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Observando um tubo de ensaio, temos dez bactérias. Elas se multiplicam tão rapidamente que dobram o volume a cada minuto que passa. Para encher todo o tubo de ensaio, levam 34 minutos. Quanto tempo levarão para encher a metade do tubo?
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O peso médio de cinco produtos é 3,5 kg. Quatro desses produtos pesam: 5,3 kg; 0,6 kg; 2,9 kg e 1,2 kg. Qual é o valor do peso do quinto produto?
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Texto: Romântico Ritual
Quando cheguei à academia, notei que meu personal trainer, Igor, mostrava rugas na testa. Não nego, fiquei curioso: saber da vida alheia é uma das minhas atividades prediletas.
— Tudo bem? — perguntei-lhe.
Ele apertou uns botões e desandei a correr na esteira, veloz como um hipopótamo. Enquanto eu suava, Igor desabafou.
— Queria pedir a Júlia em casamento e lhe dar um anel de noivado, como se fazia antigamente. Mas todo mundo diz que é brega.
Aspirei mais uma golfada de ar e pedi a ele para me explicar. Segundo contou, namorava Júlia fazia cinco anos. Pretendia se casar até dezembro. Comprou alianças e um anel de cristal. Pensou em combinar um jantar com a família de ambos e pedi-la diante dos pais. Os amigos criticavam.
— Você acha que é cafona?
— Dá um segundo, não consigo respirar!
— respondi, nos minutos finais da corrida.
Terminei a esteira. Particularmente, admiro os delicados rituais do passado. Aconselhei:
— Faça tudo como pensou. Ela nunca vai esquecer. E, se for brega, qual o problema?
Na semana seguinte, não resisti:
— Como foi?
Seus olhos faiscaram:
— Maravilhoso!
Preparou a surpresa. Combinou tudo com os pais da jovem e sua própria família. De tarde, a irmã de Júlia a levou para o salão de beleza. Igor só foi buscá-la quando todos estavam reunidos, à espera do casal. Em casa, diante das duas famílias, ela surpreendeu-se:
— O que você aprontou?
Igor ajoelhou-se. Nem lembra direito o que disse, de tão nervoso:
— Falei que a amava. Ofereci a ela o anel e perguntei se aceitava se casar comigo. Antes de ela responder, no entanto, queria ouvir seus pais.
Os futuros sogros brincaram, fingindo estar em dúvida. Mas logo concordaram. Júlia, em lágrimas, respondeu:
— Sim! Claro que sim!
Adorou o anel. Trocaram alianças. As mulheres presentes choraram. Em seguida, os noivos e as famílias comemoraram com um jantar.
— Você estava certo, ela nunca vai esquecer! Nem eu! — comentou. — Se você não tivesse dado o empurrão, nunca teria tido coragem!
Fiquei pensando: quantos suaves rituais do passado nós abandonamos hoje em dia? Gestos bonitos são tachados de bregas, de cafonas. Antes, as pessoas costumavam se vestir especialmente para ir ao teatro, ao cinema ou jantar fora. Os homens, principalmente, nem ligam mais para isso. Mas chegar bem-vestido a qualquer lugar é um ritual que faz bem e eleva a autoestima.
Também acho feio chegar sem presente a um aniversário, mesmo que seja só uma lembrancinha para dizer: “Pensei em você!”. Participar de batizados, de bodas de prata, oferecer um jantar a um amigo que conseguiu um bom emprego ou enviar flores para quem lançou um livro são delicadezas que muita gente acredita ultrapassadas. O mundo moderno é rápido, prático, e tantas pequenas coisas parecem ter perdido a razão de ser.
Mas eu acredito nesses rituais que marcam os bons momentos da vida. Rituais que estabelecem laços, expressam afeto, falam de emoções! Francamente, não tenho medo de ser tachado de brega, cafona ou coisa que o valha. Como disse a Igor, por que temer meras palavras?
A cerimônia de noivado do casal, com declaração e anel, está sendo comentada em todo o bairro. As amigas de Júlia suspiram, desejando que seus namorados sejam tão românticos quanto Igor. Ele também anda surpreso.
— Estou fazendo o maior sucesso — comentou, enquanto me botava para correr na esteira mais uma vez.
E concluiu:
— Nunca pensei que fosse tão bom ser romântico!
Walcyr Carrasco
Fonte: https://www.refletirpararefletir.com.br/4- cronicas-do-walcyr-carrasco
“Mas eu acredito nesses rituais que marcam os bons momentos da vida. Rituais que estabelecem laços, expressam afeto, falam de emoções! Francamente, não tenho medo de ser tachado de brega, cafona ou coisa que o valha. Como disse a Igor, por que temer meras palavras?”
O termo em destaque, tachado no contexto descrito, tem o mesmo significado de:
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Texto: Romântico Ritual
Quando cheguei à academia, notei que meu personal trainer, Igor, mostrava rugas na testa. Não nego, fiquei curioso: saber da vida alheia é uma das minhas atividades prediletas.
— Tudo bem? — perguntei-lhe.
Ele apertou uns botões e desandei a correr na esteira, veloz como um hipopótamo. Enquanto eu suava, Igor desabafou.
— Queria pedir a Júlia em casamento e lhe dar um anel de noivado, como se fazia antigamente. Mas todo mundo diz que é brega.
Aspirei mais uma golfada de ar e pedi a ele para me explicar. Segundo contou, namorava Júlia fazia cinco anos. Pretendia se casar até dezembro. Comprou alianças e um anel de cristal. Pensou em combinar um jantar com a família de ambos e pedi-la diante dos pais. Os amigos criticavam.
— Você acha que é cafona?
— Dá um segundo, não consigo respirar!
— respondi, nos minutos finais da corrida.
Terminei a esteira. Particularmente, admiro os delicados rituais do passado. Aconselhei:
— Faça tudo como pensou. Ela nunca vai esquecer. E, se for brega, qual o problema?
Na semana seguinte, não resisti:
— Como foi?
Seus olhos faiscaram:
— Maravilhoso!
Preparou a surpresa. Combinou tudo com os pais da jovem e sua própria família. De tarde, a irmã de Júlia a levou para o salão de beleza. Igor só foi buscá-la quando todos estavam reunidos, à espera do casal. Em casa, diante das duas famílias, ela surpreendeu-se:
— O que você aprontou?
Igor ajoelhou-se. Nem lembra direito o que disse, de tão nervoso:
— Falei que a amava. Ofereci a ela o anel e perguntei se aceitava se casar comigo. Antes de ela responder, no entanto, queria ouvir seus pais.
Os futuros sogros brincaram, fingindo estar em dúvida. Mas logo concordaram. Júlia, em lágrimas, respondeu:
— Sim! Claro que sim!
Adorou o anel. Trocaram alianças. As mulheres presentes choraram. Em seguida, os noivos e as famílias comemoraram com um jantar.
— Você estava certo, ela nunca vai esquecer! Nem eu! — comentou. — Se você não tivesse dado o empurrão, nunca teria tido coragem!
Fiquei pensando: quantos suaves rituais do passado nós abandonamos hoje em dia? Gestos bonitos são tachados de bregas, de cafonas. Antes, as pessoas costumavam se vestir especialmente para ir ao teatro, ao cinema ou jantar fora. Os homens, principalmente, nem ligam mais para isso. Mas chegar bem-vestido a qualquer lugar é um ritual que faz bem e eleva a autoestima.
Também acho feio chegar sem presente a um aniversário, mesmo que seja só uma lembrancinha para dizer: “Pensei em você!”. Participar de batizados, de bodas de prata, oferecer um jantar a um amigo que conseguiu um bom emprego ou enviar flores para quem lançou um livro são delicadezas que muita gente acredita ultrapassadas. O mundo moderno é rápido, prático, e tantas pequenas coisas parecem ter perdido a razão de ser.
Mas eu acredito nesses rituais que marcam os bons momentos da vida. Rituais que estabelecem laços, expressam afeto, falam de emoções! Francamente, não tenho medo de ser tachado de brega, cafona ou coisa que o valha. Como disse a Igor, por que temer meras palavras?
A cerimônia de noivado do casal, com declaração e anel, está sendo comentada em todo o bairro. As amigas de Júlia suspiram, desejando que seus namorados sejam tão românticos quanto Igor. Ele também anda surpreso.
— Estou fazendo o maior sucesso — comentou, enquanto me botava para correr na esteira mais uma vez.
E concluiu:
— Nunca pensei que fosse tão bom ser romântico!
Walcyr Carrasco
Fonte: https://www.refletirpararefletir.com.br/4- cronicas-do-walcyr-carrasco
“Mas eu acredito nesses rituais que marcam os bons momentos da vida. Rituais que estabelecem laços, expressam afeto, falam de emoções! Francamente, não tenho medo de ser tachado de brega, cafona ou coisa que o valha. Como disse a Igor, por que temer meras palavras?”
O termo rituais no contexto do excerto tem a seguinte compreensão descrita:
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Texto: Romântico Ritual
Quando cheguei à academia, notei que meu personal trainer, Igor, mostrava rugas na testa. Não nego, fiquei curioso: saber da vida alheia é uma das minhas atividades prediletas.
— Tudo bem? — perguntei-lhe.
Ele apertou uns botões e desandei a correr na esteira, veloz como um hipopótamo. Enquanto eu suava, Igor desabafou.
— Queria pedir a Júlia em casamento e lhe dar um anel de noivado, como se fazia antigamente. Mas todo mundo diz que é brega.
Aspirei mais uma golfada de ar e pedi a ele para me explicar. Segundo contou, namorava Júlia fazia cinco anos. Pretendia se casar até dezembro. Comprou alianças e um anel de cristal. Pensou em combinar um jantar com a família de ambos e pedi-la diante dos pais. Os amigos criticavam.
— Você acha que é cafona?
— Dá um segundo, não consigo respirar!
— respondi, nos minutos finais da corrida.
Terminei a esteira. Particularmente, admiro os delicados rituais do passado. Aconselhei:
— Faça tudo como pensou. Ela nunca vai esquecer. E, se for brega, qual o problema?
Na semana seguinte, não resisti:
— Como foi?
Seus olhos faiscaram:
— Maravilhoso!
Preparou a surpresa. Combinou tudo com os pais da jovem e sua própria família. De tarde, a irmã de Júlia a levou para o salão de beleza. Igor só foi buscá-la quando todos estavam reunidos, à espera do casal. Em casa, diante das duas famílias, ela surpreendeu-se:
— O que você aprontou?
Igor ajoelhou-se. Nem lembra direito o que disse, de tão nervoso:
— Falei que a amava. Ofereci a ela o anel e perguntei se aceitava se casar comigo. Antes de ela responder, no entanto, queria ouvir seus pais.
Os futuros sogros brincaram, fingindo estar em dúvida. Mas logo concordaram. Júlia, em lágrimas, respondeu:
— Sim! Claro que sim!
Adorou o anel. Trocaram alianças. As mulheres presentes choraram. Em seguida, os noivos e as famílias comemoraram com um jantar.
— Você estava certo, ela nunca vai esquecer! Nem eu! — comentou. — Se você não tivesse dado o empurrão, nunca teria tido coragem!
Fiquei pensando: quantos suaves rituais do passado nós abandonamos hoje em dia? Gestos bonitos são tachados de bregas, de cafonas. Antes, as pessoas costumavam se vestir especialmente para ir ao teatro, ao cinema ou jantar fora. Os homens, principalmente, nem ligam mais para isso. Mas chegar bem-vestido a qualquer lugar é um ritual que faz bem e eleva a autoestima.
Também acho feio chegar sem presente a um aniversário, mesmo que seja só uma lembrancinha para dizer: “Pensei em você!”. Participar de batizados, de bodas de prata, oferecer um jantar a um amigo que conseguiu um bom emprego ou enviar flores para quem lançou um livro são delicadezas que muita gente acredita ultrapassadas. O mundo moderno é rápido, prático, e tantas pequenas coisas parecem ter perdido a razão de ser.
Mas eu acredito nesses rituais que marcam os bons momentos da vida. Rituais que estabelecem laços, expressam afeto, falam de emoções! Francamente, não tenho medo de ser tachado de brega, cafona ou coisa que o valha. Como disse a Igor, por que temer meras palavras?
A cerimônia de noivado do casal, com declaração e anel, está sendo comentada em todo o bairro. As amigas de Júlia suspiram, desejando que seus namorados sejam tão românticos quanto Igor. Ele também anda surpreso.
— Estou fazendo o maior sucesso — comentou, enquanto me botava para correr na esteira mais uma vez.
E concluiu:
— Nunca pensei que fosse tão bom ser romântico!
Walcyr Carrasco
Fonte: https://www.refletirpararefletir.com.br/4- cronicas-do-walcyr-carrasco
“Aspirei mais uma golfada de ar e pedi a ele para me explicar. Segundo contou, namorava Júlia fazia cinco anos. Pretendia se casar até dezembro. Comprou alianças e um anel de cristal. Pensou em combinar um jantar com a família de ambos e pedi-la diante dos pais. Os amigos criticavam.”
O vocábulo os, grifado e destacado no fragmento extraído do texto, está corretamente classificado em:
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Texto: Romântico Ritual
Quando cheguei à academia, notei que meu personal trainer, Igor, mostrava rugas na testa. Não nego, fiquei curioso: saber da vida alheia é uma das minhas atividades prediletas.
— Tudo bem? — perguntei-lhe.
Ele apertou uns botões e desandei a correr na esteira, veloz como um hipopótamo. Enquanto eu suava, Igor desabafou.
— Queria pedir a Júlia em casamento e lhe dar um anel de noivado, como se fazia antigamente. Mas todo mundo diz que é brega.
Aspirei mais uma golfada de ar e pedi a ele para me explicar. Segundo contou, namorava Júlia fazia cinco anos. Pretendia se casar até dezembro. Comprou alianças e um anel de cristal. Pensou em combinar um jantar com a família de ambos e pedi-la diante dos pais. Os amigos criticavam.
— Você acha que é cafona?
— Dá um segundo, não consigo respirar!
— respondi, nos minutos finais da corrida.
Terminei a esteira. Particularmente, admiro os delicados rituais do passado. Aconselhei:
— Faça tudo como pensou. Ela nunca vai esquecer. E, se for brega, qual o problema?
Na semana seguinte, não resisti:
— Como foi?
Seus olhos faiscaram:
— Maravilhoso!
Preparou a surpresa. Combinou tudo com os pais da jovem e sua própria família. De tarde, a irmã de Júlia a levou para o salão de beleza. Igor só foi buscá-la quando todos estavam reunidos, à espera do casal. Em casa, diante das duas famílias, ela surpreendeu-se:
— O que você aprontou?
Igor ajoelhou-se. Nem lembra direito o que disse, de tão nervoso:
— Falei que a amava. Ofereci a ela o anel e perguntei se aceitava se casar comigo. Antes de ela responder, no entanto, queria ouvir seus pais.
Os futuros sogros brincaram, fingindo estar em dúvida. Mas logo concordaram. Júlia, em lágrimas, respondeu:
— Sim! Claro que sim!
Adorou o anel. Trocaram alianças. As mulheres presentes choraram. Em seguida, os noivos e as famílias comemoraram com um jantar.
— Você estava certo, ela nunca vai esquecer! Nem eu! — comentou. — Se você não tivesse dado o empurrão, nunca teria tido coragem!
Fiquei pensando: quantos suaves rituais do passado nós abandonamos hoje em dia? Gestos bonitos são tachados de bregas, de cafonas. Antes, as pessoas costumavam se vestir especialmente para ir ao teatro, ao cinema ou jantar fora. Os homens, principalmente, nem ligam mais para isso. Mas chegar bem-vestido a qualquer lugar é um ritual que faz bem e eleva a autoestima.
Também acho feio chegar sem presente a um aniversário, mesmo que seja só uma lembrancinha para dizer: “Pensei em você!”. Participar de batizados, de bodas de prata, oferecer um jantar a um amigo que conseguiu um bom emprego ou enviar flores para quem lançou um livro são delicadezas que muita gente acredita ultrapassadas. O mundo moderno é rápido, prático, e tantas pequenas coisas parecem ter perdido a razão de ser.
Mas eu acredito nesses rituais que marcam os bons momentos da vida. Rituais que estabelecem laços, expressam afeto, falam de emoções! Francamente, não tenho medo de ser tachado de brega, cafona ou coisa que o valha. Como disse a Igor, por que temer meras palavras?
A cerimônia de noivado do casal, com declaração e anel, está sendo comentada em todo o bairro. As amigas de Júlia suspiram, desejando que seus namorados sejam tão românticos quanto Igor. Ele também anda surpreso.
— Estou fazendo o maior sucesso — comentou, enquanto me botava para correr na esteira mais uma vez.
E concluiu:
— Nunca pensei que fosse tão bom ser romântico!
Walcyr Carrasco
Fonte: https://www.refletirpararefletir.com.br/4- cronicas-do-walcyr-carrasco
“Aspirei mais uma golfada de ar e pedi a ele para me explicar. Segundo contou, namorava Júlia fazia cinco anos. Pretendia se casar até dezembro. Comprou alianças e um anel de cristal. Pensou em combinar um jantar com a família de ambos e pedi-la diante dos pais. Os amigos criticavam.”
A palavra até, grifada e destacada no fragmento extraído do texto tem a correta denominação em classes, descrito na alternativa:
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Texto: Romântico Ritual
Quando cheguei à academia, notei que meu personal trainer, Igor, mostrava rugas na testa. Não nego, fiquei curioso: saber da vida alheia é uma das minhas atividades prediletas.
— Tudo bem? — perguntei-lhe.
Ele apertou uns botões e desandei a correr na esteira, veloz como um hipopótamo. Enquanto eu suava, Igor desabafou.
— Queria pedir a Júlia em casamento e lhe dar um anel de noivado, como se fazia antigamente. Mas todo mundo diz que é brega.
Aspirei mais uma golfada de ar e pedi a ele para me explicar. Segundo contou, namorava Júlia fazia cinco anos. Pretendia se casar até dezembro. Comprou alianças e um anel de cristal. Pensou em combinar um jantar com a família de ambos e pedi-la diante dos pais. Os amigos criticavam.
— Você acha que é cafona?
— Dá um segundo, não consigo respirar!
— respondi, nos minutos finais da corrida.
Terminei a esteira. Particularmente, admiro os delicados rituais do passado. Aconselhei:
— Faça tudo como pensou. Ela nunca vai esquecer. E, se for brega, qual o problema?
Na semana seguinte, não resisti:
— Como foi?
Seus olhos faiscaram:
— Maravilhoso!
Preparou a surpresa. Combinou tudo com os pais da jovem e sua própria família. De tarde, a irmã de Júlia a levou para o salão de beleza. Igor só foi buscá-la quando todos estavam reunidos, à espera do casal. Em casa, diante das duas famílias, ela surpreendeu-se:
— O que você aprontou?
Igor ajoelhou-se. Nem lembra direito o que disse, de tão nervoso:
— Falei que a amava. Ofereci a ela o anel e perguntei se aceitava se casar comigo. Antes de ela responder, no entanto, queria ouvir seus pais.
Os futuros sogros brincaram, fingindo estar em dúvida. Mas logo concordaram. Júlia, em lágrimas, respondeu:
— Sim! Claro que sim!
Adorou o anel. Trocaram alianças. As mulheres presentes choraram. Em seguida, os noivos e as famílias comemoraram com um jantar.
— Você estava certo, ela nunca vai esquecer! Nem eu! — comentou. — Se você não tivesse dado o empurrão, nunca teria tido coragem!
Fiquei pensando: quantos suaves rituais do passado nós abandonamos hoje em dia? Gestos bonitos são tachados de bregas, de cafonas. Antes, as pessoas costumavam se vestir especialmente para ir ao teatro, ao cinema ou jantar fora. Os homens, principalmente, nem ligam mais para isso. Mas chegar bem-vestido a qualquer lugar é um ritual que faz bem e eleva a autoestima.
Também acho feio chegar sem presente a um aniversário, mesmo que seja só uma lembrancinha para dizer: “Pensei em você!”. Participar de batizados, de bodas de prata, oferecer um jantar a um amigo que conseguiu um bom emprego ou enviar flores para quem lançou um livro são delicadezas que muita gente acredita ultrapassadas. O mundo moderno é rápido, prático, e tantas pequenas coisas parecem ter perdido a razão de ser.
Mas eu acredito nesses rituais que marcam os bons momentos da vida. Rituais que estabelecem laços, expressam afeto, falam de emoções! Francamente, não tenho medo de ser tachado de brega, cafona ou coisa que o valha. Como disse a Igor, por que temer meras palavras?
A cerimônia de noivado do casal, com declaração e anel, está sendo comentada em todo o bairro. As amigas de Júlia suspiram, desejando que seus namorados sejam tão românticos quanto Igor. Ele também anda surpreso.
— Estou fazendo o maior sucesso — comentou, enquanto me botava para correr na esteira mais uma vez.
E concluiu:
— Nunca pensei que fosse tão bom ser romântico!
Walcyr Carrasco
Fonte: https://www.refletirpararefletir.com.br/4- cronicas-do-walcyr-carrasco
Leia o excerto a seguir com o desfecho do texto: “— Queria pedir a Júlia em casamento e lhe dar um anel de noivado, como se fazia antigamente. Mas todo mundo diz que é brega.” Neste fragmento textual há um sentimento por parte de Igor, o qual é possível corresponder ao descrito na alternativa:
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Texto: Romântico Ritual
Quando cheguei à academia, notei que meu personal trainer, Igor, mostrava rugas na testa. Não nego, fiquei curioso: saber da vida alheia é uma das minhas atividades prediletas.
— Tudo bem? — perguntei-lhe.
Ele apertou uns botões e desandei a correr na esteira, veloz como um hipopótamo. Enquanto eu suava, Igor desabafou.
— Queria pedir a Júlia em casamento e lhe dar um anel de noivado, como se fazia antigamente. Mas todo mundo diz que é brega.
Aspirei mais uma golfada de ar e pedi a ele para me explicar. Segundo contou, namorava Júlia fazia cinco anos. Pretendia se casar até dezembro. Comprou alianças e um anel de cristal. Pensou em combinar um jantar com a família de ambos e pedi-la diante dos pais. Os amigos criticavam.
— Você acha que é cafona?
— Dá um segundo, não consigo respirar!
— respondi, nos minutos finais da corrida.
Terminei a esteira. Particularmente, admiro os delicados rituais do passado. Aconselhei:
— Faça tudo como pensou. Ela nunca vai esquecer. E, se for brega, qual o problema?
Na semana seguinte, não resisti:
— Como foi?
Seus olhos faiscaram:
— Maravilhoso!
Preparou a surpresa. Combinou tudo com os pais da jovem e sua própria família. De tarde, a irmã de Júlia a levou para o salão de beleza. Igor só foi buscá-la quando todos estavam reunidos, à espera do casal. Em casa, diante das duas famílias, ela surpreendeu-se:
— O que você aprontou?
Igor ajoelhou-se. Nem lembra direito o que disse, de tão nervoso:
— Falei que a amava. Ofereci a ela o anel e perguntei se aceitava se casar comigo. Antes de ela responder, no entanto, queria ouvir seus pais.
Os futuros sogros brincaram, fingindo estar em dúvida. Mas logo concordaram. Júlia, em lágrimas, respondeu:
— Sim! Claro que sim!
Adorou o anel. Trocaram alianças. As mulheres presentes choraram. Em seguida, os noivos e as famílias comemoraram com um jantar.
— Você estava certo, ela nunca vai esquecer! Nem eu! — comentou. — Se você não tivesse dado o empurrão, nunca teria tido coragem!
Fiquei pensando: quantos suaves rituais do passado nós abandonamos hoje em dia? Gestos bonitos são tachados de bregas, de cafonas. Antes, as pessoas costumavam se vestir especialmente para ir ao teatro, ao cinema ou jantar fora. Os homens, principalmente, nem ligam mais para isso. Mas chegar bem-vestido a qualquer lugar é um ritual que faz bem e eleva a autoestima.
Também acho feio chegar sem presente a um aniversário, mesmo que seja só uma lembrancinha para dizer: “Pensei em você!”. Participar de batizados, de bodas de prata, oferecer um jantar a um amigo que conseguiu um bom emprego ou enviar flores para quem lançou um livro são delicadezas que muita gente acredita ultrapassadas. O mundo moderno é rápido, prático, e tantas pequenas coisas parecem ter perdido a razão de ser.
Mas eu acredito nesses rituais que marcam os bons momentos da vida. Rituais que estabelecem laços, expressam afeto, falam de emoções! Francamente, não tenho medo de ser tachado de brega, cafona ou coisa que o valha. Como disse a Igor, por que temer meras palavras?
A cerimônia de noivado do casal, com declaração e anel, está sendo comentada em todo o bairro. As amigas de Júlia suspiram, desejando que seus namorados sejam tão românticos quanto Igor. Ele também anda surpreso.
— Estou fazendo o maior sucesso — comentou, enquanto me botava para correr na esteira mais uma vez.
E concluiu:
— Nunca pensei que fosse tão bom ser romântico!
Walcyr Carrasco
Fonte: https://www.refletirpararefletir.com.br/4- cronicas-do-walcyr-carrasco
A respeito do Gênero textual de “Romântico Ritual” podemos afirmar que é caracterizado por texto de fácil compreensão, curto e objetivo, denominado Crônica. Também são características deste gênero textual o descrito na alternativa:
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A Portaria Nº 4.279, de 30 de dezembro de 2010, publicada pelo Ministério da Saúde, estabelece diretrizes para a organização da Rede de Atenção à Saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Em seu anexo, a portaria supracitada descreve que uma atenção primária de qualidade, como parte integrante da Rede de Atenção à Saúde estrutura-se segundo sete atributos: Primeiro Contato; Longitudinalidade; Integralidade; Coordenação; Centralidade na Família; Abordagem Familiar e Orientação Comunitária. Sobre o atributo “Longitudinalidade”:
Assinale a alternativa INCORRETA:
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O anexo da Portaria nº 4.279 trata-se de um documento que estabelece os fundamentos conceituais e operativos essenciais ao processo de organização da RAS- Rede de Atenção à Saúde no SUSSistema Único de Saúde, entendendo que o seu aprofundamento constituirá uma série de temas técnicos e organizacionais a serem desenvolvidos, em função da agenda de prioridades e da sua modelagem. Sobre as “Redes de Atenção à Saúde”:
Leia as afirmativas:
I. Definida como arranjos organizativos de ações e serviços de saúde, de diferentes densidades tecnológicas, que integradas por meio de sistemas de apoio técnico, logístico e de gestão, buscam garantir a integralidade do cuidado.
II. Tem como objetivo promover a integração sistêmica, de ações e serviços de saúde com provisão de atenção contínua, integral, de qualidade, responsável e humanizada, bem como incrementar o desempenho do Sistema, em termos de acesso, equidade, eficácia clínica e sanitária; e eficiência econômica.
III. Caracteriza-se pela formação de relações horizontais entre os pontos de atenção com o centro de comunicação na Atenção Primária à Saúde (APS), pela centralidade nas necessidades em saúde de uma população, pela responsabilização na atenção contínua e integral, pelo cuidado multiprofissional, pelo compartilhamento de objetivos e compromissos com os resultados sanitários e econômicos.
IV. Fundamenta-se na compreensão da APS-Atenção Primária à Saúde como primeiro nível de atenção, enfatizando a função resolutiva dos cuidados primários sobre os problemas mais comuns de saúde e a partir do qual se realiza e coordena o cuidado em todos os pontos de atenção.
Assinale a alternativa CORRETA:
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