações gravissimas, claras ou ocultas, nos mais diversos territórios da nossa vida, que merecem mais do que breve pensamento e falam de um evidente apagão moral. Por todas as vezes em que desviamos o olhar lúcido ou recolhemos o dedo denunciador, pagaremos — talvez num futuro não muito distante — um alto preço, durante um tempo incalculavelmente longo. E não haverá erratas. Ou será que eu estou apenas precisando de umas feriasihas em Pasárgada, para achar graça de tudo e parar de me preocupar?
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No trecho “Ainda que o clima geral seja de euforia imediatista, há situações gravíssimas”, o conectivo “ainda que” poderia ser substituído, sem alteração de sentido, por:
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Texto 1
A outra noite
(Rubem Braga)
Outro dia fui a São Paulo e resolvi voltar à noite, uma noite de vento sul e chuva, tanto lá como aqui. Quando vinha para casa de táxi, encontrei um amigo e o trouxe até Copacabana; e contei a ele que lá em cima, além das nuvens, estava um luar lindo, de lua cheia; e que às nuvens feias que cobriam a cidade eram, vistas de cima, enluaradas, colchões de sonho, alvas, uma paisagem irreal.
Depois que o meu amigo desceu do carro, o chofer aproveitou o sinal fechado para voltar-se para mim:
-O senhor vai desculpar, eu estava aqui a ouvir
sua conversa. Mas, tem mesmo luar lá em cima?
Confirmei: sim, acima da nossa noite preta e enlamaçada e torpe havia uma outra - pura, perfeita e linda.
-Mas, que coisa.
Ele chegou a pôr a cabeça fora do carro para olhar o céu fechado de chuva. Depois continuou guiando mais lentamente. Não sei se sonhava em ser aviador ou pensava em outra coisa,
-Ora, sim senhor,
E, quando saltei e paguei a corrida, ele me disse um "boa noite” e um “muito obrigado ao senhor' tão sinceros, tão veementes, como se eu lhe tivesse feito um presente de rei.
Texto ll
Errata de pé de página
(Lya Luft)
A vida deveria nos oferecer um lugarzinho no rodapé da nossa história pessoal para eventuais erratas, como em tese de doutorado (as que não são plágio). Pelas vezes em que na infância e adolescência a gente foi bobo, foi ingênuo, foi indesculpavelmente romântico. cego e teimoso, devia haver uma errata possível. Como quando a gente acreditou que se fosse bonzinho ganharia aquela bicicleta; que todos os professores eram sábios e justos e todas as autoridades decentes; e quando a gente acreditou que pai e mãe eram imortais ou perfeitos. É que aquele namorado não estava. saindo com a outra menina, e a melhor amiga não contaria nossos segredos.
Devia haver erratas que anulassem bobagens adultas: botei fora aquela oportunidade, não cuidei da minha grana, fui onipotente, perdi quem era tão precioso para mim, escolhi a gostosona em lugar da parceira alegre e terna; fiquei com aquele cara porque com ele seria mais divertido, mas no fundo eu não o queria como meu amigo e pai de meus filhos. Ofendi aquela pessoa que me faria bem e corri atrás de quem logo adiante ia me passar uma rasteira. Profissionalmente não me preparei, não me preveni, não refleti não entendi nada, tomei s piores decisões. Ah, que bom seria se essas trapalhadas pudessem ser anuladas com uma boa errata. Em geral, não podem. [..]
Ainda que o clima geral seja de euforia imediatista, há situações gravissimas, claras ou ocultas, nos mais diversos territórios da nossa vida, que merecem mais do que breve pensamento e falam de um evidente apagão moral. Por todas as vezes em que desviamos o olhar lúcido ou recolhemos o dedo denunciador, pagaremos — talvez num futuro não muito distante — um alto preço, durante um tempo incalculavelmente longo. E não haverá erratas. Ou será que eu estou apenas precisando de umas feriasihas em Pasárgada, para achar graça de tudo e parar de me preocupar?
(Disponível em: http://veja.abril.com.br/180707/ponto_de_vista.shtml. Acesso em 08/01/2014)
A forma verbal “deveria”, presente no início do texto, tem um valor semântico intrínseco à sua flexão. Desse modo, pode-se afirmar que ela foi utilizada por:
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Texto 1
A outra noite
(Rubem Braga)
Outro dia fui a São Paulo e resolvi voltar à noite, uma noite de vento sul e chuva, tanto lá como aqui. Quando vinha para casa de táxi, encontrei um amigo e o trouxe até Copacabana; e contei a ele que lá em cima, além das nuvens, estava um luar lindo, de lua cheia; e que às nuvens feias que cobriam a cidade eram, vistas de cima, enluaradas, colchões de sonho, alvas, uma paisagem irreal.
Depois que o meu amigo desceu do carro, o chofer aproveitou o sinal fechado para voltar-se para mim:
-O senhor vai desculpar, eu estava aqui a ouvir
sua conversa. Mas, tem mesmo luar lá em cima?
Confirmei: sim, acima da nossa noite preta e enlamaçada e torpe havia uma outra - pura, perfeita e linda.
-Mas, que coisa.
Ele chegou a pôr a cabeça fora do carro para olhar o céu fechado de chuva. Depois continuou guiando mais lentamente. Não sei se sonhava em ser aviador ou pensava em outra coisa,
-Ora, sim senhor,
E, quando saltei e paguei a corrida, ele me disse um "boa noite” e um “muito obrigado ao senhor' tão sinceros, tão veementes, como se eu lhe tivesse feito um presente de rei.
Texto ll
Errata de pé de página
(Lya Luft)
A vida deveria nos oferecer um lugarzinho no rodapé da nossa história pessoal para eventuais erratas, como em tese de doutorado (as que não são plágio). Pelas vezes em que na infância e adolescência a gente foi bobo, foi ingênuo, foi indesculpavelmente romântico. cego e teimoso, devia haver uma errata possível. Como quando a gente acreditou que se fosse bonzinho ganharia aquela bicicleta; que todos os professores eram sábios e justos e todas as autoridades decentes; e quando a gente acreditou que pai e mãe eram imortais ou perfeitos. É que aquele namorado não estava. saindo com a outra menina, e a melhor amiga não contaria nossos segredos.
Devia haver erratas que anulassem bobagens adultas: botei fora aquela oportunidade, não cuidei da minha grana, fui onipotente, perdi quem era tão precioso para mim, escolhi a gostosona em lugar da parceira alegre e terna; fiquei com aquele cara porque com ele seria mais divertido, mas no fundo eu não o queria como meu amigo e pai de meus filhos. Ofendi aquela pessoa que me faria bem e corri atrás de quem logo adiante ia me passar uma rasteira. Profissionalmente não me preparei, não me preveni, não refleti não entendi nada, tomei s piores decisões. Ah, que bom seria se essas trapalhadas pudessem ser anuladas com uma boa errata. Em geral, não podem. [..]
Ainda que o clima geral seja de euforia imediatista, há situações gravissimas, claras ou ocultas, nos mais diversos territórios da nossa vida, que merecem mais do que breve pensamento e falam de um evidente apagão moral. Por todas as vezes em que desviamos o olhar lúcido ou recolhemos o dedo denunciador, pagaremos — talvez num futuro não muito distante — um alto preço, durante um tempo incalculavelmente longo. E não haverá erratas. Ou será que eu estou apenas precisando de umas feriasihas em Pasárgada, para achar graça de tudo e parar de me preocupar?
(Disponível em: http://veja.abril.com.br/180707/ponto_de_vista.shtml. Acesso em 08/01/2014)
Ao comparar a estrutura dos textos I e II, percebe-se que eles têm em comum:
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Texto 1
A outra noite
(Rubem Braga)
Outro dia fui a São Paulo e resolvi voltar à noite, uma noite de vento sul e chuva, tanto lá como aqui. Quando vinha para casa de táxi, encontrei um amigo e o trouxe até Copacabana; e contei a ele que lá em cima, além das nuvens, estava um luar lindo, de lua cheia; e que às nuvens feias que cobriam a cidade eram, vistas de cima, enluaradas, colchões de sonho, alvas, uma paisagem irreal.
Depois que o meu amigo desceu do carro, o chofer aproveitou o sinal fechado para voltar-se para mim:
-O senhor vai desculpar, eu estava aqui a ouvir
sua conversa. Mas, tem mesmo luar lá em cima?
Confirmei: sim, acima da nossa noite preta e enlamaçada e torpe havia uma outra - pura, perfeita e linda.
-Mas, que coisa.
Ele chegou a pôr a cabeça fora do carro para olhar o céu fechado de chuva. Depois continuou guiando mais lentamente. Não sei se sonhava em ser aviador ou pensava em outra coisa,
-Ora, sim senhor,
E, quando saltei e paguei a corrida, ele me disse um "boa noite” e um “muito obrigado ao senhor' tão sinceros, tão veementes, como se eu lhe tivesse feito um presente de rei.
Conforme prevê 'O Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa', o acento circunflexo diferencial manteve- se no verbo “pôr” como em “Ele chegou a pôr a cabeça fora do carro”. Assinale a opção em que se encontra uma palavra cuja grafia contraria a prescrição desse Acordo.
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