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1303300 Ano: 2013
Disciplina: Engenharia Cartográfica
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: CIAAR

Busca-se realizar um voo fotogramétrico sobre uma área em que a distância focal é de 210 mm, a altitude média do terreno é de 50 m e a escala de 1:5.000. Qual a altura de voo?

 

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Texto II para responder à questão.

O padeiro

Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento – mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a “greve do pão dormido”. De resto não é bem uma greve, é um lockout, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o que do governo.

Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:

– Não é ninguém, é o padeiro!

Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?(I)

“Então você não é ninguém?

” Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: “não é ninguém, não senhora, é o padeiro”. Assim ficara sabendo que não era ninguém…

Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno(II). Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina – e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno(III).

Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; “não é ninguém, é o padeiro!”

E assobiava pelas escadas.

(Rubem Braga. Disponível em: http://www.sul21.com.br/jornal/2013/01/100-anos-do-mestre-da-cronica-rubem-braga/)

Julgue os itens abaixo.

I. Em “[...] como tivera a ideia de gritar aquilo?” a palavra destacada funciona como advérbio interrogativo.

II. No trecho “[...] eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno.”, a forma “como” atua na função de advérbio de modo.

III. No excerto “[...] o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.”, “como” é uma conjunção coordenativa.

Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)

 

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1259061 Ano: 2013
Disciplina: Engenharia Cartográfica
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: CIAAR

O mapa temático obtido na interpretação de imagens de satélites tem como objetivo representar o universo real. Geralmente, busca-se representar espacialmente as feições contidas na área imageada e quantificar as classes de uso e ocupação do solo. A exatidão do mapeamento depende de vários fatores. Relacione esses fatores às respectivas características. A seguir, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.

Fatores

(1) Tipos de amostragem

(2) Unidades de amostragem

(3) Tamanho da amostra

(4) Validação e exatidão do mapeamento

Características

( ) deve-se levar em consideração quando se pretende estabelecer um esquema de amostragem e, em geral, deve determinar com base nos critérios estatístico e econômico.

( ) serve(m) para avaliar a exatidão do mapeamento, inclui(em) pontos, transações e área. Embora o ponto seja uma unidade amostral, sua utilização é, às vezes, não recomendada para obter informações de ocupação do solo, porque, na prática, a sua localização no terreno é muito difícil, pela incerteza do seu posicionamento.

( ) qualquer que seja o esquema adotado, é necessário estabelecer procedimento padronizado para medida e comparação da exatidão de mapeamento.

( ) os métodos usados para estimar a exatidão de mapeamento possuem como ponto de partida a construção de uma matriz de confusão, ou matriz de erro, obtida a partir de uma amostra de área.

 

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Texto II para responder à questão.

O padeiro

Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento – mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a “greve do pão dormido”. De resto não é bem uma greve, é um lockout, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o que do governo.

Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:

– Não é ninguém, é o padeiro!

Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?

“Então você não é ninguém?

” Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: “não é ninguém, não senhora, é o padeiro”. Assim ficara sabendo que não era ninguém…

Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina – e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.

Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; “não é ninguém, é o padeiro!”

E assobiava pelas escadas.

(Rubem Braga. Disponível em: http://www.sul21.com.br/jornal/2013/01/100-anos-do-mestre-da-cronica-rubem-braga/)

Releia o trecho: “Eu não quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante.”

Qual é a relação entre a oração introduzida pela expressão sublinhada e a oração imediatamente anterior?

 

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Texto I para responder à questão.

A maldição do esquerdo- direitismo

O esquerdo- direitismo é uma crença semirreligiosa que se tornou a ideologia dominante do mundo no último século. Esquerdo-direitistas são pessoas que acreditam que todo o bem que existe no mundo provém de apenas uma fonte. Há dois tipos de esquerdo- direitistas – aqueles que acham que a fonte de todo o bem é o mercado e aqueles que acham que é o estado. A estes chamamos esquerdistas, aqueles são os direitistas.

No fundo, esquerdistas e direitistas são dois lados de uma mesma coisa. Ambos veem o mundo em apenas duas dimensões, sem profundidade, dividido entre bons e maus. Não admira que esquerdistas transformem-se em direitistas e vice-versa com tanta facilidade(A) – alguns dos analistas mais ferrenhos da direita passaram a juventude militando nas facções mais radicais da esquerda.

Nos últimos [...] meses, os dois maiores ícones desse jeito simplista de ver o mundo morreram: Hugo Chávez (esquerda) e Margareth Thatcher (direita). Difícil imaginar dois personagens tão representativos desse modo oitocentista de ver o mundo. Todos os esquerdo-direitistas concordam que, entre os mortos, havia um santo e um demônio. Eles discordam apenas em relação a qual é qual.

A realidade é que nem Chávez nem Thatcher merecem a canonização. Ambos tiveram seus inegáveis méritos como líderes carismáticos, mas as duas biografias estão cheias de erros crassos. É que, ao contrário do que eles acreditavam, o esquerdo-direitismo está errado. A crença compartilhada por esquerdistas e direitistas de que o mundo está dividido ao meio, entre virtuosos e cretinos, simplesmente não tem lastro na realidade. Há virtudes e cretinices em cada um de nós e o mundo é muito mais cheio de sutilezas do que imaginavam nossos manuais ideológicos publicados nos séculos 18 e 19.

Prova disso está numa reportagem de capa recente publicada pela tradicional revista The Economist, a Bíblia liberal inglesa, que já foi um ícone esquerdo- direitista na época que essas coisas faziam sentido. A matéria de Economist declara que o novo modelo para o planeta são os países nórdicos. “Se você tivesse que renascer em algum lugar do mundo com talentos e renda médios, você ia querer ser um viking”(B), diz a revista.

Os países escandinavos, que nas décadas de 1970 e 1980 eram estados inchados, com impostos altíssimos, baixa competitividade e serviços públicos de estado socialista, quem diria, viraram exemplo para a revista que os liberais sempre adoraram. Isso porque, nos últimos anos, Suécia, Dinamarca, Noruega e Finlândia fizeram várias reformas e se tornaram países incríveis para se viver.(D)

Para começar, o estado racionalizou seus gastos e criou as mais fantásticas políticas de transparência do mundo, permitindo à população fiscalizar seus governantes e reduzir a gastança. Na Suécia, políticos de alto escalão moram em quitinetes, lavam a própria louça e usam transporte público ou bicicleta. Além disso, a burocracia caiu quase a zero e esses países viraram paraísos do empreendedorismo, de fazer inveja ao Vale do Silício com suas histórias de sucesso (Skype, Angry Birds, Spotify).

Mas isso foi feito sem sucatear o estado nem prejudicar a população. As reformas do estado foram feitas com um objetivo claro: manter a qualidade do serviço público, ou, se possível, aumentá-la.(C) Essa lógica ajuda a entender o que aconteceu com a saúde e a educação pública nesses países. O governo continua atuando, provendo serviços de qualidade, mas empresas privadas também podem entrar na competição. Os cidadãos recebem do governo vouchers de saúde e educação e podem decidir usá-los em escolas e hospitais públicos ou privados. Na Escandinávia, o estado continua grande, mas uma coisa fundamental mudou: ele agora funciona.

O sucesso nórdico expõe a grande falácia do esquerdo-direitismo: a crença de que só há um caminho certo. Para os esquerdistas, criar mais empresas estatais e ter impostos altos é sempre bom. Para os direitistas, é sempre ruim. A verdade, como costuma ser o caso, está no meio: é possível, ao mesmo tempo, melhorar os serviços e aumentar a eficiência. Basta para isso focar no cidadão, que é muito mais importante do que empresas e estado.

Essa é a mágica que os países nórdicos operaram nos últimos anos. Enquanto isso, o Brasil faz o contrário: por aqui conseguimos combinar impostos altos com serviços ruins. E, em vez de focar em reduzir uns e melhorar outros, continuamos desperdiçando tempo com Thatcher e Chávez.

(Denis Russo Burgierman. Disponível em: http://super.abril.com.br/blogs/mundo-novo/2013/04/15/a-maldicao-do-esquerdodireitismo/? utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=twitter&utm_campaign=redesabril_super)

Analise os trechos abaixo e assinale a alternativa que apresenta a função correta para a forma “se”.

 

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1244904 Ano: 2013
Disciplina: Engenharia Cartográfica
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: CIAAR

Sobre as conclusões e/ou definições que podem ser verificadas na topografia, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma abaixo. A seguir, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.

( ) Altura do instrumento é a distância vertical entre 2 planos horizontais.

( ) Azimute é o ângulo formado partindo da linha norte e varia de 0 a 360º.

( ) Ângulo horizontal é a distância horizontal formada entre dois planos verticais.

( ) Visada a ré em um nivelamento pode ser feita para frente, para trás, ou para os lados, portanto, não é a direção da visada que faz com que ela seja a ré, e sim sua finalidade.

 

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1241948 Ano: 2013
Disciplina: Engenharia Cartográfica
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: CIAAR

Um topógrafo fez a leitura da mira no ponto A de 1,234 m, com um nível eletrônico, na qual tinha uma cota de 554,321 m. Da mesma instalação fez-se a leitura no ponto B que tinha cota igual a 554,444 m e no ponto C uma leitura da mira igual a 3,456 m. Qual a leitura da mira no ponto B e a cota do ponto C?

 

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1237679 Ano: 2013
Disciplina: Engenharia Cartográfica
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: CIAAR

Um dos objetivos da topografia é a confecção da planta topográfica, como a apresentada no modelo a seguir.

De acordo com a figura anterior, analise as afirmativas abaixo.

Enunciado 1237679-1

I. Os pontos D e F da planta podem ser descartados, visto que são opcionais em plantas topográficas.

II. O ponto B indica a linha de confrontação do terreno com seus arredores e o ponto C, a longitude do terreno.

III. Os pontos A e E são itens obrigatórios em qualquer tipo de planta topográfica.

IV. O ponto C é um item essencial, mas só aparece em plantas topográficas planialtimétricas.

Estão corretas as afirmativas

 

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1236758 Ano: 2013
Disciplina: Engenharia Cartográfica
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: CIAAR

A topografia é uma ciência milenar, porém vem se atualizando através de aparelhos. A base é sempre a mesma: a geometria é parte da trigonometria. Alguns chamam a topografia de geometria aplicada, outros, como os italianos, denominam de geômetros os topógrafos. A mais recente modernização é feita através do emprego da eletrônica e do raio laser. (Borges, 1977) Relacione corretamente a descrição dos instrumentos. A seguir, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta. (Alguns números poderão ser utilizados mais de uma vez.)

Instrumentos

(1) Nível com raio laser

(2) Estação total

(3) Sistema de posicionamento global

Descrições

( ) quando o aparelho estiver nivelado e, ao ser ligado, emitir um raio laser perfeitamente horizontal e que, em um movimento de rotação, vai estabelecer um plano horizontal.

( ) é um teodolito eletrônico avançado, pois, além de fornecer as leituras dos círculos horizontal e vertical automaticamente, lê a distância direta e é um distanciômetro.

( ) fornece as leituras de ângulos e distâncias, sendo que os valores obtidos podem aparecer no visor, para anotação na caderneta, ou podem ir direto para a memória do aparelho.

( ) através de contato com satélites artificiais, fornece as coordenadas do local onde se encontra, podendo ser coordenadas geográficas ou UTM.

 

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1231454 Ano: 2013
Disciplina: Engenharia Cartográfica
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: CIAAR

A escala, um dos componentes do mapa, é essencial para seu bom entendimento e uso eficaz. Em geral, apresenta-se em mapas nas formas numérica, gráfica ou nominal. Associe as colunas, relacionando as escalas às respectivas características. A seguir, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.

Escalas

(1) Gráfica:Enunciado 1231454-1

(2) Nominal: 1 cm = 10 Km
(3) Numérica: 1:10.000

Características

( ) cada talão apresenta a relação de seu comprimento com o valor correspondente no terreno, indicado sob forma numérica, na sua parte inferior. É normalmente usada em mapas digitais. Sua aplicação prática ocorre de forma direta.

( ) também chamada de equivalente é apresentada por uma igualdade entre valores no mapa e o valor real de medida. Ocorre quando, no mapa, utiliza-se grandezas diferentes dentro de um mesmo sistema de unidades de medidas.

( ) é uma das escalas mais utilizadas em mapas impressos.

Cada unidade de medida no mapa vai corresponder a certa quantidade de unidade na realidade.

 

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