Foram encontradas 30 questões.
A mercadoria alucinógena
Enquanto o consumidor imagina que é um ser racional, dotado de juízo e de bom senso, a publicidade na TV abandona progressivamente essa ilusão. Em vez de argumentar para a razão do telespectador, ela apela para as sensações, para as revelações mágicas mais impossíveis. A marca de chicletes promete transportar o freguês para um tal “mundo do sabor” e mostra o garoto-propaganda levitando em outras esferas cósmicas. O adoçante faz surgirem do nada violinistas e guitarristas. O guaraná em lata provoca visões amazônicas no seu bebedor urbano, que passa a enxergar um índio, com o rosto pintado de bravura, no que seria o pálido semblante de um taxista. Seria o tal refrigerante uma versão comercial das beberagens do Santo Daime? Não, nada disso. São apenas os baratos astrais da nova tendência da publicidade. Estamos na era das mercadorias alucinógenas. Imaginariamente alucinógenas.
É claro que ninguém há de acreditar que uma goma de mascar, um adoçante ou um guaraná proporcionem a transmigração das almas. Ninguém leva os comerciais alucinógenos ao pé da letra, mas cada vez mais gente se deixa seduzir por eles. É que o encanto das mercadorias não está nelas, mas fora delas — e a publicidade sabe disso muito bem. Ela sabe que esse encanto reside na relação imaginária que ela, publicidade, fabrica entre a mercadoria e seu consumidor. Pode parecer um insulto à inteligência do telespectador, mas ele bem que gosta. É tudo mentira, mas é a maior viagem. A julgar pelo crescimento dessas campanhas, o público vibra ao ser tratado como quem se esgueira pelos supermercados à cata de alucinações.
Por isso, a publicidade se despe momentaneamente de sua alegada função cívica — a de informar o comprador para que ele exerça o seu direito de escolha consciente na hora da compra — e apenas oferece a felicidade etérea, irreal e imaterial, que nada tem a ver com as propriedades físicas (ou químicas) do produto. A publicidade é a fábrica do gozo fictício — e este gozo é a grande mercadoria dos nossos tempos, confortavelmente escondida atrás das bugigangas oferecidas. Quanto ao consumidor, compra satisfeito a alucinação imaginária. Ele também está cercado de muito conforto, protegido pela aparência de razão que todos fingem ser sua liberdade. Supremo fingimento. O consumidor não vai morrer de overdose dessa droga. Ele só teme ser barrado nos portais eletrônicos do imenso festim psicodélico. Morreria de frio e de abandono. Ele só teme passar um dia que seja longe de seu pequeno gozo alucinado.
FONTE: BUCCI, Eugênio. Veja. São Paulo, 29 abr.1998. In:
ANTUNES, Irandé. Análise de textos: fundamentos e práticas.
São Paulo: Parábola Editorial, 2010. p.80-81. [Fragmento]
No trecho: “Estamos na era das mercadorias alucinógenas. Imaginariamente alucinógenas”, o autor se utilizou de um recurso gramatical que aproxima os interlocutores e favorece a interação. Assinale a opção que elucida o recurso utilizado.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
1150076
Ano: 2018
Disciplina: Agronomia (Engenharia Agronômica)
Banca: FUNCERN
Orgão: Cons. Trairi-CE
Disciplina: Agronomia (Engenharia Agronômica)
Banca: FUNCERN
Orgão: Cons. Trairi-CE
Provas:
Método de irrigação é a forma pela qual a água pode ser aplicada às culturas. Em relação aos métodos de irrigação, é correto afirmar que
Provas
Questão presente nas seguintes provas
1145923
Ano: 2018
Disciplina: Agronomia (Engenharia Agronômica)
Banca: FUNCERN
Orgão: Cons. Trairi-CE
Disciplina: Agronomia (Engenharia Agronômica)
Banca: FUNCERN
Orgão: Cons. Trairi-CE
Provas:
Fundamentado em estudos de comportamento social e sexual de bovinos, é possível estabelecer algumas regras básicas do manejo dos animais em período de acasalamento, tais como:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
1140720
Ano: 2018
Disciplina: Agronomia (Engenharia Agronômica)
Banca: FUNCERN
Orgão: Cons. Trairi-CE
Disciplina: Agronomia (Engenharia Agronômica)
Banca: FUNCERN
Orgão: Cons. Trairi-CE
Provas:
A otimização do espaçamento em culturas florestais varia de acordo com a finalidade da madeira a ser produzida, sendo os espaçamentos mais adensados os mais indicados visando à produção de madeira para energia. Considere que a recomendação de espaçamento para cultivo de eucalipto é de 4,0m x 2,0m. A densidade de plantas por hectare será:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto abaixo para responder a questão a seguir.

Disponível em: https://www.google.com.br/search. Acesso em 04
de setembro de 2018.
Qual opção apresentada a seguir tem a correta justificativa do emprego correto dos porquês na fala do personagem no último quadrinho?
Provas
Questão presente nas seguintes provas
1125101
Ano: 2018
Disciplina: Agronomia (Engenharia Agronômica)
Banca: FUNCERN
Orgão: Cons. Trairi-CE
Disciplina: Agronomia (Engenharia Agronômica)
Banca: FUNCERN
Orgão: Cons. Trairi-CE
Provas:
Sobre a fertilização nitrogenada, é correto afirmar que
Provas
Questão presente nas seguintes provas
1125035
Ano: 2018
Disciplina: Agronomia (Engenharia Agronômica)
Banca: FUNCERN
Orgão: Cons. Trairi-CE
Disciplina: Agronomia (Engenharia Agronômica)
Banca: FUNCERN
Orgão: Cons. Trairi-CE
Provas:
As principais causas do depauperamento dos solos é o processo de salinização. Para evitá-lo, é preciso realizar o correto manejo dos solos. Sobre o processo de salinização do solo, assinale a alternativa correta.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
1101540
Ano: 2018
Disciplina: Agronomia (Engenharia Agronômica)
Banca: FUNCERN
Orgão: Cons. Trairi-CE
Disciplina: Agronomia (Engenharia Agronômica)
Banca: FUNCERN
Orgão: Cons. Trairi-CE
Provas:
A alface é uma hortaliça folhosa bastante consumida em todo o mundo, a qual, no entanto, está sujeita a diversas doenças. O Mildio é uma das principais doenças fúngicas que se manifestam sobre a cultura, sendo acarretada pelo seguinte patógeno:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
A mercadoria alucinógena
Enquanto o consumidor imagina que é um ser racional, dotado de juízo e de bom senso, a publicidade na TV abandona progressivamente essa ilusão. Em vez de argumentar para a razão do telespectador, ela apela para as sensações, para as revelações mágicas mais impossíveis. A marca de chicletes promete transportar o freguês para um tal “mundo do sabor” e mostra o garoto-propaganda levitando em outras esferas cósmicas. O adoçante faz surgirem do nada violinistas e guitarristas. O guaraná em lata provoca visões amazônicas no seu bebedor urbano, que passa a enxergar um índio, com o rosto pintado de bravura, no que seria o pálido semblante de um taxista. Seria o tal refrigerante uma versão comercial das beberagens do Santo Daime? Não, nada disso. São apenas os baratos astrais da nova tendência da publicidade. Estamos na era das mercadorias alucinógenas. Imaginariamente alucinógenas.
É claro que ninguém há de acreditar que uma goma de mascar, um adoçante ou um guaraná proporcionem a transmigração das almas. Ninguém leva os comerciais alucinógenos ao pé da letra, mas cada vez mais gente se deixa seduzir por eles. É que o encanto das mercadorias não está nelas, mas fora delas — e a publicidade sabe disso muito bem. Ela sabe que esse encanto reside na relação imaginária que ela, publicidade, fabrica entre a mercadoria e seu consumidor. Pode parecer um insulto à inteligência do telespectador, mas ele bem que gosta. É tudo mentira, mas é a maior viagem. A julgar pelo crescimento dessas campanhas, o público vibra ao ser tratado como quem se esgueira pelos supermercados à cata de alucinações.
Por isso, a publicidade se despe momentaneamente de sua alegada função cívica — a de informar o comprador para que ele exerça o seu direito de escolha consciente na hora da compra — e apenas oferece a felicidade etérea, irreal e imaterial, que nada tem a ver com as propriedades físicas (ou químicas) do produto. A publicidade é a fábrica do gozo fictício — e este gozo é a grande mercadoria dos nossos tempos, confortavelmente escondida atrás das bugigangas oferecidas. Quanto ao consumidor, compra satisfeito a alucinação imaginária. Ele também está cercado de muito conforto, protegido pela aparência de razão que todos fingem ser sua liberdade. Supremo fingimento. O consumidor não vai morrer de overdose dessa droga. Ele só teme ser barrado nos portais eletrônicos do imenso festim psicodélico. Morreria de frio e de abandono. Ele só teme passar um dia que seja longe de seu pequeno gozo alucinado.
FONTE: BUCCI, Eugênio. Veja. São Paulo, 29 abr.1998. In:
ANTUNES, Irandé. Análise de textos: fundamentos e práticas.
São Paulo: Parábola Editorial, 2010. p.80-81. [Fragmento]
Considerando o texto apresentado anteriormente, marque a opção que o classifica CORRETA e RESPECTIVAMENTE, quanto à sequência tipológica nele predominante e ao gênero textual que o define.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
1093952
Ano: 2018
Disciplina: Agronomia (Engenharia Agronômica)
Banca: FUNCERN
Orgão: Cons. Trairi-CE
Disciplina: Agronomia (Engenharia Agronômica)
Banca: FUNCERN
Orgão: Cons. Trairi-CE
Provas:
A Lei de Liebig é um princípio utilizado principalmente na agricultura e estabelece que
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadernos
Caderno Container