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O Brasil é uma nação plurilíngue, como a maioria dos países (94% deles). Embora, através dos tempos, tenha prevalecido o senso comum de que o país apresenta uma impressionante homogeneidade idiomática, construída em torno da língua portuguesa, contamos hoje com cerca de 210 idiomas espalhados em nosso território. De fato, as mais de 180 línguas indígenas e 30 línguas de imigração emprestam à identidade brasileira um colorido multicultural, apesar das históricas e repetidas investidas contra essas minorias sob a justificativa de busca e manutenção de um Estado homogêneo e coeso.
Há que se mencionar ainda as línguas afro-brasileiras (faladas nas comunidades quilombolas), os falares fronteiriços e as línguas de sinais das comunidades surdas, além das variantes dialetais da língua portuguesa.
Posta a diversidade linguística brasileira, infelizmente há uma imprecisão quanto ao número de falantes de cada língua, visto que apenas dois censos — o de 1940 e o de 1950 — se interessaram não só em perguntar qual língua os brasileiros usavam no lar, mas também em indagar se sabiam falar português.
Cláudia Gomes Paiva. Brasil: nação monolíngue. In: Ensaios sobre impactos da Constituição Federal de 1988 na sociedade brasileira. Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2008 (com adaptações).
No que diz respeito às ideias e estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item subsecutivo.
As palavras “idiomática”, “construída” e “língua” são acentuadas em razão da mesma regra ortográfica.
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Imagine a leitora que está em 1813, na igreja do Carmo, ouvindo uma daquelas boas festas antigas, que eram todo o recreio público e toda a arte musical. Sabem o que é uma missa cantada; podem imaginar o que seria uma missa cantada daqueles anos remotos. Não lhe chamo a atenção para os padres e os sacristães, nem para o sermão, nem para os olhos das moças cariocas, que já eram bonitos nesse tempo, nem para as mantilhas das senhoras graves, os calções, as cabeleiras, as sanefas, as luzes, os incensos, nada. Não falo sequer da orquestra, que é excelente; limito-me a mostrar-lhes uma cabeça branca, a cabeça desse velho que rege a orquestra, com alma e devoção.
Chama-se Romão Pires; terá sessenta anos, não menos, nasceu no Valongo, ou por esses lados. É bom músico e bom homem; todos os músicos gostam dele. Mestre Romão é o nome familiar; e dizer familiar e público era a mesma coisa em tal matéria e naquele tempo. “Quem rege a missa é mestre Romão” — equivalia a esta outra forma de anúncio, anos depois: “Entra em cena o ator João Caetano”; — ou então: “O ator Martinho cantará uma de suas melhores árias.” Era o tempero certo, o chamariz delicado e popular. Mestre Romão rege a festa! Quem não conhecia mestre Romão, com o seu ar circunspecto, olhos no chão, riso triste, e passo demorado? Tudo isso desaparecia à frente da orquestra; então a vida derramava-se por todo o corpo e todos os gestos do mestre; o olhar acendia-se, o riso iluminava-se: era outro.
Acabou a festa; é como se acabasse um clarão intenso, e deixasse o rosto apenas alumiado da luz ordinária. Ei-lo que desce do coro, apoiado na bengala; vai à sacristia beijar a mão aos padres e aceita um lugar à mesa do jantar.
Machado de Assis. Histórias sem data. Internet: <www.machadodeassis.org.br> (com adaptações).
No que se refere às ideias e aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item que se segue.
A palavra “remotos” poderia ser substituída por animados sem prejuízo ao sentido original e à correção gramatical do texto.
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Em linhas gerais, podemos dizer que a Constituição Federal de 1988 manteve os preceitos fundamentais que vigoravam nas Cartas anteriores. A nova Constituição confirmou diversos princípios da tradição democrática republicana do século XX, tais como o federalismo, o presidencialismo, o multipartidarismo, o bicameralismo e a representação proporcional. Procurou, também, realçar o Poder Legislativo reformando elementos do equilíbrio institucional por meio de uma redivisão das competências constitucionais entre os poderes, assim como procurou redesenhar a Carta política nacional, ao alçar os municípios como entes formadores da Federação brasileira.
José Theodoro Mascarenhas Merck. Constituinte de 1987 e a constituição possível. In: Ensaios sobre impactos da Constituição Federal de 1988 na sociedade brasileira. Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2008 (com adaptações).
Com base nas ideias e nos aspectos linguísticos do texto, julgue o item a seguir.
Depreende-se do texto que o estatuto dos municípios como entes formadores da Federação brasileira é um princípio da tradição democrática republicana do século XX.
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Imagine a leitora que está em 1813, na igreja do Carmo, ouvindo uma daquelas boas festas antigas, que eram todo o recreio público e toda a arte musical. Sabem o que é uma missa cantada; podem imaginar o que seria uma missa cantada daqueles anos remotos. Não lhe chamo a atenção para os padres e os sacristães, nem para o sermão, nem para os olhos das moças cariocas, que já eram bonitos nesse tempo, nem para as mantilhas das senhoras graves, os calções, as cabeleiras, as sanefas, as luzes, os incensos, nada. Não falo sequer da orquestra, que é excelente; limito-me a mostrar-lhes uma cabeça branca, a cabeça desse velho que rege a orquestra, com alma e devoção.
Chama-se Romão Pires; terá sessenta anos, não menos, nasceu no Valongo, ou por esses lados. É bom músico e bom homem; todos os músicos gostam dele. Mestre Romão é o nome familiar; e dizer familiar e público era a mesma coisa em tal matéria e naquele tempo. “Quem rege a missa é mestre Romão” — equivalia a esta outra forma de anúncio, anos depois: “Entra em cena o ator João Caetano”; — ou então: “O ator Martinho cantará uma de suas melhores árias.” Era o tempero certo, o chamariz delicado e popular. Mestre Romão rege a festa! Quem não conhecia mestre Romão, com o seu ar circunspecto, olhos no chão, riso triste, e passo demorado? Tudo isso desaparecia à frente da orquestra; então a vida derramava-se por todo o corpo e todos os gestos do mestre; o olhar acendia-se, o riso iluminava-se: era outro.
Acabou a festa; é como se acabasse um clarão intenso, e deixasse o rosto apenas alumiado da luz ordinária. Ei-lo que desce do coro, apoiado na bengala; vai à sacristia beijar a mão aos padres e aceita um lugar à mesa do jantar.
Machado de Assis. Histórias sem data. Internet: <www.machadodeassis.org.br> (com adaptações).
No que se refere às ideias e aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item que se segue.
O texto acima caracteriza-se, predominantemente, como narrativo, ainda que se identifiquem nele trechos descritivos.
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Imagine a leitora que está em 1813, na igreja do Carmo, ouvindo uma daquelas boas festas antigas, que eram todo o recreio público e toda a arte musical. Sabem o que é uma missa cantada; podem imaginar o que seria uma missa cantada daqueles anos remotos. Não lhe chamo a atenção para os padres e os sacristães, nem para o sermão, nem para os olhos das moças cariocas, que já eram bonitos nesse tempo, nem para as mantilhas das senhoras graves, os calções, as cabeleiras, as sanefas, as luzes, os incensos, nada. Não falo sequer da orquestra, que é excelente; limito-me a mostrar-lhes uma cabeça branca, a cabeça desse velho que rege a orquestra, com alma e devoção.
Chama-se Romão Pires; terá sessenta anos, não menos, nasceu no Valongo, ou por esses lados. É bom músico e bom homem; todos os músicos gostam dele. Mestre Romão é o nome familiar; e dizer familiar e público era a mesma coisa em tal matéria e naquele tempo. “Quem rege a missa é mestre Romão” — equivalia a esta outra forma de anúncio, anos depois: “Entra em cena o ator João Caetano”; — ou então: “O ator Martinho cantará uma de suas melhores árias.” Era o tempero certo, o chamariz delicado e popular. Mestre Romão rege a festa! Quem não conhecia mestre Romão, com o seu ar circunspecto, olhos no chão, riso triste, e passo demorado? Tudo isso desaparecia à frente da orquestra; então a vida derramava-se por todo o corpo e todos os gestos do mestre; o olhar acendia-se, o riso iluminava-se: era outro.
Acabou a festa; é como se acabasse um clarão intenso, e deixasse o rosto apenas alumiado da luz ordinária. Ei-lo que desce do coro, apoiado na bengala; vai à sacristia beijar a mão aos padres e aceita um lugar à mesa do jantar.
Machado de Assis. Histórias sem data. Internet: <www.machadodeassis.org.br> (com adaptações).
Ainda em relação a aspectos linguísticos do texto de Machado de Assis, julgue o item seguinte.
No fragmento “Não lhe chamo a atenção para os padres e os sacristães, nem para o sermão”, todos os substantivos terminados em ditongos nasais apresentam as mesmas possibilidades de formação de plural.
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No período de seca ocorrem, frequentemente, incêndios em florestas, provocados por latas de refrigerante feitas de alumínio polido ou por garrafas. O fundo côncavo desses objetos funciona como espelhos esféricos que concentram os raios solares, em um ponto do espaço, aumentando a temperatura dos objetos aí localizados. Com base nessas informações e considerando que, em todas as situações, os raios de luz solar incidentes no fundo das latas e garrafas sejam paralelos, julgue o item subsequente.
Os raios solares que incidem paralelamente ao eixo principal da superfície côncava, quando refletidos, passam necessariamente pelo ponto focal.
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