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Foram encontradas 509 questões.

2983454 Ano: 2013
Disciplina: Redação Oficial
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: MPO

O documento fictício abaixo constitui exemplo de uma exposição de motivos.

EM n. 99/2013-MPOG

Brasília, 4 de novembro de 2013.

Excelentíssima Senhora Presidenta da República,

Tenho a honra de submeter à consideração de Vossa Excelência a presente proposta de medida provisória, que reajusta o valor do salário mínimo para R$ 720,00 (setecentos e vinte reais) mensais.

O valor proposto corresponde a um incremento de seis inteiros e dois décimos por cento do valor atual. Esse valor intenciona melhorar as condições de vida dos cidadãos brasileiros e manter seu poder de compra, além de, no caso do recebimento de benefícios de transferência de renda, elevar o contingente populacional acima da linha de pobreza.

Esse aumento beneficiará cerca de 50 milhões de trabalhadores formais e informais brasileiros que, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2011, recebem até um salário mínimo. Também serão cobertos pelo reajuste os 16 milhões de beneficiários da Previdência Social.

O índice de reajuste foi amplamente estudado e debatido em diversas esferas do governo federal ao longo dos últimos meses. O valor ora proposto reflete o consenso atingido nessas discussões.

O estudo de impacto financeiro do reajuste proposto demonstrou que o valor respeita as previsões para o orçamento anual de 2014, conforme definido na Lei Orçamentária.

A urgência da edição da medida provisória proposta decorre da necessidade de fixação do novo valor do salário mínimo, a ser adotado a partir de 1.º de janeiro de 2014.

São essas, Senhora Presidenta, as razões que levam à proposição da edição da presente medida provisória.

Respeitosamente,

Beltrana de Tal
Ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão

Com base no Manual de Redação da Presidência da República, julgue o item a seguir, relativos ao documento fictício acima apresentado.

O fecho empregado no expediente oficial em análise oferece remate ao texto e cumprimenta adequadamente a destinatária do documento.

 

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2983453 Ano: 2013
Disciplina: Redação Oficial
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: MPO

O documento fictício abaixo constitui exemplo de uma exposição de motivos.

EM n. 99/2013-MPOG

Brasília, 4 de novembro de 2013.

Excelentíssima Senhora Presidenta da República,

Tenho a honra de submeter à consideração de Vossa Excelência a presente proposta de medida provisória, que reajusta o valor do salário mínimo para R$ 720,00 (setecentos e vinte reais) mensais.

O valor proposto corresponde a um incremento de seis inteiros e dois décimos por cento do valor atual. Esse valor intenciona melhorar as condições de vida dos cidadãos brasileiros e manter seu poder de compra, além de, no caso do recebimento de benefícios de transferência de renda, elevar o contingente populacional acima da linha de pobreza.

Esse aumento beneficiará cerca de 50 milhões de trabalhadores formais e informais brasileiros que, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2011, recebem até um salário mínimo. Também serão cobertos pelo reajuste os 16 milhões de beneficiários da Previdência Social.

O índice de reajuste foi amplamente estudado e debatido em diversas esferas do governo federal ao longo dos últimos meses. O valor ora proposto reflete o consenso atingido nessas discussões.

O estudo de impacto financeiro do reajuste proposto demonstrou que o valor respeita as previsões para o orçamento anual de 2014, conforme definido na Lei Orçamentária.

A urgência da edição da medida provisória proposta decorre da necessidade de fixação do novo valor do salário mínimo, a ser adotado a partir de 1.º de janeiro de 2014.

São essas, Senhora Presidenta, as razões que levam à proposição da edição da presente medida provisória.

Respeitosamente,

Beltrana de Tal
Ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão

Com base no Manual de Redação da Presidência da República, julgue o item a seguir, relativos ao documento fictício acima apresentado.

A exposição de motivos em exame poderia, alternativamente, ter sido redigida sob a forma de aviso, uma vez que foi expedida por uma ministra de Estado.

 

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2983439 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: MPO

Mas uma pergunta impõe-se: como pode a antiga e independente tradição crítica dos intelectuais dos séculos XIX e XX sobreviver em uma era de irracionalidade política, reforçada por suas próprias dúvidas sobre o futuro? É um paradoxo do nosso tempo o fato de que a irracionalidade na política e na ideologia não tem tido nenhuma dificuldade para coexistir com a tecnologia mais avançada e, na realidade, para usá-la.

Embora a alta tecnologia possa ser usada sem pensamento original, a ciência precisa de ideias. Por conseguinte, hoje, mesmo a sociedade mais automaticamente contraintelectual tem maior necessidade de pessoas com ideias e precisa de ambientes nos quais essas ideias se desenvolvam. Podemos afirmar, com toda a segurança, que esses indivíduos também terão ideias críticas sobre a sociedade e o ambiente em que vivem. Nos países emergentes do leste e do sul da Ásia e no mundo muçulmano, eles provavelmente ainda constituem uma força de reforma política e de mudança social à moda antiga. Também é possível que, em nossos tempos de crise, eles voltem mais uma vez a constituir essa força em um Ocidente sitiado e incerto. A rigor, pode-se dizer que, hoje em dia, as forças de crítica social sistemática localizam-se especificamente nos novos estratos dos que têm instrução universitária. Mas os intelectuais pensantes por si não têm condição de mudar o mundo, embora nenhuma mudança desse tipo seja possível sem a sua contribuição. Para isso é preciso que haja uma frente unida formada por pessoas comuns e intelectuais. À exceção de uns poucos casos isolados, isso é provavelmente mais difícil de conseguir hoje do que foi no passado. É esse o dilema do século XXI.

Eric Hobsbawm. Tempos fraturados: cultura e sociedade no século XX. Berilo Vargas (Trad.). São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 234-6 (com adaptações).

Julgue o seguinte item, que se refere a ideias e aspectos linguísticos do texto acima.

Não acarretaria prejuízo para o sentido original nem para a coesão textual a substituição de “dilema” por conjuntura na seguinte reescritura do último período do texto: É essa a conjuntura do século XXI.

 

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2983438 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: MPO

Mas uma pergunta impõe-se: como pode a antiga e independente tradição crítica dos intelectuais dos séculos XIX e XX sobreviver em uma era de irracionalidade política, reforçada por suas próprias dúvidas sobre o futuro? É um paradoxo do nosso tempo o fato de que a irracionalidade na política e na ideologia não tem tido nenhuma dificuldade para coexistir com a tecnologia mais avançada e, na realidade, para usá-la.

Embora a alta tecnologia possa ser usada sem pensamento original, a ciência precisa de ideias. Por conseguinte, hoje, mesmo a sociedade mais automaticamente contraintelectual tem maior necessidade de pessoas com ideias e precisa de ambientes nos quais essas ideias se desenvolvam. Podemos afirmar, com toda a segurança, que esses indivíduos também terão ideias críticas sobre a sociedade e o ambiente em que vivem. Nos países emergentes do leste e do sul da Ásia e no mundo muçulmano, eles provavelmente ainda constituem uma força de reforma política e de mudança social à moda antiga. Também é possível que, em nossos tempos de crise, eles voltem mais uma vez a constituir essa força em um Ocidente sitiado e incerto. A rigor, pode-se dizer que, hoje em dia, as forças de crítica social sistemática localizam-se especificamente nos novos estratos dos que têm instrução universitária. Mas os intelectuais pensantes por si não têm condição de mudar o mundo, embora nenhuma mudança desse tipo seja possível sem a sua contribuição. Para isso é preciso que haja uma frente unida formada por pessoas comuns e intelectuais. À exceção de uns poucos casos isolados, isso é provavelmente mais difícil de conseguir hoje do que foi no passado. É esse o dilema do século XXI.

Eric Hobsbawm. Tempos fraturados: cultura e sociedade no século XX. Berilo Vargas (Trad.). São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 234-6 (com adaptações).

Julgue o seguinte item, que se refere a ideias e aspectos linguísticos do texto acima.

Pela mesma regra de acentuação gráfica, justifica-se o acento gráfico nos vocábulos “países”, “possível” e “difícil”.

 

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2983437 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: MPO

Mas uma pergunta impõe-se: como pode a antiga e independente tradição crítica dos intelectuais dos séculos XIX e XX sobreviver em uma era de irracionalidade política, reforçada por suas próprias dúvidas sobre o futuro? É um paradoxo do nosso tempo o fato de que a irracionalidade na política e na ideologia não tem tido nenhuma dificuldade para coexistir com a tecnologia mais avançada e, na realidade, para usá-la.

Embora a alta tecnologia possa ser usada sem pensamento original, a ciência precisa de ideias. Por conseguinte, hoje, mesmo a sociedade mais automaticamente contraintelectual tem maior necessidade de pessoas com ideias e precisa de ambientes nos quais essas ideias se desenvolvam. Podemos afirmar, com toda a segurança, que esses indivíduos também terão ideias críticas sobre a sociedade e o ambiente em que vivem. Nos países emergentes do leste e do sul da Ásia e no mundo muçulmano, eles provavelmente ainda constituem uma força de reforma política e de mudança social à moda antiga. Também é possível que, em nossos tempos de crise, eles voltem mais uma vez a constituir essa força em um Ocidente sitiado e incerto. A rigor, pode-se dizer que, hoje em dia, as forças de crítica social sistemática localizam-se especificamente nos novos estratos dos que têm instrução universitária. Mas os intelectuais pensantes por si não têm condição de mudar o mundo, embora nenhuma mudança desse tipo seja possível sem a sua contribuição. Para isso é preciso que haja uma frente unida formada por pessoas comuns e intelectuais. À exceção de uns poucos casos isolados, isso é provavelmente mais difícil de conseguir hoje do que foi no passado. É esse o dilema do século XXI.

Eric Hobsbawm. Tempos fraturados: cultura e sociedade no século XX. Berilo Vargas (Trad.). São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 234-6 (com adaptações).

Julgue o seguinte item, que se refere a ideias e aspectos linguísticos do texto acima.

Infere-se da argumentação do autor que, atualmente, a reforma política e a mudança social apresentam relação direta com a instrução universitária.

 

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2983436 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: MPO

Mas uma pergunta impõe-se: como pode a antiga e independente tradição crítica dos intelectuais dos séculos XIX e XX sobreviver em uma era de irracionalidade política, reforçada por suas próprias dúvidas sobre o futuro? É um paradoxo do nosso tempo o fato de que a irracionalidade na política e na ideologia não tem tido nenhuma dificuldade para coexistir com a tecnologia mais avançada e, na realidade, para usá-la.

Embora a alta tecnologia possa ser usada sem pensamento original, a ciência precisa de ideias. Por conseguinte, hoje, mesmo a sociedade mais automaticamente contraintelectual tem maior necessidade de pessoas com ideias e precisa de ambientes nos quais essas ideias se desenvolvam. Podemos afirmar, com toda a segurança, que esses indivíduos também terão ideias críticas sobre a sociedade e o ambiente em que vivem. Nos países emergentes do leste e do sul da Ásia e no mundo muçulmano, eles provavelmente ainda constituem uma força de reforma política e de mudança social à moda antiga. Também é possível que, em nossos tempos de crise, eles voltem mais uma vez a constituir essa força em um Ocidente sitiado e incerto. A rigor, pode-se dizer que, hoje em dia, as forças de crítica social sistemática localizam-se especificamente nos novos estratos dos que têm instrução universitária. Mas os intelectuais pensantes por si não têm condição de mudar o mundo, embora nenhuma mudança desse tipo seja possível sem a sua contribuição. Para isso é preciso que haja uma frente unida formada por pessoas comuns e intelectuais. À exceção de uns poucos casos isolados, isso é provavelmente mais difícil de conseguir hoje do que foi no passado. É esse o dilema do século XXI.

Eric Hobsbawm. Tempos fraturados: cultura e sociedade no século XX. Berilo Vargas (Trad.). São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 234-6 (com adaptações).

Julgue o seguinte item, que se refere a ideias e aspectos linguísticos do texto acima.

Segundo o texto, no mundo moderno, mesmo as sociedades consideradas contraintelectuais dependem da alta tecnologia e do desenvolvimento científico.

 

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2983435 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: MPO

Mas uma pergunta impõe-se: como pode a antiga e independente tradição crítica dos intelectuais dos séculos XIX e XX sobreviver em uma era de irracionalidade política, reforçada por suas próprias dúvidas sobre o futuro? É um paradoxo do nosso tempo o fato de que a irracionalidade na política e na ideologia não tem tido nenhuma dificuldade para coexistir com a tecnologia mais avançada e, na realidade, para usá-la.

Embora a alta tecnologia possa ser usada sem pensamento original, a ciência precisa de ideias. Por conseguinte, hoje, mesmo a sociedade mais automaticamente contraintelectual tem maior necessidade de pessoas com ideias e precisa de ambientes nos quais essas ideias se desenvolvam. Podemos afirmar, com toda a segurança, que esses indivíduos também terão ideias críticas sobre a sociedade e o ambiente em que vivem. Nos países emergentes do leste e do sul da Ásia e no mundo muçulmano, eles provavelmente ainda constituem uma força de reforma política e de mudança social à moda antiga. Também é possível que, em nossos tempos de crise, eles voltem mais uma vez a constituir essa força em um Ocidente sitiado e incerto. A rigor, pode-se dizer que, hoje em dia, as forças de crítica social sistemática localizam-se especificamente nos novos estratos dos que têm instrução universitária. Mas os intelectuais pensantes por si não têm condição de mudar o mundo, embora nenhuma mudança desse tipo seja possível sem a sua contribuição. Para isso é preciso que haja uma frente unida formada por pessoas comuns e intelectuais. À exceção de uns poucos casos isolados, isso é provavelmente mais difícil de conseguir hoje do que foi no passado. É esse o dilema do século XXI.

Eric Hobsbawm. Tempos fraturados: cultura e sociedade no século XX. Berilo Vargas (Trad.). São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 234-6 (com adaptações).

Julgue o seguinte item, que se refere a ideias e aspectos linguísticos do texto acima.

A oração “que, em nossos tempos de crise, eles voltem mais uma vez a constituir essa força em um Ocidente sitiado e incerto” complementa o significado do adjetivo “possível”.

 

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2983434 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: MPO

Ele bem que tentava estudar e acompanhar as aulas, bem que pensava em fazer os trabalhos pedidos pelos professores para conseguir as notas necessárias. No geral, gostava do ambiente, dos colegas, da lanchonete, do bar que ficava em frente à faculdade, do outro lado da rua. Gostava até de dois ou três professores mais bem-humorados. Só que Pedro se distraía com as datas, com os prazos, com o horário das provas, distraía-se com os conceitos e as teorias do direito e, no máximo, conseguia guardar um punhado de palavras-chave e algumas frases feitas e se admirava quando via que, usadas por ele, não faziam sentido e não produziam efeito nenhum. Os semestres chegavam ao fim de repente, sem aviso, e ele até se espantava ao ver que não avançava no curso, que tinha de repetir as mesmas matérias, uma, duas, três vezes. Em certas horas, sentia-se um burro, achava que os colegas e os professores o viam como um incapaz, e isso o deixava muito atrapalhado.

Na biblioteca de paredes altas e mofadas do prédio quase centenário da faculdade, Pedro tentava ler os livros e os capítulos pedidos pelos professores. Mas sua atenção morria sem fôlego no amontoado de palavras estranhas, alheias. Adormecia nas marteladas sem ritmo de frases cada vez mais distantes. Os títulos e subtítulos começaram a soar estridentes, hostis, como uns latidos. Seus olhos se desviavam espontaneamente para as imensas árvores de mais de cem anos no parque em frente, emolduradas pelas janelas muito altas. Ele se demorava ali à toa em um torpor, observando a folhagem densa, a profusão dos galhos, a leve transformação das cores e das sombras à medida que o sol baixava.

Rubens Figueiredo. Passageiro do fim do dia. São Paulo: Companhia das Letras, 2010, p. 43-4 (com adaptações).

Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto acima, julgue o item que se segue.

O emprego do sinal indicativo de crase justifica-se pela fusão de preposição e artigo feminino na locução adverbial de modo.

 

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2983433 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: MPO

Ele bem que tentava estudar e acompanhar as aulas, bem que pensava em fazer os trabalhos pedidos pelos professores para conseguir as notas necessárias. No geral, gostava do ambiente, dos colegas, da lanchonete, do bar que ficava em frente à faculdade, do outro lado da rua. Gostava até de dois ou três professores mais bem-humorados. Só que Pedro se distraía com as datas, com os prazos, com o horário das provas, distraía-se com os conceitos e as teorias do direito e, no máximo, conseguia guardar um punhado de palavras-chave e algumas frases feitas e se admirava quando via que, usadas por ele, não faziam sentido e não produziam efeito nenhum. Os semestres chegavam ao fim de repente, sem aviso, e ele até se espantava ao ver que não avançava no curso, que tinha de repetir as mesmas matérias, uma, duas, três vezes. Em certas horas, sentia-se um burro, achava que os colegas e os professores o viam como um incapaz, e isso o deixava muito atrapalhado.

Na biblioteca de paredes altas e mofadas do prédio quase centenário da faculdade, Pedro tentava ler os livros e os capítulos pedidos pelos professores. Mas sua atenção morria sem fôlego no amontoado de palavras estranhas, alheias. Adormecia nas marteladas sem ritmo de frases cada vez mais distantes. Os títulos e subtítulos começaram a soar estridentes, hostis, como uns latidos. Seus olhos se desviavam espontaneamente para as imensas árvores de mais de cem anos no parque em frente, emolduradas pelas janelas muito altas. Ele se demorava ali à toa em um torpor, observando a folhagem densa, a profusão dos galhos, a leve transformação das cores e das sombras à medida que o sol baixava.

Rubens Figueiredo. Passageiro do fim do dia. São Paulo: Companhia das Letras, 2010, p. 43-4 (com adaptações).

Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto acima, julgue o item que se segue.

No trecho “ele até se espantava ao ver que não avançava no curso”, o uso da ênclise com o infinitivo manteria a correção gramatical e o sentido do texto na reescrita seguinte: ele até espantava ao ver-se que não avançava no curso.

 

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2983432 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: MPO

Ele bem que tentava estudar e acompanhar as aulas, bem que pensava em fazer os trabalhos pedidos pelos professores para conseguir as notas necessárias. No geral, gostava do ambiente, dos colegas, da lanchonete, do bar que ficava em frente à faculdade, do outro lado da rua. Gostava até de dois ou três professores mais bem-humorados. Só que Pedro se distraía com as datas, com os prazos, com o horário das provas, distraía-se com os conceitos e as teorias do direito e, no máximo, conseguia guardar um punhado de palavras-chave e algumas frases feitas e se admirava quando via que, usadas por ele, não faziam sentido e não produziam efeito nenhum. Os semestres chegavam ao fim de repente, sem aviso, e ele até se espantava ao ver que não avançava no curso, que tinha de repetir as mesmas matérias, uma, duas, três vezes. Em certas horas, sentia-se um burro, achava que os colegas e os professores o viam como um incapaz, e isso o deixava muito atrapalhado.

Na biblioteca de paredes altas e mofadas do prédio quase centenário da faculdade, Pedro tentava ler os livros e os capítulos pedidos pelos professores. Mas sua atenção morria sem fôlego no amontoado de palavras estranhas, alheias. Adormecia nas marteladas sem ritmo de frases cada vez mais distantes. Os títulos e subtítulos começaram a soar estridentes, hostis, como uns latidos. Seus olhos se desviavam espontaneamente para as imensas árvores de mais de cem anos no parque em frente, emolduradas pelas janelas muito altas. Ele se demorava ali à toa em um torpor, observando a folhagem densa, a profusão dos galhos, a leve transformação das cores e das sombras à medida que o sol baixava.

Rubens Figueiredo. Passageiro do fim do dia. São Paulo: Companhia das Letras, 2010, p. 43-4 (com adaptações).

Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto acima, julgue o item que se segue.

Mantendo-se a correção gramatical, o trecho “e isso o deixava muito atrapalhado” poderia, antecedido por vírgula, ser assim reescrito: o que o deixava muito atrapalhado.

 

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