Foram encontradas 35 questões.
Atos, um estudante de exatas, precisava
calcular a derivada de uma função f(x) de grau 2,
cujos coeficientes "a", "b" e "c" eram, respectivamente, iguais a 1, 0 e 0. Corretamente, Atos encontrou o
valor
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Em uma matriz quadrada A de ordem 2,
os elementos a11, a12, a21 e a22 são, respectivamente, 3, 4, 5 e 6. O determinante dessa matriz A é
igual a
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Calcule o valor desta expressão:
sen 30°+sen² 15°-sen 45°-cos 60°+cos 45°+cos² 15°
sen 30°+sen² 15°-sen 45°-cos 60°+cos 45°+cos² 15°
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Júlio, um estudante de Arquitetura,
quer coletar certo número de tampinhas de refrigerantes para fazer uma experiência no chão de sua
sala de aula. Basicamente, ele quer montar 100 fileiras com tampinhas, sendo a 1ª fileira com uma tampinha, a 2ª fileira com duas tampinhas, a 3ª fileira
com três tampinhas e assim, sucessivamente, até a
100ª fileira. Sua ideia é construir um formato triangular com tampinhas no chão da sala, para provar uma
teoria. Para isso, Júlio precisará de
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A união dos infinitos pontos no plano
equidistantes de um ponto referencial (origem), gera
um(a):
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Pandemia nos faz questionar noção
de individualidade
Verlaine Freitas*
“Quem sou eu em meio ao oceano de pessoas do
país e do mundo?” “O que representam bilhões de
pessoas do planeta para mim, um mero indivíduo?”
Essas perguntas, que nos rondam ocasionalmente
como meras fantasias existenciais – sem respostas e
sem desdobramentos práticos, meros índices das
incertezas quanto ao sentido da existência individual
e coletiva em um mundo cada vez mais individualista,
repentinamente ganharam uma concretude avassaladora.
A pandemia de COVID-19 nos mostra a densidade
urgente, visceral e corpórea do tecido societário,
expondo à luz do dia como falácias inadmissíveis os
discursos baseados no mero esforço próprio, nas
opções individuais, no interesse centrado na maximização do lucro em detrimento do bem-estar coletivo.
[...]
Vivemos atualmente um chamamento à concretude radical da negatividade do mundo, muito além
da experimentada nas figuras dos vilões nos filmes,
nas derrotas esportivas e nas notícias de guerras do
outro lado do mundo.
Ela deverá forjar uma nova consciência do significado dessa vida “em piloto automático”, com este
vaivém constante, seguindo o eterno princípio da
maior vantagem para si. Tal como toda interrupção
do trânsito com objetos de desejo constrange a uma
posição crítica sobre o significado deste vínculo, agora também seremos levados a nos perguntar sobre
esta colonização expansiva do mundo, cuja marcha
inexorável levou a natureza a nos questionar: “Quais
seus limites? Qual a racionalidade social disso tudo?
Quais os custos ambientais e de vidas humanas vocês
estão dispostos a pagar para manter a ilusão de um
individualismo exacerbado?”.
Naturalmente, o aprendizado dessa experiência
negativa será muito diverso, pois alguns grupos sociais lucram com esta crise, outros aferram-se a leituras religiosas fundamentalistas baseando-se no conceito de castigo divino, e alguns tenderão a se fechar
mais ainda em seu mundo, isolando-se de toda e
qualquer responsabilização social.
Espero, porém, que a maior parte da sociedade
tenha uma visão crítica progressista, cobrando de si e
dos outros um comprometimento maior com o bemestar social, percebendo o quanto a vida em sociedade significa, por si, uma dimensão inexpugnável e
inelidível da vida individual no sentido mais próprio
do termo.
O isolamento social a que hoje nos vemos forçados pode ser lido como uma metáfora do quanto a
negligência para com os serviços públicos de saúde
significa o desprezo para com a vida de cada uma e
cada um de nós em termos singulares.
Os filósofos da Escola de Frankfurt, Theodor
Adorno e Max Horkheimer, haviam concebido a destruição avassaladora da Segunda Guerra Mundial
como um retorno violento da natureza recalcada,
reprimida e mutilada. Tal como, segundo a psicanálise, desejos recalcados retornam sob a forma de sofrimento neurótico, todo o complexo natural pareceu
retornar, furioso, nas centenas de bombas despejados sobre as metrópoles.
Agora vemos, mais uma vez, porém de forma menos metafórica, a natureza cobrando um alto preço
pelo esquecimento de que somos seres vivos, aliás
muito frágeis, muito mais fracos que outros, invisíveis
aos nossos olhos, mas muito mais poderosos que nós
humanos, demasiadamente humanos.
*Verlaine Freitas é professor da UFMG e pesquisador
do CNPq
Disponível em:<https://www.em.com.br/app/noticia/cultura/2020/ 03/28/interna_cultura,1133266/pandemia-nos-faz-questionar-nocao-de-individualidade-diz-filosofo-da.shtml>
. Acesso em 28 mar. 2020.
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Pandemia nos faz questionar noção
de individualidade
Verlaine Freitas*
“Quem sou eu em meio ao oceano de pessoas do
país e do mundo?” “O que representam bilhões de
pessoas do planeta para mim, um mero indivíduo?”
Essas perguntas, que nos rondam ocasionalmente
como meras fantasias existenciais – sem respostas e
sem desdobramentos práticos, meros índices das
incertezas quanto ao sentido da existência individual
e coletiva em um mundo cada vez mais individualista,
repentinamente ganharam uma concretude avassaladora.
A pandemia de COVID-19 nos mostra a densidade
urgente, visceral e corpórea do tecido societário,
expondo à luz do dia como falácias inadmissíveis os
discursos baseados no mero esforço próprio, nas
opções individuais, no interesse centrado na maximização do lucro em detrimento do bem-estar coletivo.
[...]
Vivemos atualmente um chamamento à concretude radical da negatividade do mundo, muito além
da experimentada nas figuras dos vilões nos filmes,
nas derrotas esportivas e nas notícias de guerras do
outro lado do mundo.
Ela deverá forjar uma nova consciência do significado dessa vida “em piloto automático”, com este
vaivém constante, seguindo o eterno princípio da
maior vantagem para si. Tal como toda interrupção
do trânsito com objetos de desejo constrange a uma
posição crítica sobre o significado deste vínculo, agora também seremos levados a nos perguntar sobre
esta colonização expansiva do mundo, cuja marcha
inexorável levou a natureza a nos questionar: “Quais
seus limites? Qual a racionalidade social disso tudo?
Quais os custos ambientais e de vidas humanas vocês
estão dispostos a pagar para manter a ilusão de um
individualismo exacerbado?”.
Naturalmente, o aprendizado dessa experiência
negativa será muito diverso, pois alguns grupos sociais lucram com esta crise, outros aferram-se a leituras religiosas fundamentalistas baseando-se no conceito de castigo divino, e alguns tenderão a se fechar
mais ainda em seu mundo, isolando-se de toda e
qualquer responsabilização social.
Espero, porém, que a maior parte da sociedade
tenha uma visão crítica progressista, cobrando de si e
dos outros um comprometimento maior com o bemestar social, percebendo o quanto a vida em sociedade significa, por si, uma dimensão inexpugnável e
inelidível da vida individual no sentido mais próprio
do termo.
O isolamento social a que hoje nos vemos forçados pode ser lido como uma metáfora do quanto a
negligência para com os serviços públicos de saúde
significa o desprezo para com a vida de cada uma e
cada um de nós em termos singulares.
Os filósofos da Escola de Frankfurt, Theodor
Adorno e Max Horkheimer, haviam concebido a destruição avassaladora da Segunda Guerra Mundial
como um retorno violento da natureza recalcada,
reprimida e mutilada. Tal como, segundo a psicanálise, desejos recalcados retornam sob a forma de sofrimento neurótico, todo o complexo natural pareceu
retornar, furioso, nas centenas de bombas despejados sobre as metrópoles.
Agora vemos, mais uma vez, porém de forma menos metafórica, a natureza cobrando um alto preço
pelo esquecimento de que somos seres vivos, aliás
muito frágeis, muito mais fracos que outros, invisíveis
aos nossos olhos, mas muito mais poderosos que nós
humanos, demasiadamente humanos.
*Verlaine Freitas é professor da UFMG e pesquisador
do CNPq
Disponível em:<https://www.em.com.br/app/noticia/cultura/2020/ 03/28/interna_cultura,1133266/pandemia-nos-faz-questionar-nocao-de-individualidade-diz-filosofo-da.shtml>
. Acesso em 28 mar. 2020.
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Pandemia nos faz questionar noção
de individualidade
Verlaine Freitas*
“Quem sou eu em meio ao oceano de pessoas do
país e do mundo?” “O que representam bilhões de
pessoas do planeta para mim, um mero indivíduo?”
Essas perguntas, que nos rondam ocasionalmente
como meras fantasias existenciais – sem respostas e
sem desdobramentos práticos, meros índices das
incertezas quanto ao sentido da existência individual
e coletiva em um mundo cada vez mais individualista,
repentinamente ganharam uma concretude avassaladora.
A pandemia de COVID-19 nos mostra a densidade
urgente, visceral e corpórea do tecido societário,
expondo à luz do dia como falácias inadmissíveis os
discursos baseados no mero esforço próprio, nas
opções individuais, no interesse centrado na maximização do lucro em detrimento do bem-estar coletivo.
[...]
Vivemos atualmente um chamamento à concretude radical da negatividade do mundo, muito além
da experimentada nas figuras dos vilões nos filmes,
nas derrotas esportivas e nas notícias de guerras do
outro lado do mundo.
Ela deverá forjar uma nova consciência do significado dessa vida “em piloto automático”, com este
vaivém constante, seguindo o eterno princípio da
maior vantagem para si. Tal como toda interrupção
do trânsito com objetos de desejo constrange a uma
posição crítica sobre o significado deste vínculo, agora também seremos levados a nos perguntar sobre
esta colonização expansiva do mundo, cuja marcha
inexorável levou a natureza a nos questionar: “Quais
seus limites? Qual a racionalidade social disso tudo?
Quais os custos ambientais e de vidas humanas vocês
estão dispostos a pagar para manter a ilusão de um
individualismo exacerbado?”.
Naturalmente, o aprendizado dessa experiência
negativa será muito diverso, pois alguns grupos sociais lucram com esta crise, outros aferram-se a leituras religiosas fundamentalistas baseando-se no conceito de castigo divino, e alguns tenderão a se fechar
mais ainda em seu mundo, isolando-se de toda e
qualquer responsabilização social.
Espero, porém, que a maior parte da sociedade
tenha uma visão crítica progressista, cobrando de si e
dos outros um comprometimento maior com o bemestar social, percebendo o quanto a vida em sociedade significa, por si, uma dimensão inexpugnável e
inelidível da vida individual no sentido mais próprio
do termo.
O isolamento social a que hoje nos vemos forçados pode ser lido como uma metáfora do quanto a
negligência para com os serviços públicos de saúde
significa o desprezo para com a vida de cada uma e
cada um de nós em termos singulares.
Os filósofos da Escola de Frankfurt, Theodor
Adorno e Max Horkheimer, haviam concebido a destruição avassaladora da Segunda Guerra Mundial
como um retorno violento da natureza recalcada,
reprimida e mutilada. Tal como, segundo a psicanálise, desejos recalcados retornam sob a forma de sofrimento neurótico, todo o complexo natural pareceu
retornar, furioso, nas centenas de bombas despejados sobre as metrópoles.
Agora vemos, mais uma vez, porém de forma menos metafórica, a natureza cobrando um alto preço
pelo esquecimento de que somos seres vivos, aliás
muito frágeis, muito mais fracos que outros, invisíveis
aos nossos olhos, mas muito mais poderosos que nós
humanos, demasiadamente humanos.
*Verlaine Freitas é professor da UFMG e pesquisador
do CNPq
Disponível em:<https://www.em.com.br/app/noticia/cultura/2020/ 03/28/interna_cultura,1133266/pandemia-nos-faz-questionar-nocao-de-individualidade-diz-filosofo-da.shtml>
. Acesso em 28 mar. 2020.
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- SemânticaDenotação e Conotação
- Interpretação de TextosFiguras e Vícios de LinguagemFiguras de Linguagem
Pandemia nos faz questionar noção
de individualidade
Verlaine Freitas*
“Quem sou eu em meio ao oceano de pessoas do
país e do mundo?” “O que representam bilhões de
pessoas do planeta para mim, um mero indivíduo?”
Essas perguntas, que nos rondam ocasionalmente
como meras fantasias existenciais – sem respostas e
sem desdobramentos práticos, meros índices das
incertezas quanto ao sentido da existência individual
e coletiva em um mundo cada vez mais individualista,
repentinamente ganharam uma concretude avassaladora.
A pandemia de COVID-19 nos mostra a densidade
urgente, visceral e corpórea do tecido societário,
expondo à luz do dia como falácias inadmissíveis os
discursos baseados no mero esforço próprio, nas
opções individuais, no interesse centrado na maximização do lucro em detrimento do bem-estar coletivo.
[...]
Vivemos atualmente um chamamento à concretude radical da negatividade do mundo, muito além
da experimentada nas figuras dos vilões nos filmes,
nas derrotas esportivas e nas notícias de guerras do
outro lado do mundo.
Ela deverá forjar uma nova consciência do significado dessa vida “em piloto automático”, com este
vaivém constante, seguindo o eterno princípio da
maior vantagem para si. Tal como toda interrupção
do trânsito com objetos de desejo constrange a uma
posição crítica sobre o significado deste vínculo, agora também seremos levados a nos perguntar sobre
esta colonização expansiva do mundo, cuja marcha
inexorável levou a natureza a nos questionar: “Quais
seus limites? Qual a racionalidade social disso tudo?
Quais os custos ambientais e de vidas humanas vocês
estão dispostos a pagar para manter a ilusão de um
individualismo exacerbado?”.
Naturalmente, o aprendizado dessa experiência
negativa será muito diverso, pois alguns grupos sociais lucram com esta crise, outros aferram-se a leituras religiosas fundamentalistas baseando-se no conceito de castigo divino, e alguns tenderão a se fechar
mais ainda em seu mundo, isolando-se de toda e
qualquer responsabilização social.
Espero, porém, que a maior parte da sociedade
tenha uma visão crítica progressista, cobrando de si e
dos outros um comprometimento maior com o bemestar social, percebendo o quanto a vida em sociedade significa, por si, uma dimensão inexpugnável e
inelidível da vida individual no sentido mais próprio
do termo.
O isolamento social a que hoje nos vemos forçados pode ser lido como uma metáfora do quanto a
negligência para com os serviços públicos de saúde
significa o desprezo para com a vida de cada uma e
cada um de nós em termos singulares.
Os filósofos da Escola de Frankfurt, Theodor
Adorno e Max Horkheimer, haviam concebido a destruição avassaladora da Segunda Guerra Mundial
como um retorno violento da natureza recalcada,
reprimida e mutilada. Tal como, segundo a psicanálise, desejos recalcados retornam sob a forma de sofrimento neurótico, todo o complexo natural pareceu
retornar, furioso, nas centenas de bombas despejados sobre as metrópoles.
Agora vemos, mais uma vez, porém de forma menos metafórica, a natureza cobrando um alto preço
pelo esquecimento de que somos seres vivos, aliás
muito frágeis, muito mais fracos que outros, invisíveis
aos nossos olhos, mas muito mais poderosos que nós
humanos, demasiadamente humanos.
*Verlaine Freitas é professor da UFMG e pesquisador
do CNPq
Disponível em:<https://www.em.com.br/app/noticia/cultura/2020/ 03/28/interna_cultura,1133266/pandemia-nos-faz-questionar-nocao-de-individualidade-diz-filosofo-da.shtml>
. Acesso em 28 mar. 2020.
No último parágrafo, o autor observa:
“Agora vemos, mais uma vez, porém de forma menos metafórica, a natureza cobrando um alto preço pelo esquecimento de que somos seres vivos, [...].” (10º parágrafo)
Sobre esse trecho, é correto afirmar que a expressão grifada indica que o autor
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de individualidade
Verlaine Freitas*
“Quem sou eu em meio ao oceano de pessoas do
país e do mundo?” “O que representam bilhões de
pessoas do planeta para mim, um mero indivíduo?”
Essas perguntas, que nos rondam ocasionalmente
como meras fantasias existenciais – sem respostas e
sem desdobramentos práticos, meros índices das
incertezas quanto ao sentido da existência individual
e coletiva em um mundo cada vez mais individualista,
repentinamente ganharam uma concretude avassaladora.
A pandemia de COVID-19 nos mostra a densidade
urgente, visceral e corpórea do tecido societário,
expondo à luz do dia como falácias inadmissíveis os
discursos baseados no mero esforço próprio, nas
opções individuais, no interesse centrado na maximização do lucro em detrimento do bem-estar coletivo.
[...]
Vivemos atualmente um chamamento à concretude radical da negatividade do mundo, muito além
da experimentada nas figuras dos vilões nos filmes,
nas derrotas esportivas e nas notícias de guerras do
outro lado do mundo.
Ela deverá forjar uma nova consciência do significado dessa vida “em piloto automático”, com este
vaivém constante, seguindo o eterno princípio da
maior vantagem para si. Tal como toda interrupção
do trânsito com objetos de desejo constrange a uma
posição crítica sobre o significado deste vínculo, agora também seremos levados a nos perguntar sobre
esta colonização expansiva do mundo, cuja marcha
inexorável levou a natureza a nos questionar: “Quais
seus limites? Qual a racionalidade social disso tudo?
Quais os custos ambientais e de vidas humanas vocês
estão dispostos a pagar para manter a ilusão de um
individualismo exacerbado?”.
Naturalmente, o aprendizado dessa experiência
negativa será muito diverso, pois alguns grupos sociais lucram com esta crise, outros aferram-se a leituras religiosas fundamentalistas baseando-se no conceito de castigo divino, e alguns tenderão a se fechar
mais ainda em seu mundo, isolando-se de toda e
qualquer responsabilização social.
Espero, porém, que a maior parte da sociedade
tenha uma visão crítica progressista, cobrando de si e
dos outros um comprometimento maior com o bemestar social, percebendo o quanto a vida em sociedade significa, por si, uma dimensão inexpugnável e
inelidível da vida individual no sentido mais próprio
do termo.
O isolamento social a que hoje nos vemos forçados pode ser lido como uma metáfora do quanto a
negligência para com os serviços públicos de saúde
significa o desprezo para com a vida de cada uma e
cada um de nós em termos singulares.
Os filósofos da Escola de Frankfurt, Theodor
Adorno e Max Horkheimer, haviam concebido a destruição avassaladora da Segunda Guerra Mundial
como um retorno violento da natureza recalcada,
reprimida e mutilada. Tal como, segundo a psicanálise, desejos recalcados retornam sob a forma de sofrimento neurótico, todo o complexo natural pareceu
retornar, furioso, nas centenas de bombas despejados sobre as metrópoles.
Agora vemos, mais uma vez, porém de forma menos metafórica, a natureza cobrando um alto preço
pelo esquecimento de que somos seres vivos, aliás
muito frágeis, muito mais fracos que outros, invisíveis
aos nossos olhos, mas muito mais poderosos que nós
humanos, demasiadamente humanos.
*Verlaine Freitas é professor da UFMG e pesquisador
do CNPq
Disponível em:<https://www.em.com.br/app/noticia/cultura/2020/ 03/28/interna_cultura,1133266/pandemia-nos-faz-questionar-nocao-de-individualidade-diz-filosofo-da.shtml>
. Acesso em 28 mar. 2020.
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