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286812 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: MPE-RS
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Atenção: As questões de números 61 a 70 referem-se ao texto que segue.


Coisas vagas

Uma carta de P. V., queixando-se de que ainda não respondi à sua interpelação.

Também, amigo P. V., as suas perguntas versam assuntos tão vagos, tão difíceis de responder: poesia e outras coisas afins... A culpa é um tanto minha, que quase unicamente de tais coisas trato nestas páginas, as quais – da mesma forma que mestre João Ribeiro deu a um livro seu o subtítulo de “crônica de vário assunto” – bem poderiam denominar-se “crônicas de vago assunto”.

Ah, nem queira saber como eu invejo um amigo médico que tenho e que recebe cartas assim:

“Como posso ter certeza de que vou ter um bebê? Quais são os primeiros sinais de gravidez?”

Isso sim, que é pergunta precisa, sobre assunto urgente, e que traz logo uma resposta exata, definitiva, única. Mas poesia é coisa que não se explica: sente-se ou não se sente...

P. S. – Se não quiser sentar-se, pior para você, amigo P. V.

Mas, para que não se diga que só me interessam coisas vagas, eis aqui uma notícia que acabo de ler num dos últimos números d´ O Cruzeiro, na seção “O impossível acontece”:

“Robert Tucker, de Boston, processado por dar álcool

a beber a seu filho, de três anos de idade, em vez de leite,

foi absolvido porque as leis do Estado de Massachusetts

proíbem ministrar álcool a menores, mas somente entre

os sete e os dezessete anos.

” Está vendo? Quando a lei é só a lei, inteiramente ao pé da letra, o espírito da justiça fica uma coisa tão vaga...


(Adaptado de Mário Quintana, Na volta da esquina)

Está empregado em sentido conotativo o elemento sublinhado em:

 

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286811 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: MPE-RS
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Atenção: As questões de números 61 a 70 referem-se ao texto que segue.


Coisas vagas

Uma carta de P. V., queixando-se de que ainda não respondi à sua interpelação.

Também, amigo P. V., as suas perguntas versam assuntos tão vagos, tão difíceis de responder: poesia e outras coisas afins... A culpa é um tanto minha, que quase unicamente de tais coisas trato nestas páginas, as quais – da mesma forma que mestre João Ribeiro deu a um livro seu o subtítulo de “crônica de vário assunto” – bem poderiam denominar-se “crônicas de vago assunto”.

Ah, nem queira saber como eu invejo um amigo médico que tenho e que recebe cartas assim:

“Como posso ter certeza de que vou ter um bebê? Quais são os primeiros sinais de gravidez?”

Isso sim, que é pergunta precisa, sobre assunto urgente, e que traz logo uma resposta exata, definitiva, única. Mas poesia é coisa que não se explica: sente-se ou não se sente...

P. S. – Se não quiser sentar-se, pior para você, amigo P. V.

Mas, para que não se diga que só me interessam coisas vagas, eis aqui uma notícia que acabo de ler num dos últimos números d´ O Cruzeiro, na seção “O impossível acontece”:

“Robert Tucker, de Boston, processado por dar álcool

a beber a seu filho, de três anos de idade, em vez de leite,

foi absolvido porque as leis do Estado de Massachusetts

proíbem ministrar álcool a menores, mas somente entre

os sete e os dezessete anos.

” Está vendo? Quando a lei é só a lei, inteiramente ao pé da letra, o espírito da justiça fica uma coisa tão vaga...


(Adaptado de Mário Quintana, Na volta da esquina)

Está inteiramente correta a seguinte construção:

 

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286810 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: MPE-RS
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Atenção: As questões de números 61 a 70 referem-se ao texto que segue.


Coisas vagas

Uma carta de P. V., queixando-se de que ainda não respondi à sua interpelação.

Também, amigo P. V., as suas perguntas versam assuntos tão vagos, tão difíceis de responder: poesia e outras coisas afins... A culpa é um tanto minha, que quase unicamente de tais coisas trato nestas páginas, as quais – da mesma forma que mestre João Ribeiro deu a um livro seu o subtítulo de “crônica de vário assunto” – bem poderiam denominar-se “crônicas de vago assunto”.

Ah, nem queira saber como eu invejo um amigo médico que tenho e que recebe cartas assim:

“Como posso ter certeza de que vou ter um bebê? Quais são os primeiros sinais de gravidez?”

Isso sim, que é pergunta precisa, sobre assunto urgente, e que traz logo uma resposta exata, definitiva, única. Mas poesia é coisa que não se explica: sente-se ou não se sente...

P. S. – Se não quiser sentar-se, pior para você, amigo P. V.

Mas, para que não se diga que só me interessam coisas vagas, eis aqui uma notícia que acabo de ler num dos últimos números d´ O Cruzeiro, na seção “O impossível acontece”:

“Robert Tucker, de Boston, processado por dar álcool

a beber a seu filho, de três anos de idade, em vez de leite,

foi absolvido porque as leis do Estado de Massachusetts

proíbem ministrar álcool a menores, mas somente entre

os sete e os dezessete anos.

” Está vendo? Quando a lei é só a lei, inteiramente ao pé da letra, o espírito da justiça fica uma coisa tão vaga...


(Adaptado de Mário Quintana, Na volta da esquina)

Estão inteiramente adequados o emprego e a forma de todas as palavras da frase:

 

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286809 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: MPE-RS
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Atenção: As questões de números 61 a 70 referem-se ao texto que segue.


Coisas vagas

Uma carta de P. V., queixando-se de que ainda não respondi à sua interpelação.

Também, amigo P. V., as suas perguntas versam assuntos tão vagos, tão difíceis de responder: poesia e outras coisas afins... A culpa é um tanto minha, que quase unicamente de tais coisas trato nestas páginas, as quais – da mesma forma que mestre João Ribeiro deu a um livro seu o subtítulo de “crônica de vário assunto” – bem poderiam denominar-se “crônicas de vago assunto”.

Ah, nem queira saber como eu invejo um amigo médico que tenho e que recebe cartas assim:

“Como posso ter certeza de que vou ter um bebê? Quais são os primeiros sinais de gravidez?”

Isso sim, que é pergunta precisa, sobre assunto urgente, e que traz logo uma resposta exata, definitiva, única. Mas poesia é coisa que não se explica: sente-se ou não se sente...

P. S. – Se não quiser sentar-se, pior para você, amigo P. V.

Mas, para que não se diga que só me interessam coisas vagas, eis aqui uma notícia que acabo de ler num dos últimos números d´ O Cruzeiro, na seção “O impossível acontece”:

“Robert Tucker, de Boston, processado por dar álcool

a beber a seu filho, de três anos de idade, em vez de leite,

foi absolvido porque as leis do Estado de Massachusetts

proíbem ministrar álcool a menores, mas somente entre

os sete e os dezessete anos.

” Está vendo? Quando a lei é só a lei, inteiramente ao pé da letra, o espírito da justiça fica uma coisa tão vaga...


(Adaptado de Mário Quintana, Na volta da esquina)

Está plenamente adequada a pontuação em:

 

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286808 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: MPE-RS
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Atenção: As questões de números 61 a 70 referem-se ao texto que segue.


Coisas vagas

Uma carta de P. V., queixando-se de que ainda não respondi à sua interpelação.

Também, amigo P. V., as suas perguntas versam assuntos tão vagos, tão difíceis de responder: poesia e outras coisas afins... A culpa é um tanto minha, que quase unicamente de tais coisas trato nestas páginas, as quais – da mesma forma que mestre João Ribeiro deu a um livro seu o subtítulo de “crônica de vário assunto” – bem poderiam denominar-se “crônicas de vago assunto”.

Ah, nem queira saber como eu invejo um amigo médico que tenho e que recebe cartas assim:

“Como posso ter certeza de que vou ter um bebê? Quais são os primeiros sinais de gravidez?”

Isso sim, que é pergunta precisa, sobre assunto urgente, e que traz logo uma resposta exata, definitiva, única. Mas poesia é coisa que não se explica: sente-se ou não se sente...

P. S. – Se não quiser sentar-se, pior para você, amigo P. V.

Mas, para que não se diga que só me interessam coisas vagas, eis aqui uma notícia que acabo de ler num dos últimos números d´ O Cruzeiro, na seção “O impossível acontece”:

“Robert Tucker, de Boston, processado por dar álcool

a beber a seu filho, de três anos de idade, em vez de leite,

foi absolvido porque as leis do Estado de Massachusetts

proíbem ministrar álcool a menores, mas somente entre

os sete e os dezessete anos.

” Está vendo? Quando a lei é só a lei, inteiramente ao pé da letra, o espírito da justiça fica uma coisa tão vaga...


(Adaptado de Mário Quintana, Na volta da esquina)

A culpa é um tanto minha, que quase unicamente de tais coisas trato nestas páginas (...)

Atentando-se para a correção da linguagem e a preservação do sentido, uma nova redação da frase acima pode ser:

 

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286807 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: MPE-RS
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Atenção: As questões de números 61 a 70 referem-se ao texto que segue.


Coisas vagas

Uma carta de P. V., queixando-se de que ainda não respondi à sua interpelação.

Também, amigo P. V., as suas perguntas versam assuntos tão vagos, tão difíceis de responder: poesia e outras coisas afins... A culpa é um tanto minha, que quase unicamente de tais coisas trato nestas páginas, as quais – da mesma forma que mestre João Ribeiro deu a um livro seu o subtítulo de “crônica de vário assunto” – bem poderiam denominar-se “crônicas de vago assunto”.

Ah, nem queira saber como eu invejo um amigo médico que tenho e que recebe cartas assim:

“Como posso ter certeza de que vou ter um bebê? Quais são os primeiros sinais de gravidez?”

Isso sim, que é pergunta precisa, sobre assunto urgente, e que traz logo uma resposta exata, definitiva, única. Mas poesia é coisa que não se explica: sente-se ou não se sente...

P. S. – Se não quiser sentar-se, pior para você, amigo P. V.

Mas, para que não se diga que só me interessam coisas vagas, eis aqui uma notícia que acabo de ler num dos últimos números d´ O Cruzeiro, na seção “O impossível acontece”:

“Robert Tucker, de Boston, processado por dar álcool

a beber a seu filho, de três anos de idade, em vez de leite,

foi absolvido porque as leis do Estado de Massachusetts

proíbem ministrar álcool a menores, mas somente entre

os sete e os dezessete anos.

” Está vendo? Quando a lei é só a lei, inteiramente ao pé da letra, o espírito da justiça fica uma coisa tão vaga...


(Adaptado de Mário Quintana, Na volta da esquina)

Está clara, coerente e correta a redação da seguinte frase:

 

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286806 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: FCC
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Atenção: As questões de números 61 a 70 referem-se ao texto que segue.


Coisas vagas

Uma carta de P. V., queixando-se de que ainda não respondi à sua interpelação.

Também, amigo P. V., as suas perguntas versam assuntos tão vagos, tão difíceis de responder: poesia e outras coisas afins... A culpa é um tanto minha, que quase unicamente de tais coisas trato nestas páginas, as quais – da mesma forma que mestre João Ribeiro deu a um livro seu o subtítulo de “crônica de vário assunto” – bem poderiam denominar-se “crônicas de vago assunto”.

Ah, nem queira saber como eu invejo um amigo médico que tenho e que recebe cartas assim:

“Como posso ter certeza de que vou ter um bebê? Quais são os primeiros sinais de gravidez?”

Isso sim, que é pergunta precisa, sobre assunto urgente, e que traz logo uma resposta exata, definitiva, única. Mas poesia é coisa que não se explica: sente-se ou não se sente...

P. S. – Se não quiser sentar-se, pior para você, amigo P. V.

Mas, para que não se diga que só me interessam coisas vagas, eis aqui uma notícia que acabo de ler num dos últimos números d´ O Cruzeiro, na seção “O impossível acontece”:

“Robert Tucker, de Boston, processado por dar álcool

a beber a seu filho, de três anos de idade, em vez de leite,

foi absolvido porque as leis do Estado de Massachusetts

proíbem ministrar álcool a menores, mas somente entre

os sete e os dezessete anos.

” Está vendo? Quando a lei é só a lei, inteiramente ao pé da letra, o espírito da justiça fica uma coisa tão vaga...


(Adaptado de Mário Quintana, Na volta da esquina)

A expressão com que preenche corretamente a lacuna da frase:

 

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286805 Ano: 2008
Disciplina: Português
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Atenção: As questões de números 61 a 70 referem-se ao texto que segue.


Coisas vagas

Uma carta de P. V., queixando-se de que ainda não respondi à sua interpelação.

Também, amigo P. V., as suas perguntas versam assuntos tão vagos, tão difíceis de responder: poesia e outras coisas afins... A culpa é um tanto minha, que quase unicamente de tais coisas trato nestas páginas, as quais – da mesma forma que mestre João Ribeiro deu a um livro seu o subtítulo de “crônica de vário assunto” – bem poderiam denominar-se “crônicas de vago assunto”.

Ah, nem queira saber como eu invejo um amigo médico que tenho e que recebe cartas assim:

“Como posso ter certeza de que vou ter um bebê? Quais são os primeiros sinais de gravidez?”

Isso sim, que é pergunta precisa, sobre assunto urgente, e que traz logo uma resposta exata, definitiva, única. Mas poesia é coisa que não se explica: sente-se ou não se sente...

P. S. – Se não quiser sentar-se, pior para você, amigo P. V.

Mas, para que não se diga que só me interessam coisas vagas, eis aqui uma notícia que acabo de ler num dos últimos números d´ O Cruzeiro, na seção “O impossível acontece”:

“Robert Tucker, de Boston, processado por dar álcool

a beber a seu filho, de três anos de idade, em vez de leite,

foi absolvido porque as leis do Estado de Massachusetts

proíbem ministrar álcool a menores, mas somente entre

os sete e os dezessete anos.

” Está vendo? Quando a lei é só a lei, inteiramente ao pé da letra, o espírito da justiça fica uma coisa tão vaga...


(Adaptado de Mário Quintana, Na volta da esquina)

A notícia transcrita da revista O Cruzeiro ilustra o fato de que, por vezes, num texto legal,

 

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Questão presente nas seguintes provas
286804 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: FCC
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Atenção: As questões de números 61 a 70 referem-se ao texto que segue.


Coisas vagas

Uma carta de P. V., queixando-se de que ainda não respondi à sua interpelação.

Também, amigo P. V., as suas perguntas versam assuntos tão vagos, tão difíceis de responder: poesia e outras coisas afins... A culpa é um tanto minha, que quase unicamente de tais coisas trato nestas páginas, as quais – da mesma forma que mestre João Ribeiro deu a um livro seu o subtítulo de “crônica de vário assunto” – bem poderiam denominar-se “crônicas de vago assunto”.

Ah, nem queira saber como eu invejo um amigo médico que tenho e que recebe cartas assim:

“Como posso ter certeza de que vou ter um bebê? Quais são os primeiros sinais de gravidez?”

Isso sim, que é pergunta precisa, sobre assunto urgente, e que traz logo uma resposta exata, definitiva, única. Mas poesia é coisa que não se explica: sente-se ou não se sente...

P. S. – Se não quiser sentar-se, pior para você, amigo P. V.

Mas, para que não se diga que só me interessam coisas vagas, eis aqui uma notícia que acabo de ler num dos últimos números d´ O Cruzeiro, na seção “O impossível acontece”:

“Robert Tucker, de Boston, processado por dar álcool

a beber a seu filho, de três anos de idade, em vez de leite,

foi absolvido porque as leis do Estado de Massachusetts

proíbem ministrar álcool a menores, mas somente entre

os sete e os dezessete anos.

” Está vendo? Quando a lei é só a lei, inteiramente ao pé da letra, o espírito da justiça fica uma coisa tão vaga...


(Adaptado de Mário Quintana, Na volta da esquina)

Considerando-se o contexto em que se inscreve o postscriptum de sua crônica em forma de carta, o autor explora um efeito de bem humorada ambigüidade valendo- se de

 

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286803 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: FCC
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Atenção: As questões de números 61 a 70 referem-se ao texto que segue.


Coisas vagas

Uma carta de P. V., queixando-se de que ainda não respondi à sua interpelação.

Também, amigo P. V., as suas perguntas versam assuntos tão vagos, tão difíceis de responder: poesia e outras coisas afins... A culpa é um tanto minha, que quase unicamente de tais coisas trato nestas páginas, as quais – da mesma forma que mestre João Ribeiro deu a um livro seu o subtítulo de “crônica de vário assunto” – bem poderiam denominar-se “crônicas de vago assunto”.

Ah, nem queira saber como eu invejo um amigo médico que tenho e que recebe cartas assim:

“Como posso ter certeza de que vou ter um bebê? Quais são os primeiros sinais de gravidez?”

Isso sim, que é pergunta precisa, sobre assunto urgente, e que traz logo uma resposta exata, definitiva, única. Mas poesia é coisa que não se explica: sente-se ou não se sente...

P. S. – Se não quiser sentar-se, pior para você, amigo P. V.

Mas, para que não se diga que só me interessam coisas vagas, eis aqui uma notícia que acabo de ler num dos últimos números d´ O Cruzeiro, na seção “O impossível acontece”:

“Robert Tucker, de Boston, processado por dar álcool

a beber a seu filho, de três anos de idade, em vez de leite,

foi absolvido porque as leis do Estado de Massachusetts

proíbem ministrar álcool a menores, mas somente entre

os sete e os dezessete anos.

” Está vendo? Quando a lei é só a lei, inteiramente ao pé da letra, o espírito da justiça fica uma coisa tão vaga...


(Adaptado de Mário Quintana, Na volta da esquina)

Considere as seguintes afirmações:

I. A imprecisão no manejo das palavras é uma característica própria da linguagem literária.

II. Há questões tão objetivas que podem ser respondidas de modo a não gerar qualquer hesitação ou controvérsia.

III. A aplicação das leis só é justa e rigorosa quando se prende ao sentido literal do texto em que se formulam.

Em sua crônica, Mário Quintana sustenta o que está afirmado APENAS em

 

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