Libâneo, Oliveira e Toschi (2003), no cap. III, da 4ª parte da obra: Educação Escolar: políticas, estrutura e organização, analisam que “as atividades e as formas de
organização e de gestão da escola podem favorecer ou
prejudicar o alcance dos objetivos pedagógicos”. Os autores sugerem seis áreas de atuação da organização e
da gestão da escola: a) o planejamento e o Projeto Pedagógico-curricular; b) a organização e o desenvolvimento
do currículo; c) a organização e o desenvolvimento do
ensino; d) as práticas de gestão técnico-administrativas e
pedagógico-curriculares; e) o desenvolvimento profissional; f) a avaliação institucional e da aprendizagem, sendo
essas áreas permeadas pela cultura organizacional.
Os autores destacam que “a razão de buscar um melhor
funcionamento das escolas se deve ao fato de a instituição escolar [...] precisar investir nas condições que favoreçam
Em sua obra A Prática Educativa: como ensinar, Zabala (1998, cap. 2) destaca o princípios do construtivismo
e apresenta, também, diferentes tipos de conteúdos, os
quais são diferentemente aprendidos mas devem ser
explorados de maneira mais global e que atenda à diversidade dos alunos, em seus processos autônomos de
construção de conhecimento, com vistas à sua formação
integral.
Na mesma linha do pensamento de Zabala, tem-se
a pedagogia de projetos, a qual tem pontos comuns
com a teoria construtivista e, segundo Moura (s. d.),
pode ter o trabalho pedagógico por projetos divididos
em 4 etapas, a saber: problematização (expressão das
ideias dos alunos), desenvolvimento, aplicação e
Moran (2004) destaca que, com o aparecimento da
internet e das modernas tecnologias, uma das tarefas
mais importantes das universidades, escolas e secretarias de educação hoje é planejar e flexibilizar, no currículo
de cada curso, o tempo e as atividades de presença física em sala de aula e o tempo e as atividades de aprendizagem conectadas, a distância. Assim, surgem novos
desafios pedagógicos para as universidades e escolas,
isso porque os professores precisam
Lendo o texto Transversalidade e Interdisciplinaridade,
de Lenise Garcia (s.d.), Joel verificou que “A transversalidade e a interdisciplinaridade são modos de se trabalhar
o conhecimento que buscam uma reintegração de aspectos que ficaram isolados uns dos outros pelo tratamento
disciplinar”. O texto em questão permitiu que Joel tomasse consciência de que “Existem temas cujo estudo exige
uma abordagem particularmente ampla e diversificada.
Alguns deles foram inseridos nos parâmetros curriculares
nacionais, que os denominam Temas ________ e
os caracteriza como temas que “tratam de processos que
estão sendo intensamente vividos pela sociedade, pelas
comunidades, pelas famílias, pelos alunos e educadores
em seu cotidiano”.
Assinale a alternativa que complementa o texto de forma
correta.
No cap. 3, ao apresentar os valores da profissionalização
e a profissionalidade docente, Contreras (2002) faz referência ao compromisso do professor para com a comunidade. A esse respeito, ele enfatiza que “A educação não é
um problema da vida privada dos professores, mas uma
ocupação socialmente encomendada e responsabilizada
publicamente. Isso obriga a que as práticas profissionais
não se constituam como isoladas, e sim como compartilhadas”. Dessa forma, para Contreras, a dimensão ética
pode alcançar sua dimensão adequada somente
Segundo a Constituição Federal de 1988, em seu
art. 205: “A educação, direito de todos e dever do Estado
e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento
da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e
sua qualificação para o trabalho”. Para que se cumpra
o que é disposto em tal artigo, faz-se necessário compreender, entre outros pontos, o que significa educação
inclusiva e como esta concebe a escola. No que diz respeito a tal necessidade, o trabalho de Edilene Aparecida
Ropoli (2010) contribui quando explicita que “A educação
inclusiva concebe a escola como um espaço de todos, no
qual os alunos constroem o conhecimento segundo suas
capacidades, expressam suas ideias livremente, participam ativamente das tarefas de ensino e se desenvolvem
como cidadãos, nas suas
De acordo com Castro e Regattieri, s. d., quando falamos em interação pensamos em atores distintos que tem
algum grau de reciprocidade e abertura para o diálogo.
Considerando-se que o ensino é uma atribuição prioritária da escola, observa-se que esta divide sua responsabilidade com as famílias, quando prescreve tarefas
para casa e espera que os pais as acompanhem. Em um
contexto de pais pouco escolarizados, com jornadas de
trabalho extensas, essa divisão pode se mostrar ineficaz.
Por isso, a escola deve identificar as condições de cada
família, para então, negociar a melhor forma de ação
conjunta, sem exigir das famílias o que elas não têm para
dar. Tratando de questão correlata a essa, Aguiar [et. al.],
2006, apontam que crianças e jovens, habituados com a
vida livre das ruas, sem regras e limites têm dificuldades
de adaptação à “estrutura tradicional” da escola. Fazer
da escola um ambiente atrativo que mobilize a atenção
desses estudantes não é tarefa fácil. Declaram, então,
que debater esses problemas, tomar decisões, desenvolver e avaliar as ações pedagógicas e administrativas ________________ parecem ser formas bem sucedidas de lidar com as inúmeras questões sociais e pedagógicas que emergem no cotidiano da escola.
Assinale a alternativa cujos termos preenchem, corretamente, a lacuna em questão, de acordo com Aguiar (2006).
Ao tratar da construção do Projeto Político-Pedagógico,
Veiga, In VEIGA, org. (1996) afirma que “para se desvencilhar da divisão do trabalho, de sua fragmentação e
do controle hierárquico [a escola] precisa criar condições
para gerar uma outra forma de organização do trabalho
pedagógico”. Nesse sentido, a reorganização da escola
deverá ser buscada de dentro para fora, o que implica
fazer rupturas com o existente para avançar. Por sua vez,
recorrendo a Pimenta (1990), é possível concluir que a
construção do Projeto Político-Pedagógico pelo coletivo
dos educadores escolares objetiva a democratização do
ensino, cujo núcleo é
No Brasil, raízes étnico-culturais, bastante diversas, engendraram uma realidade multicultural à qual articularam-
-se relações desiguais de poder, resultando em desigual
valorização das identidades étnico-culturais, atribuindo
“lugar” hegemônico a algumas delas e tratando com
discriminação e preconceito outras. Na perspectiva da
construção de uma sociedade democrática, os princípios
constitucionais os quais embasam a legislação educacional brasileira apontam para a valorização das diferenças
e o combate à desigualdade. De acordo com Resende,
(1998), caminhar nessa direção ainda é um desafio muito grande para a sociedade em geral e particularmente
para os educadores, pois envolve, além de reconhecer a
realidade multicultural, agir deliberadamente para intervir
entre diferentes culturas. Para que a educação escolar
atue efetivamente no sentido da valorização da diversidade étnico-cultural, do desvelamento da desigualdade e
do combate à discriminação e ao preconceito, Resende
entende que é preciso revisitar essas questões nos espaços de formação dos professores para se ter capacidade
de enfrentar os desafios de incorporar o multiculturalismo
ao currículo, de promover o diálogo entre os diferentes
em prol de objetivos comuns, de
Joana, ao estudar as relações entre educação e sociedade, encontrou em Libâneo (1985, cap. 6), uma explicação
sobre as tendências pedagógicas na escola. Dentre as
tendências por ele apresentadas, chamou-lhe atenção
as progressistas, que “são as que concebem a educação
como inserida no contexto das relações sociais; abrangem a pedagogia libertadora, a pedagogia libertária e a
pedagogia crítico-social dos conteúdos. De certa forma,
incluem, também, as teorias