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Segundo o autor Rodolfo Bohoslavsky, a orientação vocacional refere-se a um processo de orientação frente a uma situação de escolha que pode ser vivenciada como crise na adolescência, pois enfrenta-se a passagem e a necessidade de tomar decisões quanto ao seu futuro e à sua identidade ocupacional. O autor indica que a atuação do profissional de psicologia no processo de orientação vocacional pode ser realizada em dois tipos de modalidades: a estatística e a clínica.
Assinale a alternativa que apresenta concepções da modalidade estatística.
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Em 2005, diversos profissionais da saúde mental ligados ao Ministério da Saúde e à Secretaria de Atenção à Saúde, por meio do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas, publicaram material em que são sugeridos vários princípios baseados em uma ética e em uma lógica do cuidado.
O trecho a seguir, extraído da referida publicação, discorre sobre um desses princípios:
Este princípio significa que as portas de todos os serviços públicos de saúde mental infanto-juvenil devem estar abertas a todo aquele que chega […]. Trata-se de acabar com as barreiras burocráticas que dificultam o acesso ao serviço e romper com a lógica do encaminhamento irresponsável, que faz com que aquele que procura atendimento percorra, infinitamente, uma série de serviços e não encontre acolhida em nenhum.
Caminhos para uma política de saúde mental infanto-juvenil. Brasília: Ministério da Saúde, 2005.
O princípio ao qual o trecho se refere é o de
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Na página do Ministério da Saúde há informações a respeito da prevenção ao suicídio, entendido como um fenômeno complexo, multifacetado e de múltiplas determinações (cf.: http://saude.gov.br/saude-de-az/suicidio).
Sabendo que esse fenômeno pode afetar indivíduos de diferentes origens, classes sociais, idades e identidades de gênero, é INCORRETO afirmar que
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O tema do fracasso escolar, entendido como repetência, evasão escolar ou distúrbio de aprendizagem, vem sendo amplamente debatido nos campos da Psicologia e da Educação. O fracasso escolar, na contingência de nossa temporalidade, desafia tanto psicólogos quanto educadores que tentam dizer algo sobre o seu funcionamento. A psicanalista Ruth Cohen publicou diversos trabalhos sobre o tema, a fim de elucidar a lógica do fracasso escolar em uma perspectiva multidisciplinar.
Para a pesquisadora, o fracasso escolar deve ser entendido como
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Wallon (1975) compreende os estágios de desenvolvimento de forma dialética, em um processo de integração de afetividade e inteligência. Seguindo essa concepção, o autor reconhece diferentes etapas, do nascimento até a adolescência.
WALLON, H. As etapas da personalidade da criança. Lisboa: Estampas, 1975.
Há um estágio de desenvolvimento específico, situado por volta dos 6 aos 11 anos de idade, em que se desenvolve uma evolução no domínio da percepção e do conhecimento, tornando possíveis comparações, distinções e assimilações sistemáticas e coerentes.
Esse estágio é chamado por Wallon de
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Vygotsky, importante teórico da Psicologia do Desenvolvimento, dedicou-se ao estudo da aprendizagem em uma perspectiva sociointeracionista. Dentre os conceitos propostos pelo autor, um se refere a uma área de aprendizagem intermediária, situada entre dois campos: um campo em que um conjunto de conhecimentos já foi consolidado pela criança e outro campo em que a criança não consegue realizar sozinha determinada tarefa, mas consegue realizá-la na interação com um professor ou colega em nível mais avançado.
De acordo com o teórico, esse intervalo, que anuncia a existência de funções em estado de amadurecimento, é chamado de
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Para Harper et al. (2000), a escola não pode ser pensada como uma categoria abstrata, portadora de uma natureza imutável. A escola não pode ser lograda fora da compreensão de algo mais abrangente que ela: a sociedade mesma na qual está inserida. Desse modo, a escola não pode ser concebida desagarrada do contexto histórico-social, econômico e político da sociedade.
HARPER, B. et al. Cuidado, escola!: desigualdade, domesticação e algumas saídas. São Paulo: Brasiliense, 2000.
Assinale a alternativa que está em DESACORDO com a concepção de escola defendida pelos autores.
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Atualmente, verifica-se um aumento do número de diagnósticos médicos e de subsequente ingestão de medicação por crianças e jovens em idade escolar. Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, transtorno desafiador opositivo, transtorno obsessivo compulsivo e mesmo obesidade e dislexia constituem uma parte substancial das patologias ou distúrbios que ocupam as salas de aula das nossas escolas. A emergência desses diagnósticos de significado expressivo no universo da saúde pública – que, em certos casos, podem considerar-se mais ou menos nebulosos, pois, não raras vezes, revelam desinformação generalizada, quer do ponto de vista dos discursos, quer do ponto de vista das práticas a eles associada – tende a estar, efetivamente, relacionada com a ideia de uma crescente medicalização da educação e da sociedade.
PAIS, S. C.; MENEZES, I.; NUNES, J. A. Saúde e escola: reflexões em torno da medicalização da educação, 2016. Disponível em: http://www.scielo.br. Acesso em: 15 jul. 2019.
Pensando na problemática da medicalização, tratada no fragmento acima, analise as afirmativas a seguir:
I. O campo da educação se configura como um primeiro lugar em que emerge um olhar mais atento para potenciais problemas que as crianças e jovens possam estar enfrentando. Por isso, os profissionais da educação precisam estar familiarizados com o discurso médico, já que, com base em um diagnóstico bem estabelecido, qualquer comportamento inesperado da criança é justificado pela doença que ela apresenta. A localização de um problema na criança não é capaz de produzir efeitos excludentes no seu processo de ensino e aprendizagem.
II. A educação produz uma atuação inclusiva e de remediação dos problemas de aprendizagem, ao acionar o saber médico ali onde o ensino fracassou.
III. O fenômeno da medicalização no discurso escolar acaba por reforçar potenciais fragilidades vivenciadas pelas crianças e suas famílias, aumentando a dimensão segregadora do espaço escolar, além de provocar uma desresponsabilização da instituição escolar.
Assinale a alternativa que indica a(s) afirmativa(s) que corresponde(m) à visão dos autores sobre a questão.
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Jean Oury, médico psiquiatra e psicanalista francês, trouxe importantes contribuições para a prática nas instituições psiquiátricas por meio da psicanálise. Dentre essas, elaborou a noção de coletivo, que implica uma lógica que permite preservar uma dimensão singular dos sujeitos, mesmo estando estes inseridos em uma organização. Segundo Geoffroy e Alberti (2015), tal conceito é essencial para a prática da psicologia na escola, podendo facilitar a emergência do sujeito, resistindo à lógica frequentemente observada nas instituições escolares de normatização e consequente produção de crianças desadaptadas. O coletivo, portanto, “implica na função de colocar em funcionamento alguma coisa que, num meio amorfo, praticamente inerte e muito misturado, possibilite algum tipo de distinção” (Cavalcanti, 1992, p. 197).
GEOFFROY, R.; ALBERTI, S. Contribuições de Jean Oury para verificar uma possível emergência do sujeito na escola. Estilos da Clínica, v. 20, n. 2, 2015.
CAVALCANTI, M. T. O tear das cinzas. Dissertação (Mestrado em Psicologia). Rio de Janeiro: UFRJ, 1992.
A função mencionada no texto, concernida ao coletivo, a qual possibilita a distinção entre diferentes registros e patamares, é compreendida por Oury como
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Foucault (1977) discorre sobre a instituição escolar, discutindo acerca da especificidade de um mecanismo que aparelha de forma ininterrupta a operação do ensino, exercendo um controle e uma vigilância que permite qualificar, classificar e punir. Tal mecanismo vale como cerimônia da objetificação dos indivíduos dessa instituição.
FOUCAULT, M. Vigiar e punir. Petrópolis: Vozes, 1977.
O mecanismo ao qual Foucault se refere é o(a)
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