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Nas ciências sociais costuma-se dizer que os
fenômenos sociais são analisados por diversos
pensadores que produzem teorias utilizando-se de
diferentes métodos sociológicos de investigação.
Cada autor lança um olhar diferente sobre o mesmo
objeto, gerando diferentes análises, concepções,
teorias. Analisando a educação, alguns pensadores
como Karl Marx, Émile Durkheim, Marx Weber,
Antonio Gramsci, Pierre Bourdieu, dentre outros,
interpretaram e analisaram a educação sob
diferentes perspectivas. Considerando o momento
histórico e o espaço sócio-cultural que cada teórico
vivenciou, analise as assertivas abaixo e após,
assinale a alternativa correta.
I. Para Antonio Gramsci, a educação é a ação exercida pelos adultos nas gerações de indivíduos jovens, crianças e adolescentes, para que estes desenvolvam habilidades ou estados físicos, intelectuais e morais necessários à vida em sociedade.
II. Karl Marx acreditava que a educação poderia tanto possibilitar a alienação do trabalhador, caso fosse ofertada pelo Estado capitalista, como poderia possibilitar a emancipação do trabalhador, caso fosse completa e contemplasse uma educação mental, física e uma educação tecnológica. Neste último caso, Marx acreditava que o trabalhador teria uma complementação do trabalho manual com o intelectual.
III. Para Max Weber a educação está orientada à transmissão e treinamento de conhecimentos especializados para o melhor desempenho das funções administrativas e burocráticas do Estado, das empresas capitalistas.
IV. Pierre Bourdieu defende que as escolas colaboram para a acentuação das desigualdades sociais, pois os alunos já entram no sistema de ensino em condições de desigualdade, o que em muitos casos, determinaria até onde esse aluno poderia chegar. Segundo essa teoria, denominada por esse autor de violência simbólica, a escola cumpriria um papel de legitimadora das desigualdades sociais.
V. Émile Durkheim defendeu em suas teorias a escola única, como proposta de cultura geral, humanista e formativa. A proposta principal seria a formação de jovens na atividade social com capacidade de criação intelectual e prática, com autonomia e capacidade crítica, de iniciativa, valorizando assim a cultura das classes trabalhadoras.
É correto o que se afirma em:
I. Para Antonio Gramsci, a educação é a ação exercida pelos adultos nas gerações de indivíduos jovens, crianças e adolescentes, para que estes desenvolvam habilidades ou estados físicos, intelectuais e morais necessários à vida em sociedade.
II. Karl Marx acreditava que a educação poderia tanto possibilitar a alienação do trabalhador, caso fosse ofertada pelo Estado capitalista, como poderia possibilitar a emancipação do trabalhador, caso fosse completa e contemplasse uma educação mental, física e uma educação tecnológica. Neste último caso, Marx acreditava que o trabalhador teria uma complementação do trabalho manual com o intelectual.
III. Para Max Weber a educação está orientada à transmissão e treinamento de conhecimentos especializados para o melhor desempenho das funções administrativas e burocráticas do Estado, das empresas capitalistas.
IV. Pierre Bourdieu defende que as escolas colaboram para a acentuação das desigualdades sociais, pois os alunos já entram no sistema de ensino em condições de desigualdade, o que em muitos casos, determinaria até onde esse aluno poderia chegar. Segundo essa teoria, denominada por esse autor de violência simbólica, a escola cumpriria um papel de legitimadora das desigualdades sociais.
V. Émile Durkheim defendeu em suas teorias a escola única, como proposta de cultura geral, humanista e formativa. A proposta principal seria a formação de jovens na atividade social com capacidade de criação intelectual e prática, com autonomia e capacidade crítica, de iniciativa, valorizando assim a cultura das classes trabalhadoras.
É correto o que se afirma em:
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Existem diversas correntes sociológicas que versam
sobre o tema educação, cada uma com um enfoque,
com um olhar. Uma dessas correntes considera ser
possível, na sociedade capitalista, o rompimento ou
superação da lógica de alienação desse sistema
conduzindo o trabalhador a um processo
emancipatório através da educação, caso esta
contemplasse uma educação completa (mental,
física e uma educação tecnológica). Qual pensador
acreditava/defendia essa concepção?
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"É uma ilusão acreditar que podemos educar nossos
filhos como queremos. Há costumes com relação
aos quais somos obrigados a nos conformar. Se os
desrespeitarmos, muito gravemente, eles se
vingarão em nossos filhos. Estes, uma vez adultos,
não estarão em estado de viver no meio de seus
contemporâneos, com os quais não encontrarão
harmonia. (...) Há, pois, a cada momento, um tipo
regulador de educação, do qual não podemos
separar sem vivas resistências, e em que restringem
as veleidades dos dissidentes" (Educação e
sociologia. 3. ed. Tradução de Lourenço Filho. São
Paulo: Melhoramentos, 1952. p. 30).
O fragmento do texto acima reflete as concepções sociológicas de educação do seguinte pensador:
O fragmento do texto acima reflete as concepções sociológicas de educação do seguinte pensador:
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Karl Marx, no Manifesto do Partido Comunista,
sustentava que o desenvolvimento do modo de
produção capitalista levaria a uma constante e
irreversível concentração de propriedade e riqueza,
monopolizada por poucos, enquanto o restante da
população estaria reduzido a um nível econômico
de subsistência (COSTA, Maria Cristina Castilho.
Sociologia: Introdução à ciência da sociedade.
Moderna, 2005, p. 252).
Pode-se apontar como uma das consequências desse processo de concentração de propriedade e riqueza, monopolizada nas mãos de poucas pessoas, o/a:
Pode-se apontar como uma das consequências desse processo de concentração de propriedade e riqueza, monopolizada nas mãos de poucas pessoas, o/a:
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A Sociologia é uma ciência que surgiu em meados
do século XIX na Europa em um contexto
histórico, político, social e cultural específico de
grandes transformações, ocasionado pelas
Revoluções Industrial e Francesa que transformou a
sociedade do período um verdadeiro "caos".
Considerando que os fenômenos sociais, antes do
seu surgimento, eram explicados também pelo
senso comum, assinale a alternativa que apresenta
informações sobre a Sociologia enquanto
conhecimento científico.
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A Mídia vem exercendo, especialmente nas últimas
décadas, um papel de destaque na sociedade
brasileira frente às relações de poder, sendo-lhe
comumente atribuída a denominação de "quarto
poder". O uso dessa expressão pode ser atribuído
(a) ou associado (a) à (ao):
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“Hoje em dia, tudo parece levar em seu seio sua
própria contradição. Vemos que as máquinas,
dotadas da propriedade maravilhosa de encurtar e
fazer mais frutífero o trabalho humano, provocam a
fome e o esgotamento do trabalhador. As fontes de
riqueza recém-descobertas convertem-se, por arte
de um estranho malefício, em fontes de privações.
Os triunfos da arte parecem adquiridos ao preço de
qualidades morais. O domínio do homem sobre a
natureza é cada vez maior; mas ao mesmo tempo, o
homem se converte em escravo de outros homens
ou de sua própria infâmia. Até a pura luz da ciência
parece não poder brilhar mais que sobre o fundo
tenebroso da ignorância. Todos os nossos inventos
e progressos parecem dotar de vida intelectual as
forças produtivas materiais, enquanto reduzem a
vida humana ao nível de uma força material bruta.”
(MARX, Karl. Discurso no People’s Paper, pág.
369.)
A partir da leitura deste trecho é possível dizer que o pensador alemão faz referência, especificamente, a qual conceito?
A partir da leitura deste trecho é possível dizer que o pensador alemão faz referência, especificamente, a qual conceito?
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Max Weber (1864-1920), sociólogo alemão,
descobriu que um fundamento bastante pertinente
para que as relações sociais existam e durem é a
presença do poder (e, consequentemente da
dominação). O poder, bem como a dominação,
permeia todas as relações humanas, estando elas
em contexto de foro mais íntimo ou mesmo nas
relações políticas propriamente ditas. O grande
problema, segundo Weber, é que o próprio poder é
algo extremamente difícil, não só de ser detectado e
reconhecido, mas, sobretudo, de ser entendido e
conceituado. O poder é sociologicamente amorfo,
segundo Weber. Ele toma forma somente quando é
utilizado e, mais que isso, somente quando
praticado por um indivíduo ou grupo dentro de uma
relação social, e quando encontra obediência,
concretizando, desse modo, a Dominação. Não
obstante, apesar do fato do poder estar presente em
todos os tipos de relação, muitos pensadores,
quando se debruçam para estudar, percebem uma
relação direta com a questão da violência. É o caso
do sociólogo francês Pierre Bourdieu (1930-2002).
Também na linha metodológica dos tipos puros ou
ideais de Weber, Bourdieu tipificou violência ao
estudar os mecanismos que se configuram como
forma de dominação, humilhação e exclusão social,
utilizados por pessoas, grupos ou instituições. A
esse tipo de violência Bourdieu conceituou como:
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A teoria sociológica clássica, comumente entendida
por ser composta por três grandes linhas de
pensamento, a saber: o Positivismo (com muitas
derivações), a sociologia compreensiva weberiana
(também conhecida por outras nomenclaturas) e o
marxismo (do mesmo modo com derivações e
outras nomenclaturas). Os grandes expoentes
dessas correntes são os pensadores Émile
Durkheim, Max Weber e Karl Marx,
respectivamente. Para além do fato de que suas
respectivas ideias possuem validade até os dias
atuais, esses são considerados autores clássicos
porque conseguiram, em certa medida, dar conta da
realidade como todo e, assim, fornecer explicações
sobre o comportamento dos indivíduos, mas,
também sobre as instituições e suas estruturas. O
que quer dizer que, considerando que todos tiveram
como objeto de análise a mesma sociedade
capitalista, as instituições presentes nessa sociedade
puderam ser analisadas sob diferentes óticas ou
ponto de vista. Em alguns momentos tais análises
até se aproximam. Em outros, no entanto, se
distanciam. Um exemplo de como esses pensadores
pensaram o mesmo objeto a partir de lógicas
diferentes é o conceito de Estado. As análises feitas
por Durkheim, Weber e Marx sobre os Estado são
conhecidas como “conceitos sociológicos de
Estado”. A seguir, estão relacionados conceitos e
autores. Aponte a alternativa em que o conceito
esteja ou errado ou relacionado de modo
equivocado ao pensador da Sociologia:
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“Talvez estejamos muito condicionados a uma
ideia de ser humano e a um tipo de existência. Se a
gente desestabilizar esse padrão, talvez a nossa
mente sofra uma espécie de ruptura, como se
caíssemos num abismo. Quem diria disse que a
gente não pode cair¿ Quem disse que a gente já não
caiu¿ Houve um tempo em que o planeta que
chamamos Terra juntava continentes todos numa
grande Pangeia. Se olhássemos lá de cima do céu,
tiraríamos uma fotografia completamente diferente
do globo. Quem sabe se, quando o astronauta Iúri
Gagárin disse “a Terra é azul”, ele não fez um
retrato ideal daquele momento para essa
humanidade que nós pensamos ser. Ele olhou com
o nosso olho, viu o que a gente queria ver. Existe
muita coisa que se aproxima mais daquilo que
pretendemos ver do que se podia constatar se
juntássemos as duas imagens: a que você pensa e a
que você tem. Se já houve outras configurações da
Terra, inclusive sem a gente aqui, por que é que nos
apegamos tanto a esse retrato com a gente aqui? O
Antropoceno tem um sentido incisivo sobre a nossa
existência, a nossa experiência comum, a ideia do
que é humano. O nosso apego a uma ideia fixa de
paisagem da Terra e de humanidade é a marca mais
profunda do Antropoceno.” (KRENAK, Ailton.
Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo:
Companhia das Letras, 2019. Pág. 58.)
“Antropoceno”, a que o pensador indígena Aílton Krenak faz referência, é um conceito muito estudado e discutido atualmente no campo das ciências sociais por muitos sociólogos e antropólogos, a exemplo de Bruno Latour. Esse termo:
“Antropoceno”, a que o pensador indígena Aílton Krenak faz referência, é um conceito muito estudado e discutido atualmente no campo das ciências sociais por muitos sociólogos e antropólogos, a exemplo de Bruno Latour. Esse termo:
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