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O homem como ser humano não exclusivamente natural, para legitimar-se no interior da própria história, expressa-se em uma forma de organização social criada pelo moderno sistema econômico de propriedade privada, em que há uma nova confirmação dos poderes humanos e um novo tipo de enriquecimento. O sentido e o significado históricos nesse sistema são contrários, portanto, à importância de se atribuir as riquezas e os objetos da produção às necessidades vitais humanas, ou seja, sob a égide da propriedade privada não se transformam as necessidades em verdadeiras necessidades humanas, em que o idealismo é a ilusão, e o capricho transforma-se em extravagância. As verdadeiras necessidades se transformam na necessidade do dinheiro e nas necessidades quantitativas e subjetivas que ele mesmo produz.
Valdir Alvim. Dinheiro: instituição social relevante na sociedade moderna. In: EmTese, v. 1, n.º 1 (1), p. 11 (com adaptações).
Com relação ao texto acima, julgue o item que se segue.
No termo “em que”, o uso da preposição antes do pronome relativo é obrigatório devido às relações sintáticas que se estabelecem entre os termos “organização social” e “nova confirmação”.
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O homem como ser humano não exclusivamente natural, para legitimar-se no interior da própria história, expressa-se em uma forma de organização social criada pelo moderno sistema econômico de propriedade privada, em que há uma nova confirmação dos poderes humanos e um novo tipo de enriquecimento. O sentido e o significado históricos nesse sistema são contrários, portanto, à importância de se atribuir as riquezas e os objetos da produção às necessidades vitais humanas, ou seja, sob a égide da propriedade privada não se transformam as necessidades em verdadeiras necessidades humanas, em que o idealismo é a ilusão, e o capricho transforma-se em extravagância. As verdadeiras necessidades se transformam na necessidade do dinheiro e nas necessidades quantitativas e subjetivas que ele mesmo produz.
Valdir Alvim. Dinheiro: instituição social relevante na sociedade moderna. In: EmTese, v. 1, n.º 1 (1), p. 11 (com adaptações).
Com relação ao texto acima, julgue o item que se segue.
A preposição em “para legitimar-se” introduz uma finalidade, um objetivo para a afirmação que se inicia em “expressa-se”.
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O homem como ser humano não exclusivamente natural, para legitimar-se no interior da própria história, expressa-se em uma forma de organização social criada pelo moderno sistema econômico de propriedade privada, em que há uma nova confirmação dos poderes humanos e um novo tipo de enriquecimento. O sentido e o significado históricos nesse sistema são contrários, portanto, à importância de se atribuir as riquezas e os objetos da produção às necessidades vitais humanas, ou seja, sob a égide da propriedade privada não se transformam as necessidades em verdadeiras necessidades humanas, em que o idealismo é a ilusão, e o capricho transforma-se em extravagância. As verdadeiras necessidades se transformam na necessidade do dinheiro e nas necessidades quantitativas e subjetivas que ele mesmo produz.
Valdir Alvim. Dinheiro: instituição social relevante na sociedade moderna. In: EmTese, v. 1, n.º 1 (1), p. 11 (com adaptações).
Com relação ao texto acima, julgue o item que se segue.
Do uso da conjunção “como” subentende-se, na argumentação do texto, uma comparação entre “homem” e “organização social”.
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Não é preciso muito esforço para notar de que é feito o cotidiano de um indivíduo brasileiro socioeconomicamente privilegiado. Os assuntos da vida privada são, de longe, os que dominam qualquer outro tipo de preocupação. No entanto, o cuidado excessivo com o bem-estar não apenas realimenta a cultura do alheamento como reduplica-se em irresponsabilidade para consigo. A rede de atendimento aos “famintos de felicidade” tornou-se um negócio rendoso, e os usuários, para mantê-la, exigem mais exploração dos que já são superexplorados. Quem vive permanentemente na infelicidade não pode olhar o outro como alguém com quem possa ou deva preocupar-se. O sentimento íntimo de quem padece é de que o mundo lhe deve alguma coisa, e não de que ele deva qualquer coisa ao mundo. O “comércio de felicidade” é orquestrado de tal modo que o sentimento de deficiência, escassez ou privação pede sempre mais dinheiro e mais atenção para consigo, como meio de evitar a presença avassaladora das frustrações emocionais.
Jurandir Freire. A ética democrática e seus inimigos – o lado privado da violência pública. In: Ari Roitman (Org). O desafio ético, 2000, p. 83-4 (com adaptações).
Com base nas ideias e estruturas do texto acima, julgue o item a seguir.
A organização dos argumentos no texto mostra que o pronome “consigo” retoma “Quem”.
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Não é preciso muito esforço para notar de que é feito o cotidiano de um indivíduo brasileiro socioeconomicamente privilegiado. Os assuntos da vida privada são, de longe, os que dominam qualquer outro tipo de preocupação. No entanto, o cuidado excessivo com o bem-estar não apenas realimenta a cultura do alheamento como reduplica-se em irresponsabilidade para consigo. A rede de atendimento aos “famintos de felicidade” tornou-se um negócio rendoso, e os usuários, para mantê-la, exigem mais exploração dos que já são superexplorados. Quem vive permanentemente na infelicidade não pode olhar o outro como alguém com quem possa ou deva preocupar-se. O sentimento íntimo de quem padece é de que o mundo lhe deve alguma coisa, e não de que ele deva qualquer coisa ao mundo. O “comércio de felicidade” é orquestrado de tal modo que o sentimento de deficiência, escassez ou privação pede sempre mais dinheiro e mais atenção para consigo, como meio de evitar a presença avassaladora das frustrações emocionais.
Jurandir Freire. A ética democrática e seus inimigos – o lado privado da violência pública. In: Ari Roitman (Org). O desafio ético, 2000, p. 83-4 (com adaptações).
Com base nas ideias e estruturas do texto acima, julgue o item a seguir.
Os pronomes “lhe” e “ele” referem-se a “quem padece”.
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Não é preciso muito esforço para notar de que é feito o cotidiano de um indivíduo brasileiro socioeconomicamente privilegiado. Os assuntos da vida privada são, de longe, os que dominam qualquer outro tipo de preocupação. No entanto, o cuidado excessivo com o bem-estar não apenas realimenta a cultura do alheamento como reduplica-se em irresponsabilidade para consigo. A rede de atendimento aos “famintos de felicidade” tornou-se um negócio rendoso, e os usuários, para mantê-la, exigem mais exploração dos que já são superexplorados. Quem vive permanentemente na infelicidade não pode olhar o outro como alguém com quem possa ou deva preocupar-se. O sentimento íntimo de quem padece é de que o mundo lhe deve alguma coisa, e não de que ele deva qualquer coisa ao mundo. O “comércio de felicidade” é orquestrado de tal modo que o sentimento de deficiência, escassez ou privação pede sempre mais dinheiro e mais atenção para consigo, como meio de evitar a presença avassaladora das frustrações emocionais.
Jurandir Freire. A ética democrática e seus inimigos – o lado privado da violência pública. In: Ari Roitman (Org). O desafio ético, 2000, p. 83-4 (com adaptações).
Com base nas ideias e estruturas do texto acima, julgue o item a seguir.
Na linha 5, a substituição da preposição “com”, exigida pelo verbo “preocupar-se”, pela preposição em preservaria a coerência do texto e o respeito às normas gramaticais.
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Não é preciso muito esforço para notar de que é feito o cotidiano de um indivíduo brasileiro socioeconomicamente privilegiado. Os assuntos da vida privada são, de longe, os que dominam qualquer outro tipo de preocupação. No entanto, o cuidado excessivo com o bem-estar não apenas realimenta a cultura do alheamento como reduplica-se em irresponsabilidade para consigo. A rede de atendimento aos “famintos de felicidade” tornou-se um negócio rendoso, e os usuários, para mantê-la, exigem mais exploração dos que já são superexplorados. Quem vive permanentemente na infelicidade não pode olhar o outro como alguém com quem possa ou deva preocupar-se. O sentimento íntimo de quem padece é de que o mundo lhe deve alguma coisa, e não de que ele deva qualquer coisa ao mundo. O “comércio de felicidade” é orquestrado de tal modo que o sentimento de deficiência, escassez ou privação pede sempre mais dinheiro e mais atenção para consigo, como meio de evitar a presença avassaladora das frustrações emocionais.
Jurandir Freire. A ética democrática e seus inimigos – o lado privado da violência pública. In: Ari Roitman (Org). O desafio ético, 2000, p. 83-4 (com adaptações).
Com base nas ideias e estruturas do texto acima, julgue o item a seguir.
As aspas utilizadas nas linhas 3 e 6 servem para realçar o uso metafórico ou figurado da linguagem, conferindo-lhe também, pelo exagero, um valor de ironia.
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Não é preciso muito esforço para notar de que é feito o cotidiano de um indivíduo brasileiro socioeconomicamente privilegiado. Os assuntos da vida privada são, de longe, os que dominam qualquer outro tipo de preocupação. No entanto, o cuidado excessivo com o bem-estar não apenas realimenta a cultura do alheamento como reduplica-se em irresponsabilidade para consigo. A rede de atendimento aos “famintos de felicidade” tornou-se um negócio rendoso, e os usuários, para mantê-la, exigem mais exploração dos que já são superexplorados. Quem vive permanentemente na infelicidade não pode olhar o outro como alguém com quem possa ou deva preocupar-se. O sentimento íntimo de quem padece é de que o mundo lhe deve alguma coisa, e não de que ele deva qualquer coisa ao mundo. O “comércio de felicidade” é orquestrado de tal modo que o sentimento de deficiência, escassez ou privação pede sempre mais dinheiro e mais atenção para consigo, como meio de evitar a presença avassaladora das frustrações emocionais.
Jurandir Freire. A ética democrática e seus inimigos – o lado privado da violência pública. In: Ari Roitman (Org). O desafio ético, 2000, p. 83-4 (com adaptações).
Com base nas ideias e estruturas do texto acima, julgue o item a seguir.
Mantêm-se o respeito às regras gramaticais e a coerência entre os argumentos ao reescrever-se o trecho “não apenas realimenta a cultura do alheamento como reduplica-se” da seguinte forma: não realimenta a cultura do alheamento, mas reduplica-se.
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Não é preciso muito esforço para notar de que é feito o cotidiano de um indivíduo brasileiro socioeconomicamente privilegiado. Os assuntos da vida privada são, de longe, os que dominam qualquer outro tipo de preocupação. No entanto, o cuidado excessivo com o bem-estar não apenas realimenta a cultura do alheamento como reduplica-se em irresponsabilidade para consigo. A rede de atendimento aos “famintos de felicidade” tornou-se um negócio rendoso, e os usuários, para mantê-la, exigem mais exploração dos que já são superexplorados. Quem vive permanentemente na infelicidade não pode olhar o outro como alguém com quem possa ou deva preocupar-se. O sentimento íntimo de quem padece é de que o mundo lhe deve alguma coisa, e não de que ele deva qualquer coisa ao mundo. O “comércio de felicidade” é orquestrado de tal modo que o sentimento de deficiência, escassez ou privação pede sempre mais dinheiro e mais atenção para consigo, como meio de evitar a presença avassaladora das frustrações emocionais.
Jurandir Freire. A ética democrática e seus inimigos – o lado privado da violência pública. In: Ari Roitman (Org). O desafio ético, 2000, p. 83-4 (com adaptações).
Com base nas ideias e estruturas do texto acima, julgue o item a seguir.
Em “de longe”, a substituição da preposição por ao mantém o respeito às regras gramaticais, mas altera as relações de significação no período sintático.
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Não é preciso muito esforço para notar de que é feito o cotidiano de um indivíduo brasileiro socioeconomicamente privilegiado. Os assuntos da vida privada são, de longe, os que dominam qualquer outro tipo de preocupação. No entanto, o cuidado excessivo com o bem-estar não apenas realimenta a cultura do alheamento como reduplica-se em irresponsabilidade para consigo. A rede de atendimento aos “famintos de felicidade” tornou-se um negócio rendoso, e os usuários, para mantê-la, exigem mais exploração dos que já são superexplorados. Quem vive permanentemente na infelicidade não pode olhar o outro como alguém com quem possa ou deva preocupar-se. O sentimento íntimo de quem padece é de que o mundo lhe deve alguma coisa, e não de que ele deva qualquer coisa ao mundo. O “comércio de felicidade” é orquestrado de tal modo que o sentimento de deficiência, escassez ou privação pede sempre mais dinheiro e mais atenção para consigo, como meio de evitar a presença avassaladora das frustrações emocionais.
Jurandir Freire. A ética democrática e seus inimigos – o lado privado da violência pública. In: Ari Roitman (Org). O desafio ético, 2000, p. 83-4 (com adaptações).
Com base nas ideias e estruturas do texto acima, julgue o item a seguir.
Depreende-se da argumentação do texto que os principais componentes do “cotidiano de um indivíduo brasileiro socioeconomicamente privilegiado” são o alheamento e a busca pela felicidade.
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