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Foram encontradas 854 questões.

1418923 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FUNDEP
Orgão: IF-SP

Vale A Pena Morrer Por Isso?


Por pouco, uma onda de 20 metros de altura não matou a surfista carioca Maya Gabeira. Foi no mar de Portugal, em Nazaré, há coisa de duas semanas. A imprensa noticiou tudo em profusão, aos borbotões. Num dos sólidos solavancos líquidos do oceano bravio, Maya quebrou o tornozelo, caiu n' água, perdeu o fôlego, perdeu o ar dos pulmões, perdeu a consciência e quase perdeu a vida. Só sobreviveu porque o amigo Carlos Burle saltou do jet ski, conseguiu puxá-la para fora da espuma e levou-a até a praia, onde fez com que ela respirasse de novo graças a uma massagem cardíaca. Logo depois do susto, a maior estrela dos sete mares em matéria de ondas gigantes sorria: "Morri ... mas voltei".

Que bom. Que ótimo. Ufa! Maya, na crista de seus 26 anos, só espera o tornozelo ficar em forma para retomar sua rotina de "viver a vida sobre as ondas", como na velha canção de Lulu Santos e Nelson Motta. Aí, voltará a deslizar sobre riscos tão altos quanto os vagalhões que desafia.

A pergunta é: vale a pena?

A resposta é: mas é lógico que sim.

Mas dizer isso é dizer pouco. Vamos mais fundo: vale a pena por quê? Sabemos, até aqui, que parece existir mais plenitude numa aventura emocionante e incerta do que numa existência segura e modorrenta.

Mas por quê? Por que as emoções sublimes podem valer mais que a vida?

Se pensarmos sobre quem são e o que fazem os heróis da nossa era, talvez possamos começar a entender um pouco mais sobre isso. Os heróis de agora parecem querer morrer de overdose de adrenalina. Não precisam de drogas artificiais. Comem frutas e fazem meditação. Não falam mais de revoluções armadas. Estão dispostos a sacrificar a própria vida, é claro, mas não por uma causa política, não por uma palavra de ordem ou por uma bandeira universal - basta-lhes uma intensa carga de prazer.

Além dos surfistas, os alpinistas, os velejadores e os pilotos de Fórmula 1 são nossos heróis. São caçadores de fortes emoções. Enfrentam dragões invencíveis, como furiosas ondas gigantescas ou montanhas hostis, geladas e íngremes. Cavalgam automóveis que zunem sobre o asfalto ou pranchas que trepidam a 80 quilômetros por hora sobre uma pedreira de água salgada. Não querem salvar princesa alguma. A princesa, eles deixam de gorjeta para o dragão nocauteado. O fragor da batalha vale mais que a administração da vitória.

Os heróis de agora não fazem longos discursos. São protagonistas de guerras sem conteúdo, guerras belas simplesmente porque são belas, muito embora sejam perfeitamente vazias. Qual o significado de uma onda gigante? Nenhum. Ela simplesmente é uma onda gigante, e esse é seu significado. Qual o sentido político de morrer com o crânio espatifado dentro de um carro de corrida? Nenhum, mas ali está a marca de alguém que se superou e que merece ser idolatrado. Os heróis de agora não são portadores de ideias. São apenas exemplos de destemor e determinação. São heróis da atitude, não da finalidade.

O sentido do heroísmo não foi sempre assim, vazio. Há poucas décadas, as coisas eram diferentes. Antes, os heróis não eram famosos pelas proezas físicas, mas pelas causas que defendiam. Che Guevara, por exemplo. É certo que ele gostava de viajar de motocicleta e tinha predileção por enveredar-se nas matas e dar tiro de espingarda, mas sua aura vinha da mística revolucionária. Ele era bom porque, aos olhos dos pais dos que hoje são jovens, dera a vida pelos pobres, mais ou menos como Jesus Cristo - o suprassumo do modelo do herói que dá a vida pelo irmão.

Sabemos que Che é idolatrado ainda hoje, mas é bem possível que as novas gerações vejam nele um herói por outros motivos. Che não é um ídolo por ter professado o credo socialista, mas pela trilha aventurosa que seguiu. Aos olhos da juventude presente, a guerrilha não é bem uma tática, mas um esporte radical. O que faz de Che Guevara um ídolo contemporâneo, portanto, é menos a teoria da luta de classes e mais, muito mais, o gosto por embrenhar-se nas montanhas e fazer trekking, a boina surrada, o cabelo comprido, a aversão ao escritório, aos fichários e à gravata.

Nos anos 1970, os pais dos jovens de hoje idolatraram Che pelo que viam nele de conteúdo marxista. Hoje, os filhos dos jovens dos anos 1970 idolatram o mesmo personagem pelo que veem nele de performático (o socialismo não passou de um pretexto para a aventura). Num tempo em que as ideias foram esquecidas, o gesto radical sobrevive.

Maya Gabeira continuará no vigor do gesto. E nós continuaremos a amá-la por isso, porque nossa vida sem ideias ficou chata demais.

BUCCI, Eugênio. Vale a pena morrer por isso? Época. São Paulo, Globo, nº 807, 11 nov. 2013, p. 18,

Segundo o autor, Che Guevara continuaria sendo idolatrado pelos jovens de hoje porque
 

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679751 Ano: 2014
Disciplina: Informática
Banca: FUNDEP
Orgão: IF-SP
Um usuário escreveu na célula C5 de uma planilha do MS Excel 2010 o seguinte conteúdo: = A1 + B1*2.

O usuário, conforme a nomenclatura do MS Excel, escreveu
 

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678036 Ano: 2014
Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: FUNDEP
Orgão: IF-SP
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Assinale a alternativa que NÃO representa um princípio constitucional do ensino.
 

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678031 Ano: 2014
Disciplina: Pedagogia
Banca: FUNDEP
Orgão: IF-SP
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Na Declaração Mundial sobre Educação para Todos da UNESCO, é indicada a possibilidade de incrementar os currículos, vinculando-se alfabetização, habilidades matemáticas e conceitos científicos a alguns interesses e primeiras experiências do educando, tais como,
 

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401625 Ano: 2014
Disciplina: Medicina
Banca: FUNDEP
Orgão: IF-SP
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Pesquisas europeias e brasileiras trazem uma conta assustadora de problemas que se manifestam no mundo do trabalho. Esses se relacionam à depressão, a pensamentos autodestrutivos, tentativas de suicídio, à elevação do presenteísmo, ao afastamento por doenças e acidentes de trabalho. Essa situação caótica coloca em risco a vida do trabalhador e do emprego.

Esse fenômeno se manifesta, portanto, no nível individual
 

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401624 Ano: 2014
Disciplina: Medicina
Banca: FUNDEP
Orgão: IF-SP
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A síndrome de esgotamento profissional, Burnout, caracteriza-se por significativa ruptura com o padrão anterior com quadro agudo e subagudo de respostas prolongadas a estressores emocionais e interpessoais crônicos no trabalho.

Essa síndrome é composta de elementos centrais como exaustão emocional, baixa realização pessoal e
 

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401623 Ano: 2014
Disciplina: TI - Banco de Dados
Banca: FUNDEP
Orgão: IF-SP
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Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE o tipo de diagrama que deve ser utilizado para representar as entidades de um banco de dados e seus relacionamentos.
 

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401622 Ano: 2014
Disciplina: TI - Banco de Dados
Banca: FUNDEP
Orgão: IF-SP
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Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE o comando em SQL para listar todos os registros da tabela Funcionários ordenados por idade começando pelo mais velho e que tenham salário acima de R$ 3000,00.
 

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401621 Ano: 2014
Disciplina: TI - Banco de Dados
Banca: FUNDEP
Orgão: IF-SP
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Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE o comando que deve ser utilizado em SQL para se somar o resultado dos registros encontrados em um SELECT.
 

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401620 Ano: 2014
Disciplina: TI - Sistemas Operacionais
Banca: FUNDEP
Orgão: IF-SP
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Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE a situação onde um processo aguarda para ser chamado a continuar o seu processamento, aguardando para ser escalonado.
 

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