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2501819 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: IF-ES
Orgão: IF-ES
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Ataques à Gramática

Há algum tempo, uma aluna de um curso de letras, ao comentar num artigo a “Carta pras Icamiabas”, cap. IX do Macunaíma, de Mário de Andrade, se insurgiu contra a gramática. A aluna, presunçosa, defendia que a língua ou a comunicação linguística pudesse existir sem a gramática, na ignorância do fato de que o próprio Mário de Andrade escreveu uma Gramatiquinha, que a professora Edith Pimentel Pinto resgatou e comentou brilhantemente no livro A Gramatiquinha de Mário de Andrade – Texto e Contexto. São Paulo: Duas Cidades, 1990.

O único grande problema de Mário de Andrade, embora ele tenha sido um bom usuário da língua, é que ele não era um técnico, o que o levou a misturar padrões, dialetos e registros diferentes. Contudo, em sua Gramatiquinha, Mário de Andrade tinha uma proposta das mais idealistas e das mais meritórias: a de codificar os fatos linguísticos que configurassem a unidade da língua no Brasil, sem deixar de mostrar que toda língua, mesmo composta de muitas línguas funcionais, “é uma unidade, em que perdem relevo as possíveis discrepâncias” (Edith Pimentel Pinto, p. 293). A obra de Mário de Andrade, se concluída, poderia ter resultado em uma estilística da fala brasileira. Infelizmente, conforme a própria autora Edith Pimentel Pinto, o pendor de Mário de Andrade “para o comentário crítico não se ajustava bem – ou ainda não se ajustara – ao propósito de codificar, embora precariamente, os fatos da norma brasileira” (Edith Pimentel Pinto, p. 160).

A aluna do curso de letras terminou seu artigo citando elogiosamente parte da crônica “O gigolô das palavras” de Luís Fernando Veríssimo, treslida e criticada por Celso Luft em seu livro Língua e Liberdade.

Segundo essa crônica, o importante é comunicar e, à parte o fato de ajudar na eliminação de alguns erros mais graves, a gramática é apenas a língua das múmias, pois, segundo Veríssimo: “As múmias conversam entre si em Gramática pura.” A autora achou que Mário de Andrade teria adorado a crônica de Luís Fernando Veríssimo, por causa de seus “ataques” à gramática.

Mas, assim como Mário de Andrade, Luís Fernando Veríssimo é apenas um usuário da língua e não um técnico. E, como bom usuário, tem o direito e o dever de insurgir-se contra as normas gramaticais do dialeto culto, porque a sua função, como escritor, é a de renovar a linguagem, a de reinventar novas formas de expressão, e não a de respeitar “regrinhas”. Mas daí a estender a todo usuário a função precípua de um escritor vai uma distância longa demais que os professores dessa aluna não puderam ou não souberam mostrar-lhe.

(José Augusto Carvalho. Conhecimento prático: Língua Portuguesa. N. 45. P. 48, 2014.)

O verbo insurgir equivale a

 

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2501818 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: IF-ES
Orgão: IF-ES
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Ataques à Gramática

Há algum tempo, uma aluna de um curso de letras, ao comentar num artigo a “Carta pras Icamiabas”, cap. IX do Macunaíma, de Mário de Andrade, se insurgiu contra a gramática. A aluna, presunçosa, defendia que a língua ou a comunicação linguística pudesse existir sem a gramática, na ignorância do fato de que o próprio Mário de Andrade escreveu uma Gramatiquinha, que a professora Edith Pimentel Pinto resgatou e comentou brilhantemente no livro A Gramatiquinha de Mário de Andrade – Texto e Contexto. São Paulo: Duas Cidades, 1990.

O único grande problema de Mário de Andrade, embora ele tenha sido um bom usuário da língua, é que ele não era um técnico, o que o levou a misturar padrões, dialetos e registros diferentes. Contudo, em sua Gramatiquinha, Mário de Andrade tinha uma proposta das mais idealistas e das mais meritórias: a de codificar os fatos linguísticos que configurassem a unidade da língua no Brasil, sem deixar de mostrar que toda língua, mesmo composta de muitas línguas funcionais, “é uma unidade, em que perdem relevo as possíveis discrepâncias” (Edith Pimentel Pinto, p. 293). A obra de Mário de Andrade, se concluída, poderia ter resultado em uma estilística da fala brasileira. Infelizmente, conforme a própria autora Edith Pimentel Pinto, o pendor de Mário de Andrade “para o comentário crítico não se ajustava bem – ou ainda não se ajustara – ao propósito de codificar, embora precariamente, os fatos da norma brasileira” (Edith Pimentel Pinto, p. 160).

A aluna do curso de letras terminou seu artigo citando elogiosamente parte da crônica “O gigolô das palavras” de Luís Fernando Veríssimo, treslida e criticada por Celso Luft em seu livro Língua e Liberdade.

Segundo essa crônica, o importante é comunicar e, à parte o fato de ajudar na eliminação de alguns erros mais graves, a gramática é apenas a língua das múmias, pois, segundo Veríssimo: “As múmias conversam entre si em Gramática pura.” A autora achou que Mário de Andrade teria adorado a crônica de Luís Fernando Veríssimo, por causa de seus “ataques” à gramática.

Mas, assim como Mário de Andrade, Luís Fernando Veríssimo é apenas um usuário da língua e não um técnico. E, como bom usuário, tem o direito e o dever de insurgir-se contra as normas gramaticais do dialeto culto, porque a sua função, como escritor, é a de renovar a linguagem, a de reinventar novas formas de expressão, e não a de respeitar “regrinhas”. Mas daí a estender a todo usuário a função precípua de um escritor vai uma distância longa demais que os professores dessa aluna não puderam ou não souberam mostrar-lhe.

(José Augusto Carvalho. Conhecimento prático: Língua Portuguesa. N. 45. P. 48, 2014.)

A partir da leitura do texto e considerando os seus conhecimentos sobre linguística, marque a opção que completa corretamente a frase abaixo:

No entendimento dos linguistas, o que prega a aluna é, na verdade, a valorização apenas do que eles tratam como gramática .

 

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2501817 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: IF-ES
Orgão: IF-ES
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Ataques à Gramática

Há algum tempo, uma aluna de um curso de letras, ao comentar num artigo a “Carta pras Icamiabas”, cap. IX do Macunaíma, de Mário de Andrade, se insurgiu contra a gramática. A aluna, presunçosa, defendia que a língua ou a comunicação linguística pudesse existir sem a gramática, na ignorância do fato de que o próprio Mário de Andrade escreveu uma Gramatiquinha, que a professora Edith Pimentel Pinto resgatou e comentou brilhantemente no livro A Gramatiquinha de Mário de Andrade – Texto e Contexto. São Paulo: Duas Cidades, 1990.

O único grande problema de Mário de Andrade, embora ele tenha sido um bom usuário da língua, é que ele não era um técnico, o que o levou a misturar padrões, dialetos e registros diferentes. Contudo, em sua Gramatiquinha, Mário de Andrade tinha uma proposta das mais idealistas e das mais meritórias: a de codificar os fatos linguísticos que configurassem a unidade da língua no Brasil, sem deixar de mostrar que toda língua, mesmo composta de muitas línguas funcionais, “é uma unidade, em que perdem relevo as possíveis discrepâncias” (Edith Pimentel Pinto, p. 293). A obra de Mário de Andrade, se concluída, poderia ter resultado em uma estilística da fala brasileira. Infelizmente, conforme a própria autora Edith Pimentel Pinto, o pendor de Mário de Andrade “para o comentário crítico não se ajustava bem – ou ainda não se ajustara – ao propósito de codificar, embora precariamente, os fatos da norma brasileira” (Edith Pimentel Pinto, p. 160).

A aluna do curso de letras terminou seu artigo citando elogiosamente parte da crônica “O gigolô das palavras” de Luís Fernando Veríssimo, treslida e criticada por Celso Luft em seu livro Língua e Liberdade.

Segundo essa crônica, o importante é comunicar e, à parte o fato de ajudar na eliminação de alguns erros mais graves, a gramática é apenas a língua das múmias, pois, segundo Veríssimo: “As múmias conversam entre si em Gramática pura.” A autora achou que Mário de Andrade teria adorado a crônica de Luís Fernando Veríssimo, por causa de seus “ataques” à gramática.

Mas, assim como Mário de Andrade, Luís Fernando Veríssimo é apenas um usuário da língua e não um técnico. E, como bom usuário, tem o direito e o dever de insurgir-se contra as normas gramaticais do dialeto culto, porque a sua função, como escritor, é a de renovar a linguagem, a de reinventar novas formas de expressão, e não a de respeitar “regrinhas”. Mas daí a estender a todo usuário a função precípua de um escritor vai uma distância longa demais que os professores dessa aluna não puderam ou não souberam mostrar-lhe.

(José Augusto Carvalho. Conhecimento prático: Língua Portuguesa. N. 45. P. 48, 2014.)

Para a aluna citada no texto, a gramática

 

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2501816 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: IF-ES
Orgão: IF-ES
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Ataques à Gramática

Há algum tempo, uma aluna de um curso de letras, ao comentar num artigo a “Carta pras Icamiabas”, cap. IX do Macunaíma, de Mário de Andrade, se insurgiu contra a gramática. A aluna, presunçosa, defendia que a língua ou a comunicação linguística pudesse existir sem a gramática, na ignorância do fato de que o próprio Mário de Andrade escreveu uma Gramatiquinha, que a professora Edith Pimentel Pinto resgatou e comentou brilhantemente no livro A Gramatiquinha de Mário de Andrade – Texto e Contexto. São Paulo: Duas Cidades, 1990.

O único grande problema de Mário de Andrade, embora ele tenha sido um bom usuário da língua, é que ele não era um técnico, o que o levou a misturar padrões, dialetos e registros diferentes. Contudo, em sua Gramatiquinha, Mário de Andrade tinha uma proposta das mais idealistas e das mais meritórias: a de codificar os fatos linguísticos que configurassem a unidade da língua no Brasil, sem deixar de mostrar que toda língua, mesmo composta de muitas línguas funcionais, “é uma unidade, em que perdem relevo as possíveis discrepâncias” (Edith Pimentel Pinto, p. 293). A obra de Mário de Andrade, se concluída, poderia ter resultado em uma estilística da fala brasileira. Infelizmente, conforme a própria autora Edith Pimentel Pinto, o pendor de Mário de Andrade “para o comentário crítico não se ajustava bem – ou ainda não se ajustara – ao propósito de codificar, embora precariamente, os fatos da norma brasileira” (Edith Pimentel Pinto, p. 160).

A aluna do curso de letras terminou seu artigo citando elogiosamente parte da crônica “O gigolô das palavras” de Luís Fernando Veríssimo, treslida e criticada por Celso Luft em seu livro Língua e Liberdade.

Segundo essa crônica, o importante é comunicar e, à parte o fato de ajudar na eliminação de alguns erros mais graves, a gramática é apenas a língua das múmias, pois, segundo Veríssimo: “As múmias conversam entre si em Gramática pura.” A autora achou que Mário de Andrade teria adorado a crônica de Luís Fernando Veríssimo, por causa de seus “ataques” à gramática.

Mas, assim como Mário de Andrade, Luís Fernando Veríssimo é apenas um usuário da língua e não um técnico. E, como bom usuário, tem o direito e o dever de insurgir-se contra as normas gramaticais do dialeto culto, porque a sua função, como escritor, é a de renovar a linguagem, a de reinventar novas formas de expressão, e não a de respeitar “regrinhas”. Mas daí a estender a todo usuário a função precípua de um escritor vai uma distância longa demais que os professores dessa aluna não puderam ou não souberam mostrar-lhe.

(José Augusto Carvalho. Conhecimento prático: Língua Portuguesa. N. 45. P. 48, 2014.)

Os “Ataques à Gramática” a que se refere o texto partem do princípio de que os falantes podem

 

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2501815 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: IF-ES
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Texto 02

Enunciado 3526573-1

Disponível em - https://www.facebook.com/cnmpoficial

O fato de o Governo Federal, juntamente com outros setores da sociedade, promover uma companha como a Conte até dez, reflete EXCETO:

 

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2501814 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: IF-ES
Orgão: IF-ES
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Texto 02

Enunciado 3526572-1

Disponível em - https://www.facebook.com/cnmpoficial

A palavra até, no texto do panfleto, indica

 

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2501813 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: IF-ES
Orgão: IF-ES
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Texto 02

Enunciado 3526571-1

Disponível em - https://www.facebook.com/cnmpoficial

Marque a opção em que o texto do panfleto Conte até dez. A raiva passa. A vida fica. é reescrito em concordância com a norma culta e sem prejuízo de seu sentido.

 

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2501812 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: IF-ES
Orgão: IF-ES
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Campanha Conte Até 10

A campanha de valorização à vida "Conte até 10" foi fruto da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp), que teve o objetivo de reverter a situação trágica da violência no Brasil. O nosso país ocupa a primeira posição mundial em homicídios. Só em 2010, 49.932 pessoas foram mortas. É como se houvesse um massacre do Carandiru todos os dias, durante um ano inteiro. Nesse cenário, grande parte dos assassinatos são cometidos por pessoas que nunca mataram antes. A campanha trouxe lutadores mundialmente reconhecidos e promoveu a reflexão, motivando o cidadão a contar até 10 antes de praticar qualquer ato de violência por impulso. Afinal, a raiva passa, a vida fica.

Disponível em http://www.cnmp.mp.br/portal/index.php?option=com_content&vie w=article&id=1650:campanha-

conte-ate-10&catid=99:sala-deimprensa& Itemid=5

Por impulso indica

 

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2501811 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: IF-ES
Orgão: IF-ES
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Campanha Conte Até 10

A campanha de valorização à vida "Conte até 10" foi fruto da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp), que teve o objetivo de reverter a situação trágica da violência no Brasil. O nosso país ocupa a primeira posição mundial em homicídios. Só em 2010, 49.932 pessoas foram mortas. É como se houvesse um massacre do Carandiru todos os dias, durante um ano inteiro. Nesse cenário, grande parte dos assassinatos são cometidos por pessoas que nunca mataram antes. A campanha trouxe lutadores mundialmente reconhecidos e promoveu a reflexão, motivando o cidadão a contar até 10 antes de praticar qualquer ato de violência por impulso. Afinal, a raiva passa, a vida fica.

Disponível em http://www.cnmp.mp.br/portal/index.php?option=com_content&vie w=article&id=1650:campanha-

conte-ate-10&catid=99:sala-deimprensa& Itemid=5

Na linha, o verbo haver, na forma houvesse, está utilizado em concordância com a norma culta.

Marque, entre as opções abaixo aquela em que figura um caso de utilização do verbo haver em discordância com a norma.

 

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2501810 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: IF-ES
Orgão: IF-ES
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Campanha Conte Até 10

A campanha de valorização à vida "Conte até 10" foi fruto da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp), que teve o objetivo de reverter a situação trágica da violência no Brasil. O nosso país ocupa a primeira posição mundial em homicídios. Só em 2010, 49.932 pessoas foram mortas. É como se houvesse um massacre do Carandiru todos os dias, durante um ano inteiro. Nesse cenário, grande parte dos assassinatos são cometidos por pessoas que nunca mataram antes. A campanha trouxe lutadores mundialmente reconhecidos e promoveu a reflexão, motivando o cidadão a contar até 10 antes de praticar qualquer ato de violência por impulso. Afinal, a raiva passa, a vida fica.

Disponível em http://www.cnmp.mp.br/portal/index.php?option=com_content&vie w=article&id=1650:campanha-

conte-ate-10&catid=99:sala-deimprensa& Itemid=5

Em É como se houvesse um massacre do Carandiru todos os dias, durante um ano inteiro, a palavra como funciona da mesma forma que funciona na opção:

 

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