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O conceito atual de engenheiro − pessoa diplomada e legalmente habilitada a exercer alguma das múltiplas atividades da engenharia − é recente, ou seja, data da segunda metade do século XVIII. O primeiro estabelecimento de ensino onde se ministrou um curso regular de engenharia, com a diplomação de profissionais com esse título, parece ter sido fundado, em Paris, em 1747. Na mesma época, também em Paris, foi criada a escola que formava engenheiros de minas. Em 1818, fundou-se, em Londres, o Instituto de Engenheiros Civis, com a principal finalidade de defender e prestigiar o significado da profissão, ainda desprezada e mal compreendida, mesmo nos centros mais avançados do mundo. Antes dessa época, muita gente houve que se ocupou de diversas tarefas que, hoje, são atribuições do engenheiro. Os construtores antigos, entretanto, mesmo tendo realizado obras difíceis e audaciosas, se baseavam, principalmente, em uma série de regras práticas e empíricas, embora tivessem, evidentemente, em muitos casos, exata noção de estabilidade, de equilíbrio de forças, de centro de gravidade, entre outras. As obras que fizeram, muitas das quais até hoje causam admiração, são muito mais fruto do empirismo e da intuição do que de cálculo e de uma verdadeira engenharia, como entendida atualmente. Pode-se dizer que a engenharia científica só teve início quando se chegou a um consenso de que tudo aquilo que se fazia em bases empíricas e intuitivas era, na realidade, regido por leis físicas e matemáticas, que importava descobrir e estudar. Leonardo da Vinci e Galileu, nos séculos XV e XVII, podem ser considerados os precursores da engenharia científica.

Pedro Carlos da Silva Telles. História da engenharia no Brasil. Internet: <www.ebah.com.br> (com adaptações).

Com referência ao texto acima, julgue o próximo item.

Sem prejuízo para a coerência do texto e para sua correção gramatical, o trecho "O primeiro (...) em 1747" poderia ser reescrito da seguinte forma: Parece ter sido fundado, em 1747, em Paris, o primeiro curso regular a diplomar engenheiros e a habilitá-los na profissão.

 

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O conceito atual de engenheiro − pessoa diplomada e legalmente habilitada a exercer alguma das múltiplas atividades da engenharia − é recente, ou seja, data da segunda metade do século XVIII. O primeiro estabelecimento de ensino onde se ministrou um curso regular de engenharia, com a diplomação de profissionais com esse título, parece ter sido fundado, em Paris, em 1747. Na mesma época, também em Paris, foi criada a escola que formava engenheiros de minas. Em 1818, fundou-se, em Londres, o Instituto de Engenheiros Civis, com a principal finalidade de defender e prestigiar o significado da profissão, ainda desprezada e mal compreendida, mesmo nos centros mais avançados do mundo. Antes dessa época, muita gente houve que se ocupou de diversas tarefas que, hoje, são atribuições do engenheiro. Os construtores antigos, entretanto, mesmo tendo realizado obras difíceis e audaciosas, se baseavam, principalmente, em uma série de regras práticas e empíricas, embora tivessem, evidentemente, em muitos casos, exata noção de estabilidade, de equilíbrio de forças, de centro de gravidade, entre outras. As obras que fizeram, muitas das quais até hoje causam admiração, são muito mais fruto do empirismo e da intuição do que de cálculo e de uma verdadeira engenharia, como entendida atualmente. Pode-se dizer que a engenharia científica só teve início quando se chegou a um consenso de que tudo aquilo que se fazia em bases empíricas e intuitivas era, na realidade, regido por leis físicas e matemáticas, que importava descobrir e estudar. Leonardo da Vinci e Galileu, nos séculos XV e XVII, podem ser considerados os precursores da engenharia científica.

Pedro Carlos da Silva Telles. História da engenharia no Brasil. Internet: <www.ebah.com.br> (com adaptações).

Com referência ao texto acima, julgue o próximo item.

As palavras "título" e "profissão" foram empregadas como equivalentes semânticos de "conceito", o que as torna intercambiáveis no texto.

 

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O conceito atual de engenheiro − pessoa diplomada e legalmente habilitada a exercer alguma das múltiplas atividades da engenharia − é recente, ou seja, data da segunda metade do século XVIII. O primeiro estabelecimento de ensino onde se ministrou um curso regular de engenharia, com a diplomação de profissionais com esse título, parece ter sido fundado, em Paris, em 1747. Na mesma época, também em Paris, foi criada a escola que formava engenheiros de minas. Em 1818, fundou-se, em Londres, o Instituto de Engenheiros Civis, com a principal finalidade de defender e prestigiar o significado da profissão, ainda desprezada e mal compreendida, mesmo nos centros mais avançados do mundo. Antes dessa época, muita gente houve que se ocupou de diversas tarefas que, hoje, são atribuições do engenheiro. Os construtores antigos, entretanto, mesmo tendo realizado obras difíceis e audaciosas, se baseavam, principalmente, em uma série de regras práticas e empíricas, embora tivessem, evidentemente, em muitos casos, exata noção de estabilidade, de equilíbrio de forças, de centro de gravidade, entre outras. As obras que fizeram, muitas das quais até hoje causam admiração, são muito mais fruto do empirismo e da intuição do que de cálculo e de uma verdadeira engenharia, como entendida atualmente. Pode-se dizer que a engenharia científica só teve início quando se chegou a um consenso de que tudo aquilo que se fazia em bases empíricas e intuitivas era, na realidade, regido por leis físicas e matemáticas, que importava descobrir e estudar. Leonardo da Vinci e Galileu, nos séculos XV e XVII, podem ser considerados os precursores da engenharia científica.

Pedro Carlos da Silva Telles. História da engenharia no Brasil. Internet: <www.ebah.com.br> (com adaptações).

Com referência ao texto acima, julgue o próximo item.

A flexão de singular na forma verbal "importava" justifica-se por ser o sujeito da oração indeterminado, de interpretação genérica.

 

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Realmente, entre os agentes determinantes da seca se intercalam, de modo apreciável, a estrutura e a conformação do solo. Qualquer que seja a intensidade das causas complexas e mais remotas que anteriormente esboçamos, a influência daquelas é manifesta desde que se considere que a capacidade absorvente e emissiva dos terrenos expostos, a inclinação dos estratos, que os retalham, e a rudeza dos relevos topográficos agravam, do mesmo passo, a crestadura dos estios e a degradação intensiva das torrentes. De sorte que, saindo das insolações demoradas para as inundações subitâneas, a terra, mal protegida por uma vegetação decídua, que as primeiras requeimam e as segundas erradicam, se deixa, a pouco e pouco, invadir pelo regime francamente desértico.

(...)

Deste modo, a medida única a adotar-se deve consistir no corretivo dessas disposições naturais. Pondo de lado os fatores determinantes do flagelo, oriundos da fatalidade de leis astronômicas ou geográficas inacessíveis à intervenção humana, são aquelas as únicas passíveis de modificações apreciáveis.

Euclides da Cunha. Os Sertões (Campanha de Canudos). São Paulo: Martin Claret, 2007, p. 95-6 (com adaptações).

Julgue o item que se segue, referente ao texto acima.

As palavras "subitâneas" e "decídua" poderiam ser substituídas, respectivamente, por repentinas e caduca, sem prejuízo para a coerência e a correção gramatical do texto.

 

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Realmente, entre os agentes determinantes da seca se intercalam, de modo apreciável, a estrutura e a conformação do solo. Qualquer que seja a intensidade das causas complexas e mais remotas que anteriormente esboçamos, a influência daquelas é manifesta desde que se considere que a capacidade absorvente e emissiva dos terrenos expostos, a inclinação dos estratos, que os retalham, e a rudeza dos relevos topográficos agravam, do mesmo passo, a crestadura dos estios e a degradação intensiva das torrentes. De sorte que, saindo das insolações demoradas para as inundações subitâneas, a terra, mal protegida por uma vegetação decídua, que as primeiras requeimam e as segundas erradicam, se deixa, a pouco e pouco, invadir pelo regime francamente desértico.

(...)

Deste modo, a medida única a adotar-se deve consistir no corretivo dessas disposições naturais. Pondo de lado os fatores determinantes do flagelo, oriundos da fatalidade de leis astronômicas ou geográficas inacessíveis à intervenção humana, são aquelas as únicas passíveis de modificações apreciáveis.

Euclides da Cunha. Os Sertões (Campanha de Canudos). São Paulo: Martin Claret, 2007, p. 95-6 (com adaptações).

Julgue o item que se segue, referente ao texto acima.

Os sujeitos das formas verbais "requeimam" e "erradicam", são "as primeiras" e "as segundas", nessa ordem, elementos esses que se referem, respectivamente, às expressões "insolações demoradas" e "inundações subitâneas".

 

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Realmente, entre os agentes determinantes da seca se intercalam, de modo apreciável, a estrutura e a conformação do solo. Qualquer que seja a intensidade das causas complexas e mais remotas que anteriormente esboçamos, a influência daquelas é manifesta desde que se considere que a capacidade absorvente e emissiva dos terrenos expostos, a inclinação dos estratos, que os retalham, e a rudeza dos relevos topográficos agravam, do mesmo passo, a crestadura dos estios e a degradação intensiva das torrentes. De sorte que, saindo das insolações demoradas para as inundações subitâneas, a terra, mal protegida por uma vegetação decídua, que as primeiras requeimam e as segundas erradicam, se deixa, a pouco e pouco, invadir pelo regime francamente desértico.

(...)

Deste modo, a medida única a adotar-se deve consistir no corretivo dessas disposições naturais. Pondo de lado os fatores determinantes do flagelo, oriundos da fatalidade de leis astronômicas ou geográficas inacessíveis à intervenção humana, são aquelas as únicas passíveis de modificações apreciáveis.

Euclides da Cunha. Os Sertões (Campanha de Canudos). São Paulo: Martin Claret, 2007, p. 95-6 (com adaptações).

Julgue o item que se segue, referente ao texto acima.

De acordo com o texto, "a crestadura dos estios" e "a degradação intensiva das torrentes" são agravadas pela "capacidade absorvente e emissiva dos terrenos expostos", pela "inclinação dos estratos" e pela "rudeza dos relevos topográficos".

 

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Realmente, entre os agentes determinantes da seca se intercalam, de modo apreciável, a estrutura e a conformação do solo. Qualquer que seja a intensidade das causas complexas e mais remotas que anteriormente esboçamos, a influência daquelas é manifesta desde que se considere que a capacidade absorvente e emissiva dos terrenos expostos, a inclinação dos estratos, que os retalham, e a rudeza dos relevos topográficos agravam, do mesmo passo, a crestadura dos estios e a degradação intensiva das torrentes. De sorte que, saindo das insolações demoradas para as inundações subitâneas, a terra, mal protegida por uma vegetação decídua, que as primeiras requeimam e as segundas erradicam, se deixa, a pouco e pouco, invadir pelo regime francamente desértico.

(...)

Deste modo, a medida única a adotar-se deve consistir no corretivo dessas disposições naturais. Pondo de lado os fatores determinantes do flagelo, oriundos da fatalidade de leis astronômicas ou geográficas inacessíveis à intervenção humana, são aquelas as únicas passíveis de modificações apreciáveis.

Euclides da Cunha. Os Sertões (Campanha de Canudos). São Paulo: Martin Claret, 2007, p. 95-6 (com adaptações).

Julgue o item que se segue, referente ao texto acima.

O elemento "daquelas" refere-se a "a estrutura e a conformação do solo", descritas como as "causas complexas e mais remotas" da seca.

 

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Realmente, entre os agentes determinantes da seca se intercalam, de modo apreciável, a estrutura e a conformação do solo. Qualquer que seja a intensidade das causas complexas e mais remotas que anteriormente esboçamos, a influência daquelas é manifesta desde que se considere que a capacidade absorvente e emissiva dos terrenos expostos, a inclinação dos estratos, que os retalham, e a rudeza dos relevos topográficos agravam, do mesmo passo, a crestadura dos estios e a degradação intensiva das torrentes. De sorte que, saindo das insolações demoradas para as inundações subitâneas, a terra, mal protegida por uma vegetação decídua, que as primeiras requeimam e as segundas erradicam, se deixa, a pouco e pouco, invadir pelo regime francamente desértico.

(...)

Deste modo, a medida única a adotar-se deve consistir no corretivo dessas disposições naturais. Pondo de lado os fatores determinantes do flagelo, oriundos da fatalidade de leis astronômicas ou geográficas inacessíveis à intervenção humana, são aquelas as únicas passíveis de modificações apreciáveis.

Euclides da Cunha. Os Sertões (Campanha de Canudos). São Paulo: Martin Claret, 2007, p. 95-6 (com adaptações).

Julgue o item que se segue, referente ao texto acima.

No texto, manifesta-se a crença na ação humana para corrigir problemas causados ao homem pela natureza.

 

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Realmente, entre os agentes determinantes da seca se intercalam, de modo apreciável, a estrutura e a conformação do solo. Qualquer que seja a intensidade das causas complexas e mais remotas que anteriormente esboçamos, a influência daquelas é manifesta desde que se considere que a capacidade absorvente e emissiva dos terrenos expostos, a inclinação dos estratos, que os retalham, e a rudeza dos relevos topográficos agravam, do mesmo passo, a crestadura dos estios e a degradação intensiva das torrentes. De sorte que, saindo das insolações demoradas para as inundações subitâneas, a terra, mal protegida por uma vegetação decídua, que as primeiras requeimam e as segundas erradicam, se deixa, a pouco e pouco, invadir pelo regime francamente desértico.

(...)

Deste modo, a medida única a adotar-se deve consistir no corretivo dessas disposições naturais. Pondo de lado os fatores determinantes do flagelo, oriundos da fatalidade de leis astronômicas ou geográficas inacessíveis à intervenção humana, são aquelas as únicas passíveis de modificações apreciáveis.

Euclides da Cunha. Os Sertões (Campanha de Canudos). São Paulo: Martin Claret, 2007, p. 95-6 (com adaptações).

Julgue o item que se segue, referente ao texto acima.

O último período do texto poderia ser corretamente reescrito da seguinte maneira: Se forem desconsiderados os fatores causadores da tragédia por força de ocorrência astronômica ou geográficos sobre os quais os homens poder nenhum tem, as disposições naturais são as únicas que apresentam possibilidade de alteração substancial.

 

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Refletir sobre as conexões entre local e universal é comum na historiografia das ciências. Desde o século XIX, os autores que analisaram as ciências no Brasil avaliaram o país como "atrasado" em relação aos grandes centros. Os próprios conceitos e palavras utilizados pelos historiadores expressavam a opção interpretativa de tratar a ciência brasileira como dependente daquela praticada nos centros de poder. Mencionar, por exemplo, a "chegada" ou "difusão" da ciência moderna no Brasil indicava, muitas vezes, a adoção de um conceito de ciência como um conjunto de conteúdos estanque, criado sob o ponto de vista europeu. Assim, a produção científica seria considerada de boa qualidade se conseguisse reproduzir esses conteúdos. Como as realidades são diferentes, por nem sempre se adequarem aos padrões internacionais, as interpretações falavam em cópias malfeitas, em empreendimentos mal realizados, em promessas a se cumprir.

Para os historiadores contemporâneos, a questão se coloca por outro ângulo. Em primeiro lugar, a própria reavaliação do estatuto das ciências entende que o caminho traçado não foi o mesmo para todos. O que se conhece por ciência foi e é fruto de escolhas políticas, sociais e econômicas, que se refazem a cada dia, formando possíveis horizontes futuros. Em segundo lugar, os historiadores têm mostrado que não se pode falar em uma periferia colonial passiva, modelada por um centro de atividade científica dinâmica. As ciências se criam e se praticam com base em lógicas de exclusão, inclusão, monopólio, grupos, escolhas. Cabe aos historiadores enfatizar os aspectos negociados dessa relação, mostrando que os centros e as periferias são heterogêneos e que as posições de força não dependem tanto da nacionalidade, mas dos grupos e do tipo de integração e movimentação das práticas científicas locais.

Lorelai Kury. Nem centro nem periferia. In: Revista de História da Biblioteca Nacional. Especial n.º 2, nov./2010, p. 106 (com adaptações).

Com base no texto acima, julgue o item.

Sem prejuízo para a ideia original do texto, o período "Como as (...) se cumprir" poderia ser corretamente reescrito da seguinte forma: Como as realidades, às vezes, não se adéquam aos padrões internacionais por serem diferentes, as interpretações referiam-se a cópias que eram malfeitas, a empreendimentos que eram mal realizados e a promessas que não foram cumpridas.

 

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