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Foram encontradas 80 questões.

2686367 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: BB

Atenção: A questão refere-se ao texto seguinte.

"O futebol arte acabou." Esta frase ecoa nos ares brasileiros sempre que perdemos. Para mim, essa frase tem cheiro de blasfêmia, que bem poderia ter se originado dos rincões onde jogar futebol, muito mais que um esforço perdido, é puro desencanto. Nunca emitida por um dos nossos.

Arte para o futebol jamais é adjetivo; é a sua essência. A beleza intrínseca do movimento e da harmonia é meio ideal de cultura para a alegria e a criatividade. E quem, neste mundo, apresenta com tanta clareza tais qualidades? Um povo historicamente esmagado pela colonização (que insiste em se fazer viva), explorado e excluído em sua imensa maioria e que permanece com os queixos elevados e com a esperança intocável, é de se admirar. E só conseguiu atingir essa capacidade de sobrevivência por suas incomparáveis características. Quando qualquer de nós se aproxima de alguma forma de expressão artística é que podemos perceber a sensibilidade que exala de cada poro.

Como podemos explicar que cá por estas bandas surgissem tantas genialidades sem que, em sua maioria, tenham tido quaisquer facilidades para seus ofícios? Em tantas áreas poderíamos desfilar um sem número de figuras excepcionais que se destacaram por suas criações e capacidades. No esporte não é diferente.

Do bando de desnutridos que somos nasceram Ademar Ferreira da Silva e João do Pulo. Mesmo com a falta de piscinas, tivemos Manoel dos Santos, Ricardo Prado, Gustavo Borges e esse excepcional César Cielo. Raquetes, tão raras por aqui, nos deram Maria Ester Bueno, Thomaz Koch e um tal de Guga. Assim, poderíamos ficar horas a desfilar as incoerências da realidade que vivemos. E nada mais real do que o nosso futebol. Nossa plena expressão social e nosso maior agregador cultural foram postos em um lugar bem especial por todos os apreciadores desse esporte, exatamente por nossas especialidades: espontaneidade, dom, criatividade, alegria e habilidade. Isto é que determina o que é arte! E arte de qualidade ímpar. Não é à toa que nossos maiores jogadores desfilam seus dotes, espalhados por todo o planeta.

(Adaptado de: Sócrates. CartaCapital, Pênalti, 6 de abril de 2011, p. 68)

Arte para o futebol jamais é adjetivo; é a sua essência. (início do 2º parágrafo)

Considerando-se as classes de palavras, a afirmativa correta em relação ao segmento grifado na frase acima é:

 

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2686366 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: BB

Atenção: A questão refere-se ao texto seguinte.

"O futebol arte acabou." Esta frase ecoa nos ares brasileiros sempre que perdemos. Para mim, essa frase tem cheiro de blasfêmia, que bem poderia ter se originado dos rincões onde jogar futebol, muito mais que um esforço perdido, é puro desencanto. Nunca emitida por um dos nossos.

Arte para o futebol jamais é adjetivo; é a sua essência. A beleza intrínseca do movimento e da harmonia é meio ideal de cultura para a alegria e a criatividade. E quem, neste mundo, apresenta com tanta clareza tais qualidades? Um povo historicamente esmagado pela colonização (que insiste em se fazer viva), explorado e excluído em sua imensa maioria e que permanece com os queixos elevados e com a esperança intocável, é de se admirar. E só conseguiu atingir essa capacidade de sobrevivência por suas incomparáveis características. Quando qualquer de nós se aproxima de alguma forma de expressão artística é que podemos perceber a sensibilidade que exala de cada poro.

Como podemos explicar que cá por estas bandas surgissem tantas genialidades sem que, em sua maioria, tenham tido quaisquer facilidades para seus ofícios? Em tantas áreas poderíamos desfilar um sem número de figuras excepcionais que se destacaram por suas criações e capacidades. No esporte não é diferente.

Do bando de desnutridos que somos nasceram Ademar Ferreira da Silva e João do Pulo. Mesmo com a falta de piscinas, tivemos Manoel dos Santos, Ricardo Prado, Gustavo Borges e esse excepcional César Cielo. Raquetes, tão raras por aqui, nos deram Maria Ester Bueno, Thomaz Koch e um tal de Guga. Assim, poderíamos ficar horas a desfilar as incoerências da realidade que vivemos. E nada mais real do que o nosso futebol. Nossa plena expressão social e nosso maior agregador cultural foram postos em um lugar bem especial por todos os apreciadores desse esporte, exatamente por nossas especialidades: espontaneidade, dom, criatividade, alegria e habilidade. Isto é que determina o que é arte! E arte de qualidade ímpar. Não é à toa que nossos maiores jogadores desfilam seus dotes, espalhados por todo o planeta.

(Adaptado de: Sócrates. CartaCapital, Pênalti, 6 de abril de 2011, p. 68)

... é de se admirar. (2º parágrafo)

A afirmativa acima refere-se, considerando-se o contexto, ao que foi dito em:

 

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2686365 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: BB

Atenção: A questão refere-se ao texto seguinte.

"O futebol arte acabou." Esta frase ecoa nos ares brasileiros sempre que perdemos. Para mim, essa frase tem cheiro de blasfêmia, que bem poderia ter se originado dos rincões onde jogar futebol, muito mais que um esforço perdido, é puro desencanto. Nunca emitida por um dos nossos.

Arte para o futebol jamais é adjetivo; é a sua essência. A beleza intrínseca do movimento e da harmonia é meio ideal de cultura para a alegria e a criatividade. E quem, neste mundo, apresenta com tanta clareza tais qualidades? Um povo historicamente esmagado pela colonização (que insiste em se fazer viva), explorado e excluído em sua imensa maioria e que permanece com os queixos elevados e com a esperança intocável, é de se admirar. E só conseguiu atingir essa capacidade de sobrevivência por suas incomparáveis características. Quando qualquer de nós se aproxima de alguma forma de expressão artística é que podemos perceber a sensibilidade que exala de cada poro.

Como podemos explicar que cá por estas bandas surgissem tantas genialidades sem que, em sua maioria, tenham tido quaisquer facilidades para seus ofícios? Em tantas áreas poderíamos desfilar um sem número de figuras excepcionais que se destacaram por suas criações e capacidades. No esporte não é diferente.

Do bando de desnutridos que somos nasceram Ademar Ferreira da Silva e João do Pulo. Mesmo com a falta de piscinas, tivemos Manoel dos Santos, Ricardo Prado, Gustavo Borges e esse excepcional César Cielo. Raquetes, tão raras por aqui, nos deram Maria Ester Bueno, Thomaz Koch e um tal de Guga. Assim, poderíamos ficar horas a desfilar as incoerências da realidade que vivemos. E nada mais real do que o nosso futebol. Nossa plena expressão social e nosso maior agregador cultural foram postos em um lugar bem especial por todos os apreciadores desse esporte, exatamente por nossas especialidades: espontaneidade, dom, criatividade, alegria e habilidade. Isto é que determina o que é arte! E arte de qualidade ímpar. Não é à toa que nossos maiores jogadores desfilam seus dotes, espalhados por todo o planeta.

(Adaptado de: Sócrates. CartaCapital, Pênalti, 6 de abril de 2011, p. 68)

De acordo com Sócrates, o futebol

 

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2686364 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: BB

Atenção: A questão refere-se ao texto seguinte.

"O futebol arte acabou." Esta frase ecoa nos ares brasileiros sempre que perdemos. Para mim, essa frase tem cheiro de blasfêmia, que bem poderia ter se originado dos rincões onde jogar futebol, muito mais que um esforço perdido, é puro desencanto. Nunca emitida por um dos nossos.

Arte para o futebol jamais é adjetivo; é a sua essência. A beleza intrínseca do movimento e da harmonia é meio ideal de cultura para a alegria e a criatividade. E quem, neste mundo, apresenta com tanta clareza tais qualidades? Um povo historicamente esmagado pela colonização (que insiste em se fazer viva), explorado e excluído em sua imensa maioria e que permanece com os queixos elevados e com a esperança intocável, é de se admirar. E só conseguiu atingir essa capacidade de sobrevivência por suas incomparáveis características. Quando qualquer de nós se aproxima de alguma forma de expressão artística é que podemos perceber a sensibilidade que exala de cada poro.

Como podemos explicar que cá por estas bandas surgissem tantas genialidades sem que, em sua maioria, tenham tido quaisquer facilidades para seus ofícios? Em tantas áreas poderíamos desfilar um sem número de figuras excepcionais que se destacaram por suas criações e capacidades. No esporte não é diferente.

Do bando de desnutridos que somos nasceram Ademar Ferreira da Silva e João do Pulo. Mesmo com a falta de piscinas, tivemos Manoel dos Santos, Ricardo Prado, Gustavo Borges e esse excepcional César Cielo. Raquetes, tão raras por aqui, nos deram Maria Ester Bueno, Thomaz Koch e um tal de Guga. Assim, poderíamos ficar horas a desfilar as incoerências da realidade que vivemos. E nada mais real do que o nosso futebol. Nossa plena expressão social e nosso maior agregador cultural foram postos em um lugar bem especial por todos os apreciadores desse esporte, exatamente por nossas especialidades: espontaneidade, dom, criatividade, alegria e habilidade. Isto é que determina o que é arte! E arte de qualidade ímpar. Não é à toa que nossos maiores jogadores desfilam seus dotes, espalhados por todo o planeta.

(Adaptado de: Sócrates. CartaCapital, Pênalti, 6 de abril de 2011, p. 68)

No texto, Sócrates

 

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2686363 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: BB

Atenção: A questão refere-se ao texto seguinte.

"O futebol arte acabou." Esta frase ecoa nos ares brasileiros sempre que perdemos. Para mim, essa frase tem cheiro de blasfêmia, que bem poderia ter se originado dos rincões onde jogar futebol, muito mais que um esforço perdido, é puro desencanto. Nunca emitida por um dos nossos.

Arte para o futebol jamais é adjetivo; é a sua essência. A beleza intrínseca do movimento e da harmonia é meio ideal de cultura para a alegria e a criatividade. E quem, neste mundo, apresenta com tanta clareza tais qualidades? Um povo historicamente esmagado pela colonização (que insiste em se fazer viva), explorado e excluído em sua imensa maioria e que permanece com os queixos elevados e com a esperança intocável, é de se admirar. E só conseguiu atingir essa capacidade de sobrevivência por suas incomparáveis características. Quando qualquer de nós se aproxima de alguma forma de expressão artística é que podemos perceber a sensibilidade que exala de cada poro.

Como podemos explicar que cá por estas bandas surgissem tantas genialidades sem que, em sua maioria, tenham tido quaisquer facilidades para seus ofícios? Em tantas áreas poderíamos desfilar um sem número de figuras excepcionais que se destacaram por suas criações e capacidades. No esporte não é diferente.

Do bando de desnutridos que somos nasceram Ademar Ferreira da Silva e João do Pulo. Mesmo com a falta de piscinas, tivemos Manoel dos Santos, Ricardo Prado, Gustavo Borges e esse excepcional César Cielo. Raquetes, tão raras por aqui, nos deram Maria Ester Bueno, Thomaz Koch e um tal de Guga. Assim, poderíamos ficar horas a desfilar as incoerências da realidade que vivemos. E nada mais real do que o nosso futebol. Nossa plena expressão social e nosso maior agregador cultural foram postos em um lugar bem especial por todos os apreciadores desse esporte, exatamente por nossas especialidades: espontaneidade, dom, criatividade, alegria e habilidade. Isto é que determina o que é arte! E arte de qualidade ímpar. Não é à toa que nossos maiores jogadores desfilam seus dotes, espalhados por todo o planeta.

(Adaptado de: Sócrates. CartaCapital, Pênalti, 6 de abril de 2011, p. 68)

Considerando-se o teor do texto, é correto afirmar que se trata de

 

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2686362 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: BB

Atenção: A questão refere-se ao texto seguinte.

No último 13 de abril o mundo do samba celebrou os 90 anos da genialíssima Dona Ivone Lara. E o evento trouxe à baila mais uma intrigante questão. É que, desde o surgimento dessa grande dama no cenário artístico musical, as escolas de samba nunca mais conseguiram projetar em nossa música popular o nome de algum artista oriundo de seu meio.

Comecemos por observar que nos anos 70-80, no Rio, muitos sambistas importantes surgiram. Mas, embora alguns mantivessem ligações com escolas, a base de lançamento de quase todos foi um bloco, o Cacique de Ramos. E a visibilidade por eles alcançada não veio da "avenida", e sim de uma manifestação não carnavalesca do ambiente musical carioca: o pagode de mesa.

Surgido como sinônimo de divertimento, patuscada, farra, o termo "pagode" ganhou, no Rio de Janeiro, a acepção de reunião de sambistas, em substituição a "roda de samba", denominação antes em voga. E, a partir dos encontros realizados no quintal do bloco Cacique de Ramos, o nome pagode passou a denominar ao mesmo tempo um estilo de interpretação do samba e um subgênero de canção popular.

A chegada desse novo estilo ao mercado se deu com as primeiras gravações do Grupo Fundo de Quintal e se consolidou com o lançamento, em 1985, do LP Raça Brasileira. Nesse disco aparece para o grande público, entre outros, o nome de Zeca Pagodinho. Privilegiando, também, a tradição do partido-alto, o estilo pagode colocou em destaque compositores como Almir Guineto, Arlindo Cruz, Jorge Aragão, Luiz Carlos da Vila e, mais tarde, o jovem Dudu Nobre.

Na segunda metade da década de 1990, o subgênero da canção rotulado como "pagode" pela indústria fonográfica, com as inevitáveis deturpações, diluições e aproximações com o rock mundializado, colocou em evidência e tornou artistas bem remunerados vários jovens sambistas da periferia de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Mas não guindou ao estrelato, pelo menos no Rio, nenhum artista ligado ao universo das escolas de samba.

(Adaptado de: Nei Lopes. O Estado de S. Paulo, C2+m/Ouvido Absoluto, 7 de maio de 2011)

Mas, embora alguns mantivessem ligações com escolas, a base de lançamento de quase todos foi um bloco, o Cacique de Ramos. E a visibilidade por eles alcançada não veio da "avenida", e sim de uma manifestação não carnavalesca do ambiente musical carioca: o pagode de mesa. (2º parágrafo)

Considere as afirmativas seguintes, a respeito dos sinais de pontuação constantes do segmento acima transcrito.

I. As vírgulas que isolam o segmento embora alguns mantivessem ligações com escolas poderiam ser corretamente substituídas por travessões, sem alteração do sentido original.

II. As aspas na palavra "avenida" indicam que ela está empregada com o sentido específico de carnaval das escolas de samba.

III. Os dois pontos introduzem uma especificação, com o emprego da expressão o pagode de mesa, que conclui o pensamento anterior.

Está correto o que consta em

 

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2686361 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: BB

Atenção: A questão refere-se ao texto seguinte.

No último 13 de abril o mundo do samba celebrou os 90 anos da genialíssima Dona Ivone Lara. E o evento trouxe à baila mais uma intrigante questão. É que, desde o surgimento dessa grande dama no cenário artístico musical, as escolas de samba nunca mais conseguiram projetar em nossa música popular o nome de algum artista oriundo de seu meio.

Comecemos por observar que nos anos 70-80, no Rio, muitos sambistas importantes surgiram. Mas, embora alguns mantivessem ligações com escolas, a base de lançamento de quase todos foi um bloco, o Cacique de Ramos. E a visibilidade por eles alcançada não veio da "avenida", e sim de uma manifestação não carnavalesca do ambiente musical carioca: o pagode de mesa.

Surgido como sinônimo de divertimento, patuscada, farra, o termo "pagode" ganhou, no Rio de Janeiro, a acepção de reunião de sambistas, em substituição a "roda de samba", denominação antes em voga. E, a partir dos encontros realizados no quintal do bloco Cacique de Ramos, o nome pagode passou a denominar ao mesmo tempo um estilo de interpretação do samba e um subgênero de canção popular.

A chegada desse novo estilo ao mercado se deu com as primeiras gravações do Grupo Fundo de Quintal e se consolidou com o lançamento, em 1985, do LP Raça Brasileira. Nesse disco aparece para o grande público, entre outros, o nome de Zeca Pagodinho. Privilegiando, também, a tradição do partido-alto, o estilo pagode colocou em destaque compositores como Almir Guineto, Arlindo Cruz, Jorge Aragão, Luiz Carlos da Vila e, mais tarde, o jovem Dudu Nobre.

Na segunda metade da década de 1990, o subgênero da canção rotulado como "pagode" pela indústria fonográfica, com as inevitáveis deturpações, diluições e aproximações com o rock mundializado, colocou em evidência e tornou artistas bem remunerados vários jovens sambistas da periferia de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Mas não guindou ao estrelato, pelo menos no Rio, nenhum artista ligado ao universo das escolas de samba.

(Adaptado de: Nei Lopes. O Estado de S. Paulo, C2+m/Ouvido Absoluto, 7 de maio de 2011)

... as escolas de samba nunca mais conseguiram projetar em nossa música popular o nome de algum artista oriundo de seu meio. (1º parágrafo)

O mesmo sentido da afirmativa acima está retomado na frase:

 

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2686360 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: BB

Atenção: A questão refere-se ao texto seguinte.

No último 13 de abril o mundo do samba celebrou os 90 anos da genialíssima Dona Ivone Lara. E o evento trouxe à baila mais uma intrigante questão. É que, desde o surgimento dessa grande dama no cenário artístico musical, as escolas de samba nunca mais conseguiram projetar em nossa música popular o nome de algum artista oriundo de seu meio.

Comecemos por observar que nos anos 70-80, no Rio, muitos sambistas importantes surgiram. Mas, embora alguns mantivessem ligações com escolas, a base de lançamento de quase todos foi um bloco, o Cacique de Ramos. E a visibilidade por eles alcançada não veio da "avenida", e sim de uma manifestação não carnavalesca do ambiente musical carioca: o pagode de mesa.

Surgido como sinônimo de divertimento, patuscada, farra, o termo "pagode" ganhou, no Rio de Janeiro, a acepção de reunião de sambistas, em substituição a "roda de samba", denominação antes em voga. E, a partir dos encontros realizados no quintal do bloco Cacique de Ramos, o nome pagode passou a denominar ao mesmo tempo um estilo de interpretação do samba e um subgênero de canção popular.

A chegada desse novo estilo ao mercado se deu com as primeiras gravações do Grupo Fundo de Quintal e se consolidou com o lançamento, em 1985, do LP Raça Brasileira. Nesse disco aparece para o grande público, entre outros, o nome de Zeca Pagodinho. Privilegiando, também, a tradição do partido-alto, o estilo pagode colocou em destaque compositores como Almir Guineto, Arlindo Cruz, Jorge Aragão, Luiz Carlos da Vila e, mais tarde, o jovem Dudu Nobre.

Na segunda metade da década de 1990, o subgênero da canção rotulado como "pagode" pela indústria fonográfica, com as inevitáveis deturpações, diluições e aproximações com o rock mundializado, colocou em evidência e tornou artistas bem remunerados vários jovens sambistas da periferia de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Mas não guindou ao estrelato, pelo menos no Rio, nenhum artista ligado ao universo das escolas de samba.

(Adaptado de: Nei Lopes. O Estado de S. Paulo, C2+m/Ouvido Absoluto, 7 de maio de 2011)

E o evento trouxe à baila mais uma intrigante questão. (1º parágrafo)

Em relação à expressão grifada na frase acima, está correta a afirmativa:

 

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2686359 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: BB

Atenção: A questão refere-se ao texto seguinte.

No último 13 de abril o mundo do samba celebrou os 90 anos da genialíssima Dona Ivone Lara. E o evento trouxe à baila mais uma intrigante questão. É que, desde o surgimento dessa grande dama no cenário artístico musical, as escolas de samba nunca mais conseguiram projetar em nossa música popular o nome de algum artista oriundo de seu meio.

Comecemos por observar que nos anos 70-80, no Rio, muitos sambistas importantes surgiram. Mas, embora alguns mantivessem ligações com escolas, a base de lançamento de quase todos foi um bloco, o Cacique de Ramos. E a visibilidade por eles alcançada não veio da "avenida", e sim de uma manifestação não carnavalesca do ambiente musical carioca: o pagode de mesa.

Surgido como sinônimo de divertimento, patuscada, farra, o termo "pagode" ganhou, no Rio de Janeiro, a acepção de reunião de sambistas, em substituição a "roda de samba", denominação antes em voga. E, a partir dos encontros realizados no quintal do bloco Cacique de Ramos, o nome pagode passou a denominar ao mesmo tempo um estilo de interpretação do samba e um subgênero de canção popular.

A chegada desse novo estilo ao mercado se deu com as primeiras gravações do Grupo Fundo de Quintal e se consolidou com o lançamento, em 1985, do LP Raça Brasileira. Nesse disco aparece para o grande público, entre outros, o nome de Zeca Pagodinho. Privilegiando, também, a tradição do partido-alto, o estilo pagode colocou em destaque compositores como Almir Guineto, Arlindo Cruz, Jorge Aragão, Luiz Carlos da Vila e, mais tarde, o jovem Dudu Nobre.

Na segunda metade da década de 1990, o subgênero da canção rotulado como "pagode" pela indústria fonográfica, com as inevitáveis deturpações, diluições e aproximações com o rock mundializado, colocou em evidência e tornou artistas bem remunerados vários jovens sambistas da periferia de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Mas não guindou ao estrelato, pelo menos no Rio, nenhum artista ligado ao universo das escolas de samba.

(Adaptado de: Nei Lopes. O Estado de S. Paulo, C2+m/Ouvido Absoluto, 7 de maio de 2011)

Fica evidente no texto que

 

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2686358 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: BB

Atenção: A questão refere-se ao texto seguinte.

No último 13 de abril o mundo do samba celebrou os 90 anos da genialíssima Dona Ivone Lara. E o evento trouxe à baila mais uma intrigante questão. É que, desde o surgimento dessa grande dama no cenário artístico musical, as escolas de samba nunca mais conseguiram projetar em nossa música popular o nome de algum artista oriundo de seu meio.

Comecemos por observar que nos anos 70-80, no Rio, muitos sambistas importantes surgiram. Mas, embora alguns mantivessem ligações com escolas, a base de lançamento de quase todos foi um bloco, o Cacique de Ramos. E a visibilidade por eles alcançada não veio da "avenida", e sim de uma manifestação não carnavalesca do ambiente musical carioca: o pagode de mesa.

Surgido como sinônimo de divertimento, patuscada, farra, o termo "pagode" ganhou, no Rio de Janeiro, a acepção de reunião de sambistas, em substituição a "roda de samba", denominação antes em voga. E, a partir dos encontros realizados no quintal do bloco Cacique de Ramos, o nome pagode passou a denominar ao mesmo tempo um estilo de interpretação do samba e um subgênero de canção popular.

A chegada desse novo estilo ao mercado se deu com as primeiras gravações do Grupo Fundo de Quintal e se consolidou com o lançamento, em 1985, do LP Raça Brasileira. Nesse disco aparece para o grande público, entre outros, o nome de Zeca Pagodinho. Privilegiando, também, a tradição do partido-alto, o estilo pagode colocou em destaque compositores como Almir Guineto, Arlindo Cruz, Jorge Aragão, Luiz Carlos da Vila e, mais tarde, o jovem Dudu Nobre.

Na segunda metade da década de 1990, o subgênero da canção rotulado como "pagode" pela indústria fonográfica, com as inevitáveis deturpações, diluições e aproximações com o rock mundializado, colocou em evidência e tornou artistas bem remunerados vários jovens sambistas da periferia de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Mas não guindou ao estrelato, pelo menos no Rio, nenhum artista ligado ao universo das escolas de samba.

(Adaptado de: Nei Lopes. O Estado de S. Paulo, C2+m/Ouvido Absoluto, 7 de maio de 2011)

O autor do texto

 

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