Os concluintes do curso de Pedagogia de um município
paulista decidiram encerrar suas atividades acadêmicas realizando uma Semana Didático-Cultural. Almeida,
professor convidado a fazer uma das palestras, desenvolveu sua exposição sobre “O papel do brincar na educação infantil” a partir da obra de Janet R. Moyles, 2002,
o que muito interessou os participantes do evento. Ele
teceu várias considerações sobre o tema e, entre elas
destacou, conforme Moyles, que “o brincar não é um
escape da vida, é uma parte integral da vida e nos permite compreender melhor a nós mesmos e a nossa vida”.
Passando para o contexto da escola, ele explicou que, aí,
as habilidades e necessidades básicas precisam operar
juntas. É por isso que o brincar é tão vital e que certas
necessidades básicas podem ser livremente satisfeitas
pelo brincar livre, e algumas habilidades, também, podem
ser desenvolvidas da mesma maneira, enquanto outras
Visando à qualidade do trabalho com crianças de 3 a 5
anos, Oliveira (2012) destaca a relevância do planejamento das atividades curriculares por meio de projetos
coletivos que podem contribuir para a aprendizagem dos
alunos, garantindo-lhes experiências que ampliem sua
confiança e sua participação nas atividades individuais e
coletivas. A referida autora apresenta diversos exemplos
de projetos, entre eles o brincar com parlendas, cantigas
e brincadeiras tradicionais que proporcionam às crianças
a ampliação da linguagem verbal e de
As orientações apresentadas no RCNEI (1998), vol. 1,
destacam a importância da organização de situações de
aprendizagens orientadas, ou seja, com a intervenção
direta do professor, isso porque elas permitem que as
crianças trabalhem com diferentes linguagens, experimentem e aprendam com
Daniele é professora de uma escola de educação infantil
e trabalha com crianças na faixa de 4 anos de idade.
Entre as atividades desenvolvidas com seus alunos, com o
objetivo de “ensinar” o número, propôs a brincadeira “Amarelinha” porque ela faz parte do universo infantil, sendo
bastante significativa para as crianças. Pode-se dizer que,
na perspectiva de Kamii (1987), a escolha de Daniele foi
adequada porque ao ter como objetivo “ensinar” o número,
o que se pretende é a construção mental que a criança faz
de número, construção essa que não pode ser ensinada
diretamente, devendo o professor, prioritariamente,
A equipe técnica da Secretaria da Educação de Caucaia
do Sul, sabedora da necessidade de o docente estar em
constante processo de formação, amparou-se no Referencial Curricular para a Educação Infantil – RCNEI, 1998,
vol. 1, para elaborar um projeto voltado à formação
continuada dos professores de educação infantil. Esse
projeto teve a organização dos espaços como cerne
e como apoio teórico à obra de Horn (2004). A escolha
dessa obra deveu-se ao fato de a autora entender que
é no espaço físico que a criança consegue estabelecer
relações entre o mundo e as pessoas, transformando-o
em um pano de fundo no qual se inserem emoções; nessa
dimensão, o espaço é entendido como algo conjugado ao
ambiente e vice-versa. Todavia, alerta Horn, é importante esclarecer que essa relação não se constitui de forma
linear, visto que em um mesmo espaço pode-se ter ambientes diferentes, pois a semelhança entre eles não significa que sejam iguais. Eles se definem com
Edson leciona para crianças de 5 anos numa escola
de educação infantil de Birigui. Com o objetivo de auxiliar
as crianças a construírem as noções de grandezas e medidas, ele consultou o Referencial Curricular Nacional de
Educação Infantil (RCNEI), 1998, vol. 3, e, apoiando-se
nele, propôs atividades que possibilitassem às crianças
fazer uso de unidades de medida de comprimento não
convencionais, como passos, pedaços de barbante ou
palitos, em situações nas quais precisavam comparar
distâncias ou tamanhos. Essas atividades levaram as
crianças a um desconforto, pois embora todas medissem
uma mesma coisa, cada qual chegava a um resultado.
De acordo com o RCNEI, vol. 3, diante desse desconforto,
evidencia-se a necessidade de
Hortência, aluna do último ano de Pedagogia, examinou
a obra de Janet R. Moyles, 2002, “Só brincar? O papel
do brincar na educação infantil”, buscando referências
para suas reflexões de estágio na pré-escola. Constatou
que, conforme a autora, os professores sabem o que está
acontecendo dentro de sua sala de aula, mas de forma
bastante intuitiva. A partir da análise da questão do brincar, na educação infantil, Hortência concluiu, acertadamente, que esse conhecimento intuitivo dos professores
oferece um entendimento limitado da sala de aula, o qual,
para compreender inteiramente as necessidades, expectativas e os requerimentos de aprendizagens, precisa ser
apoiado
Cleide iniciou suas atividades de docência na educação infantil, no presente ano, e aproveita, seriamente, os estudos
em grupo, realizados no horário de trabalho coletivo na escola. Ela vem analisando e relacionando as contribuições
de Ferreiro, 2001, e as do Referencial Curricular Nacional
para a Educação Infantil, 1998, RCNEI – vol. 3. Graças a
isso, compreendeu que o desenvolvimento da leitura e da
escrita começa antes da escolarização e sua aprendizagem envolve a construção de um esquema conceitual que
permite interpretar dados prévios e novos dados, isto é,
que pode receber informação e transformá-la em conhecimento. Reconhecendo que Ferreiro embasa o RCNEI,
Cleide e suas colegas estão aplicando suas orientações
didáticas nas atividades de aprendizagem da leitura e da
escrita com seus alunos. Dentre outras contribuições dos
documentos citados, passaram a considerar que
Considere o parágrafo que segue para interpretar e responder
à questão.
Nas últimas décadas, no Brasil e no mundo, houve
expansão da educação infantil, acompanhando a intensificação da urbanização, a participação da mulher no mercado
de trabalho e as mudanças na organização e estrutura das
famílias, como exposto no Referencial Curricular Nacional
para a Educação Infantil – RCNEI (1998). Além disso, afirma-se, nesse mesmo documento, que o avanço no conhecimento sobre o desenvolvimento do ser humano, desde seu
nascimento, deixou a sociedade mais consciente da importância das experiências na primeira infância, o que acarreta
demandas por uma educação institucional para crianças de
zero a seis anos.
Os Referenciais Curriculares Nacionais para a Educação Infantil – RCNEI (1998), volumes 1, 2 e 3, apresentam-se como orientações voltadas a dialogar com
os sujeitos envolvidos na educação das crianças.
Esses Referenciais levam em consideração as práticas sociais, as políticas públicas e a sistematização de
conhecimentos pertinentes a essa etapa educacional
e, ainda que não obrigatórios, destinam-se a oferecer
referências nacionais, diagnosticadas como necessárias, diante da desigualdade de condições institucionais
em que a educação infantil é oferecida, para a garantia
da qualidade da educação infantil, de modo que essas
instituições possam cumprir, em complementaridade
com a família, sua finalidade de
De acordo com os Referenciais Nacionais para Educação Infantil (1998), as escolas para as crianças pequenas
precisam considerar, no seu projeto pedagógico, que a
educação poderá auxiliar o desenvolvimento da capacidade de apropriação de conhecimento e das potencialidades corporais, afetivas, emocionais, estéticas e éticas,
com vistas a contribuir para a formação de crianças felizes e saudáveis. Nessa perspectiva, é correto afirmar
que as funções de educar e de cuidar