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As histórias de Nasrudin espalharam-se pelo mundo e ele ganhou outros nomes. Goha é o nome como é conhecido no Egito. No Brasil, muitos desses mesmos episódios são protagonizados por Pedro Malasartes ou João Grilo. Confira agora uma das histórias de Goha. Leia atentamente o Texto 2 e responda às questões de 09 a 13, assinalando a única alternativa correta.
Texto 2
Generosidade fácil
01 Um mendigo bateu à porta de Goha, pedindo esmolas.
02 Goha disse-lhe que não tinha nada para dar, mas que iria falar com seu vizinho.
03 – Ó, vizinho! – chamou Goha. – Por favor, dê alguma coisa ao pobre homem
04 que está aí na nossa rua a pedir.
05 – Mas eu não tenho nada para lhe dar! – respondeu o vizinho.
06 – Oras, não seja sovina! Se eu tivesse duas casas, eu lhe daria uma!
07 O vizinho ficou impressionado, e Goha continuou:
08 – Se eu tivesse dois cavalos, lhe daria um! Se eu tivesse duas vacas, lhe daria
09 uma!
10 O vizinho então perguntou:
11 – E se você tivesse duas galinhas?
12 – Bem, aí não, não daria nenhuma.
13 – Por quê? – quis saber o vizinho.
14 – Oras, porque eu tenho duas galinhas!
Rosane Pamplona. Contos de Outrora para Jovens de Agora. Editora Moderna, 2010.
Vocabulário:
Sovina: pão duro – aquele que não quer dar.
O uso do ponto de exclamação na frase dita pelo vizinho “Mas eu não tenho nada para lhe dar!” (linha 05), expressa
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As histórias de Nasrudin espalharam-se pelo mundo e ele ganhou outros nomes. Goha é o nome como é conhecido no Egito. No Brasil, muitos desses mesmos episódios são protagonizados por Pedro Malasartes ou João Grilo. Confira agora uma das histórias de Goha. Leia atentamente o Texto 2 e responda às questões de 09 a 13, assinalando a única alternativa correta.
Texto 2
Generosidade fácil
01 Um mendigo bateu à porta de Goha, pedindo esmolas.
02 Goha disse-lhe que não tinha nada para dar, mas que iria falar com seu vizinho.
03 – Ó, vizinho! – chamou Goha. – Por favor, dê alguma coisa ao pobre homem
04 que está aí na nossa rua a pedir.
05 – Mas eu não tenho nada para lhe dar! – respondeu o vizinho.
06 – Oras, não seja sovina! Se eu tivesse duas casas, eu lhe daria uma!
07 O vizinho ficou impressionado, e Goha continuou:
08 – Se eu tivesse dois cavalos, lhe daria um! Se eu tivesse duas vacas, lhe daria
09 uma!
10 O vizinho então perguntou:
11 – E se você tivesse duas galinhas?
12 – Bem, aí não, não daria nenhuma.
13 – Por quê? – quis saber o vizinho.
14 – Oras, porque eu tenho duas galinhas!
Rosane Pamplona. Contos de Outrora para Jovens de Agora. Editora Moderna, 2010.
Vocabulário:
Sovina: pão duro – aquele que não quer dar.
O vizinho ficou impressionado com as afirmações de Goha, que demonstravam generosidade. O fato de Goha afirmar que não daria duas galinhas tem como causa ele
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Leia atentamente o texto 1 e responda às questões de 01 a 08, assinalando a única alternativa correta.
Texto 1

Os Duendes e o Sapateiro
01 Havia uma vez um sapateiro que trabalhava duro
02 e era muito honesto, mas ainda assim não conseguia
03 ganhar o suficiente para viver, e chegou um dia em
04 que tudo o que possuía no mundo era um pedaço de
05 couro de tamanho suficiente para fazer apenas um
06 par de sapatos. Ele aprontou o couro para
07 confeccionar os sapatos no dia seguinte, com a
08 intenção de acordar bem cedo pela manhã . Trazia a
09 consciência limpa e o coração leve em meio a todos
10 os seus problemas, portanto deitou-se em paz,
11 entregando aos céus as suas preocupações, e logo
12 adormeceu. Pela manhã, depois de dizer as preces,
13 sentou-se para dar início ao trabalho quando viu, com
14 grande espanto, os sapatos já acabados sobre a
15 mesa. O bom homem não sabia o que dizer ou
16 pensar, de tão estranho acontecimento. Examinou a execução do trabalho e não havia
17 uma costura mal feita: tudo era bem feito e adequado, uma obra-prima.
18 Neste mesmo dia, um freguês entrou e agradou -se tanto dos sapatos que
19 espontaneamente pagou por eles um preço bem mais alto do que o habitual. E o pobre
20 sapateiro, com o dinheiro, comprou couro suficiente para dois outros pares.
21 De tardinha, cortou o couro, indo deitar-se mais cedo para acordar e começar o
22 trabalho de costura logo ao nascer do dia seguinte. Mas foi poupado deste trabalho, pois
23 ao acordar pela manhã os sapatos estavam prontos. Logo vieram os fregueses, que o
24 compensaram regiamente pelas mercadorias, de modo que comprou couro suficiente
25 para quatro outros pares. Cortou novamente os sapatos de tardinha e os encontrou
26 acabados pela manhã como antes; e assim ocorreu por algum tempo. O que quer que
27 deixasse por fazer, de tardinha, era terminado antes do amanhecer, e a clientela do bom
28 homem crescia e ele prosperava.
29 Uma tarde, por volta da época do Natal, quando ele e sua esposa sentavam-se
30 junto à lareira conversando, ele disse a ela:
31 – Vou ficar acordado e vigiar durante toda esta noite, pois gostaria de saber quem
32 vem e faz o trabalho para mim.
33 A mulher achou a ideia boa; sendo assim, deixaram uma vela acesa e se
34 esconderam em um canto da sala por trás de uma cortina, aguardando para ver o que
35 aconteceria.
36 Logo que bateu meia- noite, dois anõezinhos completamente nus entraram na casa e
37 sentaram-se no banco do sapateiro. Logo tomaram todo o couro já cortado e começaram
38 a moldá-lo com seus dedinhos ágeis, costurando, batendo e martelando com tal rapidez
39 que o sapateiro era todo admiração e não conseguia tirar os olhos de cima deles nem
40 por um momento. E assim continuaram até todo o trabalho estar bem terminado, e os
41 sapatos prontos a serem usados, lado a lado sobre a mesa. Tudo isso se deu bem antes
42 do amanhecer, e então eles se foram, rápidos como o relâmpago.
43 No dia seguinte, a mulher disse ao sapateiro:
44 – Estas criaturinhas nos enriqueceram e devemos ser-lhes gratos e fazer-lhes algo
45 de bom em troca. Sinto pena vendo-os correr de lá para cá como o fazem, sem roupa
46 para aquecê-los. Vou te dizer uma coisa, farei, para cada um, uma camisa, um colete,
47 um casaco e ainda um par de calças; e você, faça, para cada um, um par de sapatinhos.
48 A ideia agradou muito ao sapateiro e, uma tarde, quando tudo estava pronto,
49 colocaram as roupinhas e os sapatinhos sobre a mesa, ao invés do couro cortado. Então
50 foram esconder-se para observar o que os duendes fariam. Por volta de meia-noite, eles
51 chegaram e já iam sentar-se para o trabalho, como de costume, mas ao verem as
52 roupinhas que os esperavam, riram e ficaram muito contentes. Então vestiram-se num
53 piscar de olhos, e dançaram e deram cambalhotas e saltitaram aqui e ali de pura alegria,
54 até que saíram dançando pela porta para a floresta e o sapateiro nunca mais os viu. Mas
55 tudo correu bem com o sapateiro e sua esposa daquele dia em diante enquanto viveram.
Extraído de Contos de Grimm, A Bela Adormecida e outras histórias. Porto Alegre: L&PM, 2010.
Na expressão “Pela manhã, depois de dizer as preces, sentou-se para dar início ao trabalho quando viu, com grande espanto, os sapatos já acabados sobre a mesa.” (linhas 12 a 15), a palavra “espanto” não foi substituída corretamente em:
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Leia atentamente o texto 1 e responda às questões de 01 a 08, assinalando a única alternativa correta.
Texto 1

Os Duendes e o Sapateiro
01 Havia uma vez um sapateiro que trabalhava duro
02 e era muito honesto, mas ainda assim não conseguia
03 ganhar o suficiente para viver, e chegou um dia em
04 que tudo o que possuía no mundo era um pedaço de
05 couro de tamanho suficiente para fazer apenas um
06 par de sapatos. Ele aprontou o couro para
07 confeccionar os sapatos no dia seguinte, com a
08 intenção de acordar bem cedo pela manhã . Trazia a
09 consciência limpa e o coração leve em meio a todos
10 os seus problemas, portanto deitou-se em paz,
11 entregando aos céus as suas preocupações, e logo
12 adormeceu. Pela manhã, depois de dizer as preces,
13 sentou-se para dar início ao trabalho quando viu, com
14 grande espanto, os sapatos já acabados sobre a
15 mesa. O bom homem não sabia o que dizer ou
16 pensar, de tão estranho acontecimento. Examinou a execução do trabalho e não havia
17 uma costura mal feita: tudo era bem feito e adequado, uma obra-prima.
18 Neste mesmo dia, um freguês entrou e agradou -se tanto dos sapatos que
19 espontaneamente pagou por eles um preço bem mais alto do que o habitual. E o pobre
20 sapateiro, com o dinheiro, comprou couro suficiente para dois outros pares.
21 De tardinha, cortou o couro, indo deitar-se mais cedo para acordar e começar o
22 trabalho de costura logo ao nascer do dia seguinte. Mas foi poupado deste trabalho, pois
23 ao acordar pela manhã os sapatos estavam prontos. Logo vieram os fregueses, que o
24 compensaram regiamente pelas mercadorias, de modo que comprou couro suficiente
25 para quatro outros pares. Cortou novamente os sapatos de tardinha e os encontrou
26 acabados pela manhã como antes; e assim ocorreu por algum tempo. O que quer que
27 deixasse por fazer, de tardinha, era terminado antes do amanhecer, e a clientela do bom
28 homem crescia e ele prosperava.
29 Uma tarde, por volta da época do Natal, quando ele e sua esposa sentavam-se
30 junto à lareira conversando, ele disse a ela:
31 – Vou ficar acordado e vigiar durante toda esta noite, pois gostaria de saber quem
32 vem e faz o trabalho para mim.
33 A mulher achou a ideia boa; sendo assim, deixaram uma vela acesa e se
34 esconderam em um canto da sala por trás de uma cortina, aguardando para ver o que
35 aconteceria.
36 Logo que bateu meia- noite, dois anõezinhos completamente nus entraram na casa e
37 sentaram-se no banco do sapateiro. Logo tomaram todo o couro já cortado e começaram
38 a moldá-lo com seus dedinhos ágeis, costurando, batendo e martelando com tal rapidez
39 que o sapateiro era todo admiração e não conseguia tirar os olhos de cima deles nem
40 por um momento. E assim continuaram até todo o trabalho estar bem terminado, e os
41 sapatos prontos a serem usados, lado a lado sobre a mesa. Tudo isso se deu bem antes
42 do amanhecer, e então eles se foram, rápidos como o relâmpago.
43 No dia seguinte, a mulher disse ao sapateiro:
44 – Estas criaturinhas nos enriqueceram e devemos ser-lhes gratos e fazer-lhes algo
45 de bom em troca. Sinto pena vendo-os correr de lá para cá como o fazem, sem roupa
46 para aquecê-los. Vou te dizer uma coisa, farei, para cada um, uma camisa, um colete,
47 um casaco e ainda um par de calças; e você, faça, para cada um, um par de sapatinhos.
48 A ideia agradou muito ao sapateiro e, uma tarde, quando tudo estava pronto,
49 colocaram as roupinhas e os sapatinhos sobre a mesa, ao invés do couro cortado. Então
50 foram esconder-se para observar o que os duendes fariam. Por volta de meia-noite, eles
51 chegaram e já iam sentar-se para o trabalho, como de costume, mas ao verem as
52 roupinhas que os esperavam, riram e ficaram muito contentes. Então vestiram-se num
53 piscar de olhos, e dançaram e deram cambalhotas e saltitaram aqui e ali de pura alegria,
54 até que saíram dançando pela porta para a floresta e o sapateiro nunca mais os viu. Mas
55 tudo correu bem com o sapateiro e sua esposa daquele dia em diante enquanto viveram.
Extraído de Contos de Grimm, A Bela Adormecida e outras histórias. Porto Alegre: L&PM, 2010.
A seguir, seguem algumas ações e estados relacionados ao sapateiro, que demonstram uma relação de causa e consequência, mas que estão fora de ordem. Ordene-os, de forma que se estabeleça a lógica do enredo da narrativa, colocando nos parênteses os números correspondentes. Depois assinale a alternativa correta da numeração, de cima para baixo.
( ) Entregou aos céus suas preocupações. Deixou o couro preparado para o outro dia.
( ) Vendeu o sapato e comprou couro para outros dois pares.
( ) Possuía um único pedaço de couro.
( ) Ficou curioso para saber quem fazia o trabalho.
( ) Admirou-se com o trabalho dos anões.
( ) Viu com espanto os sapatos prontos na mesa.
( ) Permaneceu acordado para vigiar.
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Leia atentamente o texto 1 e responda às questões de 01 a 08, assinalando a única alternativa correta.
Texto 1

Os Duendes e o Sapateiro
01 Havia uma vez um sapateiro que trabalhava duro
02 e era muito honesto, mas ainda assim não conseguia
03 ganhar o suficiente para viver, e chegou um dia em
04 que tudo o que possuía no mundo era um pedaço de
05 couro de tamanho suficiente para fazer apenas um
06 par de sapatos. Ele aprontou o couro para
07 confeccionar os sapatos no dia seguinte, com a
08 intenção de acordar bem cedo pela manhã . Trazia a
09 consciência limpa e o coração leve em meio a todos
10 os seus problemas, portanto deitou-se em paz,
11 entregando aos céus as suas preocupações, e logo
12 adormeceu. Pela manhã, depois de dizer as preces,
13 sentou-se para dar início ao trabalho quando viu, com
14 grande espanto, os sapatos já acabados sobre a
15 mesa. O bom homem não sabia o que dizer ou
16 pensar, de tão estranho acontecimento. Examinou a execução do trabalho e não havia
17 uma costura mal feita: tudo era bem feito e adequado, uma obra-prima.
18 Neste mesmo dia, um freguês entrou e agradou -se tanto dos sapatos que
19 espontaneamente pagou por eles um preço bem mais alto do que o habitual. E o pobre
20 sapateiro, com o dinheiro, comprou couro suficiente para dois outros pares.
21 De tardinha, cortou o couro, indo deitar-se mais cedo para acordar e começar o
22 trabalho de costura logo ao nascer do dia seguinte. Mas foi poupado deste trabalho, pois
23 ao acordar pela manhã os sapatos estavam prontos. Logo vieram os fregueses, que o
24 compensaram regiamente pelas mercadorias, de modo que comprou couro suficiente
25 para quatro outros pares. Cortou novamente os sapatos de tardinha e os encontrou
26 acabados pela manhã como antes; e assim ocorreu por algum tempo. O que quer que
27 deixasse por fazer, de tardinha, era terminado antes do amanhecer, e a clientela do bom
28 homem crescia e ele prosperava.
29 Uma tarde, por volta da época do Natal, quando ele e sua esposa sentavam-se
30 junto à lareira conversando, ele disse a ela:
31 – Vou ficar acordado e vigiar durante toda esta noite, pois gostaria de saber quem
32 vem e faz o trabalho para mim.
33 A mulher achou a ideia boa; sendo assim, deixaram uma vela acesa e se
34 esconderam em um canto da sala por trás de uma cortina, aguardando para ver o que
35 aconteceria.
36 Logo que bateu meia- noite, dois anõezinhos completamente nus entraram na casa e
37 sentaram-se no banco do sapateiro. Logo tomaram todo o couro já cortado e começaram
38 a moldá-lo com seus dedinhos ágeis, costurando, batendo e martelando com tal rapidez
39 que o sapateiro era todo admiração e não conseguia tirar os olhos de cima deles nem
40 por um momento. E assim continuaram até todo o trabalho estar bem terminado, e os
41 sapatos prontos a serem usados, lado a lado sobre a mesa. Tudo isso se deu bem antes
42 do amanhecer, e então eles se foram, rápidos como o relâmpago.
43 No dia seguinte, a mulher disse ao sapateiro:
44 – Estas criaturinhas nos enriqueceram e devemos ser-lhes gratos e fazer-lhes algo
45 de bom em troca. Sinto pena vendo-os correr de lá para cá como o fazem, sem roupa
46 para aquecê-los. Vou te dizer uma coisa, farei, para cada um, uma camisa, um colete,
47 um casaco e ainda um par de calças; e você, faça, para cada um, um par de sapatinhos.
48 A ideia agradou muito ao sapateiro e, uma tarde, quando tudo estava pronto,
49 colocaram as roupinhas e os sapatinhos sobre a mesa, ao invés do couro cortado. Então
50 foram esconder-se para observar o que os duendes fariam. Por volta de meia-noite, eles
51 chegaram e já iam sentar-se para o trabalho, como de costume, mas ao verem as
52 roupinhas que os esperavam, riram e ficaram muito contentes. Então vestiram-se num
53 piscar de olhos, e dançaram e deram cambalhotas e saltitaram aqui e ali de pura alegria,
54 até que saíram dançando pela porta para a floresta e o sapateiro nunca mais os viu. Mas
55 tudo correu bem com o sapateiro e sua esposa daquele dia em diante enquanto viveram.
Extraído de Contos de Grimm, A Bela Adormecida e outras histórias. Porto Alegre: L&PM, 2010.
Os autores de um texto o escrevem com uma intenção e um objetivo. Marque a alternativa que mostra a finalidade do texto “Os Duendes e o Sapateiro”.
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Leia atentamente o texto 1 e responda às questões de 01 a 08, assinalando a única alternativa correta.
Texto 1

Os Duendes e o Sapateiro
01 Havia uma vez um sapateiro que trabalhava duro
02 e era muito honesto, mas ainda assim não conseguia
03 ganhar o suficiente para viver, e chegou um dia em
04 que tudo o que possuía no mundo era um pedaço de
05 couro de tamanho suficiente para fazer apenas um
06 par de sapatos. Ele aprontou o couro para
07 confeccionar os sapatos no dia seguinte, com a
08 intenção de acordar bem cedo pela manhã . Trazia a
09 consciência limpa e o coração leve em meio a todos
10 os seus problemas, portanto deitou-se em paz,
11 entregando aos céus as suas preocupações, e logo
12 adormeceu. Pela manhã, depois de dizer as preces,
13 sentou-se para dar início ao trabalho quando viu, com
14 grande espanto, os sapatos já acabados sobre a
15 mesa. O bom homem não sabia o que dizer ou
16 pensar, de tão estranho acontecimento. Examinou a execução do trabalho e não havia
17 uma costura mal feita: tudo era bem feito e adequado, uma obra-prima.
18 Neste mesmo dia, um freguês entrou e agradou -se tanto dos sapatos que
19 espontaneamente pagou por eles um preço bem mais alto do que o habitual. E o pobre
20 sapateiro, com o dinheiro, comprou couro suficiente para dois outros pares.
21 De tardinha, cortou o couro, indo deitar-se mais cedo para acordar e começar o
22 trabalho de costura logo ao nascer do dia seguinte. Mas foi poupado deste trabalho, pois
23 ao acordar pela manhã os sapatos estavam prontos. Logo vieram os fregueses, que o
24 compensaram regiamente pelas mercadorias, de modo que comprou couro suficiente
25 para quatro outros pares. Cortou novamente os sapatos de tardinha e os encontrou
26 acabados pela manhã como antes; e assim ocorreu por algum tempo. O que quer que
27 deixasse por fazer, de tardinha, era terminado antes do amanhecer, e a clientela do bom
28 homem crescia e ele prosperava.
29 Uma tarde, por volta da época do Natal, quando ele e sua esposa sentavam-se
30 junto à lareira conversando, ele disse a ela:
31 – Vou ficar acordado e vigiar durante toda esta noite, pois gostaria de saber quem
32 vem e faz o trabalho para mim.
33 A mulher achou a ideia boa; sendo assim, deixaram uma vela acesa e se
34 esconderam em um canto da sala por trás de uma cortina, aguardando para ver o que
35 aconteceria.
36 Logo que bateu meia- noite, dois anõezinhos completamente nus entraram na casa e
37 sentaram-se no banco do sapateiro. Logo tomaram todo o couro já cortado e começaram
38 a moldá-lo com seus dedinhos ágeis, costurando, batendo e martelando com tal rapidez
39 que o sapateiro era todo admiração e não conseguia tirar os olhos de cima deles nem
40 por um momento. E assim continuaram até todo o trabalho estar bem terminado, e os
41 sapatos prontos a serem usados, lado a lado sobre a mesa. Tudo isso se deu bem antes
42 do amanhecer, e então eles se foram, rápidos como o relâmpago.
43 No dia seguinte, a mulher disse ao sapateiro:
44 – Estas criaturinhas nos enriqueceram e devemos ser-lhes gratos e fazer-lhes algo
45 de bom em troca. Sinto pena vendo-os correr de lá para cá como o fazem, sem roupa
46 para aquecê-los. Vou te dizer uma coisa, farei, para cada um, uma camisa, um colete,
47 um casaco e ainda um par de calças; e você, faça, para cada um, um par de sapatinhos.
48 A ideia agradou muito ao sapateiro e, uma tarde, quando tudo estava pronto,
49 colocaram as roupinhas e os sapatinhos sobre a mesa, ao invés do couro cortado. Então
50 foram esconder-se para observar o que os duendes fariam. Por volta de meia-noite, eles
51 chegaram e já iam sentar-se para o trabalho, como de costume, mas ao verem as
52 roupinhas que os esperavam, riram e ficaram muito contentes. Então vestiram-se num
53 piscar de olhos, e dançaram e deram cambalhotas e saltitaram aqui e ali de pura alegria,
54 até que saíram dançando pela porta para a floresta e o sapateiro nunca mais os viu. Mas
55 tudo correu bem com o sapateiro e sua esposa daquele dia em diante enquanto viveram.
Extraído de Contos de Grimm, A Bela Adormecida e outras histórias. Porto Alegre: L&PM, 2010.
Segundo o trecho “A mulher achou a ideia boa; sendo assim, deixaram uma vela acesa e se esconderam em um canto da sala por trás de uma cortina, aguardando para ver o que aconteceria.” (linhas 33 a 35), podemos entender que o sapateiro e a esposa são
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Leia atentamente o texto 1 e responda às questões de 01 a 08, assinalando a única alternativa correta.
Texto 1

Os Duendes e o Sapateiro
01 Havia uma vez um sapateiro que trabalhava duro
02 e era muito honesto, mas ainda assim não conseguia
03 ganhar o suficiente para viver, e chegou um dia em
04 que tudo o que possuía no mundo era um pedaço de
05 couro de tamanho suficiente para fazer apenas um
06 par de sapatos. Ele aprontou o couro para
07 confeccionar os sapatos no dia seguinte, com a
08 intenção de acordar bem cedo pela manhã . Trazia a
09 consciência limpa e o coração leve em meio a todos
10 os seus problemas, portanto deitou-se em paz,
11 entregando aos céus as suas preocupações, e logo
12 adormeceu. Pela manhã, depois de dizer as preces,
13 sentou-se para dar início ao trabalho quando viu, com
14 grande espanto, os sapatos já acabados sobre a
15 mesa. O bom homem não sabia o que dizer ou
16 pensar, de tão estranho acontecimento. Examinou a execução do trabalho e não havia
17 uma costura mal feita: tudo era bem feito e adequado, uma obra-prima.
18 Neste mesmo dia, um freguês entrou e agradou -se tanto dos sapatos que
19 espontaneamente pagou por eles um preço bem mais alto do que o habitual. E o pobre
20 sapateiro, com o dinheiro, comprou couro suficiente para dois outros pares.
21 De tardinha, cortou o couro, indo deitar-se mais cedo para acordar e começar o
22 trabalho de costura logo ao nascer do dia seguinte. Mas foi poupado deste trabalho, pois
23 ao acordar pela manhã os sapatos estavam prontos. Logo vieram os fregueses, que o
24 compensaram regiamente pelas mercadorias, de modo que comprou couro suficiente
25 para quatro outros pares. Cortou novamente os sapatos de tardinha e os encontrou
26 acabados pela manhã como antes; e assim ocorreu por algum tempo. O que quer que
27 deixasse por fazer, de tardinha, era terminado antes do amanhecer, e a clientela do bom
28 homem crescia e ele prosperava.
29 Uma tarde, por volta da época do Natal, quando ele e sua esposa sentavam-se
30 junto à lareira conversando, ele disse a ela:
31 – Vou ficar acordado e vigiar durante toda esta noite, pois gostaria de saber quem
32 vem e faz o trabalho para mim.
33 A mulher achou a ideia boa; sendo assim, deixaram uma vela acesa e se
34 esconderam em um canto da sala por trás de uma cortina, aguardando para ver o que
35 aconteceria.
36 Logo que bateu meia- noite, dois anõezinhos completamente nus entraram na casa e
37 sentaram-se no banco do sapateiro. Logo tomaram todo o couro já cortado e começaram
38 a moldá-lo com seus dedinhos ágeis, costurando, batendo e martelando com tal rapidez
39 que o sapateiro era todo admiração e não conseguia tirar os olhos de cima deles nem
40 por um momento. E assim continuaram até todo o trabalho estar bem terminado, e os
41 sapatos prontos a serem usados, lado a lado sobre a mesa. Tudo isso se deu bem antes
42 do amanhecer, e então eles se foram, rápidos como o relâmpago.
43 No dia seguinte, a mulher disse ao sapateiro:
44 – Estas criaturinhas nos enriqueceram e devemos ser-lhes gratos e fazer-lhes algo
45 de bom em troca. Sinto pena vendo-os correr de lá para cá como o fazem, sem roupa
46 para aquecê-los. Vou te dizer uma coisa, farei, para cada um, uma camisa, um colete,
47 um casaco e ainda um par de calças; e você, faça, para cada um, um par de sapatinhos.
48 A ideia agradou muito ao sapateiro e, uma tarde, quando tudo estava pronto,
49 colocaram as roupinhas e os sapatinhos sobre a mesa, ao invés do couro cortado. Então
50 foram esconder-se para observar o que os duendes fariam. Por volta de meia-noite, eles
51 chegaram e já iam sentar-se para o trabalho, como de costume, mas ao verem as
52 roupinhas que os esperavam, riram e ficaram muito contentes. Então vestiram-se num
53 piscar de olhos, e dançaram e deram cambalhotas e saltitaram aqui e ali de pura alegria,
54 até que saíram dançando pela porta para a floresta e o sapateiro nunca mais os viu. Mas
55 tudo correu bem com o sapateiro e sua esposa daquele dia em diante enquanto viveram.
Extraído de Contos de Grimm, A Bela Adormecida e outras histórias. Porto Alegre: L&PM, 2010.
Caso o trecho da fala da esposa do sapateiro (linhas 44 e 45) “Estas criaturinhas nos enriqueceram e devemos ser-lhes gratos e fazer-lhes algo de bom em troca.” fosse alterado para “Estas criaturinhas nos enriqueceram. Não deveríamos ser-lhes gratos e fazer-lhes algo de bom em troca?”, poderíamos considerar que
I. surgiria um questionamento da esposa para o sapateiro sobre gratidão e retribuição.
II. começaria um desentendimento entre o casal, pois o sapateiro não queria saber quem fazia o trabalho, logo não estaria interessado em ser grato.
III. a pergunta poderia fazer com que o sapateiro pensasse sobre a importância de serem gratos aos duendes.
IV. a esposa afirmaria que não deveriam ser gratos aos duendes, pois eles estavam enriquecendo-os de qualquer forma.
V. haveria uma dúvida da esposa sobre retribuir algo às criaturinhas, já que não queria.
São verdadeiras somente as afirmações
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Leia atentamente o texto 1 e responda às questões de 01 a 08, assinalando a única alternativa correta.
Texto 1

Os Duendes e o Sapateiro
01 Havia uma vez um sapateiro que trabalhava duro
02 e era muito honesto, mas ainda assim não conseguia
03 ganhar o suficiente para viver, e chegou um dia em
04 que tudo o que possuía no mundo era um pedaço de
05 couro de tamanho suficiente para fazer apenas um
06 par de sapatos. Ele aprontou o couro para
07 confeccionar os sapatos no dia seguinte, com a
08 intenção de acordar bem cedo pela manhã . Trazia a
09 consciência limpa e o coração leve em meio a todos
10 os seus problemas, portanto deitou-se em paz,
11 entregando aos céus as suas preocupações, e logo
12 adormeceu. Pela manhã, depois de dizer as preces,
13 sentou-se para dar início ao trabalho quando viu, com
14 grande espanto, os sapatos já acabados sobre a
15 mesa. O bom homem não sabia o que dizer ou
16 pensar, de tão estranho acontecimento. Examinou a execução do trabalho e não havia
17 uma costura mal feita: tudo era bem feito e adequado, uma obra-prima.
18 Neste mesmo dia, um freguês entrou e agradou -se tanto dos sapatos que
19 espontaneamente pagou por eles um preço bem mais alto do que o habitual. E o pobre
20 sapateiro, com o dinheiro, comprou couro suficiente para dois outros pares.
21 De tardinha, cortou o couro, indo deitar-se mais cedo para acordar e começar o
22 trabalho de costura logo ao nascer do dia seguinte. Mas foi poupado deste trabalho, pois
23 ao acordar pela manhã os sapatos estavam prontos. Logo vieram os fregueses, que o
24 compensaram regiamente pelas mercadorias, de modo que comprou couro suficiente
25 para quatro outros pares. Cortou novamente os sapatos de tardinha e os encontrou
26 acabados pela manhã como antes; e assim ocorreu por algum tempo. O que quer que
27 deixasse por fazer, de tardinha, era terminado antes do amanhecer, e a clientela do bom
28 homem crescia e ele prosperava.
29 Uma tarde, por volta da época do Natal, quando ele e sua esposa sentavam-se
30 junto à lareira conversando, ele disse a ela:
31 – Vou ficar acordado e vigiar durante toda esta noite, pois gostaria de saber quem
32 vem e faz o trabalho para mim.
33 A mulher achou a ideia boa; sendo assim, deixaram uma vela acesa e se
34 esconderam em um canto da sala por trás de uma cortina, aguardando para ver o que
35 aconteceria.
36 Logo que bateu meia- noite, dois anõezinhos completamente nus entraram na casa e
37 sentaram-se no banco do sapateiro. Logo tomaram todo o couro já cortado e começaram
38 a moldá-lo com seus dedinhos ágeis, costurando, batendo e martelando com tal rapidez
39 que o sapateiro era todo admiração e não conseguia tirar os olhos de cima deles nem
40 por um momento. E assim continuaram até todo o trabalho estar bem terminado, e os
41 sapatos prontos a serem usados, lado a lado sobre a mesa. Tudo isso se deu bem antes
42 do amanhecer, e então eles se foram, rápidos como o relâmpago.
43 No dia seguinte, a mulher disse ao sapateiro:
44 – Estas criaturinhas nos enriqueceram e devemos ser-lhes gratos e fazer-lhes algo
45 de bom em troca. Sinto pena vendo-os correr de lá para cá como o fazem, sem roupa
46 para aquecê-los. Vou te dizer uma coisa, farei, para cada um, uma camisa, um colete,
47 um casaco e ainda um par de calças; e você, faça, para cada um, um par de sapatinhos.
48 A ideia agradou muito ao sapateiro e, uma tarde, quando tudo estava pronto,
49 colocaram as roupinhas e os sapatinhos sobre a mesa, ao invés do couro cortado. Então
50 foram esconder-se para observar o que os duendes fariam. Por volta de meia-noite, eles
51 chegaram e já iam sentar-se para o trabalho, como de costume, mas ao verem as
52 roupinhas que os esperavam, riram e ficaram muito contentes. Então vestiram-se num
53 piscar de olhos, e dançaram e deram cambalhotas e saltitaram aqui e ali de pura alegria,
54 até que saíram dançando pela porta para a floresta e o sapateiro nunca mais os viu. Mas
55 tudo correu bem com o sapateiro e sua esposa daquele dia em diante enquanto viveram.
Extraído de Contos de Grimm, A Bela Adormecida e outras histórias. Porto Alegre: L&PM, 2010.
A fala da esposa do sapateiro “Vou te dizer uma coisa, farei, para cada um, uma camisa, um colete, um casaco e ainda um par de calças.” (linhas 46 e 47), deve-se
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Leia atentamente o texto 1 e responda às questões de 01 a 08, assinalando a única alternativa correta.
Texto 1

Os Duendes e o Sapateiro
01 Havia uma vez um sapateiro que trabalhava duro
02 e era muito honesto, mas ainda assim não conseguia
03 ganhar o suficiente para viver, e chegou um dia em
04 que tudo o que possuía no mundo era um pedaço de
05 couro de tamanho suficiente para fazer apenas um
06 par de sapatos. Ele aprontou o couro para
07 confeccionar os sapatos no dia seguinte, com a
08 intenção de acordar bem cedo pela manhã . Trazia a
09 consciência limpa e o coração leve em meio a todos
10 os seus problemas, portanto deitou-se em paz,
11 entregando aos céus as suas preocupações, e logo
12 adormeceu. Pela manhã, depois de dizer as preces,
13 sentou-se para dar início ao trabalho quando viu, com
14 grande espanto, os sapatos já acabados sobre a
15 mesa. O bom homem não sabia o que dizer ou
16 pensar, de tão estranho acontecimento. Examinou a execução do trabalho e não havia
17 uma costura mal feita: tudo era bem feito e adequado, uma obra-prima.
18 Neste mesmo dia, um freguês entrou e agradou -se tanto dos sapatos que
19 espontaneamente pagou por eles um preço bem mais alto do que o habitual. E o pobre
20 sapateiro, com o dinheiro, comprou couro suficiente para dois outros pares.
21 De tardinha, cortou o couro, indo deitar-se mais cedo para acordar e começar o
22 trabalho de costura logo ao nascer do dia seguinte. Mas foi poupado deste trabalho, pois
23 ao acordar pela manhã os sapatos estavam prontos. Logo vieram os fregueses, que o
24 compensaram regiamente pelas mercadorias, de modo que comprou couro suficiente
25 para quatro outros pares. Cortou novamente os sapatos de tardinha e os encontrou
26 acabados pela manhã como antes; e assim ocorreu por algum tempo. O que quer que
27 deixasse por fazer, de tardinha, era terminado antes do amanhecer, e a clientela do bom
28 homem crescia e ele prosperava.
29 Uma tarde, por volta da época do Natal, quando ele e sua esposa sentavam-se
30 junto à lareira conversando, ele disse a ela:
31 – Vou ficar acordado e vigiar durante toda esta noite, pois gostaria de saber quem
32 vem e faz o trabalho para mim.
33 A mulher achou a ideia boa; sendo assim, deixaram uma vela acesa e se
34 esconderam em um canto da sala por trás de uma cortina, aguardando para ver o que
35 aconteceria.
36 Logo que bateu meia- noite, dois anõezinhos completamente nus entraram na casa e
37 sentaram-se no banco do sapateiro. Logo tomaram todo o couro já cortado e começaram
38 a moldá-lo com seus dedinhos ágeis, costurando, batendo e martelando com tal rapidez
39 que o sapateiro era todo admiração e não conseguia tirar os olhos de cima deles nem
40 por um momento. E assim continuaram até todo o trabalho estar bem terminado, e os
41 sapatos prontos a serem usados, lado a lado sobre a mesa. Tudo isso se deu bem antes
42 do amanhecer, e então eles se foram, rápidos como o relâmpago.
43 No dia seguinte, a mulher disse ao sapateiro:
44 – Estas criaturinhas nos enriqueceram e devemos ser-lhes gratos e fazer-lhes algo
45 de bom em troca. Sinto pena vendo-os correr de lá para cá como o fazem, sem roupa
46 para aquecê-los. Vou te dizer uma coisa, farei, para cada um, uma camisa, um colete,
47 um casaco e ainda um par de calças; e você, faça, para cada um, um par de sapatinhos.
48 A ideia agradou muito ao sapateiro e, uma tarde, quando tudo estava pronto,
49 colocaram as roupinhas e os sapatinhos sobre a mesa, ao invés do couro cortado. Então
50 foram esconder-se para observar o que os duendes fariam. Por volta de meia-noite, eles
51 chegaram e já iam sentar-se para o trabalho, como de costume, mas ao verem as
52 roupinhas que os esperavam, riram e ficaram muito contentes. Então vestiram-se num
53 piscar de olhos, e dançaram e deram cambalhotas e saltitaram aqui e ali de pura alegria,
54 até que saíram dançando pela porta para a floresta e o sapateiro nunca mais os viu. Mas
55 tudo correu bem com o sapateiro e sua esposa daquele dia em diante enquanto viveram.
Extraído de Contos de Grimm, A Bela Adormecida e outras histórias. Porto Alegre: L&PM, 2010.
Em ”Logo vieram os fregueses, que o compensaram regiamente pelas mercadorias, de modo que comprou couro suficiente para quatro outros pares.“ (linhas 23 a 25), a expressão destacada pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por quais opções abaixo?
I. responsabilizaram regularmente
II. gratificaram muito bem
III. elogiaram respeitosamente
IV. recompensaram generosamente
V. gratificaram minimamente
A substituição é possível apenas com as expressões
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Leia atentamente o texto 1 e responda às questões de 01 a 08, assinalando a única alternativa correta.
Texto 1

Os Duendes e o Sapateiro
01 Havia uma vez um sapateiro que trabalhava duro
02 e era muito honesto, mas ainda assim não conseguia
03 ganhar o suficiente para viver, e chegou um dia em
04 que tudo o que possuía no mundo era um pedaço de
05 couro de tamanho suficiente para fazer apenas um
06 par de sapatos. Ele aprontou o couro para
07 confeccionar os sapatos no dia seguinte, com a
08 intenção de acordar bem cedo pela manhã . Trazia a
09 consciência limpa e o coração leve em meio a todos
10 os seus problemas, portanto deitou-se em paz,
11 entregando aos céus as suas preocupações, e logo
12 adormeceu. Pela manhã, depois de dizer as preces,
13 sentou-se para dar início ao trabalho quando viu, com
14 grande espanto, os sapatos já acabados sobre a
15 mesa. O bom homem não sabia o que dizer ou
16 pensar, de tão estranho acontecimento. Examinou a execução do trabalho e não havia
17 uma costura mal feita: tudo era bem feito e adequado, uma obra-prima.
18 Neste mesmo dia, um freguês entrou e agradou -se tanto dos sapatos que
19 espontaneamente pagou por eles um preço bem mais alto do que o habitual. E o pobre
20 sapateiro, com o dinheiro, comprou couro suficiente para dois outros pares.
21 De tardinha, cortou o couro, indo deitar-se mais cedo para acordar e começar o
22 trabalho de costura logo ao nascer do dia seguinte. Mas foi poupado deste trabalho, pois
23 ao acordar pela manhã os sapatos estavam prontos. Logo vieram os fregueses, que o
24 compensaram regiamente pelas mercadorias, de modo que comprou couro suficiente
25 para quatro outros pares. Cortou novamente os sapatos de tardinha e os encontrou
26 acabados pela manhã como antes; e assim ocorreu por algum tempo. O que quer que
27 deixasse por fazer, de tardinha, era terminado antes do amanhecer, e a clientela do bom
28 homem crescia e ele prosperava.
29 Uma tarde, por volta da época do Natal, quando ele e sua esposa sentavam-se
30 junto à lareira conversando, ele disse a ela:
31 – Vou ficar acordado e vigiar durante toda esta noite, pois gostaria de saber quem
32 vem e faz o trabalho para mim.
33 A mulher achou a ideia boa; sendo assim, deixaram uma vela acesa e se
34 esconderam em um canto da sala por trás de uma cortina, aguardando para ver o que
35 aconteceria.
36 Logo que bateu meia- noite, dois anõezinhos completamente nus entraram na casa e
37 sentaram-se no banco do sapateiro. Logo tomaram todo o couro já cortado e começaram
38 a moldá-lo com seus dedinhos ágeis, costurando, batendo e martelando com tal rapidez
39 que o sapateiro era todo admiração e não conseguia tirar os olhos de cima deles nem
40 por um momento. E assim continuaram até todo o trabalho estar bem terminado, e os
41 sapatos prontos a serem usados, lado a lado sobre a mesa. Tudo isso se deu bem antes
42 do amanhecer, e então eles se foram, rápidos como o relâmpago.
43 No dia seguinte, a mulher disse ao sapateiro:
44 – Estas criaturinhas nos enriqueceram e devemos ser-lhes gratos e fazer-lhes algo
45 de bom em troca. Sinto pena vendo-os correr de lá para cá como o fazem, sem roupa
46 para aquecê-los. Vou te dizer uma coisa, farei, para cada um, uma camisa, um colete,
47 um casaco e ainda um par de calças; e você, faça, para cada um, um par de sapatinhos.
48 A ideia agradou muito ao sapateiro e, uma tarde, quando tudo estava pronto,
49 colocaram as roupinhas e os sapatinhos sobre a mesa, ao invés do couro cortado. Então
50 foram esconder-se para observar o que os duendes fariam. Por volta de meia-noite, eles
51 chegaram e já iam sentar-se para o trabalho, como de costume, mas ao verem as
52 roupinhas que os esperavam, riram e ficaram muito contentes. Então vestiram-se num
53 piscar de olhos, e dançaram e deram cambalhotas e saltitaram aqui e ali de pura alegria,
54 até que saíram dançando pela porta para a floresta e o sapateiro nunca mais os viu. Mas
55 tudo correu bem com o sapateiro e sua esposa daquele dia em diante enquanto viveram.
Extraído de Contos de Grimm, A Bela Adormecida e outras histórias. Porto Alegre: L&PM, 2010.
Algumas expressões e termos do texto contribuem para evitar repetições, referindo-se a informações já citadas. Os seguintes termos: ele (linha 6), trabalho (linha 13), bom homem (linha 15), mercadorias (linha 24) e deles (linha 39), referem-se, respectivamente, a:
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