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Contra a mera “tolerância” das diferenças
“É preciso tolerar a diversidade”. Sempre que me defronto com esse tipo de colocação, aparentemente progressista e bem intencionada, fico indignado. Não, não é preciso tolerar.
“Tolerar”, segundo qualquer dicionário, significa algo como “suportar com indulgência”, ou seja, deixar passar com resignação, ainda que sem consentir expressamente com aquela conduta.
“Tolerar” o que é diferente consiste, antes de qualquer coisa, em atribuir a “quem tolera” um poder sobre “o que tolera”. Como se este dependesse do consentimento daquele para poder existir. “Quem tolera” acaba visto, ainda, como generoso e benevolente, por dar uma “permissão” como se fosse um favor ou um ato de bondade extrema.
Esse tipo de discurso, no fundo, nega o direito à existência autônoma do que é diferente dos padrões construídos socialmente. Mais: funciona como um expediente do desejo de estigmatizar o diferente e manter este às margens da cultura hegêmonica, que traça a tênue linha divisória entre o normal e o anormal.
Tolerar não deve ser celebrada e buscada nem como ideal político e tampouco como virtude individual. Ainda que o argumento liberal enxergue, na tolerância, uma manifestação legítima e até necessária da igualdade moral básica entre os indivíduos, não é esse o seu sentido recorrente nos discursos da política.
Com efeito, ainda que a defesa liberal-igualitária da tolerância, diante de discussões controversas, postule que se trate de um respeito mútuo em um cenário de imparcialidade das instituições frente a concepções morais mais gerais, isso não pode funcionar em um mundo marcado por graves desigualdades estruturais.
(QUINALHA, Renan. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/2016/02/contra-a-mera-tolerancia-das-diferencas/. Acesso em: 30/03/2016. Trecho.)
“No artigo de opinião, veiculado em revistas ou jornais, o conteúdo, geralmente, consta de acontecimentos de ordem política, econômica, social, histórica ou cultural, e raramente sobre acontecimentos ou vivências pessoais”.
(KOCH, Ingedore Vilaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e compreender os sentidos do texto. São Paulo: Contexto, 2006).
Assinale a alternativa que apresenta o trecho contraditório ao exposto no postulado acima.
 

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2529090 Ano: 2016
Disciplina: Odontologia
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: CIAAR
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Sobre os registros interoclusais laterais, analise as afirmativas a baixo.

I. São feitos na boca, a fim de captar a posição dos côndilos em suas respectivas cavidades.

II. Esses registros são depois usados para colocar os guias condilares nos limites anatômicos aproximados das articulações temporomandibulares.

III. Permitem que se tire vantagem máxima do uso do articulador, o que torna mais precisa a construção de restaurações com tempo mínimo de ajuste intrabucal, exceto se a restauração é cimentada.

Estão corretas as afirmativas

 

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Contra a mera “tolerância” das diferenças
“É preciso tolerar a diversidade”. Sempre que me defronto com esse tipo de colocação, aparentemente progressista e bem intencionada, fico indignado. Não, não é preciso tolerar.
“Tolerar”, segundo qualquer dicionário, significa algo como “suportar com indulgência”, ou seja, deixar passar com resignação, ainda que sem consentir expressamente com aquela conduta.
“Tolerar” o que é diferente consiste, antes de qualquer coisa, em atribuir a “quem tolera” um poder sobre “o que tolera”. Como se este dependesse do consentimento daquele para poder existir. “Quem tolera” acaba visto, ainda, como generoso e benevolente, por dar uma “permissão” como se fosse um favor ou um ato de bondade extrema.
Esse tipo de discurso, no fundo, nega o direito à existência autônoma do que é diferente dos padrões construídos socialmente. Mais: funciona como um expediente do desejo de estigmatizar o diferente e manter este às margens da cultura hegêmonica, que traça a tênue linha divisória entre o normal e o anormal.
Tolerar não deve ser celebrada e buscada nem como ideal político e tampouco como virtude individual. Ainda que o argumento liberal enxergue, na tolerância, uma manifestação legítima e até necessária da igualdade moral básica entre os indivíduos, não é esse o seu sentido recorrente nos discursos da política.
Com efeito, ainda que a defesa liberal-igualitária da tolerância, diante de discussões controversas, postule que se trate de um respeito mútuo em um cenário de imparcialidade das instituições frente a concepções morais mais gerais, isso não pode funcionar em um mundo marcado por graves desigualdades estruturais.
(QUINALHA, Renan. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/2016/02/contra-a-mera-tolerancia-das-diferencas/. Acesso em: 30/03/2016. Trecho.)
“Esse tipo de discurso ( ), no fundo, nega o direito à existência autônoma do que é diferente ( ) dos padrões construídos socialmente ( )”.
A partir do ponto de vista da referenciação e do progresso referencial, classifique os referentes do trecho acima e, em seguida, marque a opção correta. (Alguns números podem ser utilizados mais de uma vez ou não serem utilizados).
(1) Introdução
(2) Retomada
(3) Desfocalização
 

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Pasmo sempre quando acabo qualquer coisa. Pasmo e desolo-me. O meu instinto de perfeição deveria inibir-me de acabar; deveria inibir-me até de dar começo. Mas distraio-me e faço. O que consigo é um produto, em mim, não de uma aplicação de vontade, mas de uma cedência dela. Começo porque não tenho força para pensar; acabo porque não tenho alma para suspender. Este livro é a minha cobardia.
A razão por que tantas vezes interrompo um pensamento com um trecho de paisagem, que de algum modo se integra no esquema, real ou suposto, das minhas impressões, é que essa paisagem é uma porta por onde fujo ao conhecimento da minha impotência criadora. Tenho a necessidade, em meio das conversas comigo que formam as palavras deste livro, de falar de repente com outra pessoa, e dirijo-me à luz que paira, como agora, sobre os telhados das casas, que parecem molhados de tê-la de lado; ao agitar brando das árvores altas na encosta citadina, que parecem perto, numa possibilidade de desabamento mudo; aos cartazes sobrepostos das casas ingremadas, com janelas por letras onde o sol morto doira goma húmida.
Por que escrevo, se não escrevo melhor? Mas que seria de mim se não escrevesse o que consigo escrever, por inferior a mim mesmo que nisso seja? Sou um plebeu da aspiração, porque tento realizar; não ouso o silêncio como quem receia um quarto escuro. Sou como os que prezam a medalha mais que o esforço, e gozam a glória na peliça [...].
Escrever, sim, é perder-me, mas todos se perdem, porque tudo é perda. Porém eu perco-me sem alegria, não como o rio na foz para que nasceu incógnito, mas como o lago feito na praia pela maré alta, e cuja água sumida nunca mais regressa ao mar.
(PESSOA, Fernando. Livro do Desassossego: composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa. Org. Richard
Zenith. 3ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.)
Pasmo sempre quando acabo qualquer coisa. Pasmo e desolo-me. O meu instinto de perfeição deveria inibir-me de acabar.”
Como ficariam as palavras destacadas no trecho acima, mantendo a coerência estilística do autor e o mesmo tempo verbal, caso seu sujeito fosse a primeira pessoa do plural?
 

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2528098 Ano: 2016
Disciplina: Odontologia
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: CIAAR
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Sobre os princípios relacionados ao planejamento da prótese parcial removível de extremidade livre (PPREL), informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma abaixo e, a seguir, assinale a sequência correta.

( ) A prótese parcial removível deve restabelecer a forma e a função mastigatória perdidas sem lesão às estruturas bucais.

( ) A retenção é mais importante que o suporte e a estabilidade, e as forças oclusais devem ser transmitidas obliquamente ao longo eixo do dente suporte.

( ) As bases não devem ser sobreestendidas, e nos casos inferiores devem ser semelhantes a forma e limites requeridos em prótese total.

( ) O ângulo formado pelo apoio oclusal e conector menor deve ser levemente maior que 90º.

 

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2527554 Ano: 2016
Disciplina: Odontologia
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: CIAAR
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Quanto aos articuladores semi-ajustáveis, analise as afirmativas abaixo.

I. Podem ser utilizados para a construção da maioria das próteses unitárias e das parciais fixas.

II. Permitem diminuir a distância anatômica entre o eixo de rotação e os dentes, desde que tenham menores dimensões.

III. Reproduzem a direção e os pontos inicial e final, assim como o percurso intermediário de alguns movimentos dos côndilos.

Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)

 

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Contra a mera “tolerância” das diferenças
“É preciso tolerar a diversidade”. Sempre que me defronto com esse tipo de colocação, aparentemente progressista e bem intencionada, fico indignado. Não, não é preciso tolerar.
“Tolerar”, segundo qualquer dicionário, significa algo como “suportar com indulgência”, ou seja, deixar passar com resignação, ainda que sem consentir expressamente com aquela conduta.
“Tolerar” o que é diferente consiste, antes de qualquer coisa, em atribuir a “quem tolera” um poder sobre “o que tolera”. Como se este dependesse do consentimento daquele para poder existir. “Quem tolera” acaba visto, ainda, como generoso e benevolente, por dar uma “permissão” como se fosse um favor ou um ato de bondade extrema.
Esse tipo de discurso, no fundo, nega o direito à existência autônoma do que é diferente dos padrões construídos socialmente. Mais: funciona como um expediente do desejo de estigmatizar o diferente e manter este às margens da cultura hegêmonica, que traça a tênue linha divisória entre o normal e o anormal.
Tolerar não deve ser celebrada e buscada nem como ideal político e tampouco como virtude individual. Ainda que o argumento liberal enxergue, na tolerância, uma manifestação legítima e até necessária da igualdade moral básica entre os indivíduos, não é esse o seu sentido recorrente nos discursos da política.
Com efeito, ainda que a defesa liberal-igualitária da tolerância, diante de discussões controversas, postule que se trate de um respeito mútuo em um cenário de imparcialidade das instituições frente a concepções morais mais gerais, isso não pode funcionar em um mundo marcado por graves desigualdades estruturais.
(QUINALHA, Renan. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/2016/02/contra-a-mera-tolerancia-das-diferencas/. Acesso em: 30/03/2016. Trecho.)
Considerando apenas o título, pode se levantar a hipótese de que o texto
 

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2527242 Ano: 2016
Disciplina: Odontologia
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: CIAAR
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Dentre as características de forma dos descansos, em função dos apoios a serem aplicados sobre eles, em se tratando de apoio oclusal de aplicação direta (sobre esmalte), a forma do leito ou assoalho deverá ser, obrigatoriamente,

 

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2527006 Ano: 2016
Disciplina: Odontologia
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: CIAAR
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Os grampos sã ; o os componentes de uma prótese parcial removível que, ao se relacionarem com as coroas dos dentes suportes, têm como função

I. resistir às forças de deslocamento aplicadas a prótese.

II. conferir suporte, retenção e estabilização à prótese.

III. preservar a integridade dos dentes e das estruturas de suporte diretamente relacionadas a eles.

Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)

 

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2526702 Ano: 2016
Disciplina: Odontologia
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: CIAAR
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Sobre prótese de transição, analise as afirmativas abaixo.

I. Uma PT de transição é obtida adicionando-se dentes artificiais a uma prótese já existente, à medida que os dentes naturais vão sendo perdidos.

II. Trata-se de prótese que deve ser reembasada e utilizada durante todo o período de cicatrização e remodelação óssea.

III. A grande vantagem de se optar pela confecção de uma PT de transição ao invés de uma PT imediata é a maior previsibilidade que se pode ter a respeito do resultado final do trabalho.

Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)

 

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