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333795 Ano: 2007
Disciplina: Administração Geral
Banca: FEC
Orgão: DETRAN-RO
Provas:
Leia o texto e abaixo e responda às questões de 31 a 65.

UMA FÁBRICA DE SUCESSO

A maior aposta da SACI é um modelo totalmente

modificado do conhecido BOX. Trata-se de um carro popular,

o BOXER, nascido junto com a moderna fábrica de BACABA,

um feliz resultado dos esforços de lideranças de Estado e

Município sobre o segmento automotivo, visto por eles como

um dos mais empreendedores e ativadores de economias

regionais em todo o mundo. Para os 3000 funcionários da

nova unidade esta, sem dúvida, é a grande chance, e para a

região uma vitória contra a pobreza da estagnação.

"A SACI pode ser ainda muito mais forte, e por isso

mesmo decidimos investir tanto nesta unidade, planejada

para ser a mais eficiente do grupo", diz EDWARD MANSO,

presidente da holding SACIMOBILE, que continua com a sua

explicação.Hoje, vender mais significa oferecer o que o

consumidor quer, ou seja, carros bonitos, confortáveis,

duráveis, práticos, ágeis e, principalmente, baratos. Assim,

tem-se que fazer mais com menos, e a SACI concentrar-se-á

inicialmente no carro de motor 1.0, propulsor atual da indústria

automotiva brasileira. De cada 10 veículos vendidos, 8 são

populares 1.0, razão do investimento de 1,2 bilhão de dólares

em BACABA. “Depois, isto poderá mudar e outros modelos

certamente virão, até mesmo para o mercado europeu e

americano”, afirma ANTÔNIO SURJO, o supervisor de

qualidade.

Desfeita a união temporária com a PERALTA, a SACI não

conseguiu mais voltar ao seu patamar de vendas anterior.

Tinha quase um quarto do mercado brasileiro quando se uniu,

mas com o fim do casamento saiu com apenas10%. Pecado

capital durante a triste parceria: a SACI ignorou a tendência,

que se transformou em mania nacional, de carros populares.

Enquanto a SACI investia em modelos caros, a PERALTA

lançava o seu modelo 1000, sucesso da indústria brasileira.

Em seguida, outras montadoras desembarcaram no país

entendendo a limitação da renda nacional e a vocação

popular, mas acreditando que as coisas não iriam ficar assim

para sempre, pois “luxos” como ar-condicionado e alguns

outros elementos de conforto e despoluição estarão

“pressionando a cilindrada” para cima.

A robotização já chega a 50% nas indústrias mais

modernas do país, o que inclui a montadora de BACABA. A

ação integrada evoluiu a tal ponto que as indústrias de

autopeças, antes concentradas em poucos Estados, hoje

viajam com as montadoras para onde elas fixam endereço.

Para BACABA , por exemplo, 33 fornecedores

acompanharam a SACI. Resultado: juntos reduziram o tempo

de produção de cada carro de uma semana para um dia.

Os consumidores também ganharam: além do preço mais

baixo, a qualidade e durabilidade também cresceram. "Nos

anos 80, um carro era projetado para durar até 3 anos. Hoje, o

prazo de validade subiu para 10 anos", diz LUCAS DE

FORRÓ, vice-diretor da SACI em BACABA. O gerente de

produção, EDGARDO VIENA, aponta outros avanços entre o

fim da década de 70 e hoje: as pastilhas de freio, que eram

trocadas a cada 10.000 Km, atualmente duram 40, e um jogo

de pneus, que agüentava 20.000 Km, agora roda o dobro. No

final da linha de montagem, para lembrar que os avanços

ocorrem no campo tecnológico, mas também no da gestão, é

a vez da inspeção de qualidade, quando, depois de prontos,

os carros são testados nos itens infiltração, ruído, parte

elétrica e alinhamento.

VIENA diz ainda que a SACI busca assegurar o máximo

de prosperidade ao patrão e, ao mesmo tempo, ao

empregado, o que depende de identidade de interesse entre

ambos, pois a prosperidade de um não pode existir sem que

seja acompanhada pela do outro. Salários altos para

funcionários sim, mas com baixos custos de produção, e isto

recomenda trabalho racionalmente organizado. “E é por essa

razão que os benefícios para os empregados da SACI

cresceram, ficando parte dos lucros com eles, e a qualificação

aumentou. Antes, bastava ter o 1º grau, mas agora o piso é o

2º grau completo. Acidentes de trabalho caíram 95% em vinte

anos depois que se percebeu que 80% dos problemas vinham

das mesmas 20% de causas, aplicando-se ações corretivas

prioritariamente sobre as principais falhas”, acrescenta.

Até as históricas greves de metalúrgicos têm cedido lugar

a acordos mais flexíveis, como a redução da jornada de

trabalho e outras práticas do gênero, depois da observância

do princípio de que cada indivíduo deve receber ordens de um

e apenas um chefe, ou seja, o princípio da autoridade única.

Muito coerente, o complexo de BACABA tem também

administração única, compartilhando transporte, centro

médico e piso salarial. O custo de segurança é rateado entre a

SACI e os fornecedores, resultando em economia de 50% dos

custos de administração dos serviços. O trabalho é

sincronizado e cada segundo conta. Quando um carro

começa a ser montado, ainda esqueleto, os fornecedores são

acionados e o pedido de peças aparece na tela dos

computadores, especificando o volume e a hora de entrega.

Automóvel na linha de montagem agora significa

fornecedores de autopeças seguindo simultaneamente para

rechear a máquina com seus equipamentos e acabamentos.

“Não se pode evitar questões éticas nos negócios mais do

que em outras áreas de nossas vidas; em BACABA, a

modernidade da fábrica inclui a preocupação ecológica” diz

MARINA DETALL, a consultora interna de RH. O sistema de

tratamento de esgoto é feito por um método que utiliza a

filtragem mecânica e biológica de água no solo e em tanques

com o plantio de culturas regionais. No fim do processo, a

água sai purificada, podendo ser reutilizada na irrigação de

jardins. No terreno, é possível ver também as primeiras

mudas de reflorestamento com plantio de espécies nativas da

Amazônia.

Toda a mão-de-obra da fábrica vem de BACABA e do

município vizinho chamado ASSAÍ. Os operários são

treinados no SENAI enquanto a prática de treinamento é feita

na fábrica. O comércio em BACABA cresceu 25% no último

ano. O primeiro hotel já abriu suas portas perto da fábrica.

Lojas especializadas em equipamentos de segurança,

ferramentas e outros produtos consumidos na fabricação do

BOXER estão chegando. Novos cursos foram inaugurados

nas faculdades da Região e na Universidade do Estado. Feliz

com seu primeiro emprego de carteira assinada, GRAÇA DE

ARANHA, com apenas 19 anos, sonha alto. "Estou fazendo

cursinho para a faculdade de marketing e quero trabalhar em

escritório", diz ela, que atua na área de manutenção do

complexo.

BACABA representa a vocação latino-americana, um dos

quatro pólos automotivos mundiais. Os EUA ficaram com o

mercado dos carros de maior porte. A Europa com os veículos

requintados e de alto desempenho esportivo. A Ásia é grande

exportadora e satisfaz a demanda mundial. "Sobrou para a

América Latina os carros populares que podem ser

exportados para os países emergentes", diz o engenheiro

LUCAS. A perspectiva é atender a mercados com

características semelhantes às do brasileiro, como Índia,

Rússia e China utilizando novas e diversas rotas de comércio.

Pode ser a única, mas é, sem dúvida, uma boa saída




Durante a triste parceria entre a SACI e a PERALTA, o pecado capital da SACI foi ignorar a tendência, que se transformou em mania nacional, de carros populares. Enquanto a SACI investia em modelos caros, a PERALTA lançava o seu modelo 1000, sucesso da indústria brasileira. Este equívoco pode estar associado a uma conhecida disfunção empresarial, a resistência à mudança, que costuma afetar a capacidade de resolver problemas sem que os membros da organização se apercebam. Desvios de comportamento coletivo como este são degenerações normalmente resultantes de:
 

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333794 Ano: 2007
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Leia o texto e abaixo e responda às questões de 31 a 65.

UMA FÁBRICA DE SUCESSO

A maior aposta da SACI é um modelo totalmente

modificado do conhecido BOX. Trata-se de um carro popular,

o BOXER, nascido junto com a moderna fábrica de BACABA,

um feliz resultado dos esforços de lideranças de Estado e

Município sobre o segmento automotivo, visto por eles como

um dos mais empreendedores e ativadores de economias

regionais em todo o mundo. Para os 3000 funcionários da

nova unidade esta, sem dúvida, é a grande chance, e para a

região uma vitória contra a pobreza da estagnação.

"A SACI pode ser ainda muito mais forte, e por isso

mesmo decidimos investir tanto nesta unidade, planejada

para ser a mais eficiente do grupo", diz EDWARD MANSO,

presidente da holding SACIMOBILE, que continua com a sua

explicação.Hoje, vender mais significa oferecer o que o

consumidor quer, ou seja, carros bonitos, confortáveis,

duráveis, práticos, ágeis e, principalmente, baratos. Assim,

tem-se que fazer mais com menos, e a SACI concentrar-se-á

inicialmente no carro de motor 1.0, propulsor atual da indústria

automotiva brasileira. De cada 10 veículos vendidos, 8 são

populares 1.0, razão do investimento de 1,2 bilhão de dólares

em BACABA. “Depois, isto poderá mudar e outros modelos

certamente virão, até mesmo para o mercado europeu e

americano”, afirma ANTÔNIO SURJO, o supervisor de

qualidade.

Desfeita a união temporária com a PERALTA, a SACI não

conseguiu mais voltar ao seu patamar de vendas anterior.

Tinha quase um quarto do mercado brasileiro quando se uniu,

mas com o fim do casamento saiu com apenas10%. Pecado

capital durante a triste parceria: a SACI ignorou a tendência,

que se transformou em mania nacional, de carros populares.

Enquanto a SACI investia em modelos caros, a PERALTA

lançava o seu modelo 1000, sucesso da indústria brasileira.

Em seguida, outras montadoras desembarcaram no país

entendendo a limitação da renda nacional e a vocação

popular, mas acreditando que as coisas não iriam ficar assim

para sempre, pois “luxos” como ar-condicionado e alguns

outros elementos de conforto e despoluição estarão

“pressionando a cilindrada” para cima.

A robotização já chega a 50% nas indústrias mais

modernas do país, o que inclui a montadora de BACABA. A

ação integrada evoluiu a tal ponto que as indústrias de

autopeças, antes concentradas em poucos Estados, hoje

viajam com as montadoras para onde elas fixam endereço.

Para BACABA , por exemplo, 33 fornecedores

acompanharam a SACI. Resultado: juntos reduziram o tempo

de produção de cada carro de uma semana para um dia.

Os consumidores também ganharam: além do preço mais

baixo, a qualidade e durabilidade também cresceram. "Nos

anos 80, um carro era projetado para durar até 3 anos. Hoje, o

prazo de validade subiu para 10 anos", diz LUCAS DE

FORRÓ, vice-diretor da SACI em BACABA. O gerente de

produção, EDGARDO VIENA, aponta outros avanços entre o

fim da década de 70 e hoje: as pastilhas de freio, que eram

trocadas a cada 10.000 Km, atualmente duram 40, e um jogo

de pneus, que agüentava 20.000 Km, agora roda o dobro. No

final da linha de montagem, para lembrar que os avanços

ocorrem no campo tecnológico, mas também no da gestão, é

a vez da inspeção de qualidade, quando, depois de prontos,

os carros são testados nos itens infiltração, ruído, parte

elétrica e alinhamento.

VIENA diz ainda que a SACI busca assegurar o máximo

de prosperidade ao patrão e, ao mesmo tempo, ao

empregado, o que depende de identidade de interesse entre

ambos, pois a prosperidade de um não pode existir sem que

seja acompanhada pela do outro. Salários altos para

funcionários sim, mas com baixos custos de produção, e isto

recomenda trabalho racionalmente organizado. “E é por essa

razão que os benefícios para os empregados da SACI

cresceram, ficando parte dos lucros com eles, e a qualificação

aumentou. Antes, bastava ter o 1º grau, mas agora o piso é o

2º grau completo. Acidentes de trabalho caíram 95% em vinte

anos depois que se percebeu que 80% dos problemas vinham

das mesmas 20% de causas, aplicando-se ações corretivas

prioritariamente sobre as principais falhas”, acrescenta.

Até as históricas greves de metalúrgicos têm cedido lugar

a acordos mais flexíveis, como a redução da jornada de

trabalho e outras práticas do gênero, depois da observância

do princípio de que cada indivíduo deve receber ordens de um

e apenas um chefe, ou seja, o princípio da autoridade única.

Muito coerente, o complexo de BACABA tem também

administração única, compartilhando transporte, centro

médico e piso salarial. O custo de segurança é rateado entre a

SACI e os fornecedores, resultando em economia de 50% dos

custos de administração dos serviços. O trabalho é

sincronizado e cada segundo conta. Quando um carro

começa a ser montado, ainda esqueleto, os fornecedores são

acionados e o pedido de peças aparece na tela dos

computadores, especificando o volume e a hora de entrega.

Automóvel na linha de montagem agora significa

fornecedores de autopeças seguindo simultaneamente para

rechear a máquina com seus equipamentos e acabamentos.

“Não se pode evitar questões éticas nos negócios mais do

que em outras áreas de nossas vidas; em BACABA, a

modernidade da fábrica inclui a preocupação ecológica” diz

MARINA DETALL, a consultora interna de RH. O sistema de

tratamento de esgoto é feito por um método que utiliza a

filtragem mecânica e biológica de água no solo e em tanques

com o plantio de culturas regionais. No fim do processo, a

água sai purificada, podendo ser reutilizada na irrigação de

jardins. No terreno, é possível ver também as primeiras

mudas de reflorestamento com plantio de espécies nativas da

Amazônia.

Toda a mão-de-obra da fábrica vem de BACABA e do

município vizinho chamado ASSAÍ. Os operários são

treinados no SENAI enquanto a prática de treinamento é feita

na fábrica. O comércio em BACABA cresceu 25% no último

ano. O primeiro hotel já abriu suas portas perto da fábrica.

Lojas especializadas em equipamentos de segurança,

ferramentas e outros produtos consumidos na fabricação do

BOXER estão chegando. Novos cursos foram inaugurados

nas faculdades da Região e na Universidade do Estado. Feliz

com seu primeiro emprego de carteira assinada, GRAÇA DE

ARANHA, com apenas 19 anos, sonha alto. "Estou fazendo

cursinho para a faculdade de marketing e quero trabalhar em

escritório", diz ela, que atua na área de manutenção do

complexo.

BACABA representa a vocação latino-americana, um dos

quatro pólos automotivos mundiais. Os EUA ficaram com o

mercado dos carros de maior porte. A Europa com os veículos

requintados e de alto desempenho esportivo. A Ásia é grande

exportadora e satisfaz a demanda mundial. "Sobrou para a

América Latina os carros populares que podem ser

exportados para os países emergentes", diz o engenheiro

LUCAS. A perspectiva é atender a mercados com

características semelhantes às do brasileiro, como Índia,

Rússia e China utilizando novas e diversas rotas de comércio.

Pode ser a única, mas é, sem dúvida, uma boa saída




VIENA reitera que a SACI busca assegurar o máximo de prosperidade ao patrão e, ao mesmo tempo, ao empregado, o que depende de identidade de interesse entre ambos, pois a prosperidade de um não pode existir sem que seja acompanhada pela do outro. Salários altos para funcionários sim, mas com baixos custos de produção, e isto recomenda trabalho racionalmente organizado (ORT). O conceito apresentado foi manifestado inicialmente na Escola da Administração conhecida como
 

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333790 Ano: 2007
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UMA FÁBRICA DE SUCESSO

A maior aposta da SACI é um modelo totalmente

modificado do conhecido BOX. Trata-se de um carro popular,

o BOXER, nascido junto com a moderna fábrica de BACABA,

um feliz resultado dos esforços de lideranças de Estado e

Município sobre o segmento automotivo, visto por eles como

um dos mais empreendedores e ativadores de economias

regionais em todo o mundo. Para os 3000 funcionários da

nova unidade esta, sem dúvida, é a grande chance, e para a

região uma vitória contra a pobreza da estagnação.

"A SACI pode ser ainda muito mais forte, e por isso

mesmo decidimos investir tanto nesta unidade, planejada

para ser a mais eficiente do grupo", diz EDWARD MANSO,

presidente da holding SACIMOBILE, que continua com a sua

explicação.Hoje, vender mais significa oferecer o que o

consumidor quer, ou seja, carros bonitos, confortáveis,

duráveis, práticos, ágeis e, principalmente, baratos. Assim,

tem-se que fazer mais com menos, e a SACI concentrar-se-á

inicialmente no carro de motor 1.0, propulsor atual da indústria

automotiva brasileira. De cada 10 veículos vendidos, 8 são

populares 1.0, razão do investimento de 1,2 bilhão de dólares

em BACABA. “Depois, isto poderá mudar e outros modelos

certamente virão, até mesmo para o mercado europeu e

americano”, afirma ANTÔNIO SURJO, o supervisor de

qualidade.

Desfeita a união temporária com a PERALTA, a SACI não

conseguiu mais voltar ao seu patamar de vendas anterior.

Tinha quase um quarto do mercado brasileiro quando se uniu,

mas com o fim do casamento saiu com apenas10%. Pecado

capital durante a triste parceria: a SACI ignorou a tendência,

que se transformou em mania nacional, de carros populares.

Enquanto a SACI investia em modelos caros, a PERALTA

lançava o seu modelo 1000, sucesso da indústria brasileira.

Em seguida, outras montadoras desembarcaram no país

entendendo a limitação da renda nacional e a vocação

popular, mas acreditando que as coisas não iriam ficar assim

para sempre, pois “luxos” como ar-condicionado e alguns

outros elementos de conforto e despoluição estarão

“pressionando a cilindrada” para cima.

A robotização já chega a 50% nas indústrias mais

modernas do país, o que inclui a montadora de BACABA. A

ação integrada evoluiu a tal ponto que as indústrias de

autopeças, antes concentradas em poucos Estados, hoje

viajam com as montadoras para onde elas fixam endereço.

Para BACABA , por exemplo, 33 fornecedores

acompanharam a SACI. Resultado: juntos reduziram o tempo

de produção de cada carro de uma semana para um dia.

Os consumidores também ganharam: além do preço mais

baixo, a qualidade e durabilidade também cresceram. "Nos

anos 80, um carro era projetado para durar até 3 anos. Hoje, o

prazo de validade subiu para 10 anos", diz LUCAS DE

FORRÓ, vice-diretor da SACI em BACABA. O gerente de

produção, EDGARDO VIENA, aponta outros avanços entre o

fim da década de 70 e hoje: as pastilhas de freio, que eram

trocadas a cada 10.000 Km, atualmente duram 40, e um jogo

de pneus, que agüentava 20.000 Km, agora roda o dobro. No

final da linha de montagem, para lembrar que os avanços

ocorrem no campo tecnológico, mas também no da gestão, é

a vez da inspeção de qualidade, quando, depois de prontos,

os carros são testados nos itens infiltração, ruído, parte

elétrica e alinhamento.

VIENA diz ainda que a SACI busca assegurar o máximo

de prosperidade ao patrão e, ao mesmo tempo, ao

empregado, o que depende de identidade de interesse entre

ambos, pois a prosperidade de um não pode existir sem que

seja acompanhada pela do outro. Salários altos para

funcionários sim, mas com baixos custos de produção, e isto

recomenda trabalho racionalmente organizado. “E é por essa

razão que os benefícios para os empregados da SACI

cresceram, ficando parte dos lucros com eles, e a qualificação

aumentou. Antes, bastava ter o 1º grau, mas agora o piso é o

2º grau completo. Acidentes de trabalho caíram 95% em vinte

anos depois que se percebeu que 80% dos problemas vinham

das mesmas 20% de causas, aplicando-se ações corretivas

prioritariamente sobre as principais falhas”, acrescenta.

Até as históricas greves de metalúrgicos têm cedido lugar

a acordos mais flexíveis, como a redução da jornada de

trabalho e outras práticas do gênero, depois da observância

do princípio de que cada indivíduo deve receber ordens de um

e apenas um chefe, ou seja, o princípio da autoridade única.

Muito coerente, o complexo de BACABA tem também

administração única, compartilhando transporte, centro

médico e piso salarial. O custo de segurança é rateado entre a

SACI e os fornecedores, resultando em economia de 50% dos

custos de administração dos serviços. O trabalho é

sincronizado e cada segundo conta. Quando um carro

começa a ser montado, ainda esqueleto, os fornecedores são

acionados e o pedido de peças aparece na tela dos

computadores, especificando o volume e a hora de entrega.

Automóvel na linha de montagem agora significa

fornecedores de autopeças seguindo simultaneamente para

rechear a máquina com seus equipamentos e acabamentos.

“Não se pode evitar questões éticas nos negócios mais do

que em outras áreas de nossas vidas; em BACABA, a

modernidade da fábrica inclui a preocupação ecológica” diz

MARINA DETALL, a consultora interna de RH. O sistema de

tratamento de esgoto é feito por um método que utiliza a

filtragem mecânica e biológica de água no solo e em tanques

com o plantio de culturas regionais. No fim do processo, a

água sai purificada, podendo ser reutilizada na irrigação de

jardins. No terreno, é possível ver também as primeiras

mudas de reflorestamento com plantio de espécies nativas da

Amazônia.

Toda a mão-de-obra da fábrica vem de BACABA e do

município vizinho chamado ASSAÍ. Os operários são

treinados no SENAI enquanto a prática de treinamento é feita

na fábrica. O comércio em BACABA cresceu 25% no último

ano. O primeiro hotel já abriu suas portas perto da fábrica.

Lojas especializadas em equipamentos de segurança,

ferramentas e outros produtos consumidos na fabricação do

BOXER estão chegando. Novos cursos foram inaugurados

nas faculdades da Região e na Universidade do Estado. Feliz

com seu primeiro emprego de carteira assinada, GRAÇA DE

ARANHA, com apenas 19 anos, sonha alto. "Estou fazendo

cursinho para a faculdade de marketing e quero trabalhar em

escritório", diz ela, que atua na área de manutenção do

complexo.

BACABA representa a vocação latino-americana, um dos

quatro pólos automotivos mundiais. Os EUA ficaram com o

mercado dos carros de maior porte. A Europa com os veículos

requintados e de alto desempenho esportivo. A Ásia é grande

exportadora e satisfaz a demanda mundial. "Sobrou para a

América Latina os carros populares que podem ser

exportados para os países emergentes", diz o engenheiro

LUCAS. A perspectiva é atender a mercados com

características semelhantes às do brasileiro, como Índia,

Rússia e China utilizando novas e diversas rotas de comércio.

Pode ser a única, mas é, sem dúvida, uma boa saída




Para os 3000 funcionários da nova unidade SACI, ela representa a sua grande chance, bem como para as lideranças de Estado e Município, que tanto se esforçaram para atraí-la para BACABA. Sem dúvida, as organizações vêm assumindo importância sem precedentes na vida das pessoas, transformando a sociedade moderna em uma sociedade organizacional, absolutamente dependente de administradores competentes, e isto pode se chocar com a formação histórica de muitas empresas brasileiras, criadas a partir da década de 1950, no início da industrialização do país, quando manufatura e fábrica se orientaram pela incipiente engenharia industrial e pelos princípios de uma administração racionalista do início do século, enquanto escritórios e repartições pelo modelo. Neste cenário de múltiplas e diferenciadas organizações, é considerada como a maior de todas as organizações o:
 

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UMA FÁBRICA DE SUCESSO

A maior aposta da SACI é um modelo totalmente

modificado do conhecido BOX. Trata-se de um carro popular,

o BOXER, nascido junto com a moderna fábrica de BACABA,

um feliz resultado dos esforços de lideranças de Estado e

Município sobre o segmento automotivo, visto por eles como

um dos mais empreendedores e ativadores de economias

regionais em todo o mundo. Para os 3000 funcionários da

nova unidade esta, sem dúvida, é a grande chance, e para a

região uma vitória contra a pobreza da estagnação.

"A SACI pode ser ainda muito mais forte, e por isso

mesmo decidimos investir tanto nesta unidade, planejada

para ser a mais eficiente do grupo", diz EDWARD MANSO,

presidente da holding SACIMOBILE, que continua com a sua

explicação.Hoje, vender mais significa oferecer o que o

consumidor quer, ou seja, carros bonitos, confortáveis,

duráveis, práticos, ágeis e, principalmente, baratos. Assim,

tem-se que fazer mais com menos, e a SACI concentrar-se-á

inicialmente no carro de motor 1.0, propulsor atual da indústria

automotiva brasileira. De cada 10 veículos vendidos, 8 são

populares 1.0, razão do investimento de 1,2 bilhão de dólares

em BACABA. “Depois, isto poderá mudar e outros modelos

certamente virão, até mesmo para o mercado europeu e

americano”, afirma ANTÔNIO SURJO, o supervisor de

qualidade.

Desfeita a união temporária com a PERALTA, a SACI não

conseguiu mais voltar ao seu patamar de vendas anterior.

Tinha quase um quarto do mercado brasileiro quando se uniu,

mas com o fim do casamento saiu com apenas10%. Pecado

capital durante a triste parceria: a SACI ignorou a tendência,

que se transformou em mania nacional, de carros populares.

Enquanto a SACI investia em modelos caros, a PERALTA

lançava o seu modelo 1000, sucesso da indústria brasileira.

Em seguida, outras montadoras desembarcaram no país

entendendo a limitação da renda nacional e a vocação

popular, mas acreditando que as coisas não iriam ficar assim

para sempre, pois “luxos” como ar-condicionado e alguns

outros elementos de conforto e despoluição estarão

“pressionando a cilindrada” para cima.

A robotização já chega a 50% nas indústrias mais

modernas do país, o que inclui a montadora de BACABA. A

ação integrada evoluiu a tal ponto que as indústrias de

autopeças, antes concentradas em poucos Estados, hoje

viajam com as montadoras para onde elas fixam endereço.

Para BACABA , por exemplo, 33 fornecedores

acompanharam a SACI. Resultado: juntos reduziram o tempo

de produção de cada carro de uma semana para um dia.

Os consumidores também ganharam: além do preço mais

baixo, a qualidade e durabilidade também cresceram. "Nos

anos 80, um carro era projetado para durar até 3 anos. Hoje, o

prazo de validade subiu para 10 anos", diz LUCAS DE

FORRÓ, vice-diretor da SACI em BACABA. O gerente de

produção, EDGARDO VIENA, aponta outros avanços entre o

fim da década de 70 e hoje: as pastilhas de freio, que eram

trocadas a cada 10.000 Km, atualmente duram 40, e um jogo

de pneus, que agüentava 20.000 Km, agora roda o dobro. No

final da linha de montagem, para lembrar que os avanços

ocorrem no campo tecnológico, mas também no da gestão, é

a vez da inspeção de qualidade, quando, depois de prontos,

os carros são testados nos itens infiltração, ruído, parte

elétrica e alinhamento.

VIENA diz ainda que a SACI busca assegurar o máximo

de prosperidade ao patrão e, ao mesmo tempo, ao

empregado, o que depende de identidade de interesse entre

ambos, pois a prosperidade de um não pode existir sem que

seja acompanhada pela do outro. Salários altos para

funcionários sim, mas com baixos custos de produção, e isto

recomenda trabalho racionalmente organizado. “E é por essa

razão que os benefícios para os empregados da SACI

cresceram, ficando parte dos lucros com eles, e a qualificação

aumentou. Antes, bastava ter o 1º grau, mas agora o piso é o

2º grau completo. Acidentes de trabalho caíram 95% em vinte

anos depois que se percebeu que 80% dos problemas vinham

das mesmas 20% de causas, aplicando-se ações corretivas

prioritariamente sobre as principais falhas”, acrescenta.

Até as históricas greves de metalúrgicos têm cedido lugar

a acordos mais flexíveis, como a redução da jornada de

trabalho e outras práticas do gênero, depois da observância

do princípio de que cada indivíduo deve receber ordens de um

e apenas um chefe, ou seja, o princípio da autoridade única.

Muito coerente, o complexo de BACABA tem também

administração única, compartilhando transporte, centro

médico e piso salarial. O custo de segurança é rateado entre a

SACI e os fornecedores, resultando em economia de 50% dos

custos de administração dos serviços. O trabalho é

sincronizado e cada segundo conta. Quando um carro

começa a ser montado, ainda esqueleto, os fornecedores são

acionados e o pedido de peças aparece na tela dos

computadores, especificando o volume e a hora de entrega.

Automóvel na linha de montagem agora significa

fornecedores de autopeças seguindo simultaneamente para

rechear a máquina com seus equipamentos e acabamentos.

“Não se pode evitar questões éticas nos negócios mais do

que em outras áreas de nossas vidas; em BACABA, a

modernidade da fábrica inclui a preocupação ecológica” diz

MARINA DETALL, a consultora interna de RH. O sistema de

tratamento de esgoto é feito por um método que utiliza a

filtragem mecânica e biológica de água no solo e em tanques

com o plantio de culturas regionais. No fim do processo, a

água sai purificada, podendo ser reutilizada na irrigação de

jardins. No terreno, é possível ver também as primeiras

mudas de reflorestamento com plantio de espécies nativas da

Amazônia.

Toda a mão-de-obra da fábrica vem de BACABA e do

município vizinho chamado ASSAÍ. Os operários são

treinados no SENAI enquanto a prática de treinamento é feita

na fábrica. O comércio em BACABA cresceu 25% no último

ano. O primeiro hotel já abriu suas portas perto da fábrica.

Lojas especializadas em equipamentos de segurança,

ferramentas e outros produtos consumidos na fabricação do

BOXER estão chegando. Novos cursos foram inaugurados

nas faculdades da Região e na Universidade do Estado. Feliz

com seu primeiro emprego de carteira assinada, GRAÇA DE

ARANHA, com apenas 19 anos, sonha alto. "Estou fazendo

cursinho para a faculdade de marketing e quero trabalhar em

escritório", diz ela, que atua na área de manutenção do

complexo.

BACABA representa a vocação latino-americana, um dos

quatro pólos automotivos mundiais. Os EUA ficaram com o

mercado dos carros de maior porte. A Europa com os veículos

requintados e de alto desempenho esportivo. A Ásia é grande

exportadora e satisfaz a demanda mundial. "Sobrou para a

América Latina os carros populares que podem ser

exportados para os países emergentes", diz o engenheiro

LUCAS. A perspectiva é atender a mercados com

características semelhantes às do brasileiro, como Índia,

Rússia e China utilizando novas e diversas rotas de comércio.

Pode ser a única, mas é, sem dúvida, uma boa saída




Na SACI, administrar é visto como sendo transformar visão em ação por meio de pessoas; no entanto, para que tudo ocorra de maneira eficiente e eficaz, é fundamental comunicar constantemente o que deve ser feito, quando, mas também como está sendo feito, de modo que seja possibilitada a avaliação do desempenho. A comunicação, enquanto atividade gerencial tem dois propósitos. O primeiro, proporcionar informação e compreensão necessárias à condução das tarefas. O segundo, proporcionar:
 

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333787 Ano: 2007
Disciplina: Administração Geral
Banca: FEC
Orgão: DETRAN-RO
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Leia o texto e abaixo e responda às questões de 31 a 65.

UMA FÁBRICA DE SUCESSO

A maior aposta da SACI é um modelo totalmente

modificado do conhecido BOX. Trata-se de um carro popular,

o BOXER, nascido junto com a moderna fábrica de BACABA,

um feliz resultado dos esforços de lideranças de Estado e

Município sobre o segmento automotivo, visto por eles como

um dos mais empreendedores e ativadores de economias

regionais em todo o mundo. Para os 3000 funcionários da

nova unidade esta, sem dúvida, é a grande chance, e para a

região uma vitória contra a pobreza da estagnação.

"A SACI pode ser ainda muito mais forte, e por isso

mesmo decidimos investir tanto nesta unidade, planejada

para ser a mais eficiente do grupo", diz EDWARD MANSO,

presidente da holding SACIMOBILE, que continua com a sua

explicação.Hoje, vender mais significa oferecer o que o

consumidor quer, ou seja, carros bonitos, confortáveis,

duráveis, práticos, ágeis e, principalmente, baratos. Assim,

tem-se que fazer mais com menos, e a SACI concentrar-se-á

inicialmente no carro de motor 1.0, propulsor atual da indústria

automotiva brasileira. De cada 10 veículos vendidos, 8 são

populares 1.0, razão do investimento de 1,2 bilhão de dólares

em BACABA. “Depois, isto poderá mudar e outros modelos

certamente virão, até mesmo para o mercado europeu e

americano”, afirma ANTÔNIO SURJO, o supervisor de

qualidade.

Desfeita a união temporária com a PERALTA, a SACI não

conseguiu mais voltar ao seu patamar de vendas anterior.

Tinha quase um quarto do mercado brasileiro quando se uniu,

mas com o fim do casamento saiu com apenas10%. Pecado

capital durante a triste parceria: a SACI ignorou a tendência,

que se transformou em mania nacional, de carros populares.

Enquanto a SACI investia em modelos caros, a PERALTA

lançava o seu modelo 1000, sucesso da indústria brasileira.

Em seguida, outras montadoras desembarcaram no país

entendendo a limitação da renda nacional e a vocação

popular, mas acreditando que as coisas não iriam ficar assim

para sempre, pois “luxos” como ar-condicionado e alguns

outros elementos de conforto e despoluição estarão

“pressionando a cilindrada” para cima.

A robotização já chega a 50% nas indústrias mais

modernas do país, o que inclui a montadora de BACABA. A

ação integrada evoluiu a tal ponto que as indústrias de

autopeças, antes concentradas em poucos Estados, hoje

viajam com as montadoras para onde elas fixam endereço.

Para BACABA , por exemplo, 33 fornecedores

acompanharam a SACI. Resultado: juntos reduziram o tempo

de produção de cada carro de uma semana para um dia.

Os consumidores também ganharam: além do preço mais

baixo, a qualidade e durabilidade também cresceram. "Nos

anos 80, um carro era projetado para durar até 3 anos. Hoje, o

prazo de validade subiu para 10 anos", diz LUCAS DE

FORRÓ, vice-diretor da SACI em BACABA. O gerente de

produção, EDGARDO VIENA, aponta outros avanços entre o

fim da década de 70 e hoje: as pastilhas de freio, que eram

trocadas a cada 10.000 Km, atualmente duram 40, e um jogo

de pneus, que agüentava 20.000 Km, agora roda o dobro. No

final da linha de montagem, para lembrar que os avanços

ocorrem no campo tecnológico, mas também no da gestão, é

a vez da inspeção de qualidade, quando, depois de prontos,

os carros são testados nos itens infiltração, ruído, parte

elétrica e alinhamento.

VIENA diz ainda que a SACI busca assegurar o máximo

de prosperidade ao patrão e, ao mesmo tempo, ao

empregado, o que depende de identidade de interesse entre

ambos, pois a prosperidade de um não pode existir sem que

seja acompanhada pela do outro. Salários altos para

funcionários sim, mas com baixos custos de produção, e isto

recomenda trabalho racionalmente organizado. “E é por essa

razão que os benefícios para os empregados da SACI

cresceram, ficando parte dos lucros com eles, e a qualificação

aumentou. Antes, bastava ter o 1º grau, mas agora o piso é o

2º grau completo. Acidentes de trabalho caíram 95% em vinte

anos depois que se percebeu que 80% dos problemas vinham

das mesmas 20% de causas, aplicando-se ações corretivas

prioritariamente sobre as principais falhas”, acrescenta.

Até as históricas greves de metalúrgicos têm cedido lugar

a acordos mais flexíveis, como a redução da jornada de

trabalho e outras práticas do gênero, depois da observância

do princípio de que cada indivíduo deve receber ordens de um

e apenas um chefe, ou seja, o princípio da autoridade única.

Muito coerente, o complexo de BACABA tem também

administração única, compartilhando transporte, centro

médico e piso salarial. O custo de segurança é rateado entre a

SACI e os fornecedores, resultando em economia de 50% dos

custos de administração dos serviços. O trabalho é

sincronizado e cada segundo conta. Quando um carro

começa a ser montado, ainda esqueleto, os fornecedores são

acionados e o pedido de peças aparece na tela dos

computadores, especificando o volume e a hora de entrega.

Automóvel na linha de montagem agora significa

fornecedores de autopeças seguindo simultaneamente para

rechear a máquina com seus equipamentos e acabamentos.

“Não se pode evitar questões éticas nos negócios mais do

que em outras áreas de nossas vidas; em BACABA, a

modernidade da fábrica inclui a preocupação ecológica” diz

MARINA DETALL, a consultora interna de RH. O sistema de

tratamento de esgoto é feito por um método que utiliza a

filtragem mecânica e biológica de água no solo e em tanques

com o plantio de culturas regionais. No fim do processo, a

água sai purificada, podendo ser reutilizada na irrigação de

jardins. No terreno, é possível ver também as primeiras

mudas de reflorestamento com plantio de espécies nativas da

Amazônia.

Toda a mão-de-obra da fábrica vem de BACABA e do

município vizinho chamado ASSAÍ. Os operários são

treinados no SENAI enquanto a prática de treinamento é feita

na fábrica. O comércio em BACABA cresceu 25% no último

ano. O primeiro hotel já abriu suas portas perto da fábrica.

Lojas especializadas em equipamentos de segurança,

ferramentas e outros produtos consumidos na fabricação do

BOXER estão chegando. Novos cursos foram inaugurados

nas faculdades da Região e na Universidade do Estado. Feliz

com seu primeiro emprego de carteira assinada, GRAÇA DE

ARANHA, com apenas 19 anos, sonha alto. "Estou fazendo

cursinho para a faculdade de marketing e quero trabalhar em

escritório", diz ela, que atua na área de manutenção do

complexo.

BACABA representa a vocação latino-americana, um dos

quatro pólos automotivos mundiais. Os EUA ficaram com o

mercado dos carros de maior porte. A Europa com os veículos

requintados e de alto desempenho esportivo. A Ásia é grande

exportadora e satisfaz a demanda mundial. "Sobrou para a

América Latina os carros populares que podem ser

exportados para os países emergentes", diz o engenheiro

LUCAS. A perspectiva é atender a mercados com

características semelhantes às do brasileiro, como Índia,

Rússia e China utilizando novas e diversas rotas de comércio.

Pode ser a única, mas é, sem dúvida, uma boa saída




Acidentes de trabalho caíram 95% em vinte anos depois que se percebeu que 80% dos problemas vinham das mesmas 20 % de causas, aplicando-se ações corretivas prioritariamente sobre as causas-raízes dos problemas. As evidências apontam para a aplicação do/da:
 

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Disciplina: Administração Geral
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Orgão: DETRAN-RO
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Leia o texto e abaixo e responda às questões de 31 a 65.

UMA FÁBRICA DE SUCESSO

A maior aposta da SACI é um modelo totalmente

modificado do conhecido BOX. Trata-se de um carro popular,

o BOXER, nascido junto com a moderna fábrica de BACABA,

um feliz resultado dos esforços de lideranças de Estado e

Município sobre o segmento automotivo, visto por eles como

um dos mais empreendedores e ativadores de economias

regionais em todo o mundo. Para os 3000 funcionários da

nova unidade esta, sem dúvida, é a grande chance, e para a

região uma vitória contra a pobreza da estagnação.

"A SACI pode ser ainda muito mais forte, e por isso

mesmo decidimos investir tanto nesta unidade, planejada

para ser a mais eficiente do grupo", diz EDWARD MANSO,

presidente da holding SACIMOBILE, que continua com a sua

explicação.Hoje, vender mais significa oferecer o que o

consumidor quer, ou seja, carros bonitos, confortáveis,

duráveis, práticos, ágeis e, principalmente, baratos. Assim,

tem-se que fazer mais com menos, e a SACI concentrar-se-á

inicialmente no carro de motor 1.0, propulsor atual da indústria

automotiva brasileira. De cada 10 veículos vendidos, 8 são

populares 1.0, razão do investimento de 1,2 bilhão de dólares

em BACABA. “Depois, isto poderá mudar e outros modelos

certamente virão, até mesmo para o mercado europeu e

americano”, afirma ANTÔNIO SURJO, o supervisor de

qualidade.

Desfeita a união temporária com a PERALTA, a SACI não

conseguiu mais voltar ao seu patamar de vendas anterior.

Tinha quase um quarto do mercado brasileiro quando se uniu,

mas com o fim do casamento saiu com apenas10%. Pecado

capital durante a triste parceria: a SACI ignorou a tendência,

que se transformou em mania nacional, de carros populares.

Enquanto a SACI investia em modelos caros, a PERALTA

lançava o seu modelo 1000, sucesso da indústria brasileira.

Em seguida, outras montadoras desembarcaram no país

entendendo a limitação da renda nacional e a vocação

popular, mas acreditando que as coisas não iriam ficar assim

para sempre, pois “luxos” como ar-condicionado e alguns

outros elementos de conforto e despoluição estarão

“pressionando a cilindrada” para cima.

A robotização já chega a 50% nas indústrias mais

modernas do país, o que inclui a montadora de BACABA. A

ação integrada evoluiu a tal ponto que as indústrias de

autopeças, antes concentradas em poucos Estados, hoje

viajam com as montadoras para onde elas fixam endereço.

Para BACABA , por exemplo, 33 fornecedores

acompanharam a SACI. Resultado: juntos reduziram o tempo

de produção de cada carro de uma semana para um dia.

Os consumidores também ganharam: além do preço mais

baixo, a qualidade e durabilidade também cresceram. "Nos

anos 80, um carro era projetado para durar até 3 anos. Hoje, o

prazo de validade subiu para 10 anos", diz LUCAS DE

FORRÓ, vice-diretor da SACI em BACABA. O gerente de

produção, EDGARDO VIENA, aponta outros avanços entre o

fim da década de 70 e hoje: as pastilhas de freio, que eram

trocadas a cada 10.000 Km, atualmente duram 40, e um jogo

de pneus, que agüentava 20.000 Km, agora roda o dobro. No

final da linha de montagem, para lembrar que os avanços

ocorrem no campo tecnológico, mas também no da gestão, é

a vez da inspeção de qualidade, quando, depois de prontos,

os carros são testados nos itens infiltração, ruído, parte

elétrica e alinhamento.

VIENA diz ainda que a SACI busca assegurar o máximo

de prosperidade ao patrão e, ao mesmo tempo, ao

empregado, o que depende de identidade de interesse entre

ambos, pois a prosperidade de um não pode existir sem que

seja acompanhada pela do outro. Salários altos para

funcionários sim, mas com baixos custos de produção, e isto

recomenda trabalho racionalmente organizado. “E é por essa

razão que os benefícios para os empregados da SACI

cresceram, ficando parte dos lucros com eles, e a qualificação

aumentou. Antes, bastava ter o 1º grau, mas agora o piso é o

2º grau completo. Acidentes de trabalho caíram 95% em vinte

anos depois que se percebeu que 80% dos problemas vinham

das mesmas 20% de causas, aplicando-se ações corretivas

prioritariamente sobre as principais falhas”, acrescenta.

Até as históricas greves de metalúrgicos têm cedido lugar

a acordos mais flexíveis, como a redução da jornada de

trabalho e outras práticas do gênero, depois da observância

do princípio de que cada indivíduo deve receber ordens de um

e apenas um chefe, ou seja, o princípio da autoridade única.

Muito coerente, o complexo de BACABA tem também

administração única, compartilhando transporte, centro

médico e piso salarial. O custo de segurança é rateado entre a

SACI e os fornecedores, resultando em economia de 50% dos

custos de administração dos serviços. O trabalho é

sincronizado e cada segundo conta. Quando um carro

começa a ser montado, ainda esqueleto, os fornecedores são

acionados e o pedido de peças aparece na tela dos

computadores, especificando o volume e a hora de entrega.

Automóvel na linha de montagem agora significa

fornecedores de autopeças seguindo simultaneamente para

rechear a máquina com seus equipamentos e acabamentos.

“Não se pode evitar questões éticas nos negócios mais do

que em outras áreas de nossas vidas; em BACABA, a

modernidade da fábrica inclui a preocupação ecológica” diz

MARINA DETALL, a consultora interna de RH. O sistema de

tratamento de esgoto é feito por um método que utiliza a

filtragem mecânica e biológica de água no solo e em tanques

com o plantio de culturas regionais. No fim do processo, a

água sai purificada, podendo ser reutilizada na irrigação de

jardins. No terreno, é possível ver também as primeiras

mudas de reflorestamento com plantio de espécies nativas da

Amazônia.

Toda a mão-de-obra da fábrica vem de BACABA e do

município vizinho chamado ASSAÍ. Os operários são

treinados no SENAI enquanto a prática de treinamento é feita

na fábrica. O comércio em BACABA cresceu 25% no último

ano. O primeiro hotel já abriu suas portas perto da fábrica.

Lojas especializadas em equipamentos de segurança,

ferramentas e outros produtos consumidos na fabricação do

BOXER estão chegando. Novos cursos foram inaugurados

nas faculdades da Região e na Universidade do Estado. Feliz

com seu primeiro emprego de carteira assinada, GRAÇA DE

ARANHA, com apenas 19 anos, sonha alto. "Estou fazendo

cursinho para a faculdade de marketing e quero trabalhar em

escritório", diz ela, que atua na área de manutenção do

complexo.

BACABA representa a vocação latino-americana, um dos

quatro pólos automotivos mundiais. Os EUA ficaram com o

mercado dos carros de maior porte. A Europa com os veículos

requintados e de alto desempenho esportivo. A Ásia é grande

exportadora e satisfaz a demanda mundial. "Sobrou para a

América Latina os carros populares que podem ser

exportados para os países emergentes", diz o engenheiro

LUCAS. A perspectiva é atender a mercados com

características semelhantes às do brasileiro, como Índia,

Rússia e China utilizando novas e diversas rotas de comércio.

Pode ser a única, mas é, sem dúvida, uma boa saída




A qualificação aumentou. Antes bastava ter o 1º grau, mas agora o piso é o 2º grau completo. A mão-de-obra feminina, quase nula há duas décadas, já representa 40% do contingente da SACI. Os operários são treinados no SENAI enquanto a prática de treinamento é feita na fábrica. Novos cursos foram inaugurados nas faculdades da Região e na Universidade do Estado. Com relação ao trabalho, podemos considerar estas constatações como evidências da preocupação da SACI em priorizar a “mente-de-obra”, e não mais a “mão-de-obra”, o que identifica a intenção de construir uma infra-estrutura para gerar crescimento e melhoria de longo prazo, com base na educação continuada, essência de uma das perspectivas fundamentais da ferramenta de gestão estratégica conhecida como:
 

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Leia o texto e abaixo e responda às questões de 31 a 65.

UMA FÁBRICA DE SUCESSO

A maior aposta da SACI é um modelo totalmente

modificado do conhecido BOX. Trata-se de um carro popular,

o BOXER, nascido junto com a moderna fábrica de BACABA,

um feliz resultado dos esforços de lideranças de Estado e

Município sobre o segmento automotivo, visto por eles como

um dos mais empreendedores e ativadores de economias

regionais em todo o mundo. Para os 3000 funcionários da

nova unidade esta, sem dúvida, é a grande chance, e para a

região uma vitória contra a pobreza da estagnação.

"A SACI pode ser ainda muito mais forte, e por isso

mesmo decidimos investir tanto nesta unidade, planejada

para ser a mais eficiente do grupo", diz EDWARD MANSO,

presidente da holding SACIMOBILE, que continua com a sua

explicação.Hoje, vender mais significa oferecer o que o

consumidor quer, ou seja, carros bonitos, confortáveis,

duráveis, práticos, ágeis e, principalmente, baratos. Assim,

tem-se que fazer mais com menos, e a SACI concentrar-se-á

inicialmente no carro de motor 1.0, propulsor atual da indústria

automotiva brasileira. De cada 10 veículos vendidos, 8 são

populares 1.0, razão do investimento de 1,2 bilhão de dólares

em BACABA. “Depois, isto poderá mudar e outros modelos

certamente virão, até mesmo para o mercado europeu e

americano”, afirma ANTÔNIO SURJO, o supervisor de

qualidade.

Desfeita a união temporária com a PERALTA, a SACI não

conseguiu mais voltar ao seu patamar de vendas anterior.

Tinha quase um quarto do mercado brasileiro quando se uniu,

mas com o fim do casamento saiu com apenas10%. Pecado

capital durante a triste parceria: a SACI ignorou a tendência,

que se transformou em mania nacional, de carros populares.

Enquanto a SACI investia em modelos caros, a PERALTA

lançava o seu modelo 1000, sucesso da indústria brasileira.

Em seguida, outras montadoras desembarcaram no país

entendendo a limitação da renda nacional e a vocação

popular, mas acreditando que as coisas não iriam ficar assim

para sempre, pois “luxos” como ar-condicionado e alguns

outros elementos de conforto e despoluição estarão

“pressionando a cilindrada” para cima.

A robotização já chega a 50% nas indústrias mais

modernas do país, o que inclui a montadora de BACABA. A

ação integrada evoluiu a tal ponto que as indústrias de

autopeças, antes concentradas em poucos Estados, hoje

viajam com as montadoras para onde elas fixam endereço.

Para BACABA , por exemplo, 33 fornecedores

acompanharam a SACI. Resultado: juntos reduziram o tempo

de produção de cada carro de uma semana para um dia.

Os consumidores também ganharam: além do preço mais

baixo, a qualidade e durabilidade também cresceram. "Nos

anos 80, um carro era projetado para durar até 3 anos. Hoje, o

prazo de validade subiu para 10 anos", diz LUCAS DE

FORRÓ, vice-diretor da SACI em BACABA. O gerente de

produção, EDGARDO VIENA, aponta outros avanços entre o

fim da década de 70 e hoje: as pastilhas de freio, que eram

trocadas a cada 10.000 Km, atualmente duram 40, e um jogo

de pneus, que agüentava 20.000 Km, agora roda o dobro. No

final da linha de montagem, para lembrar que os avanços

ocorrem no campo tecnológico, mas também no da gestão, é

a vez da inspeção de qualidade, quando, depois de prontos,

os carros são testados nos itens infiltração, ruído, parte

elétrica e alinhamento.

VIENA diz ainda que a SACI busca assegurar o máximo

de prosperidade ao patrão e, ao mesmo tempo, ao

empregado, o que depende de identidade de interesse entre

ambos, pois a prosperidade de um não pode existir sem que

seja acompanhada pela do outro. Salários altos para

funcionários sim, mas com baixos custos de produção, e isto

recomenda trabalho racionalmente organizado. “E é por essa

razão que os benefícios para os empregados da SACI

cresceram, ficando parte dos lucros com eles, e a qualificação

aumentou. Antes, bastava ter o 1º grau, mas agora o piso é o

2º grau completo. Acidentes de trabalho caíram 95% em vinte

anos depois que se percebeu que 80% dos problemas vinham

das mesmas 20% de causas, aplicando-se ações corretivas

prioritariamente sobre as principais falhas”, acrescenta.

Até as históricas greves de metalúrgicos têm cedido lugar

a acordos mais flexíveis, como a redução da jornada de

trabalho e outras práticas do gênero, depois da observância

do princípio de que cada indivíduo deve receber ordens de um

e apenas um chefe, ou seja, o princípio da autoridade única.

Muito coerente, o complexo de BACABA tem também

administração única, compartilhando transporte, centro

médico e piso salarial. O custo de segurança é rateado entre a

SACI e os fornecedores, resultando em economia de 50% dos

custos de administração dos serviços. O trabalho é

sincronizado e cada segundo conta. Quando um carro

começa a ser montado, ainda esqueleto, os fornecedores são

acionados e o pedido de peças aparece na tela dos

computadores, especificando o volume e a hora de entrega.

Automóvel na linha de montagem agora significa

fornecedores de autopeças seguindo simultaneamente para

rechear a máquina com seus equipamentos e acabamentos.

“Não se pode evitar questões éticas nos negócios mais do

que em outras áreas de nossas vidas; em BACABA, a

modernidade da fábrica inclui a preocupação ecológica” diz

MARINA DETALL, a consultora interna de RH. O sistema de

tratamento de esgoto é feito por um método que utiliza a

filtragem mecânica e biológica de água no solo e em tanques

com o plantio de culturas regionais. No fim do processo, a

água sai purificada, podendo ser reutilizada na irrigação de

jardins. No terreno, é possível ver também as primeiras

mudas de reflorestamento com plantio de espécies nativas da

Amazônia.

Toda a mão-de-obra da fábrica vem de BACABA e do

município vizinho chamado ASSAÍ. Os operários são

treinados no SENAI enquanto a prática de treinamento é feita

na fábrica. O comércio em BACABA cresceu 25% no último

ano. O primeiro hotel já abriu suas portas perto da fábrica.

Lojas especializadas em equipamentos de segurança,

ferramentas e outros produtos consumidos na fabricação do

BOXER estão chegando. Novos cursos foram inaugurados

nas faculdades da Região e na Universidade do Estado. Feliz

com seu primeiro emprego de carteira assinada, GRAÇA DE

ARANHA, com apenas 19 anos, sonha alto. "Estou fazendo

cursinho para a faculdade de marketing e quero trabalhar em

escritório", diz ela, que atua na área de manutenção do

complexo.

BACABA representa a vocação latino-americana, um dos

quatro pólos automotivos mundiais. Os EUA ficaram com o

mercado dos carros de maior porte. A Europa com os veículos

requintados e de alto desempenho esportivo. A Ásia é grande

exportadora e satisfaz a demanda mundial. "Sobrou para a

América Latina os carros populares que podem ser

exportados para os países emergentes", diz o engenheiro

LUCAS. A perspectiva é atender a mercados com

características semelhantes às do brasileiro, como Índia,

Rússia e China utilizando novas e diversas rotas de comércio.

Pode ser a única, mas é, sem dúvida, uma boa saída




A administração competente da SACI deve ser sistemática e contínua, procurando realizar uma seqüência de funções que se relacionam de maneira interdependente e interatuante. Neste processo administrativo, as funções básicas que o integram são quatro, sendo que duas representam os aspectos mais abstratos do processo e as outras duas caracterizam os aspectos mais concretos, que determinam o trabalho com pessoas. Estas últimas são as funções:
 

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Banca: FEC
Orgão: DETRAN-RO
Provas:
Leia o texto e abaixo e responda às questões de 31 a 65.

UMA FÁBRICA DE SUCESSO

A maior aposta da SACI é um modelo totalmente

modificado do conhecido BOX. Trata-se de um carro popular,

o BOXER, nascido junto com a moderna fábrica de BACABA,

um feliz resultado dos esforços de lideranças de Estado e

Município sobre o segmento automotivo, visto por eles como

um dos mais empreendedores e ativadores de economias

regionais em todo o mundo. Para os 3000 funcionários da

nova unidade esta, sem dúvida, é a grande chance, e para a

região uma vitória contra a pobreza da estagnação.

"A SACI pode ser ainda muito mais forte, e por isso

mesmo decidimos investir tanto nesta unidade, planejada

para ser a mais eficiente do grupo", diz EDWARD MANSO,

presidente da holding SACIMOBILE, que continua com a sua

explicação.Hoje, vender mais significa oferecer o que o

consumidor quer, ou seja, carros bonitos, confortáveis,

duráveis, práticos, ágeis e, principalmente, baratos. Assim,

tem-se que fazer mais com menos, e a SACI concentrar-se-á

inicialmente no carro de motor 1.0, propulsor atual da indústria

automotiva brasileira. De cada 10 veículos vendidos, 8 são

populares 1.0, razão do investimento de 1,2 bilhão de dólares

em BACABA. “Depois, isto poderá mudar e outros modelos

certamente virão, até mesmo para o mercado europeu e

americano”, afirma ANTÔNIO SURJO, o supervisor de

qualidade.

Desfeita a união temporária com a PERALTA, a SACI não

conseguiu mais voltar ao seu patamar de vendas anterior.

Tinha quase um quarto do mercado brasileiro quando se uniu,

mas com o fim do casamento saiu com apenas10%. Pecado

capital durante a triste parceria: a SACI ignorou a tendência,

que se transformou em mania nacional, de carros populares.

Enquanto a SACI investia em modelos caros, a PERALTA

lançava o seu modelo 1000, sucesso da indústria brasileira.

Em seguida, outras montadoras desembarcaram no país

entendendo a limitação da renda nacional e a vocação

popular, mas acreditando que as coisas não iriam ficar assim

para sempre, pois “luxos” como ar-condicionado e alguns

outros elementos de conforto e despoluição estarão

“pressionando a cilindrada” para cima.

A robotização já chega a 50% nas indústrias mais

modernas do país, o que inclui a montadora de BACABA. A

ação integrada evoluiu a tal ponto que as indústrias de

autopeças, antes concentradas em poucos Estados, hoje

viajam com as montadoras para onde elas fixam endereço.

Para BACABA , por exemplo, 33 fornecedores

acompanharam a SACI. Resultado: juntos reduziram o tempo

de produção de cada carro de uma semana para um dia.

Os consumidores também ganharam: além do preço mais

baixo, a qualidade e durabilidade também cresceram. "Nos

anos 80, um carro era projetado para durar até 3 anos. Hoje, o

prazo de validade subiu para 10 anos", diz LUCAS DE

FORRÓ, vice-diretor da SACI em BACABA. O gerente de

produção, EDGARDO VIENA, aponta outros avanços entre o

fim da década de 70 e hoje: as pastilhas de freio, que eram

trocadas a cada 10.000 Km, atualmente duram 40, e um jogo

de pneus, que agüentava 20.000 Km, agora roda o dobro. No

final da linha de montagem, para lembrar que os avanços

ocorrem no campo tecnológico, mas também no da gestão, é

a vez da inspeção de qualidade, quando, depois de prontos,

os carros são testados nos itens infiltração, ruído, parte

elétrica e alinhamento.

VIENA diz ainda que a SACI busca assegurar o máximo

de prosperidade ao patrão e, ao mesmo tempo, ao

empregado, o que depende de identidade de interesse entre

ambos, pois a prosperidade de um não pode existir sem que

seja acompanhada pela do outro. Salários altos para

funcionários sim, mas com baixos custos de produção, e isto

recomenda trabalho racionalmente organizado. “E é por essa

razão que os benefícios para os empregados da SACI

cresceram, ficando parte dos lucros com eles, e a qualificação

aumentou. Antes, bastava ter o 1º grau, mas agora o piso é o

2º grau completo. Acidentes de trabalho caíram 95% em vinte

anos depois que se percebeu que 80% dos problemas vinham

das mesmas 20% de causas, aplicando-se ações corretivas

prioritariamente sobre as principais falhas”, acrescenta.

Até as históricas greves de metalúrgicos têm cedido lugar

a acordos mais flexíveis, como a redução da jornada de

trabalho e outras práticas do gênero, depois da observância

do princípio de que cada indivíduo deve receber ordens de um

e apenas um chefe, ou seja, o princípio da autoridade única.

Muito coerente, o complexo de BACABA tem também

administração única, compartilhando transporte, centro

médico e piso salarial. O custo de segurança é rateado entre a

SACI e os fornecedores, resultando em economia de 50% dos

custos de administração dos serviços. O trabalho é

sincronizado e cada segundo conta. Quando um carro

começa a ser montado, ainda esqueleto, os fornecedores são

acionados e o pedido de peças aparece na tela dos

computadores, especificando o volume e a hora de entrega.

Automóvel na linha de montagem agora significa

fornecedores de autopeças seguindo simultaneamente para

rechear a máquina com seus equipamentos e acabamentos.

“Não se pode evitar questões éticas nos negócios mais do

que em outras áreas de nossas vidas; em BACABA, a

modernidade da fábrica inclui a preocupação ecológica” diz

MARINA DETALL, a consultora interna de RH. O sistema de

tratamento de esgoto é feito por um método que utiliza a

filtragem mecânica e biológica de água no solo e em tanques

com o plantio de culturas regionais. No fim do processo, a

água sai purificada, podendo ser reutilizada na irrigação de

jardins. No terreno, é possível ver também as primeiras

mudas de reflorestamento com plantio de espécies nativas da

Amazônia.

Toda a mão-de-obra da fábrica vem de BACABA e do

município vizinho chamado ASSAÍ. Os operários são

treinados no SENAI enquanto a prática de treinamento é feita

na fábrica. O comércio em BACABA cresceu 25% no último

ano. O primeiro hotel já abriu suas portas perto da fábrica.

Lojas especializadas em equipamentos de segurança,

ferramentas e outros produtos consumidos na fabricação do

BOXER estão chegando. Novos cursos foram inaugurados

nas faculdades da Região e na Universidade do Estado. Feliz

com seu primeiro emprego de carteira assinada, GRAÇA DE

ARANHA, com apenas 19 anos, sonha alto. "Estou fazendo

cursinho para a faculdade de marketing e quero trabalhar em

escritório", diz ela, que atua na área de manutenção do

complexo.

BACABA representa a vocação latino-americana, um dos

quatro pólos automotivos mundiais. Os EUA ficaram com o

mercado dos carros de maior porte. A Europa com os veículos

requintados e de alto desempenho esportivo. A Ásia é grande

exportadora e satisfaz a demanda mundial. "Sobrou para a

América Latina os carros populares que podem ser

exportados para os países emergentes", diz o engenheiro

LUCAS. A perspectiva é atender a mercados com

características semelhantes às do brasileiro, como Índia,

Rússia e China utilizando novas e diversas rotas de comércio.

Pode ser a única, mas é, sem dúvida, uma boa saída




EDWARD MANSO, presidente da holding SACIMOBILE, entende com clareza como as partes e as funções da holding se ajustam e inter-relacionam, demonstrando poder de integração e de síntese. Mesmo sendo também um especialista, que até bem pouco sobressaía por sua capacidade de analisar e dissecar questões, essa capacidade de síntese está ligada à criatividade e consiste, principalmente, em juntar elementos comuns sob novas fórmulas, buscando-os em um contexto diferente do usual. A habilidade que prepondera no nível hierárquico em que se encontra responsável pela sua reconhecida competência atual, conforme a definição de Katz é a habilidade:
 

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Questão presente nas seguintes provas
333780 Ano: 2007
Disciplina: Administração Geral
Banca: FEC
Orgão: DETRAN-RO
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Leia o texto e abaixo e responda às questões de 31 a 65.

UMA FÁBRICA DE SUCESSO

A maior aposta da SACI é um modelo totalmente

modificado do conhecido BOX. Trata-se de um carro popular,

o BOXER, nascido junto com a moderna fábrica de BACABA,

um feliz resultado dos esforços de lideranças de Estado e

Município sobre o segmento automotivo, visto por eles como

um dos mais empreendedores e ativadores de economias

regionais em todo o mundo. Para os 3000 funcionários da

nova unidade esta, sem dúvida, é a grande chance, e para a

região uma vitória contra a pobreza da estagnação.

"A SACI pode ser ainda muito mais forte, e por isso

mesmo decidimos investir tanto nesta unidade, planejada

para ser a mais eficiente do grupo", diz EDWARD MANSO,

presidente da holding SACIMOBILE, que continua com a sua

explicação.Hoje, vender mais significa oferecer o que o

consumidor quer, ou seja, carros bonitos, confortáveis,

duráveis, práticos, ágeis e, principalmente, baratos. Assim,

tem-se que fazer mais com menos, e a SACI concentrar-se-á

inicialmente no carro de motor 1.0, propulsor atual da indústria

automotiva brasileira. De cada 10 veículos vendidos, 8 são

populares 1.0, razão do investimento de 1,2 bilhão de dólares

em BACABA. “Depois, isto poderá mudar e outros modelos

certamente virão, até mesmo para o mercado europeu e

americano”, afirma ANTÔNIO SURJO, o supervisor de

qualidade.

Desfeita a união temporária com a PERALTA, a SACI não

conseguiu mais voltar ao seu patamar de vendas anterior.

Tinha quase um quarto do mercado brasileiro quando se uniu,

mas com o fim do casamento saiu com apenas10%. Pecado

capital durante a triste parceria: a SACI ignorou a tendência,

que se transformou em mania nacional, de carros populares.

Enquanto a SACI investia em modelos caros, a PERALTA

lançava o seu modelo 1000, sucesso da indústria brasileira.

Em seguida, outras montadoras desembarcaram no país

entendendo a limitação da renda nacional e a vocação

popular, mas acreditando que as coisas não iriam ficar assim

para sempre, pois “luxos” como ar-condicionado e alguns

outros elementos de conforto e despoluição estarão

“pressionando a cilindrada” para cima.

A robotização já chega a 50% nas indústrias mais

modernas do país, o que inclui a montadora de BACABA. A

ação integrada evoluiu a tal ponto que as indústrias de

autopeças, antes concentradas em poucos Estados, hoje

viajam com as montadoras para onde elas fixam endereço.

Para BACABA , por exemplo, 33 fornecedores

acompanharam a SACI. Resultado: juntos reduziram o tempo

de produção de cada carro de uma semana para um dia.

Os consumidores também ganharam: além do preço mais

baixo, a qualidade e durabilidade também cresceram. "Nos

anos 80, um carro era projetado para durar até 3 anos. Hoje, o

prazo de validade subiu para 10 anos", diz LUCAS DE

FORRÓ, vice-diretor da SACI em BACABA. O gerente de

produção, EDGARDO VIENA, aponta outros avanços entre o

fim da década de 70 e hoje: as pastilhas de freio, que eram

trocadas a cada 10.000 Km, atualmente duram 40, e um jogo

de pneus, que agüentava 20.000 Km, agora roda o dobro. No

final da linha de montagem, para lembrar que os avanços

ocorrem no campo tecnológico, mas também no da gestão, é

a vez da inspeção de qualidade, quando, depois de prontos,

os carros são testados nos itens infiltração, ruído, parte

elétrica e alinhamento.

VIENA diz ainda que a SACI busca assegurar o máximo

de prosperidade ao patrão e, ao mesmo tempo, ao

empregado, o que depende de identidade de interesse entre

ambos, pois a prosperidade de um não pode existir sem que

seja acompanhada pela do outro. Salários altos para

funcionários sim, mas com baixos custos de produção, e isto

recomenda trabalho racionalmente organizado. “E é por essa

razão que os benefícios para os empregados da SACI

cresceram, ficando parte dos lucros com eles, e a qualificação

aumentou. Antes, bastava ter o 1º grau, mas agora o piso é o

2º grau completo. Acidentes de trabalho caíram 95% em vinte

anos depois que se percebeu que 80% dos problemas vinham

das mesmas 20% de causas, aplicando-se ações corretivas

prioritariamente sobre as principais falhas”, acrescenta.

Até as históricas greves de metalúrgicos têm cedido lugar

a acordos mais flexíveis, como a redução da jornada de

trabalho e outras práticas do gênero, depois da observância

do princípio de que cada indivíduo deve receber ordens de um

e apenas um chefe, ou seja, o princípio da autoridade única.

Muito coerente, o complexo de BACABA tem também

administração única, compartilhando transporte, centro

médico e piso salarial. O custo de segurança é rateado entre a

SACI e os fornecedores, resultando em economia de 50% dos

custos de administração dos serviços. O trabalho é

sincronizado e cada segundo conta. Quando um carro

começa a ser montado, ainda esqueleto, os fornecedores são

acionados e o pedido de peças aparece na tela dos

computadores, especificando o volume e a hora de entrega.

Automóvel na linha de montagem agora significa

fornecedores de autopeças seguindo simultaneamente para

rechear a máquina com seus equipamentos e acabamentos.

“Não se pode evitar questões éticas nos negócios mais do

que em outras áreas de nossas vidas; em BACABA, a

modernidade da fábrica inclui a preocupação ecológica” diz

MARINA DETALL, a consultora interna de RH. O sistema de

tratamento de esgoto é feito por um método que utiliza a

filtragem mecânica e biológica de água no solo e em tanques

com o plantio de culturas regionais. No fim do processo, a

água sai purificada, podendo ser reutilizada na irrigação de

jardins. No terreno, é possível ver também as primeiras

mudas de reflorestamento com plantio de espécies nativas da

Amazônia.

Toda a mão-de-obra da fábrica vem de BACABA e do

município vizinho chamado ASSAÍ. Os operários são

treinados no SENAI enquanto a prática de treinamento é feita

na fábrica. O comércio em BACABA cresceu 25% no último

ano. O primeiro hotel já abriu suas portas perto da fábrica.

Lojas especializadas em equipamentos de segurança,

ferramentas e outros produtos consumidos na fabricação do

BOXER estão chegando. Novos cursos foram inaugurados

nas faculdades da Região e na Universidade do Estado. Feliz

com seu primeiro emprego de carteira assinada, GRAÇA DE

ARANHA, com apenas 19 anos, sonha alto. "Estou fazendo

cursinho para a faculdade de marketing e quero trabalhar em

escritório", diz ela, que atua na área de manutenção do

complexo.

BACABA representa a vocação latino-americana, um dos

quatro pólos automotivos mundiais. Os EUA ficaram com o

mercado dos carros de maior porte. A Europa com os veículos

requintados e de alto desempenho esportivo. A Ásia é grande

exportadora e satisfaz a demanda mundial. "Sobrou para a

América Latina os carros populares que podem ser

exportados para os países emergentes", diz o engenheiro

LUCAS. A perspectiva é atender a mercados com

características semelhantes às do brasileiro, como Índia,

Rússia e China utilizando novas e diversas rotas de comércio.

Pode ser a única, mas é, sem dúvida, uma boa saída




A robotização já chega a 50% nas indústrias mais modernas do país - o que inclui a montadora de BACABA - na busca de lucratividade, produtividade, qualidade e, até mesmo, proteção à saúde do empregado, como ocorre no setor de pintura da empresa, quase todo robotizado. Certamente isto resulta em fechamento de postos de trabalho para trabalhadores manuais, mas também em abertura de espaços para trabalhadores do conhecimento, que fazem aumentar o capital intelectual da organização com ativos intangíveis, em substituição aos ativos fixos. Compõem o capital intelectual da SACI
 

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Questão presente nas seguintes provas
333773 Ano: 2007
Disciplina: Administração Geral
Banca: FEC
Orgão: DETRAN-RO
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Leia o texto e abaixo e responda às questões de 31 a 65.

UMA FÁBRICA DE SUCESSO

A maior aposta da SACI é um modelo totalmente

modificado do conhecido BOX. Trata-se de um carro popular,

o BOXER, nascido junto com a moderna fábrica de BACABA,

um feliz resultado dos esforços de lideranças de Estado e

Município sobre o segmento automotivo, visto por eles como

um dos mais empreendedores e ativadores de economias

regionais em todo o mundo. Para os 3000 funcionários da

nova unidade esta, sem dúvida, é a grande chance, e para a

região uma vitória contra a pobreza da estagnação.

"A SACI pode ser ainda muito mais forte, e por isso

mesmo decidimos investir tanto nesta unidade, planejada

para ser a mais eficiente do grupo", diz EDWARD MANSO,

presidente da holding SACIMOBILE, que continua com a sua

explicação.Hoje, vender mais significa oferecer o que o

consumidor quer, ou seja, carros bonitos, confortáveis,

duráveis, práticos, ágeis e, principalmente, baratos. Assim,

tem-se que fazer mais com menos, e a SACI concentrar-se-á

inicialmente no carro de motor 1.0, propulsor atual da indústria

automotiva brasileira. De cada 10 veículos vendidos, 8 são

populares 1.0, razão do investimento de 1,2 bilhão de dólares

em BACABA. “Depois, isto poderá mudar e outros modelos

certamente virão, até mesmo para o mercado europeu e

americano”, afirma ANTÔNIO SURJO, o supervisor de

qualidade.

Desfeita a união temporária com a PERALTA, a SACI não

conseguiu mais voltar ao seu patamar de vendas anterior.

Tinha quase um quarto do mercado brasileiro quando se uniu,

mas com o fim do casamento saiu com apenas10%. Pecado

capital durante a triste parceria: a SACI ignorou a tendência,

que se transformou em mania nacional, de carros populares.

Enquanto a SACI investia em modelos caros, a PERALTA

lançava o seu modelo 1000, sucesso da indústria brasileira.

Em seguida, outras montadoras desembarcaram no país

entendendo a limitação da renda nacional e a vocação

popular, mas acreditando que as coisas não iriam ficar assim

para sempre, pois “luxos” como ar-condicionado e alguns

outros elementos de conforto e despoluição estarão

“pressionando a cilindrada” para cima.

A robotização já chega a 50% nas indústrias mais

modernas do país, o que inclui a montadora de BACABA. A

ação integrada evoluiu a tal ponto que as indústrias de

autopeças, antes concentradas em poucos Estados, hoje

viajam com as montadoras para onde elas fixam endereço.

Para BACABA , por exemplo, 33 fornecedores

acompanharam a SACI. Resultado: juntos reduziram o tempo

de produção de cada carro de uma semana para um dia.

Os consumidores também ganharam: além do preço mais

baixo, a qualidade e durabilidade também cresceram. "Nos

anos 80, um carro era projetado para durar até 3 anos. Hoje, o

prazo de validade subiu para 10 anos", diz LUCAS DE

FORRÓ, vice-diretor da SACI em BACABA. O gerente de

produção, EDGARDO VIENA, aponta outros avanços entre o

fim da década de 70 e hoje: as pastilhas de freio, que eram

trocadas a cada 10.000 Km, atualmente duram 40, e um jogo

de pneus, que agüentava 20.000 Km, agora roda o dobro. No

final da linha de montagem, para lembrar que os avanços

ocorrem no campo tecnológico, mas também no da gestão, é

a vez da inspeção de qualidade, quando, depois de prontos,

os carros são testados nos itens infiltração, ruído, parte

elétrica e alinhamento.

VIENA diz ainda que a SACI busca assegurar o máximo

de prosperidade ao patrão e, ao mesmo tempo, ao

empregado, o que depende de identidade de interesse entre

ambos, pois a prosperidade de um não pode existir sem que

seja acompanhada pela do outro. Salários altos para

funcionários sim, mas com baixos custos de produção, e isto

recomenda trabalho racionalmente organizado. “E é por essa

razão que os benefícios para os empregados da SACI

cresceram, ficando parte dos lucros com eles, e a qualificação

aumentou. Antes, bastava ter o 1º grau, mas agora o piso é o

2º grau completo. Acidentes de trabalho caíram 95% em vinte

anos depois que se percebeu que 80% dos problemas vinham

das mesmas 20% de causas, aplicando-se ações corretivas

prioritariamente sobre as principais falhas”, acrescenta.

Até as históricas greves de metalúrgicos têm cedido lugar

a acordos mais flexíveis, como a redução da jornada de

trabalho e outras práticas do gênero, depois da observância

do princípio de que cada indivíduo deve receber ordens de um

e apenas um chefe, ou seja, o princípio da autoridade única.

Muito coerente, o complexo de BACABA tem também

administração única, compartilhando transporte, centro

médico e piso salarial. O custo de segurança é rateado entre a

SACI e os fornecedores, resultando em economia de 50% dos

custos de administração dos serviços. O trabalho é

sincronizado e cada segundo conta. Quando um carro

começa a ser montado, ainda esqueleto, os fornecedores são

acionados e o pedido de peças aparece na tela dos

computadores, especificando o volume e a hora de entrega.

Automóvel na linha de montagem agora significa

fornecedores de autopeças seguindo simultaneamente para

rechear a máquina com seus equipamentos e acabamentos.

“Não se pode evitar questões éticas nos negócios mais do

que em outras áreas de nossas vidas; em BACABA, a

modernidade da fábrica inclui a preocupação ecológica” diz

MARINA DETALL, a consultora interna de RH. O sistema de

tratamento de esgoto é feito por um método que utiliza a

filtragem mecânica e biológica de água no solo e em tanques

com o plantio de culturas regionais. No fim do processo, a

água sai purificada, podendo ser reutilizada na irrigação de

jardins. No terreno, é possível ver também as primeiras

mudas de reflorestamento com plantio de espécies nativas da

Amazônia.

Toda a mão-de-obra da fábrica vem de BACABA e do

município vizinho chamado ASSAÍ. Os operários são

treinados no SENAI enquanto a prática de treinamento é feita

na fábrica. O comércio em BACABA cresceu 25% no último

ano. O primeiro hotel já abriu suas portas perto da fábrica.

Lojas especializadas em equipamentos de segurança,

ferramentas e outros produtos consumidos na fabricação do

BOXER estão chegando. Novos cursos foram inaugurados

nas faculdades da Região e na Universidade do Estado. Feliz

com seu primeiro emprego de carteira assinada, GRAÇA DE

ARANHA, com apenas 19 anos, sonha alto. "Estou fazendo

cursinho para a faculdade de marketing e quero trabalhar em

escritório", diz ela, que atua na área de manutenção do

complexo.

BACABA representa a vocação latino-americana, um dos

quatro pólos automotivos mundiais. Os EUA ficaram com o

mercado dos carros de maior porte. A Europa com os veículos

requintados e de alto desempenho esportivo. A Ásia é grande

exportadora e satisfaz a demanda mundial. "Sobrou para a

América Latina os carros populares que podem ser

exportados para os países emergentes", diz o engenheiro

LUCAS. A perspectiva é atender a mercados com

características semelhantes às do brasileiro, como Índia,

Rússia e China utilizando novas e diversas rotas de comércio.

Pode ser a única, mas é, sem dúvida, uma boa saída




Hoje, vender mais significa oferecer o que o consumidor quer, no caso da SACI carros bonitos, confortáveis, duráveis, práticos, ágeis e, principalmente, baratos. Assim, tem-se que fazer mais com menos, e muitas inovações na gestão vêm surgindo para solucionar esta questão. Uma delas, proposta na década de 1980 por Hammer, tornou-se um marco para a administração e aprimoramento de processos na busca de agilidade, apesar de muito criticada. Seu autor considerava que a tecnologia da informação foi usada de forma incorreta pela maioria das empresas, automatizando os processos de trabalho na forma como estavam projetados, em vez de dar uma melhor forma a eles. O nome dessa inovação de gestão é:
 

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