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Foram encontradas 60 questões.

3609780 Ano: 2024
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: EsFCEx

A despeito de tanta abundância, em meados do século XVIII, a velha Espanha deu-se conta de que muitas riquezas obtidas com a exploração dos recursos humanos e naturais americanos haviam sido drenadas para o pagamento de dívidas contraídas com a Inglaterra, país então a caminho da industrialização. No Peru, as autoridades vice-reinais endureceram o sistema de arrecadação tributária e adotaram medidas para fortalecer seu controle sobre a sociedade colonial.

(Maria Ligia Prado e Gabriela Pellegrino, História da América Latina, p. 13. Adaptado)

Um efeito dessa reorganização administrativa no Peru, segundo a obra citada, foi

 

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3609779 Ano: 2024
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: EsFCEx

Uma vez completamente destruída a população guarani do Guairá, os paulistas voltaram sua atenção novamente para os Guarani do Sul. Passaram, então, a atacar as missões de Tape e Uruguai, situadas no atual território do estado do Rio Grande do Sul. A situação na província de Tape assemelhava-se àquela do Guairá, na medida em que as reduções ainda eram recém-constituídas (1633-1634) quando dos ataques portugueses (1635-1641).

Por volta de 1640, diversos fatores convergiram para dificultar o cativeiro dos Guarani pelos paulistas.

(John Manuel Monteiro, Negros da terra: Índios e bandeirantes nas origens de São Paulo, p. 75. Adaptado)

No contexto apresentado, a dificuldade em escravizar os Guarani, segundo Monteiro, tem relação com

 

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3609778 Ano: 2024
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: EsFCEx

A reflexão histórica e social e a ciência política nasceram juntas no Renascimento, num encontro que não foi meramente casual. Desse cruzamento de interesses nasceria outra corrente de pensamento tão original quanto ousada: os utopistas. As obras mais notáveis nesse gênero são a Utopia (1516) de Thomas Morus, a Cidade do Sol (1623) de Campanella e a Nova Atlântida (1626) de Francis Bacon.

(Nicolau Sevcenko, O renascimento, p. 22. Adaptado)

Sobre as três obras utopistas, é correto afirmar que elas, segundo Sevcenko,

 

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3609777 Ano: 2024
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: EsFCEx

O que se deve chamar de feudalismo é o conjunto da formação social dominante no Ocidente da Idade Média Central, com suas facetas política, econômica, ideológica, institucional, social, cultural, religiosa. Uma totalidade histórica, da qual o feudo foi apenas um elemento. No entanto – e procurando não perder essa globalidade de vista –, como examinamos cada uma daquelas facetas nos capítulos correspondentes, vamos aqui nos prender apenas à análise das relações sociais do feudalismo. Ou melhor, do feudo-clericalismo. Este rótulo parece-nos mais conveniente.

(Hilário Franco Júnior, A Idade Média, nascimento do Ocidente, p. 88-89. Adaptado)

Franco Júnior faz a defesa do termo feudo-clericalismo ao

 

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3609776 Ano: 2024
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: EsFCEx

Uma indicação da expansão demográfica do Ocidente cristão, a partir de meados do século X, está no acentuado crescimento da população urbana naquele período. Enquanto por volta do ano 1 000 talvez não existisse na Europa católica nenhuma cidade com uma população de 10 000 habitantes, no século XIII havia 55 cidades com um número de habitantes superior àquele: duas na Inglaterra, seis na Península Ibérica, oito na Alemanha, 18 na França e Países Baixos, 21 na Itália. Esta última era não apenas a região mais urbanizada do Ocidente como também a que possuía as maiores cidades.

(Hilário Franco Júnior, A Idade Média, nascimento do Ocidente, p. 23. Adaptado)

Para Hilário Franco Júnior, outro indício dessa expansão demográfica

 

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3609775 Ano: 2024
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: EsFCEx

La nouvelle historire é o título de uma coleção de ensaios editada pelo renomado medievalista francês Jacques Le Goff. A expressão “a nova história” é mais bem conhecida na França e representa a história escrita como uma reação deliberada contra o “paradigma” tradicional, que seria convenientemente descrito como “história rankeana”.

(Peter Burke, Abertura: a nova história, seu passado e seu futuro. Em: Peter Burke (org.), A escrita da História: novas perspectivas, p. 9-10. Adaptado)

O contraste entre a antiga e a nova história pode ser resumido em alguns pontos, entre os quais, é correto considerar que, segundo o paradigma tradicional,

 

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3609774 Ano: 2024
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: EsFCEx

Em seu livro mais influente, A economia antiga, publicado em 1973, Moses Finley fez questão de expor seus pressupostos teóricos. Seus textos não eram apenas um relato ingênuo do que “aconteceu” na História, mas interpretações colocadas no contexto de um debate científico e político mais amplo, que ultrapassava em muito as fronteiras especializadas da História Antiga.

Nos textos de Finley, as Histórias de Grécia e Roma aparecem unificadas. Elas formam um mundo antigo, greco-romano, diferente do Antigo Oriente Próximo.

(Norberto Luiz Guarinello, História Antiga, p. 36. Adaptado)

Para Finley, a unidade do mundo greco-romano efetiva-se pela

 

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3609773 Ano: 2024
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: EsFCEx

Os historiadores estruturais mostraram que a narrativa tradicional passa por cima de aspectos importantes do passado, que ela simplesmente é incapaz de conciliar, desde a estrutura econômica e social até à experiência e os modos de pensar das pessoas comuns.

(Peter Burke, A história dos acontecimentos e o renascimento da narrativa. Em: Peter Burke (org.), A escrita da História: novas perspectivas, p. 338. Adaptado)

Nesse debate, segundo Peter Burke, os historiadores defensores da narrativa observam que a análise de estruturas

 

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3609772 Ano: 2024
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: EsFCEx

No ensaio introdutório desta obra, Ciro Flamarion Cardoso apresenta o quadro epistemológico geral em que se inserem os vários territórios do historiador e os campos de investigação contemplados neste livro, suas potencialidades, dilemas e impasses. Ao fazer um balanço geral da historiografia nos últimos 40 ou 50 anos, Cardoso identificou com nitidez dois grandes paradigmas: o iluminista, partidário de uma história científica e racional e, portanto, convencido da existência de uma realidade social global a ser historicamente explicada.

(Ronaldo Vainfas, Caminhos e descaminhos da História. Em: Ciro Flamarion Cardoso e Ronaldo Vainfas, Domínios da História: ensaios de teoria e metodologia. Adaptado)

O segundo paradigma, que completa a ideia exposta no excerto, o pós-moderno, mostra-se

 

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3609771 Ano: 2024
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: EsFCEx

A história vista como “ciência do passado” e “ciência do presente” ao mesmo tempo: a história-problema é uma iluminação do presente, uma forma de consciência que permite ao historiador – homem de seu tempo –, bem como aos seus contemporâneos a que se dirige, uma compreensão melhor das lutas de hoje, ao mesmo tempo que o conhecimento do presente é condição sine qua non da cognoscibilidade de outros períodos históricos.

(Ciro Flamarion Cardoso, História e paradigmas rivais. Em: Ciro Flamarion Cardoso e Ronaldo Vainfas (org.), Domínios da História: ensaios de teoria e metodologia, p. 28)

No excerto, Ciro Flamarion Cardoso faz referência à

 

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