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Texto VII

Texto VIII

Nas proposições abaixo, assinale (V) para as afirmativas verdadeiras e (F) para as falsas, de acordo com a leitura dos Textos VII e VIII:
( ) Os verbos estalquear e deletar são formas aportuguesadas dos verbos to stalk e to delete, ambos do inglês.
( ) O uso de palavras estrangeiras deve ser evitado pelos falantes de português para preservar sua língua.
( ) Os verbos estalquear e deletar obedecem às regras morfossintáticas dos verbos da língua portuguesa.
( ) O aportuguesamento dos verbos estalquear e deletar inclui uma adaptação na grafia e na fonética para atender aos padrões do português.
( ) Os verbos estalquear e deletar tiveram seus significados alterados ao serem incluídos ao português.
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA.
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Texto VI
PRAZER DA MÚSICA NO CÉREBRO
Os amantes da música sabem, por experiência própria, que o prazer de escutar essas vibrações mecânicas é um dos mais gratificantes que se podem experimentar. Agora, estudo publicado na Nature Neuroscience explica tanto o porquê dessa sensação quanto a razão de a música ser apreciada nas mais distintas sociedades humanas.
O segredo, segundo o estudo, está no fato de o cérebro se inundar com dopamina, um dos vários neurotransmissores que os neurônios usam para enviar sinais químicos uns para os outros. A dopamina está ligada àquele prazer que se tem com um bom prato de comida ou com a surpresa de ganhar grandes somas de dinheiro.
O experimento mediu, com exames de imagens, os níveis de dopamina em cérebro de voluntários em resposta àquele ‘arrepio’ prazeroso causado pela música que, para muitos, vem da alma e eletriza o corpo. Essa sensação muda a condução elétrica da pele, os batimentos cardíacos e a taxa de respiração, por exemplo.
Quanto maior a sensação de prazer ao som de uma música, mais alta é a quantidade de dopamina no cérebro.
Os pesquisadores mostraram que, quanto maior essa sensação, mais alta é a quantidade do neurotransmissor no cérebro. Outra conclusão do estudo: a quantidade de dopamina no cérebro é maior quando o ouvinte classifica a música como agradável, em comparação com uma canção ‘neutra’.
Os autores mostraram também que mesmo a antecipação do prazer de ouvir uma boa música já é suficiente para banhar o cérebro com mais dopamina. Para os autores, uma forma de ler esses resultados é que eles explicam por que a música é tão apreciada pelas mais diversas culturas.
Cássio Leite Vieira
Fonte: VIEIRA. C. L. Prazer da música no cérebro. In.: Ciência Hoje. Disponível em: https://cienciahoje.org.br/acervo/prazer-
da- musica-no-cerebro/. Acesso em: 29 mar. 2022.
Assinale a alternativa CORRETA, de acordo com o Texto VI.
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Texto V
Há crianças portuguesas que só falam “brasileiro”
Dizem grama em vez de relva, autocarro é ônibus, rebuçado é bala, riscas são listras e leite está na geladeira em vez de no frigorífico. Os educadores notam-no sobretudo depois do confinamento – à conta de muita horas de exposição a conteúdos feitos por youtubers brasileiros. As opiniões de pais, professores e especialistas dividem-se entre a preocupação e os que relativizam, por considerarem tratar-se de uma fase, como aconteceu com as novelas.
Fonte: LUZ, Paula Sofia. Há crianças portuguesas que só falam “brasileiro”. In: Diário de Notícias, 2021. Disponível em: https://www.dn.pt/sociedade/ha-criancas-portuguesas-que-so-falam-brasileiro-14292845.html. Acesso em: 13 mar. 2022.
Nas proposições abaixo, assinale (V) para as afirmativas verdadeiras e (F) para as falsas de acordo com a leitura do Texto V.
( ) Segundo o jornal português Diário de Notícias, há crianças portuguesas que consomem conteúdo de youtubers brasileiros.
( ) A palavra “brasileiro” presente na manchete da notícia sinaliza diferenças linguísticas entre o português falado no Brasil e o português de Portugal.
( ) As crianças portuguesas que utilizam palavras do português brasileiro, como grama, ônibus, bala, listras e geladeira – em vez de relva, autocarro, rebuçado, riscas e frigorífico, respectivamente – desconhecem a norma-padrão da língua portuguesa.
( ) O uso de palavras do português brasileiro por crianças portuguesas indica a ocorrência de empréstimos linguísticos, um fenômeno comum nas línguas naturais.
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA.
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Texto III

Fonte: PREVIDELLI, F. Tiro ao álvaro: ditadura militar brasileira não poupou nem Adoniran Barbosa da censura. UOL. Disponível em: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/tiro-ao-alvaro-ditadura-militar-brasileira-nao-poupou-nemadoniran- barbosa-da-censura.phtml. Acesso em: 29 mar. 2022.
Texto IV
[...] Quando o Ato Institucional nº5, o AI-5, passou a vigorar, em 13 de dezembro de 1968, Barbosa temia que suas novas composições fossem censuradas. Assim, decidiu lançar um álbum com seus maiores sucessos, um grande compilado. [...] Porém, foi pego de surpresa ao receber um documento oficial que vetava algumas de suas canções. Em “Tiro ao Álvaro”, de 1960, por exemplo, foi usado a justificativa de que a “falta de gosto impede a liberação da letra”.
Fonte: PREVIDELLI, F. Tiro ao álvaro: ditadura militar brasileira não poupou nem Adoniran Barbosa da censura. UOL. Disponível em: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/tiro-ao-alvaro-ditadura-militar-brasileira-nao-poupounem-adoniran-barbosa-da-censura.phtml. Acesso em: 29 mar. 2022.
A partir da leitura dos textos III e IV, assinale (V) para as afirmativas verdadeiras e (F) para as falsas.
( ) A censura da música retratada pode ser vista como um caso de preconceito linguístico.
( ) As palavras ‘revorve’ e ‘artomorve’ apresentam erros de grafia e, portanto, não devem ser utilizadas na fala.
( ) A justificativa para a censura da música revela falta de aceitação de variedades sem prestígio do Português Brasileiro.
( ) A composição de Adoniran Barbosa inclui variedades estigmatizadas do Português Brasileiro.
( ) Como se trata de uma letra de música, sua escrita prezou por seguir a norma-padrão.
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA.
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Texto III

Fonte: PREVIDELLI, F. Tiro ao álvaro: ditadura militar brasileira não poupou nem Adoniran Barbosa da censura. UOL. Disponível em: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/tiro-ao-alvaro-ditadura-militar-brasileira-nao-poupou-nemadoniran- barbosa-da-censura.phtml. Acesso em: 29 mar. 2022.
Texto IV
[...] Quando o Ato Institucional nº5, o AI-5, passou a vigorar, em 13 de dezembro de 1968, Barbosa temia que suas novas composições fossem censuradas. Assim, decidiu lançar um álbum com seus maiores sucessos, um grande compilado. [...] Porém, foi pego de surpresa ao receber um documento oficial que vetava algumas de suas canções. Em “Tiro ao Álvaro”, de 1960, por exemplo, foi usado a justificativa de que a “falta de gosto impede a liberação da letra”.
Fonte: PREVIDELLI, F. Tiro ao álvaro: ditadura militar brasileira não poupou nem Adoniran Barbosa da censura. UOL. Disponível em: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/tiro-ao-alvaro-ditadura-militar-brasileira-nao-poupounem-adoniran-barbosa-da-censura.phtml. Acesso em: 29 mar. 2022.
A partir da leitura dos Textos III e IV, bem como mobilizando seus conhecimentos sobre variação linguística, assinale a alternativa CORRETA.
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Texto II

Assinale a alternativa CORRETA.
Com base no Texto II, é correto afirmar que, na tirinha, os personagens têm consciência de que:
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Texto I
UM APÓLOGO – Machado de Assis
ERA UMA VEZ uma agulha, que disse a um novelo de linha:
— Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo?
— Deixe-me, senhora.
— Que a deixe? Que a deixe, por quê? Por que lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.
— Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.
— Mas você é orgulhosa.
— Decerto que sou.
— Mas por quê?
— É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?
— Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu, e muito eu?
— Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...
— Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás, obedecendo ao que eu faço e mando ...
— Também os batedores vão adiante do imperador.
— Você imperador?
— Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto ...
Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha:
— Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima...
A linha não respondia nada; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plíc-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo, o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte; continuou ainda nesse e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.
Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário.
E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava a um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha, para mofar da agulha, perguntou-lhe:
— Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá.
Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha:
— Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico.
Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça:
— Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!
Fonte: Machado de Assis, J. M. Várias Histórias. In: Obra Completa. Rio de Janeiro: Aguillar, 1962, p. 554-556.
Escolha a alternativa em que se evidencia a interlocução do narrador com o leitor no Texto I.
Assinale a alternativa CORRETA.
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Texto I
UM APÓLOGO – Machado de Assis
ERA UMA VEZ uma agulha, que disse a um novelo de linha:
— Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo?
— Deixe-me, senhora.
— Que a deixe? Que a deixe, por quê? Por que lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.
— Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.
— Mas você é orgulhosa.
— Decerto que sou.
— Mas por quê?
— É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?
— Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu, e muito eu?
— Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...
— Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás, obedecendo ao que eu faço e mando ...
— Também os batedores vão adiante do imperador.
— Você imperador?
— Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto ...
Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha:
— Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima...
A linha não respondia nada; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plíc-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo, o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte; continuou ainda nesse e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.
Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário.
E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava a um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha, para mofar da agulha, perguntou-lhe:
— Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá.
Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha:
— Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico.
Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça:
— Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!
Fonte: Machado de Assis, J. M. Várias Histórias. In: Obra Completa. Rio de Janeiro: Aguillar, 1962, p. 554-556.
Leia este trecho retirado do Texto I: “(...) falarei sempre que me der na cabeça (...)”. O advérbio de tempo em destaque pode ser substituído, sem prejuízo de sentido, por:
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Resolva a seguinte desigualdade e assinale o intervalo que representa a solução da inequação:
(x+5) (x-1) (x-2)>0
Assinale a alternativa CORRETA.
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Considerando que x e y são dois números reais quaisquer, analise as expressões a seguir:
I. (x - y)2 = x2 - y2
II. (x - y)2 = x2 - 2xy + y2
III. (x - y)2 = x2 + y2
IV. (x + y)2 = x2+ y2
V. (x + y)2 = x2 + 2xy + y2
Assinale a alternativa CORRETA.
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