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A Meta 18 do Plano Nacional de Educação (Lei nº 13.005/2014) obriga que a União, os estados, municípios e Distrito Federal garantam planos de carreira e remuneração para os profissionais da educação escolar básica pública, denominação definida no artigo 61 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN 9.394/96). São estratégias para o cumprimento da meta 18 do Plano Nacional de Educação (PNE), EXCETO:

 

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Além do reconhecimento do direito dos índios de manterem a sua identidade cultural, a Constituição de 1988 lhes garante, no artigo 210, o uso de suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem, cabendo ao Estado proteger as manifestações das culturas indígenas. Esses dispositivos abriram a possibilidade para que a escola indígena constitua-se em instrumento de valorização das línguas, dos saberes e das tradições indígenas e deixe de ser instrumento de imposição dos valores culturais da sociedade envolvente. Analise as afirmativas a seguir sobre a Educação Indígena.

I. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN 9.394/96) menciona, de forma explícita, a educação escolar para os povos indígenas na parte do Ensino Fundamental, no artigo 32, estabelecendo que seu ensino será ministrado em Língua Portuguesa, mas assegura às comunidades indígenas a utilização de suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem.

II. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN 9.394/96) determina a articulação dos sistemas de ensino para a elaboração de programas integrados de ensino e pesquisa, que contem com a participação das comunidades indígenas em sua formulação e tenham como objetivo desenvolver currículos específicos, neles incluindo os conteúdos culturais correspondentes às respectivas comunidades.

III. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN 9.394/96) não prevê a formação de pessoal especializado para atuar nessa área e a elaboração e publicação de materiais didáticos específicos e diferenciados.

IV. A Educação Escolar Indígena deverá ter um tratamento diferenciado do das demais escolas dos sistemas de ensino, o que é enfatizado pela prática do bilingüismo e da interculturalidade.

V. Estão CORRETAS as afirmativas:

 

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De acordo com a Lei 13.005/04, o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica, coordenado pela União, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, constituirá fonte de informação para a avaliação da qualidade da educação básica e para a orientação das políticas públicas desse nível de ensino. Nesse sentido, analise as afirmativas a seguir assinalando V para as verdadeiras e F para as falsas.

( ) O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica produzirá, no máximo a cada 3 (três) anos indicadores de rendimento escolar, referentes ao desempenho dos (as) estudantes apurado em exames nacionais de avaliação, com participação de pelo menos 80% (oitenta por cento) dos (as) alunos (as) de cada ano escolar periodicamente avaliado em cada escola, e aos dados pertinentes apurados pelo censo escolar da educação básica.

( ) O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica produzirá, no máximo a cada 2 (dois) anos indicadores de avaliação institucional, relativos a características como o perfil do alunado e do corpo dos (as) profissionais da educação, as relações entre dimensão do corpo docente, do corpo técnico e do corpo discente, a infraestrutura das escolas, os recursos pedagógicos disponíveis e os processos da gestão, entre outras relevantes.

( ) A elaboração e a divulgação de índices para avaliação da qualidade, como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica - IDEB, que agreguem os indicadores previstos no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica elidem a obrigatoriedade de divulgação, em separado, de cada um deles.

( ) Cabem ao Inep a elaboração e o cálculo do Ideb e dos indicadores referidos no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica.

A sequência CORRETA é:

 

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As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil articulam-se às Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica e reúnem princípios, fundamentos e procedimentos definidos pela Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, para orientar as políticas públicas e a elaboração, planejamento, execução e avaliação de propostas pedagógicas e curriculares de Educação Infantil. Na observância das Diretrizes, a proposta pedagógica das instituições de Educação Infantil deve garantir que elas cumpram plenamente sua função sociopolítica e pedagógica, EXCETO:

 

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AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO

TEXTO


  • Não quero aqui contestar o fato de que os colonos europeus tenham usado trabalho escravo africano durante
  • séculos no Brasil. Negros eram capturados de suas tribos na África, cruzavam o Oceano Atlântico em condições
  • precárias, eram vendidos e forçados a trabalhar para seus senhores brancos por gerações até o fim do Império.
  • As consequências morais desse triste capítulo da história podem ser analisadas por duas óticas diferentes. A
  • primeira é a adotada pela esquerda em geral e pelo movimento ativista negro em particular, que acredita que ações e
  • responsabilidades são atribuídas a grupos de pessoas com características comuns. Por essa ótica, o fato de brancos terem
  • escravizado negros criou uma dívida moral e histórica entre esses dois grupos, que deve ser paga por quem hoje é branco
  • para quem hoje é negro.
  • Essa análise fundamentaria as discriminações (sob o eufemismo de ações afirmativas) que vemos hoje,
  • particularmente a reserva de vagas para negros em universidades e concursos públicos, sob pretexto de acerto dessa
  • dívida histórica.
  • A segunda ótica com que podemos ver a questão é a ótica libertária. Por ela, direitos, obrigações, ações e
  • responsabilidades são atribuídas a cada pessoa individualmente — não a grupos de pessoas. Ninguém, em hipótese
  • alguma, é chamado para reparar um mal causado por outra pessoa, mesmo que ambos compartilhem a mesma cor da
  • pele, sejam da mesma família, sejam amigos, ou torçam para o mesmo time. Jamais.
  • Olhando por esse prisma, não haveria dívida histórica moral dos brancos de hoje para os negros de hoje,
  • exatamente porque esses brancos não são obrigados a pagar por injustiças cometidas por outros brancos; e mesmo que
  • fossem, não seria para os negros de hoje, que também são outros que não aqueles que foram vítimas da escravidão.
  • Ativistas do movimento negro, quando confrontados com essa argumentação, trocam o discurso moral pelo
  • material. Segundo eles, o trabalho escravo negro beneficiou materialmente os brancos, e essa riqueza permitiu que os
  • descendentes dos senhores de escravos estejam injustamente em melhor situação financeira do que os descendentes dos
  • escravos. Aqui, haveria novamente uma dívida histórica a saldar.
  • O problema desse argumento é que ele repousa sobre uma visão curiosamente estreita da história. Eu mesmo
  • tive a oportunidade de visitar o Zimbábue, na África, e andei em meio às ruínas do Reino do Zimbábue dos séculos 13
  • a 15. Visitei a câmara onde eram mantidos os escravos, o local onde eram mantidas todas as mulheres do rei, e as
  • fortificações que defendiam o rei de invasores externos.
  • Também estive na Etiópia, em meio a ruínas e belíssimas igrejas onde outrora fora o Império Etíope que durou
  • impressionantes 800 anos até o final do século 20. Como em quase todo o resto da África, o império escravizou, por
  • milhares de anos, outros povos que conquistava.
  • Entre os europeus, por milênios, pessoas eram feitas escravas por dívidas ou guerra. Uma proporção
  • significativa da população urbana da Grécia antiga era formada por escravos, quase todos brancos. Roma também
  • incorporava novos escravos a seu império por onde avançava, brancos ou negros do norte da África. Romanos brancos
  • que caíssem reféns em guerras com povos africanos também eram escravizados.
  • Os próprios negros, no Brasil, quando conseguiam sua libertação, tentavam comprar ou capturar outros negros
  • como escravos. Zumbi, herói do movimento negro, foi tanto escravo como senhor de escravo — muitos outros também.
  • Como decidir de que lado da dívida histórica estão seus atuais descendentes?
  • Uma visão mais abrangente e menos maniqueísta da história nos mostra, portanto, que a escravidão foi prática
  • recorrente por muito da existência humana. Não tenho dados para embasar essa afirmação (nem seria possível tê-los),
  • mas se formos levar a sério esse argumento de beneficiamento material por escravidão e traçar a árvore genealógica de
  • cada um de nós até o começo dos tempos, tenho certeza que todos nós temos ascendentes que já foram escravos, e todos
  • nós temos também ascendentes que já foram senhores de escravos. Todos nós, brancos e negros, já enriquecemos
  • injustamente, e injustamente enriquecemos outros. O que nos diferencia, por esse critério, é a proporção entre cada um
  • dos dois — igualmente impossível de se determinar para cada indivíduo.
  • Por fim, nem todos os brancos que hoje vivem no Brasil são descendentes de senhores de escravos do Império.
  • Muitos imigrantes chegaram no século passado e não se beneficiaram em nada com o trabalho escravo dos negros de
  • séculos anteriores. Mesmo assim, na visão do movimento ativista negro, seus descendentes têm uma dívida histórica
  • com os negros.
  • Isso para não falar de toda a mistura entre raças e entre correntes migratórias que é o nosso povo brasileiro. É
  • fácil perceber que é impraticável desenhar políticas públicas verdadeiramente preocupadas em corrigir qualquer tipo de
  • injustiça que a escravidão tenha causado. A história da humanidade é recheada de atrocidades de todo tipo, condenáveis
  • por qualquer pessoa com um mínimo de sensibilidade — e, muito mais importante, com a visão de mundo liberal que
  • temos hoje.
  • Não há como saber quem é mais vítima e quem é mais agressor, mesmo que se escolha enxergar pela ótica
  • coletivista de responsabilidades. Reconhecer que essas atrocidades aconteceram, mas que não há nada que possa ser
  • feito para compensar suas reais vítimas é o primeiro passo para evoluirmos rumo a uma sociedade próspera para todos,
  • pacífica e com menos rancor. Em muitos lugares do mundo, longe das universidades públicas brasileiras, nada ou muito
  • pouco se evoluiu nesse sentido. Não façamos o mesmo.

  • POR FELIPE LUNGOV – FONTE: https://www.institutoliberal.org.br/blog/o-mito-da-divida-historica-entre-brancos-e-negros/

    A frase “Não façamos o mesmo.” (L.57) constitui

     

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    AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO

    TEXTO


  • Não quero aqui contestar o fato de que os colonos europeus tenham usado trabalho escravo africano durante
  • séculos no Brasil. Negros eram capturados de suas tribos na África, cruzavam o Oceano Atlântico em condições
  • precárias, eram vendidos e forçados a trabalhar para seus senhores brancos por gerações até o fim do Império.
  • As consequências morais desse triste capítulo da história podem ser analisadas por duas óticas diferentes. A
  • primeira é a adotada pela esquerda em geral e pelo movimento ativista negro em particular, que acredita que ações e
  • responsabilidades são atribuídas a grupos de pessoas com características comuns. Por essa ótica, o fato de brancos terem
  • escravizado negros criou uma dívida moral e histórica entre esses dois grupos, que deve ser paga por quem hoje é branco
  • para quem hoje é negro.
  • Essa análise fundamentaria as discriminações (sob o eufemismo de ações afirmativas) que vemos hoje,
  • particularmente a reserva de vagas para negros em universidades e concursos públicos, sob pretexto de acerto dessa
  • dívida histórica.
  • A segunda ótica com que podemos ver a questão é a ótica libertária. Por ela, direitos, obrigações, ações e
  • responsabilidades são atribuídas a cada pessoa individualmente — não a grupos de pessoas. Ninguém, em hipótese
  • alguma, é chamado para reparar um mal causado por outra pessoa, mesmo que ambos compartilhem a mesma cor da
  • pele, sejam da mesma família, sejam amigos, ou torçam para o mesmo time. Jamais.
  • Olhando por esse prisma, não haveria dívida histórica moral dos brancos de hoje para os negros de hoje,
  • exatamente porque esses brancos não são obrigados a pagar por injustiças cometidas por outros brancos; e mesmo que
  • fossem, não seria para os negros de hoje, que também são outros que não aqueles que foram vítimas da escravidão.
  • Ativistas do movimento negro, quando confrontados com essa argumentação, trocam o discurso moral pelo
  • material. Segundo eles, o trabalho escravo negro beneficiou materialmente os brancos, e essa riqueza permitiu que os
  • descendentes dos senhores de escravos estejam injustamente em melhor situação financeira do que os descendentes dos
  • escravos. Aqui, haveria novamente uma dívida histórica a saldar.
  • O problema desse argumento é que ele repousa sobre uma visão curiosamente estreita da história. Eu mesmo
  • tive a oportunidade de visitar o Zimbábue, na África, e andei em meio às ruínas do Reino do Zimbábue dos séculos 13
  • a 15. Visitei a câmara onde eram mantidos os escravos, o local onde eram mantidas todas as mulheres do rei, e as
  • fortificações que defendiam o rei de invasores externos.
  • Também estive na Etiópia, em meio a ruínas e belíssimas igrejas onde outrora fora o Império Etíope que durou
  • impressionantes 800 anos até o final do século 20. Como em quase todo o resto da África, o império escravizou, por
  • milhares de anos, outros povos que conquistava.
  • Entre os europeus, por milênios, pessoas eram feitas escravas por dívidas ou guerra. Uma proporção
  • significativa da população urbana da Grécia antiga era formada por escravos, quase todos brancos. Roma também
  • incorporava novos escravos a seu império por onde avançava, brancos ou negros do norte da África. Romanos brancos
  • que caíssem reféns em guerras com povos africanos também eram escravizados.
  • Os próprios negros, no Brasil, quando conseguiam sua libertação, tentavam comprar ou capturar outros negros
  • como escravos. Zumbi, herói do movimento negro, foi tanto escravo como senhor de escravo — muitos outros também.
  • Como decidir de que lado da dívida histórica estão seus atuais descendentes?
  • Uma visão mais abrangente e menos maniqueísta da história nos mostra, portanto, que a escravidão foi prática
  • recorrente por muito da existência humana. Não tenho dados para embasar essa afirmação (nem seria possível tê-los),
  • mas se formos levar a sério esse argumento de beneficiamento material por escravidão e traçar a árvore genealógica de
  • cada um de nós até o começo dos tempos, tenho certeza que todos nós temos ascendentes que já foram escravos, e todos
  • nós temos também ascendentes que já foram senhores de escravos. Todos nós, brancos e negros, já enriquecemos
  • injustamente, e injustamente enriquecemos outros. O que nos diferencia, por esse critério, é a proporção entre cada um
  • dos dois — igualmente impossível de se determinar para cada indivíduo.
  • Por fim, nem todos os brancos que hoje vivem no Brasil são descendentes de senhores de escravos do Império.
  • Muitos imigrantes chegaram no século passado e não se beneficiaram em nada com o trabalho escravo dos negros de
  • séculos anteriores. Mesmo assim, na visão do movimento ativista negro, seus descendentes têm uma dívida histórica
  • com os negros.
  • Isso para não falar de toda a mistura entre raças e entre correntes migratórias que é o nosso povo brasileiro. É
  • fácil perceber que é impraticável desenhar políticas públicas verdadeiramente preocupadas em corrigir qualquer tipo de
  • injustiça que a escravidão tenha causado. A história da humanidade é recheada de atrocidades de todo tipo, condenáveis
  • por qualquer pessoa com um mínimo de sensibilidade — e, muito mais importante, com a visão de mundo liberal que
  • temos hoje.
  • Não há como saber quem é mais vítima e quem é mais agressor, mesmo que se escolha enxergar pela ótica
  • coletivista de responsabilidades. Reconhecer que essas atrocidades aconteceram, mas que não há nada que possa ser
  • feito para compensar suas reais vítimas é o primeiro passo para evoluirmos rumo a uma sociedade próspera para todos,
  • pacífica e com menos rancor. Em muitos lugares do mundo, longe das universidades públicas brasileiras, nada ou muito
  • pouco se evoluiu nesse sentido. Não façamos o mesmo.

  • POR FELIPE LUNGOV – FONTE: https://www.institutoliberal.org.br/blog/o-mito-da-divida-historica-entre-brancos-e-negros/

    Há correspondência modo-temporal entre a forma verbal simples “fora” (L.27) e a composta em

     

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    AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO

    TEXTO


  • Não quero aqui contestar o fato de que os colonos europeus tenham usado trabalho escravo africano durante
  • séculos no Brasil. Negros eram capturados de suas tribos na África, cruzavam o Oceano Atlântico em condições
  • precárias, eram vendidos e forçados a trabalhar para seus senhores brancos por gerações até o fim do Império.
  • As consequências morais desse triste capítulo da história podem ser analisadas por duas óticas diferentes. A
  • primeira é a adotada pela esquerda em geral e pelo movimento ativista negro em particular, que acredita que ações e
  • responsabilidades são atribuídas a grupos de pessoas com características comuns. Por essa ótica, o fato de brancos terem
  • escravizado negros criou uma dívida moral e histórica entre esses dois grupos, que deve ser paga por quem hoje é branco
  • para quem hoje é negro.
  • Essa análise fundamentaria as discriminações (sob o eufemismo de ações afirmativas) que vemos hoje,
  • particularmente a reserva de vagas para negros em universidades e concursos públicos, sob pretexto de acerto dessa
  • dívida histórica.
  • A segunda ótica com que podemos ver a questão é a ótica libertária. Por ela, direitos, obrigações, ações e
  • responsabilidades são atribuídas a cada pessoa individualmente — não a grupos de pessoas. Ninguém, em hipótese
  • alguma, é chamado para reparar um mal causado por outra pessoa, mesmo que ambos compartilhem a mesma cor da
  • pele, sejam da mesma família, sejam amigos, ou torçam para o mesmo time. Jamais.
  • Olhando por esse prisma, não haveria dívida histórica moral dos brancos de hoje para os negros de hoje,
  • exatamente porque esses brancos não são obrigados a pagar por injustiças cometidas por outros brancos; e mesmo que
  • fossem, não seria para os negros de hoje, que também são outros que não aqueles que foram vítimas da escravidão.
  • Ativistas do movimento negro, quando confrontados com essa argumentação, trocam o discurso moral pelo
  • material. Segundo eles, o trabalho escravo negro beneficiou materialmente os brancos, e essa riqueza permitiu que os
  • descendentes dos senhores de escravos estejam injustamente em melhor situação financeira do que os descendentes dos
  • escravos. Aqui, haveria novamente uma dívida histórica a saldar.
  • O problema desse argumento é que ele repousa sobre uma visão curiosamente estreita da história. Eu mesmo
  • tive a oportunidade de visitar o Zimbábue, na África, e andei em meio às ruínas do Reino do Zimbábue dos séculos 13
  • a 15. Visitei a câmara onde eram mantidos os escravos, o local onde eram mantidas todas as mulheres do rei, e as
  • fortificações que defendiam o rei de invasores externos.
  • Também estive na Etiópia, em meio a ruínas e belíssimas igrejas onde outrora fora o Império Etíope que durou
  • impressionantes 800 anos até o final do século 20. Como em quase todo o resto da África, o império escravizou, por
  • milhares de anos, outros povos que conquistava.
  • Entre os europeus, por milênios, pessoas eram feitas escravas por dívidas ou guerra. Uma proporção
  • significativa da população urbana da Grécia antiga era formada por escravos, quase todos brancos. Roma também
  • incorporava novos escravos a seu império por onde avançava, brancos ou negros do norte da África. Romanos brancos
  • que caíssem reféns em guerras com povos africanos também eram escravizados.
  • Os próprios negros, no Brasil, quando conseguiam sua libertação, tentavam comprar ou capturar outros negros
  • como escravos. Zumbi, herói do movimento negro, foi tanto escravo como senhor de escravo — muitos outros também.
  • Como decidir de que lado da dívida histórica estão seus atuais descendentes?
  • Uma visão mais abrangente e menos maniqueísta da história nos mostra, portanto, que a escravidão foi prática
  • recorrente por muito da existência humana. Não tenho dados para embasar essa afirmação (nem seria possível tê-los),
  • mas se formos levar a sério esse argumento de beneficiamento material por escravidão e traçar a árvore genealógica de
  • cada um de nós até o começo dos tempos, tenho certeza que todos nós temos ascendentes que já foram escravos, e todos
  • nós temos também ascendentes que já foram senhores de escravos. Todos nós, brancos e negros, já enriquecemos
  • injustamente, e injustamente enriquecemos outros. O que nos diferencia, por esse critério, é a proporção entre cada um
  • dos dois — igualmente impossível de se determinar para cada indivíduo.
  • Por fim, nem todos os brancos que hoje vivem no Brasil são descendentes de senhores de escravos do Império.
  • Muitos imigrantes chegaram no século passado e não se beneficiaram em nada com o trabalho escravo dos negros de
  • séculos anteriores. Mesmo assim, na visão do movimento ativista negro, seus descendentes têm uma dívida histórica
  • com os negros.
  • Isso para não falar de toda a mistura entre raças e entre correntes migratórias que é o nosso povo brasileiro. É
  • fácil perceber que é impraticável desenhar políticas públicas verdadeiramente preocupadas em corrigir qualquer tipo de
  • injustiça que a escravidão tenha causado. A história da humanidade é recheada de atrocidades de todo tipo, condenáveis
  • por qualquer pessoa com um mínimo de sensibilidade — e, muito mais importante, com a visão de mundo liberal que
  • temos hoje.
  • Não há como saber quem é mais vítima e quem é mais agressor, mesmo que se escolha enxergar pela ótica
  • coletivista de responsabilidades. Reconhecer que essas atrocidades aconteceram, mas que não há nada que possa ser
  • feito para compensar suas reais vítimas é o primeiro passo para evoluirmos rumo a uma sociedade próspera para todos,
  • pacífica e com menos rancor. Em muitos lugares do mundo, longe das universidades públicas brasileiras, nada ou muito
  • pouco se evoluiu nesse sentido. Não façamos o mesmo.

  • POR FELIPE LUNGOV – FONTE: https://www.institutoliberal.org.br/blog/o-mito-da-divida-historica-entre-brancos-e-negros/

    A alternativa cuja expressão transcrita funciona como agente da ação verbal é a

     

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    AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO

    TEXTO


  • Não quero aqui contestar o fato de que os colonos europeus tenham usado trabalho escravo africano durante
  • séculos no Brasil. Negros eram capturados de suas tribos na África, cruzavam o Oceano Atlântico em condições
  • precárias, eram vendidos e forçados a trabalhar para seus senhores brancos por gerações até o fim do Império.
  • As consequências morais desse triste capítulo da história podem ser analisadas por duas óticas diferentes. A
  • primeira é a adotada pela esquerda em geral e pelo movimento ativista negro em particular, que acredita que ações e
  • responsabilidades são atribuídas a grupos de pessoas com características comuns. Por essa ótica, o fato de brancos terem
  • escravizado negros criou uma dívida moral e histórica entre esses dois grupos, que deve ser paga por quem hoje é branco
  • para quem hoje é negro.
  • Essa análise fundamentaria as discriminações (sob o eufemismo de ações afirmativas) que vemos hoje,
  • particularmente a reserva de vagas para negros em universidades e concursos públicos, sob pretexto de acerto dessa
  • dívida histórica.
  • A segunda ótica com que podemos ver a questão é a ótica libertária. Por ela, direitos, obrigações, ações e
  • responsabilidades são atribuídas a cada pessoa individualmente — não a grupos de pessoas. Ninguém, em hipótese
  • alguma, é chamado para reparar um mal causado por outra pessoa, mesmo que ambos compartilhem a mesma cor da
  • pele, sejam da mesma família, sejam amigos, ou torçam para o mesmo time. Jamais.
  • Olhando por esse prisma, não haveria dívida histórica moral dos brancos de hoje para os negros de hoje,
  • exatamente porque esses brancos não são obrigados a pagar por injustiças cometidas por outros brancos; e mesmo que
  • fossem, não seria para os negros de hoje, que também são outros que não aqueles que foram vítimas da escravidão.
  • Ativistas do movimento negro, quando confrontados com essa argumentação, trocam o discurso moral pelo
  • material. Segundo eles, o trabalho escravo negro beneficiou materialmente os brancos, e essa riqueza permitiu que os
  • descendentes dos senhores de escravos estejam injustamente em melhor situação financeira do que os descendentes dos
  • escravos. Aqui, haveria novamente uma dívida histórica a saldar.
  • O problema desse argumento é que ele repousa sobre uma visão curiosamente estreita da história. Eu mesmo
  • tive a oportunidade de visitar o Zimbábue, na África, e andei em meio às ruínas do Reino do Zimbábue dos séculos 13
  • a 15. Visitei a câmara onde eram mantidos os escravos, o local onde eram mantidas todas as mulheres do rei, e as
  • fortificações que defendiam o rei de invasores externos.
  • Também estive na Etiópia, em meio a ruínas e belíssimas igrejas onde outrora fora o Império Etíope que durou
  • impressionantes 800 anos até o final do século 20. Como em quase todo o resto da África, o império escravizou, por
  • milhares de anos, outros povos que conquistava.
  • Entre os europeus, por milênios, pessoas eram feitas escravas por dívidas ou guerra. Uma proporção
  • significativa da população urbana da Grécia antiga era formada por escravos, quase todos brancos. Roma também
  • incorporava novos escravos a seu império por onde avançava, brancos ou negros do norte da África. Romanos brancos
  • que caíssem reféns em guerras com povos africanos também eram escravizados.
  • Os próprios negros, no Brasil, quando conseguiam sua libertação, tentavam comprar ou capturar outros negros
  • como escravos. Zumbi, herói do movimento negro, foi tanto escravo como senhor de escravo — muitos outros também.
  • Como decidir de que lado da dívida histórica estão seus atuais descendentes?
  • Uma visão mais abrangente e menos maniqueísta da história nos mostra, portanto, que a escravidão foi prática
  • recorrente por muito da existência humana. Não tenho dados para embasar essa afirmação (nem seria possível tê-los),
  • mas se formos levar a sério esse argumento de beneficiamento material por escravidão e traçar a árvore genealógica de
  • cada um de nós até o começo dos tempos, tenho certeza que todos nós temos ascendentes que já foram escravos, e todos
  • nós temos também ascendentes que já foram senhores de escravos. Todos nós, brancos e negros, já enriquecemos
  • injustamente, e injustamente enriquecemos outros. O que nos diferencia, por esse critério, é a proporção entre cada um
  • dos dois — igualmente impossível de se determinar para cada indivíduo.
  • Por fim, nem todos os brancos que hoje vivem no Brasil são descendentes de senhores de escravos do Império.
  • Muitos imigrantes chegaram no século passado e não se beneficiaram em nada com o trabalho escravo dos negros de
  • séculos anteriores. Mesmo assim, na visão do movimento ativista negro, seus descendentes têm uma dívida histórica
  • com os negros.
  • Isso para não falar de toda a mistura entre raças e entre correntes migratórias que é o nosso povo brasileiro. É
  • fácil perceber que é impraticável desenhar políticas públicas verdadeiramente preocupadas em corrigir qualquer tipo de
  • injustiça que a escravidão tenha causado. A história da humanidade é recheada de atrocidades de todo tipo, condenáveis
  • por qualquer pessoa com um mínimo de sensibilidade — e, muito mais importante, com a visão de mundo liberal que
  • temos hoje.
  • Não há como saber quem é mais vítima e quem é mais agressor, mesmo que se escolha enxergar pela ótica
  • coletivista de responsabilidades. Reconhecer que essas atrocidades aconteceram, mas que não há nada que possa ser
  • feito para compensar suas reais vítimas é o primeiro passo para evoluirmos rumo a uma sociedade próspera para todos,
  • pacífica e com menos rancor. Em muitos lugares do mundo, longe das universidades públicas brasileiras, nada ou muito
  • pouco se evoluiu nesse sentido. Não façamos o mesmo.

  • POR FELIPE LUNGOV – FONTE: https://www.institutoliberal.org.br/blog/o-mito-da-divida-historica-entre-brancos-e-negros/

    A alternativa em que há uma explicação correta para o termo transcrito é

     

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    AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO

    TEXTO


  • Não quero aqui contestar o fato de que os colonos europeus tenham usado trabalho escravo africano durante
  • séculos no Brasil. Negros eram capturados de suas tribos na África, cruzavam o Oceano Atlântico em condições
  • precárias, eram vendidos e forçados a trabalhar para seus senhores brancos por gerações até o fim do Império.
  • As consequências morais desse triste capítulo da história podem ser analisadas por duas óticas diferentes. A
  • primeira é a adotada pela esquerda em geral e pelo movimento ativista negro em particular, que acredita que ações e
  • responsabilidades são atribuídas a grupos de pessoas com características comuns. Por essa ótica, o fato de brancos terem
  • escravizado negros criou uma dívida moral e histórica entre esses dois grupos, que deve ser paga por quem hoje é branco
  • para quem hoje é negro.
  • Essa análise fundamentaria as discriminações (sob o eufemismo de ações afirmativas) que vemos hoje,
  • particularmente a reserva de vagas para negros em universidades e concursos públicos, sob pretexto de acerto dessa
  • dívida histórica.
  • A segunda ótica com que podemos ver a questão é a ótica libertária. Por ela, direitos, obrigações, ações e
  • responsabilidades são atribuídas a cada pessoa individualmente — não a grupos de pessoas. Ninguém, em hipótese
  • alguma, é chamado para reparar um mal causado por outra pessoa, mesmo que ambos compartilhem a mesma cor da
  • pele, sejam da mesma família, sejam amigos, ou torçam para o mesmo time. Jamais.
  • Olhando por esse prisma, não haveria dívida histórica moral dos brancos de hoje para os negros de hoje,
  • exatamente porque esses brancos não são obrigados a pagar por injustiças cometidas por outros brancos; e mesmo que
  • fossem, não seria para os negros de hoje, que também são outros que não aqueles que foram vítimas da escravidão.
  • Ativistas do movimento negro, quando confrontados com essa argumentação, trocam o discurso moral pelo
  • material. Segundo eles, o trabalho escravo negro beneficiou materialmente os brancos, e essa riqueza permitiu que os
  • descendentes dos senhores de escravos estejam injustamente em melhor situação financeira do que os descendentes dos
  • escravos. Aqui, haveria novamente uma dívida histórica a saldar.
  • O problema desse argumento é que ele repousa sobre uma visão curiosamente estreita da história. Eu mesmo
  • tive a oportunidade de visitar o Zimbábue, na África, e andei em meio às ruínas do Reino do Zimbábue dos séculos 13
  • a 15. Visitei a câmara onde eram mantidos os escravos, o local onde eram mantidas todas as mulheres do rei, e as
  • fortificações que defendiam o rei de invasores externos.
  • Também estive na Etiópia, em meio a ruínas e belíssimas igrejas onde outrora fora o Império Etíope que durou
  • impressionantes 800 anos até o final do século 20. Como em quase todo o resto da África, o império escravizou, por
  • milhares de anos, outros povos que conquistava.
  • Entre os europeus, por milênios, pessoas eram feitas escravas por dívidas ou guerra. Uma proporção
  • significativa da população urbana da Grécia antiga era formada por escravos, quase todos brancos. Roma também
  • incorporava novos escravos a seu império por onde avançava, brancos ou negros do norte da África. Romanos brancos
  • que caíssem reféns em guerras com povos africanos também eram escravizados.
  • Os próprios negros, no Brasil, quando conseguiam sua libertação, tentavam comprar ou capturar outros negros
  • como escravos. Zumbi, herói do movimento negro, foi tanto escravo como senhor de escravo — muitos outros também.
  • Como decidir de que lado da dívida histórica estão seus atuais descendentes?
  • Uma visão mais abrangente e menos maniqueísta da história nos mostra, portanto, que a escravidão foi prática
  • recorrente por muito da existência humana. Não tenho dados para embasar essa afirmação (nem seria possível tê-los),
  • mas se formos levar a sério esse argumento de beneficiamento material por escravidão e traçar a árvore genealógica de
  • cada um de nós até o começo dos tempos, tenho certeza que todos nós temos ascendentes que já foram escravos, e todos
  • nós temos também ascendentes que já foram senhores de escravos. Todos nós, brancos e negros, já enriquecemos
  • injustamente, e injustamente enriquecemos outros. O que nos diferencia, por esse critério, é a proporção entre cada um
  • dos dois — igualmente impossível de se determinar para cada indivíduo.
  • Por fim, nem todos os brancos que hoje vivem no Brasil são descendentes de senhores de escravos do Império.
  • Muitos imigrantes chegaram no século passado e não se beneficiaram em nada com o trabalho escravo dos negros de
  • séculos anteriores. Mesmo assim, na visão do movimento ativista negro, seus descendentes têm uma dívida histórica
  • com os negros.
  • Isso para não falar de toda a mistura entre raças e entre correntes migratórias que é o nosso povo brasileiro. É
  • fácil perceber que é impraticável desenhar políticas públicas verdadeiramente preocupadas em corrigir qualquer tipo de
  • injustiça que a escravidão tenha causado. A história da humanidade é recheada de atrocidades de todo tipo, condenáveis
  • por qualquer pessoa com um mínimo de sensibilidade — e, muito mais importante, com a visão de mundo liberal que
  • temos hoje.
  • Não há como saber quem é mais vítima e quem é mais agressor, mesmo que se escolha enxergar pela ótica
  • coletivista de responsabilidades. Reconhecer que essas atrocidades aconteceram, mas que não há nada que possa ser
  • feito para compensar suas reais vítimas é o primeiro passo para evoluirmos rumo a uma sociedade próspera para todos,
  • pacífica e com menos rancor. Em muitos lugares do mundo, longe das universidades públicas brasileiras, nada ou muito
  • pouco se evoluiu nesse sentido. Não façamos o mesmo.

  • POR FELIPE LUNGOV – FONTE: https://www.institutoliberal.org.br/blog/o-mito-da-divida-historica-entre-brancos-e-negros/

    Quanto aos elementos formadores do pensamento em análise, está correto o que se afirma em

     

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    AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO

    TEXTO


  • Não quero aqui contestar o fato de que os colonos europeus tenham usado trabalho escravo africano durante
  • séculos no Brasil. Negros eram capturados de suas tribos na África, cruzavam o Oceano Atlântico em condições
  • precárias, eram vendidos e forçados a trabalhar para seus senhores brancos por gerações até o fim do Império.
  • As consequências morais desse triste capítulo da história podem ser analisadas por duas óticas diferentes. A
  • primeira é a adotada pela esquerda em geral e pelo movimento ativista negro em particular, que acredita que ações e
  • responsabilidades são atribuídas a grupos de pessoas com características comuns. Por essa ótica, o fato de brancos terem
  • escravizado negros criou uma dívida moral e histórica entre esses dois grupos, que deve ser paga por quem hoje é branco
  • para quem hoje é negro.
  • Essa análise fundamentaria as discriminações (sob o eufemismo de ações afirmativas) que vemos hoje,
  • particularmente a reserva de vagas para negros em universidades e concursos públicos, sob pretexto de acerto dessa
  • dívida histórica.
  • A segunda ótica com que podemos ver a questão é a ótica libertária. Por ela, direitos, obrigações, ações e
  • responsabilidades são atribuídas a cada pessoa individualmente — não a grupos de pessoas. Ninguém, em hipótese
  • alguma, é chamado para reparar um mal causado por outra pessoa, mesmo que ambos compartilhem a mesma cor da
  • pele, sejam da mesma família, sejam amigos, ou torçam para o mesmo time. Jamais.
  • Olhando por esse prisma, não haveria dívida histórica moral dos brancos de hoje para os negros de hoje,
  • exatamente porque esses brancos não são obrigados a pagar por injustiças cometidas por outros brancos; e mesmo que
  • fossem, não seria para os negros de hoje, que também são outros que não aqueles que foram vítimas da escravidão.
  • Ativistas do movimento negro, quando confrontados com essa argumentação, trocam o discurso moral pelo
  • material. Segundo eles, o trabalho escravo negro beneficiou materialmente os brancos, e essa riqueza permitiu que os
  • descendentes dos senhores de escravos estejam injustamente em melhor situação financeira do que os descendentes dos
  • escravos. Aqui, haveria novamente uma dívida histórica a saldar.
  • O problema desse argumento é que ele repousa sobre uma visão curiosamente estreita da história. Eu mesmo
  • tive a oportunidade de visitar o Zimbábue, na África, e andei em meio às ruínas do Reino do Zimbábue dos séculos 13
  • a 15. Visitei a câmara onde eram mantidos os escravos, o local onde eram mantidas todas as mulheres do rei, e as
  • fortificações que defendiam o rei de invasores externos.
  • Também estive na Etiópia, em meio a ruínas e belíssimas igrejas onde outrora fora o Império Etíope que durou
  • impressionantes 800 anos até o final do século 20. Como em quase todo o resto da África, o império escravizou, por
  • milhares de anos, outros povos que conquistava.
  • Entre os europeus, por milênios, pessoas eram feitas escravas por dívidas ou guerra. Uma proporção
  • significativa da população urbana da Grécia antiga era formada por escravos, quase todos brancos. Roma também
  • incorporava novos escravos a seu império por onde avançava, brancos ou negros do norte da África. Romanos brancos
  • que caíssem reféns em guerras com povos africanos também eram escravizados.
  • Os próprios negros, no Brasil, quando conseguiam sua libertação, tentavam comprar ou capturar outros negros
  • como escravos. Zumbi, herói do movimento negro, foi tanto escravo como senhor de escravo — muitos outros também.
  • Como decidir de que lado da dívida histórica estão seus atuais descendentes?
  • Uma visão mais abrangente e menos maniqueísta da história nos mostra, portanto, que a escravidão foi prática
  • recorrente por muito da existência humana. Não tenho dados para embasar essa afirmação (nem seria possível tê-los),
  • mas se formos levar a sério esse argumento de beneficiamento material por escravidão e traçar a árvore genealógica de
  • cada um de nós até o começo dos tempos, tenho certeza que todos nós temos ascendentes que já foram escravos, e todos
  • nós temos também ascendentes que já foram senhores de escravos. Todos nós, brancos e negros, já enriquecemos
  • injustamente, e injustamente enriquecemos outros. O que nos diferencia, por esse critério, é a proporção entre cada um
  • dos dois — igualmente impossível de se determinar para cada indivíduo.
  • Por fim, nem todos os brancos que hoje vivem no Brasil são descendentes de senhores de escravos do Império.
  • Muitos imigrantes chegaram no século passado e não se beneficiaram em nada com o trabalho escravo dos negros de
  • séculos anteriores. Mesmo assim, na visão do movimento ativista negro, seus descendentes têm uma dívida histórica
  • com os negros.
  • Isso para não falar de toda a mistura entre raças e entre correntes migratórias que é o nosso povo brasileiro. É
  • fácil perceber que é impraticável desenhar políticas públicas verdadeiramente preocupadas em corrigir qualquer tipo de
  • injustiça que a escravidão tenha causado. A história da humanidade é recheada de atrocidades de todo tipo, condenáveis
  • por qualquer pessoa com um mínimo de sensibilidade — e, muito mais importante, com a visão de mundo liberal que
  • temos hoje.
  • Não há como saber quem é mais vítima e quem é mais agressor, mesmo que se escolha enxergar pela ótica
  • coletivista de responsabilidades. Reconhecer que essas atrocidades aconteceram, mas que não há nada que possa ser
  • feito para compensar suas reais vítimas é o primeiro passo para evoluirmos rumo a uma sociedade próspera para todos,
  • pacífica e com menos rancor. Em muitos lugares do mundo, longe das universidades públicas brasileiras, nada ou muito
  • pouco se evoluiu nesse sentido. Não façamos o mesmo.

  • POR FELIPE LUNGOV – FONTE: https://www.institutoliberal.org.br/blog/o-mito-da-divida-historica-entre-brancos-e-negros/

    “Olhando por esse prisma, não haveria dívida histórica moral dos brancos de hoje para os negros de hoje,” (L.16).

    No período acima,

     

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