Foram encontradas 40 questões.
Leia atentamente os textos abaixo e, após relacioná-los, responda às questões 29 e 30.
TEXTO 1
Lúcia Santaella classifica a configuração das culturas humanas em seis grandes eras civilizatórias: a era da comunicação oral; a da comunicação escrita; a da comunicação impressa; a da comunicação propiciada pelos meios de comunicação de massa; a da comunicação midiática; a era da comunicação digital.
“[...] embora as eras sejam sequenciais, o surgimento de uma nova era não leva a anterior e anteriores ao desaparecimento. Elas vão se sobrepondo e se misturando na constituição de uma malha cultural cada vez mais complexa e densa”. (SANTAELLA, Lúcia. Por que as artes e as comunicações estão convergindo. São Paulo: Paulus, 2005, p. 9)
TEXTO 2
“A arte postal transfere o foco do que é tradicionalmente chamado de ‘arte’ para o conceito mais amplo de cultura. Essa mudança é o que faz a arte postal realmente contemporânea. Para o artista uruguaio Clemente Padín, a arte postal enfatiza estratégias culturais onde estariam os limites entre o trabalho do artista e a organização e distribuição desse trabalho. [...] O que mais importa, nesse caso, é a comunidade que se cria. Um tribalismo imaginário em que o individual e o político circulam no mesmo espaço, definem um ethos e uma vibração comum próprios àquele momento histórico. [...] Clemente Padín, por exemplo, foi preso pela ditadura militar do Uruguai em 1977, e toda a rede se mobilizou por sua libertação. Para o artista uruguaio, a arte postal representa um processo de descentralização artística em contraste com os “corretos” pólos hegemônicos implantados depois da Segunda Guerra Mundial [...]”. (FREIRE, Cristina. Arte conceitual. Rio de Janeiro: Zahar, 2006, p. 68-69)
Sobre o TEXTO 2, assinale a alternativa que traz o nome de um artista e o título de uma obra que, assim como Clemente Padín com a arte postal, representou resistência política durante a ditadura militar.
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Leia atentamente os textos abaixo e, após relacioná-los, responda às questões 29 e 30.
TEXTO 1
Lúcia Santaella classifica a configuração das culturas humanas em seis grandes eras civilizatórias: a era da comunicação oral; a da comunicação escrita; a da comunicação impressa; a da comunicação propiciada pelos meios de comunicação de massa; a da comunicação midiática; a era da comunicação digital.
“[...] embora as eras sejam sequenciais, o surgimento de uma nova era não leva a anterior e anteriores ao desaparecimento. Elas vão se sobrepondo e se misturando na constituição de uma malha cultural cada vez mais complexa e densa”. (SANTAELLA, Lúcia. Por que as artes e as comunicações estão convergindo. São Paulo: Paulus, 2005, p. 9)
TEXTO 2
“A arte postal transfere o foco do que é tradicionalmente chamado de ‘arte’ para o conceito mais amplo de cultura. Essa mudança é o que faz a arte postal realmente contemporânea. Para o artista uruguaio Clemente Padín, a arte postal enfatiza estratégias culturais onde estariam os limites entre o trabalho do artista e a organização e distribuição desse trabalho. [...] O que mais importa, nesse caso, é a comunidade que se cria. Um tribalismo imaginário em que o individual e o político circulam no mesmo espaço, definem um ethos e uma vibração comum próprios àquele momento histórico. [...] Clemente Padín, por exemplo, foi preso pela ditadura militar do Uruguai em 1977, e toda a rede se mobilizou por sua libertação. Para o artista uruguaio, a arte postal representa um processo de descentralização artística em contraste com os “corretos” pólos hegemônicos implantados depois da Segunda Guerra Mundial [...]”. (FREIRE, Cristina. Arte conceitual. Rio de Janeiro: Zahar, 2006, p. 68-69)
A partir da leitura e compreensão dos dois textos, conclui-se que:
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Ernst Gombrich afirma, acerca das primeiras imagens produzidas pelos humanos encontradas no período Pré-Histórico, que eram feitas com a intenção de protegê-los contra outros poderes que, para eles, são tão reais quanto as forças da natureza: "Pinturas e estátuas, por outras palavras, são usadas para realizar trabalhos de magia. É impossível entender esses estranhos começos se não procurarmos penetrar na mente dos povos primitivos e descobrir qual é o gênero de experiência que os faz pensar em imagens como algo poderoso para ser usado e não como algo bonito para se contemplar”. (GOMBRICH, Ernst. A História da Arte. 16. ed. Rio de Janeiro: LTC, 1995. p. 15)
A partir do pensamento de Gombrich e das imagens abaixo, assinale a alternativa CORRETA.

Manifestante chuta cartaz com o rosto de Barack Obama durante protestos contra a visita do líder norte-americano pela África do Sul (2016).
Disponível em: <http://noticias.uol.com.br/album/2013/06/28/africa-veprotestos-contra-visita-de-obama.htm>. Acesso em: 02 out. 2016.

Bisão do Salão Negro, Niaux (França)
Disponível em:
<http://ct.santoagostinho.com.br/https://arquivos.infra-questoes.grancursosonline.com.br/arquivos/site/2013/downloads/arte-prehistorica-para-alunos_revisado.pdf>. Acesso em: 02 out. 2016.
I. Conforme o entendimento de Gombrich, não haveria referência simbólica nenhuma entre as duas imagens acima, pois são de períodos e condições diversas e a relação do homem com a imagem se transformou notadamente através dos tempos.
II. A imagem do presidente norte-americano sendo atacado por manifestantes traz um simbolismo semelhante ao representado na imagem do bisonte ferido, pois o ataque contido em ambas denota a crença, de certa forma ainda presente, de que o que se faz à imagem se faz ao objeto que representa.
III. O homem pré-histórico acreditava que as imagens tinham poderes mágicos: o que ele desenhasse ou pintasse mais facilmente aconteceria na realidade. Esse resquício de associação entre imagem e magia ainda persiste hoje, pois ao atacar a imagem ou o símbolo, acredita-se atacar o que representam.
IV. Segundo Gombrich, a pintura realizada na Pré-História servia também com fins decorativos dos espaços frequentados/habitados pelos humanos.
Assinale a alternativa em que todas (a)s afirmativa(s) está(ão) CORRETA(S):
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Leia os textos abaixo e responda à questão.
TEXTO 1
Embora seja denominado como arte afrobrasileira, o fascículo 13 da coleção Os negros: história do negro no Brasil, que foi publicado recentemente, apresenta em seu texto de abertura, de Bruna Buzzo, a terminologia variada e a abrangência ampla dessa vertente artística já a partir de seu título: “A arte afro das raízes do Brasil feita por afro-descendentes ou não, fruto da influência africana e dos povos que se encontraram no território brasileiro, é a arte que expressa a cultura da miscigenação”. Ou em seu término: “antes de mais nada, é brasileira, e soube mesclar e dosar os elementos de cada cultura para criar uma identidade própria”. (CONDURU, Roberto. Negrume multicor: arte, África e Brasil para além de raça e etnia. Acervo. Revista do Arquivo Nacional, v.22, nº.2, 2009. p. 40. Disponível em: . Acesso em: 03 out. 2016)
TEXTO 2
“§ 1o O conteúdo programático a que se refere o caput deste artigo incluirá o estudo da História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil.” BRASIL. LEI Nº 10.639, DE 9 DE JANEIRO DE 2003. Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura AfroBrasileira", e dá outras providências. (Disponível em:<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.639.htm> . Acesso em: 02 out. 2016).
TEXTO 3
Brancos

Brancos (1997)
Poesia
Ricardo Aleixo.
(IPHAN. Negro brasileiro negro. Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional n. 25. Rio de Janeiro: IPHAN, 1997. p. 152. Disponível em <http://portal.iphan.gov.br/uploads/publicacao/RevPat25_m.pdf>. Acesso em: 05 out. 2016)
Independentemente da nomenclatura e da conceituação, se arte negra ou arte afro-brasileira, a Lei nº 10.639, com o conteúdo programático destacado acima, associada à política de cotas, tratam de trazer para a sala de aula e para o atelier o artista negro, a arte de temática negra e as relações étnico-raciais, proporcionando que o(a) estudante negro(a) passe a se reconhecer e possa construir, também dentro da escola, junto de seus pares, a sua autoestima e identidade. Os TEXTOS 1 e 2, a partir de seus conteúdos e tipos (texto acadêmico e legislação), atribuem importância ao negro/negra enquanto formador(a) do Brasil e de sua cultura. Já o TEXTO 3:
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“[...], artistas como o francês Yves Klein, o norte-americano John Cage e suas experiências com o som e o silêncio, além do grupo Gutai no Japão e os Situacionistas na França, para citar apenas alguns, desvencilharam a arte de uma materialidade sensível ou, em outras palavras, do seu destino como mercadoria". (FREIRE, Cristina. Arte conceitual. Rio de Janeiro: Zahar, 2006, p. 9)
O nome do(a) crítico(a) de arte norteamericano(a) e a forma como denominou essa tendência nos anos 1970, batizando-a, são, respectivamente,
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Fazendo um contraponto entre as obras de mulheres e homens artistas de diversos períodos, Luciana Loponte discute como a sexualidade feminina é colocada em discurso através das imagens. Nesse sentido, ela cita algumas mulheres artistas que retrataram o corpo feminino através de outra verdade que não a estabelecida. (LOPONTE, Luciana G. Sexualidades, artes visuais e poder: pedagogias visuais do feminino. Revista Estudos Feministas. Ano 10. 2º sem. 2002)
Em sua obra, Loponte apresenta mulheres artistas que foram destaques nos períodos Barroco e Impressionista. Assinale a alternativa que apresenta essas artistas CORRETAMENTE:
I. Artemísia Gentileschi.
II. Mary Cassat.
III. Berthe Morisot.
IV. Bertela Dorneles.
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A Interterritorialidade no Ensino da Arte, defendida por Ana Mae Barbosa (2008), está fundamentada na interculturalidade, interdisciplinaridade e transdisciplinaridade, e na integração das linguagens artísticas.
Marque nas afirmativas abaixo “V” para VERDADEIRO e “F” para FALSO, assinalando em seguida a alternativa que apresenta a ordem CORRETA, na sequência de cima para baixo:
( ) A polivalência na Educação Artística é um marco fundante do conceito de Interterritorialidade.
( ) O conceito de Interterritorialidade é coerente com a abordagem de manifestações contemporâneas que promovem o diálogo entre as linguagens.
( ) A Interterritorialidade torna obrigatório o ensino de todas as linguagens artísticas nas diferentes etapas da educação básica.
( ) A Interterritorialidade pressupõe a necessidade de estabelecer relações entre os saberes, desconsiderando a autonomia das linguagens e das áreas de conhecimento.
( ) A Interterritorialidade pressupõe a ação conjunta de profissionais com competências específicas em diálogo.
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“O crescimento do capitalismo foi uma influência poderosa no desenvolvimento do museu como o lar adequado para as obras de arte, assim como na promoção da ideia de que elas são separadas da vida comum. Os novosricos, que são um importante subproduto do sistema capitalista, sentiram-se especialmente comprometidos a se cercar de obras de arte que, por serem raras, eram também dispendiosas. Em linhas gerais, o colecionador típico é o capitalista típico. Para comprovar sua boa posição no campo da cultura superior, ele acumula quadros, estátuas e joias artísticos do mesmo modo que suas ações e seus títulos atestam sua posição no mundo econômico”. (DEWEY, John. Arte como Experiência. São Paulo: Martins Fontes, 2010. p. 67)
mera apreciação da arte como mercadoria ou símbolo de ascensão social, John Dewey propôs a arte como experiência. Considerando a proposição de Dewey em relação à experiência perceptiva de uma obra, assinale a alternativa CORRETA.
I. A fase estética ou vivencial da experiência é receptiva, ela envolve uma rendição. Porém, essa entrega adequada do eu só é possível através de uma atividade controlada que, apesar disso, pode ser intensa.
II. Para perceber, o espectador ou observador tem de criar sua experiência. E a criação deve incluir relações comparáveis às vivenciadas pelo produtor original, o artista, porém, elas não são idênticas em um sentido literal.
III. O artista escolheu, simplificou, esclareceu, abreviou e condensou a obra de acordo com seu interesse. Aquele que olha deve passar por essas operações tal e qual a experiência primal do artista.
IV. Somente as pessoas que tenham conhecimento sobre arte, ou que tenham passado por alguma vivência artística, além de ter uma sensibilidade estética, são capazes de ter uma experiência de percepção artística genuína, pois a percepção artística demanda conhecimento.
Assinale a alternativa em que todas (a)s afirmativa(s) está(ão) CORRETA(S):
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Segundo Ana Mae Barbosa, “De 1937 a 1945 o estado político ditatorial implantado no Brasil, afastando das cúpulas diretivas educadores de ação renovadora, entravou o desenvolvimento da arte-educação e solidificou alguns procedimentos, como o desenho geométrico na escola secundária e na escola primária, o desenho pedagógico e a cópia de estampas usadas para as aulas de composição em língua portuguesa”. (BARBOSA, Ana Mae. Arte Educação no Brasil: do modernismo ao pós-modernismo. Revista Digital Art&. Número 0. Outubro de 2003. Disponível em . Acesso em: 04 out. 2016)
Ao usar o termo “educadores de ação renovadora”, Barbosa se refere à que vertente(s) da educação?
I. Escola Renovadora, que seguia os preceitos de Paulo Freire.
II. Movimento de Arte Moderna, capitaneado por Anita Malfatti e Mario de Andrade.
III. Movimento Escolanovista, inspirado no pensamento de John Dewey e Anísio Teixeira.
IV. Emocionalismo, advindo das vertentes expressionistas europeias.
V. Pedagogia Tecnicista.
Assinale a alternativa em que todas (a)s afirmativa(s) está(ão) CORRETA(S):
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Jorge Coli, no livro O que é arte, falando sobre a obra “A fonte”, de Marcel Duchamp, diz: “o mictório que, pela sua função receptora de excremento, evoca o lado animal, orgânico e portanto menos ‘nobre’ do homem, está nos antípodas da concepção de arte como instrumento de elevação do espírito: é antiarte por excelência. Convertido em peça de museu, assume o papel de objeto de contemplação, passa a provocar ‘sentimentos’ no espectador [...]. Qualquer objeto aceito como arte, torna-se artístico”. (COLI, Jorge. O que é Arte?. São Paulo: Editora Brasiliense, 1995. p. 68)
Acerca dessa afirmação e em consonância com a intenção do artista ao enviar o objeto para o espaço de arte, assinale a alternativa CORRETA.
I. A atitude de Duchamp pretendia desqualificar os espaços de arte, pois se estes aceitassem um objeto tão desprezível como sendo uma obra, estariam eles mesmos admitindo sua impossibilidade de determinar o que fosse arte.
II. Duchamp pretendia promover uma crítica à atitude solene e "culta" que nossa civilização confere ao contato com o objeto artístico. Ele almejava denunciar o aspecto convencional da atribuição do estatuto de arte pelos instrumentos da cultura e criar uma antiarte.
III. O poder dos instrumentos culturais acabou por absorver os objetos de Duchamp, que deveriam ser apenas testemunhos de um gesto de questionamento, mas que, conservados em museu, adquirem efetivamente o estatuto de arte. A negação da arte, a crítica radical, tornam-se "meios" de produção artística.
IV. Ao aceitar o objeto de Duchamp, o espaço de arte obriga-se a aceitar o que quer que lhe seja enviado, sem critérios seletivos. Essa antiarte se desenrola numa desvalorização generalizada das pessoas pela arte contemporânea.
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