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Foram encontradas 30 questões.

4039568 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: UECE
Orgão: Pref. Crato-CE
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ISCA DE POLÍCIA
ANGULO DE ESCONCHO... ENTRE O VOLANTE E O PARA-BRISA. De olho na área! Que em dia de branco e com gente parda atrasada pro trabalho, há sempre suspeita.
Nego correndo...? É ladrão!
— ... Mas o amplificador é meu, pô!
Dizia Itamar ao polícia, que já lhe torcia o braço enquanto caminhava rente a calçada, rua abaixo em direção a viatura...
— Cara, olha ali!? Eu vou perder o ônibus!
— Em cana, Negão! Bota ele! Gritava outro, ajeitando o lugar no camburão entre a grade e a porta.
Nego assim, enxamioso, na rua, carregando um aparelho caro desse? Até parece que tem aparência e posses pra ser dono!
— É cana, negão!
— ... Mas o amplificador e meu, pô!
Insistia o preto, enquanto, na gentileza, o polícia abaixava a cabeça dele para entrar no camburão.
Cacete! Hoje não rola ensaio de novo! E já tô e vendo o pessoal me esculachar de irresponsável! Puta merda!
De Londrina a Pitangueiras é chão... O amplificador não tinha nada que ver com lonjuras, conduções e regras de cor. Devia ter ficado guardado na casa de Chagas.
Porra! Por que que preto nunca se sai da suja?
No solavanco da Veraneio, a cabeça batendo contra o vidro. As esquinas em outras quebradas se deixando para trás. Os carros. As casas e, nas paredes, os piches.
O amplificador calado... frio e quadrado, no colo do polícia ouvia tudo. Com todos seus botões, VU’s, entradas e cabos. Sem poder falar do sacrifício que é sempre um da margem fazer um som na contramão do sistema.
— Quanto custa um bicho deste, hein? Perguntava com um riso de canto de boca pro outro enquanto percutia, com o nó dos dedos em cima do aparelho, o polícia mais magro.
O gordo:
— Na delegacia ele canta, que o plantão hoje é do Gomes!
Novo solavanco.
— Mas o amplificador é meu, pô!
Nada! Só o ronco do motor da Veraneio, indiferente e vascaína, levando mais um para amontoar. A guarda e a ordem sempre vigilantes contra os de má aparência, gente que deveria entender que não se ultrapassa a fita zebrada que separa o cá e o lá... e os constantes avisos de “proibido sonhar em som alto”.
Amplificador de segunda mão não tem nota fiscal.
Mas ladrão, arrombador, lanceiro e receptor, tudo tem cor. Pressupõem-se tingidos de preto fosco nas consciências vigilantes.
Enquanto isso, sem jeito que dar, Itamar pensava era se, no escurecer do camburão, daria para ver a lua surgir, pintando de prata a lembrança das suas orquídeas brancas.
(SOUZA, Auricélio Ferreira de. Objeto Urgente. São Paulo: Patuá, 2025. p.23, 25) 
A crase é um fenômeno gramatical e ortográfico que consiste na contração ou fusão da preposição “a” com o artigo definido feminino “a”. Ciente disso, observe o fragmento a seguir e depois marque a opção incorreta: “Dizia Itamar ao policia, que já lhe torcia o braço enquanto caminhava rente a calçada, rua abaixo em direção a viatura...
 

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4039567 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: UECE
Orgão: Pref. Crato-CE
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ISCA DE POLÍCIA
ANGULO DE ESCONCHO... ENTRE O VOLANTE E O PARA-BRISA. De olho na área! Que em dia de branco e com gente parda atrasada pro trabalho, há sempre suspeita.
Nego correndo...? É ladrão!
— ... Mas o amplificador é meu, pô!
Dizia Itamar ao polícia, que já lhe torcia o braço enquanto caminhava rente a calçada, rua abaixo em direção a viatura...
— Cara, olha ali!? Eu vou perder o ônibus!
— Em cana, Negão! Bota ele! Gritava outro, ajeitando o lugar no camburão entre a grade e a porta.
Nego assim, enxamioso, na rua, carregando um aparelho caro desse? Até parece que tem aparência e posses pra ser dono!
— É cana, negão!
— ... Mas o amplificador e meu, pô!
Insistia o preto, enquanto, na gentileza, o polícia abaixava a cabeça dele para entrar no camburão.
Cacete! Hoje não rola ensaio de novo! E já tô e vendo o pessoal me esculachar de irresponsável! Puta merda!
De Londrina a Pitangueiras é chão... O amplificador não tinha nada que ver com lonjuras, conduções e regras de cor. Devia ter ficado guardado na casa de Chagas.
Porra! Por que que preto nunca se sai da suja?
No solavanco da Veraneio, a cabeça batendo contra o vidro. As esquinas em outras quebradas se deixando para trás. Os carros. As casas e, nas paredes, os piches.
O amplificador calado... frio e quadrado, no colo do polícia ouvia tudo. Com todos seus botões, VU’s, entradas e cabos. Sem poder falar do sacrifício que é sempre um da margem fazer um som na contramão do sistema.
— Quanto custa um bicho deste, hein? Perguntava com um riso de canto de boca pro outro enquanto percutia, com o nó dos dedos em cima do aparelho, o polícia mais magro.
O gordo:
— Na delegacia ele canta, que o plantão hoje é do Gomes!
Novo solavanco.
— Mas o amplificador é meu, pô!
Nada! Só o ronco do motor da Veraneio, indiferente e vascaína, levando mais um para amontoar. A guarda e a ordem sempre vigilantes contra os de má aparência, gente que deveria entender que não se ultrapassa a fita zebrada que separa o cá e o lá... e os constantes avisos de “proibido sonhar em som alto”.
Amplificador de segunda mão não tem nota fiscal.
Mas ladrão, arrombador, lanceiro e receptor, tudo tem cor. Pressupõem-se tingidos de preto fosco nas consciências vigilantes.
Enquanto isso, sem jeito que dar, Itamar pensava era se, no escurecer do camburão, daria para ver a lua surgir, pintando de prata a lembrança das suas orquídeas brancas.
(SOUZA, Auricélio Ferreira de. Objeto Urgente. São Paulo: Patuá, 2025. p.23, 25) 
Isca de Peixe é uma narrativa curta, conto. Tal afirmação abarca o universo focado na perspectiva bakhtiniana e na diferença entre tipos e géneros textuais. Considerando os conceitos de Géneros do Discurso (Bakhtin) e Tipologia Textual (Tipos Textuais), analise as afirmações abaixo e assinale a alternativa incorreta:
 

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4039566 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: UECE
Orgão: Pref. Crato-CE
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ISCA DE POLÍCIA
ANGULO DE ESCONCHO... ENTRE O VOLANTE E O PARA-BRISA. De olho na área! Que em dia de branco e com gente parda atrasada pro trabalho, há sempre suspeita.
Nego correndo...? É ladrão!
— ... Mas o amplificador é meu, pô!
Dizia Itamar ao polícia, que já lhe torcia o braço enquanto caminhava rente a calçada, rua abaixo em direção a viatura...
— Cara, olha ali!? Eu vou perder o ônibus!
— Em cana, Negão! Bota ele! Gritava outro, ajeitando o lugar no camburão entre a grade e a porta.
Nego assim, enxamioso, na rua, carregando um aparelho caro desse? Até parece que tem aparência e posses pra ser dono!
— É cana, negão!
— ... Mas o amplificador e meu, pô!
Insistia o preto, enquanto, na gentileza, o polícia abaixava a cabeça dele para entrar no camburão.
Cacete! Hoje não rola ensaio de novo! E já tô e vendo o pessoal me esculachar de irresponsável! Puta merda!
De Londrina a Pitangueiras é chão... O amplificador não tinha nada que ver com lonjuras, conduções e regras de cor. Devia ter ficado guardado na casa de Chagas.
Porra! Por que que preto nunca se sai da suja?
No solavanco da Veraneio, a cabeça batendo contra o vidro. As esquinas em outras quebradas se deixando para trás. Os carros. As casas e, nas paredes, os piches.
O amplificador calado... frio e quadrado, no colo do polícia ouvia tudo. Com todos seus botões, VU’s, entradas e cabos. Sem poder falar do sacrifício que é sempre um da margem fazer um som na contramão do sistema.
— Quanto custa um bicho deste, hein? Perguntava com um riso de canto de boca pro outro enquanto percutia, com o nó dos dedos em cima do aparelho, o polícia mais magro.
O gordo:
— Na delegacia ele canta, que o plantão hoje é do Gomes!
Novo solavanco.
— Mas o amplificador é meu, pô!
Nada! Só o ronco do motor da Veraneio, indiferente e vascaína, levando mais um para amontoar. A guarda e a ordem sempre vigilantes contra os de má aparência, gente que deveria entender que não se ultrapassa a fita zebrada que separa o cá e o lá... e os constantes avisos de “proibido sonhar em som alto”.
Amplificador de segunda mão não tem nota fiscal.
Mas ladrão, arrombador, lanceiro e receptor, tudo tem cor. Pressupõem-se tingidos de preto fosco nas consciências vigilantes.
Enquanto isso, sem jeito que dar, Itamar pensava era se, no escurecer do camburão, daria para ver a lua surgir, pintando de prata a lembrança das suas orquídeas brancas.
(SOUZA, Auricélio Ferreira de. Objeto Urgente. São Paulo: Patuá, 2025. p.23, 25) 
Nego assim, enxamioso, na rua, carregando um aparelho caro desse? Até parece que tem aparência e posses pra ser dono!’ O termo destacado é figurativo metafórico e serve para atribuir características, como apresentado, exibido, espaçoso. Além desta ampla conotação, apresenta ainda dificuldade no momento de sua grafia pela utilização do fonema / ∫ / “ch/x”. Dito isto, marque a alternativa em que todas as palavras estão grafadas corretamente, utilizando X ou CH para representar o mesmo fonema / ∫ / (o som de “chiado”):
 

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4039565 Ano: 2026
Disciplina: Português
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ISCA DE POLÍCIA
ANGULO DE ESCONCHO... ENTRE O VOLANTE E O PARA-BRISA. De olho na área! Que em dia de branco e com gente parda atrasada pro trabalho, há sempre suspeita.
Nego correndo...? É ladrão!
— ... Mas o amplificador é meu, pô!
Dizia Itamar ao polícia, que já lhe torcia o braço enquanto caminhava rente a calçada, rua abaixo em direção a viatura...
— Cara, olha ali!? Eu vou perder o ônibus!
— Em cana, Negão! Bota ele! Gritava outro, ajeitando o lugar no camburão entre a grade e a porta.
Nego assim, enxamioso, na rua, carregando um aparelho caro desse? Até parece que tem aparência e posses pra ser dono!
— É cana, negão!
— ... Mas o amplificador e meu, pô!
Insistia o preto, enquanto, na gentileza, o polícia abaixava a cabeça dele para entrar no camburão.
Cacete! Hoje não rola ensaio de novo! E já tô e vendo o pessoal me esculachar de irresponsável! Puta merda!
De Londrina a Pitangueiras é chão... O amplificador não tinha nada que ver com lonjuras, conduções e regras de cor. Devia ter ficado guardado na casa de Chagas.
Porra! Por que que preto nunca se sai da suja?
No solavanco da Veraneio, a cabeça batendo contra o vidro. As esquinas em outras quebradas se deixando para trás. Os carros. As casas e, nas paredes, os piches.
O amplificador calado... frio e quadrado, no colo do polícia ouvia tudo. Com todos seus botões, VU’s, entradas e cabos. Sem poder falar do sacrifício que é sempre um da margem fazer um som na contramão do sistema.
— Quanto custa um bicho deste, hein? Perguntava com um riso de canto de boca pro outro enquanto percutia, com o nó dos dedos em cima do aparelho, o polícia mais magro.
O gordo:
— Na delegacia ele canta, que o plantão hoje é do Gomes!
Novo solavanco.
— Mas o amplificador é meu, pô!
Nada! Só o ronco do motor da Veraneio, indiferente e vascaína, levando mais um para amontoar. A guarda e a ordem sempre vigilantes contra os de má aparência, gente que deveria entender que não se ultrapassa a fita zebrada que separa o cá e o lá... e os constantes avisos de “proibido sonhar em som alto”.
Amplificador de segunda mão não tem nota fiscal.
Mas ladrão, arrombador, lanceiro e receptor, tudo tem cor. Pressupõem-se tingidos de preto fosco nas consciências vigilantes.
Enquanto isso, sem jeito que dar, Itamar pensava era se, no escurecer do camburão, daria para ver a lua surgir, pintando de prata a lembrança das suas orquídeas brancas.
(SOUZA, Auricélio Ferreira de. Objeto Urgente. São Paulo: Patuá, 2025. p.23, 25) 
— Na delegacia ele canta, que o plantio hoje é do Gomes!” A partir da fala proferida, podemos inferir:
 

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4039564 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: UECE
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Nego correndo...? É ladrão!
— ... Mas o amplificador é meu, pô!
Dizia Itamar ao polícia, que já lhe torcia o braço enquanto caminhava rente a calçada, rua abaixo em direção a viatura...
— Cara, olha ali!? Eu vou perder o ônibus!
— Em cana, Negão! Bota ele! Gritava outro, ajeitando o lugar no camburão entre a grade e a porta.
Nego assim, enxamioso, na rua, carregando um aparelho caro desse? Até parece que tem aparência e posses pra ser dono!
— É cana, negão!
— ... Mas o amplificador e meu, pô!
Insistia o preto, enquanto, na gentileza, o polícia abaixava a cabeça dele para entrar no camburão.
Cacete! Hoje não rola ensaio de novo! E já tô e vendo o pessoal me esculachar de irresponsável! Puta merda!
De Londrina a Pitangueiras é chão... O amplificador não tinha nada que ver com lonjuras, conduções e regras de cor. Devia ter ficado guardado na casa de Chagas.
Porra! Por que que preto nunca se sai da suja?
No solavanco da Veraneio, a cabeça batendo contra o vidro. As esquinas em outras quebradas se deixando para trás. Os carros. As casas e, nas paredes, os piches.
O amplificador calado... frio e quadrado, no colo do polícia ouvia tudo. Com todos seus botões, VU’s, entradas e cabos. Sem poder falar do sacrifício que é sempre um da margem fazer um som na contramão do sistema.
— Quanto custa um bicho deste, hein? Perguntava com um riso de canto de boca pro outro enquanto percutia, com o nó dos dedos em cima do aparelho, o polícia mais magro.
O gordo:
— Na delegacia ele canta, que o plantão hoje é do Gomes!
Novo solavanco.
— Mas o amplificador é meu, pô!
Nada! Só o ronco do motor da Veraneio, indiferente e vascaína, levando mais um para amontoar. A guarda e a ordem sempre vigilantes contra os de má aparência, gente que deveria entender que não se ultrapassa a fita zebrada que separa o cá e o lá... e os constantes avisos de “proibido sonhar em som alto”.
Amplificador de segunda mão não tem nota fiscal.
Mas ladrão, arrombador, lanceiro e receptor, tudo tem cor. Pressupõem-se tingidos de preto fosco nas consciências vigilantes.
Enquanto isso, sem jeito que dar, Itamar pensava era se, no escurecer do camburão, daria para ver a lua surgir, pintando de prata a lembrança das suas orquídeas brancas.
(SOUZA, Auricélio Ferreira de. Objeto Urgente. São Paulo: Patuá, 2025. p.23, 25) 
A guarda e a ordem sempre vigilantes contra os de má aparência, gente que deveria entender que não se ultrapassa a fita zebrada que separa o cá e o lá...” Sobre o fragmento, podemos dizer:

I. O trecho evidencia uma critica à neutralidade da atuação estatal, ao sugerir que a noção de “ordem” é aplicada de forma seletiva contra determinados grupos sociais.
PORQUE
II. A expressão “os de má aparência” indica que o controle exercido pela guarda se fundamenta exclusivamente em critérios legais objetivos, desvinculados de estigmas sociais ou preconceitos.

A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta:
 

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4039563 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: UECE
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ANGULO DE ESCONCHO... ENTRE O VOLANTE E O PARA-BRISA. De olho na área! Que em dia de branco e com gente parda atrasada pro trabalho, há sempre suspeita.
Nego correndo...? É ladrão!
— ... Mas o amplificador é meu, pô!
Dizia Itamar ao polícia, que já lhe torcia o braço enquanto caminhava rente a calçada, rua abaixo em direção a viatura...
— Cara, olha ali!? Eu vou perder o ônibus!
— Em cana, Negão! Bota ele! Gritava outro, ajeitando o lugar no camburão entre a grade e a porta.
Nego assim, enxamioso, na rua, carregando um aparelho caro desse? Até parece que tem aparência e posses pra ser dono!
— É cana, negão!
— ... Mas o amplificador e meu, pô!
Insistia o preto, enquanto, na gentileza, o polícia abaixava a cabeça dele para entrar no camburão.
Cacete! Hoje não rola ensaio de novo! E já tô e vendo o pessoal me esculachar de irresponsável! Puta merda!
De Londrina a Pitangueiras é chão... O amplificador não tinha nada que ver com lonjuras, conduções e regras de cor. Devia ter ficado guardado na casa de Chagas.
Porra! Por que que preto nunca se sai da suja?
No solavanco da Veraneio, a cabeça batendo contra o vidro. As esquinas em outras quebradas se deixando para trás. Os carros. As casas e, nas paredes, os piches.
O amplificador calado... frio e quadrado, no colo do polícia ouvia tudo. Com todos seus botões, VU’s, entradas e cabos. Sem poder falar do sacrifício que é sempre um da margem fazer um som na contramão do sistema.
— Quanto custa um bicho deste, hein? Perguntava com um riso de canto de boca pro outro enquanto percutia, com o nó dos dedos em cima do aparelho, o polícia mais magro.
O gordo:
— Na delegacia ele canta, que o plantão hoje é do Gomes!
Novo solavanco.
— Mas o amplificador é meu, pô!
Nada! Só o ronco do motor da Veraneio, indiferente e vascaína, levando mais um para amontoar. A guarda e a ordem sempre vigilantes contra os de má aparência, gente que deveria entender que não se ultrapassa a fita zebrada que separa o cá e o lá... e os constantes avisos de “proibido sonhar em som alto”.
Amplificador de segunda mão não tem nota fiscal.
Mas ladrão, arrombador, lanceiro e receptor, tudo tem cor. Pressupõem-se tingidos de preto fosco nas consciências vigilantes.
Enquanto isso, sem jeito que dar, Itamar pensava era se, no escurecer do camburão, daria para ver a lua surgir, pintando de prata a lembrança das suas orquídeas brancas.
(SOUZA, Auricélio Ferreira de. Objeto Urgente. São Paulo: Patuá, 2025. p.23, 25) 
O excerto “fazer um som na contramão do sistema” expressa uma ação que conota:
 

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4039562 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: UECE
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ISCA DE POLÍCIA
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Nego correndo...? É ladrão!
— ... Mas o amplificador é meu, pô!
Dizia Itamar ao polícia, que já lhe torcia o braço enquanto caminhava rente a calçada, rua abaixo em direção a viatura...
— Cara, olha ali!? Eu vou perder o ônibus!
— Em cana, Negão! Bota ele! Gritava outro, ajeitando o lugar no camburão entre a grade e a porta.
Nego assim, enxamioso, na rua, carregando um aparelho caro desse? Até parece que tem aparência e posses pra ser dono!
— É cana, negão!
— ... Mas o amplificador e meu, pô!
Insistia o preto, enquanto, na gentileza, o polícia abaixava a cabeça dele para entrar no camburão.
Cacete! Hoje não rola ensaio de novo! E já tô e vendo o pessoal me esculachar de irresponsável! Puta merda!
De Londrina a Pitangueiras é chão... O amplificador não tinha nada que ver com lonjuras, conduções e regras de cor. Devia ter ficado guardado na casa de Chagas.
Porra! Por que que preto nunca se sai da suja?
No solavanco da Veraneio, a cabeça batendo contra o vidro. As esquinas em outras quebradas se deixando para trás. Os carros. As casas e, nas paredes, os piches.
O amplificador calado... frio e quadrado, no colo do polícia ouvia tudo. Com todos seus botões, VU’s, entradas e cabos. Sem poder falar do sacrifício que é sempre um da margem fazer um som na contramão do sistema.
— Quanto custa um bicho deste, hein? Perguntava com um riso de canto de boca pro outro enquanto percutia, com o nó dos dedos em cima do aparelho, o polícia mais magro.
O gordo:
— Na delegacia ele canta, que o plantão hoje é do Gomes!
Novo solavanco.
— Mas o amplificador é meu, pô!
Nada! Só o ronco do motor da Veraneio, indiferente e vascaína, levando mais um para amontoar. A guarda e a ordem sempre vigilantes contra os de má aparência, gente que deveria entender que não se ultrapassa a fita zebrada que separa o cá e o lá... e os constantes avisos de “proibido sonhar em som alto”.
Amplificador de segunda mão não tem nota fiscal.
Mas ladrão, arrombador, lanceiro e receptor, tudo tem cor. Pressupõem-se tingidos de preto fosco nas consciências vigilantes.
Enquanto isso, sem jeito que dar, Itamar pensava era se, no escurecer do camburão, daria para ver a lua surgir, pintando de prata a lembrança das suas orquídeas brancas.
(SOUZA, Auricélio Ferreira de. Objeto Urgente. São Paulo: Patuá, 2025. p.23, 25) 
Na expressão: “Insistia o preto, enquanto, na gentileza, o polícia abaixava a cabeça dele para entrar no camburão.” O termo em destaque pode ser compreendido como:
 

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4039561 Ano: 2026
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Nego correndo...? É ladrão!
— ... Mas o amplificador é meu, pô!
Dizia Itamar ao polícia, que já lhe torcia o braço enquanto caminhava rente a calçada, rua abaixo em direção a viatura...
— Cara, olha ali!? Eu vou perder o ônibus!
— Em cana, Negão! Bota ele! Gritava outro, ajeitando o lugar no camburão entre a grade e a porta.
Nego assim, enxamioso, na rua, carregando um aparelho caro desse? Até parece que tem aparência e posses pra ser dono!
— É cana, negão!
— ... Mas o amplificador e meu, pô!
Insistia o preto, enquanto, na gentileza, o polícia abaixava a cabeça dele para entrar no camburão.
Cacete! Hoje não rola ensaio de novo! E já tô e vendo o pessoal me esculachar de irresponsável! Puta merda!
De Londrina a Pitangueiras é chão... O amplificador não tinha nada que ver com lonjuras, conduções e regras de cor. Devia ter ficado guardado na casa de Chagas.
Porra! Por que que preto nunca se sai da suja?
No solavanco da Veraneio, a cabeça batendo contra o vidro. As esquinas em outras quebradas se deixando para trás. Os carros. As casas e, nas paredes, os piches.
O amplificador calado... frio e quadrado, no colo do polícia ouvia tudo. Com todos seus botões, VU’s, entradas e cabos. Sem poder falar do sacrifício que é sempre um da margem fazer um som na contramão do sistema.
— Quanto custa um bicho deste, hein? Perguntava com um riso de canto de boca pro outro enquanto percutia, com o nó dos dedos em cima do aparelho, o polícia mais magro.
O gordo:
— Na delegacia ele canta, que o plantão hoje é do Gomes!
Novo solavanco.
— Mas o amplificador é meu, pô!
Nada! Só o ronco do motor da Veraneio, indiferente e vascaína, levando mais um para amontoar. A guarda e a ordem sempre vigilantes contra os de má aparência, gente que deveria entender que não se ultrapassa a fita zebrada que separa o cá e o lá... e os constantes avisos de “proibido sonhar em som alto”.
Amplificador de segunda mão não tem nota fiscal.
Mas ladrão, arrombador, lanceiro e receptor, tudo tem cor. Pressupõem-se tingidos de preto fosco nas consciências vigilantes.
Enquanto isso, sem jeito que dar, Itamar pensava era se, no escurecer do camburão, daria para ver a lua surgir, pintando de prata a lembrança das suas orquídeas brancas.
(SOUZA, Auricélio Ferreira de. Objeto Urgente. São Paulo: Patuá, 2025. p.23, 25) 
Ainda com base no texto em estudo, analise as assertivas a seguir e a relação entre elas:

I. A narrativa revela que a ação policial não se fundamenta em critérios jurídicos objetivos, mas em preconceitos sociais que definem quem pode ou não circular legitimamente no espaço público.
PORQUE
II. O texto demonstra que a noção de “ordem” é mobilizada para justificar a exclusão simbólica e material de sujeitos negros, tratados como corpos suspeitos que devem ser contidos e removidos.

A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta:
 

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— ... Mas o amplificador é meu, pô!
Dizia Itamar ao polícia, que já lhe torcia o braço enquanto caminhava rente a calçada, rua abaixo em direção a viatura...
— Cara, olha ali!? Eu vou perder o ônibus!
— Em cana, Negão! Bota ele! Gritava outro, ajeitando o lugar no camburão entre a grade e a porta.
Nego assim, enxamioso, na rua, carregando um aparelho caro desse? Até parece que tem aparência e posses pra ser dono!
— É cana, negão!
— ... Mas o amplificador e meu, pô!
Insistia o preto, enquanto, na gentileza, o polícia abaixava a cabeça dele para entrar no camburão.
Cacete! Hoje não rola ensaio de novo! E já tô e vendo o pessoal me esculachar de irresponsável! Puta merda!
De Londrina a Pitangueiras é chão... O amplificador não tinha nada que ver com lonjuras, conduções e regras de cor. Devia ter ficado guardado na casa de Chagas.
Porra! Por que que preto nunca se sai da suja?
No solavanco da Veraneio, a cabeça batendo contra o vidro. As esquinas em outras quebradas se deixando para trás. Os carros. As casas e, nas paredes, os piches.
O amplificador calado... frio e quadrado, no colo do polícia ouvia tudo. Com todos seus botões, VU’s, entradas e cabos. Sem poder falar do sacrifício que é sempre um da margem fazer um som na contramão do sistema.
— Quanto custa um bicho deste, hein? Perguntava com um riso de canto de boca pro outro enquanto percutia, com o nó dos dedos em cima do aparelho, o polícia mais magro.
O gordo:
— Na delegacia ele canta, que o plantão hoje é do Gomes!
Novo solavanco.
— Mas o amplificador é meu, pô!
Nada! Só o ronco do motor da Veraneio, indiferente e vascaína, levando mais um para amontoar. A guarda e a ordem sempre vigilantes contra os de má aparência, gente que deveria entender que não se ultrapassa a fita zebrada que separa o cá e o lá... e os constantes avisos de “proibido sonhar em som alto”.
Amplificador de segunda mão não tem nota fiscal.
Mas ladrão, arrombador, lanceiro e receptor, tudo tem cor. Pressupõem-se tingidos de preto fosco nas consciências vigilantes.
Enquanto isso, sem jeito que dar, Itamar pensava era se, no escurecer do camburão, daria para ver a lua surgir, pintando de prata a lembrança das suas orquídeas brancas.
(SOUZA, Auricélio Ferreira de. Objeto Urgente. São Paulo: Patuá, 2025. p.23, 25) 
Observe as informações dadas, em seguida responda o que se pede:

I. O texto Isca de policia é fruto da cosmovisão singular de seu criador, sua verossimilhança é o que podemos chamar de aristotélica, ocorre apenas dentro da tessitura ficcional.
II. A cena retrata a violência imposta aos marginalizados, as pessoas periféricas espalhadas nas urbes que, sem espago, sem voz e “sem bens”, são compelidos as mais diversas formas de violência.
III. Quando a voz narrativa fala “e os constantes avisos de proibido sonhar em som alto” faz uma alusão as regras de convivência quando não permitem a utilização de amplificadores depois de certo horário.
IV. “Enquanto isso, sem jeito que dar, Itamar pensava era se, no escurecer do camburão, daria para ver a lua surgir, pintando de prata a lembrança das suas orquídeas brancas.” Tal fragmento reflete o pouco caso dado a prisão. Acostumado, Itamar sabe que sua prisão é por pouco tempo.
V. Em mais de um momento da narrativa, o narrador se utiliza do processo de antropomorfização onde sujeito e objeto se fundem para enfatizar ideias e emoções.
 

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4039559 Ano: 2026
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ANGULO DE ESCONCHO... ENTRE O VOLANTE E O PARA-BRISA. De olho na área! Que em dia de branco e com gente parda atrasada pro trabalho, há sempre suspeita.
Nego correndo...? É ladrão!
— ... Mas o amplificador é meu, pô!
Dizia Itamar ao polícia, que já lhe torcia o braço enquanto caminhava rente a calçada, rua abaixo em direção a viatura...
— Cara, olha ali!? Eu vou perder o ônibus!
— Em cana, Negão! Bota ele! Gritava outro, ajeitando o lugar no camburão entre a grade e a porta.
Nego assim, enxamioso, na rua, carregando um aparelho caro desse? Até parece que tem aparência e posses pra ser dono!
— É cana, negão!
— ... Mas o amplificador e meu, pô!
Insistia o preto, enquanto, na gentileza, o polícia abaixava a cabeça dele para entrar no camburão.
Cacete! Hoje não rola ensaio de novo! E já tô e vendo o pessoal me esculachar de irresponsável! Puta merda!
De Londrina a Pitangueiras é chão... O amplificador não tinha nada que ver com lonjuras, conduções e regras de cor. Devia ter ficado guardado na casa de Chagas.
Porra! Por que que preto nunca se sai da suja?
No solavanco da Veraneio, a cabeça batendo contra o vidro. As esquinas em outras quebradas se deixando para trás. Os carros. As casas e, nas paredes, os piches.
O amplificador calado... frio e quadrado, no colo do polícia ouvia tudo. Com todos seus botões, VU’s, entradas e cabos. Sem poder falar do sacrifício que é sempre um da margem fazer um som na contramão do sistema.
— Quanto custa um bicho deste, hein? Perguntava com um riso de canto de boca pro outro enquanto percutia, com o nó dos dedos em cima do aparelho, o polícia mais magro.
O gordo:
— Na delegacia ele canta, que o plantão hoje é do Gomes!
Novo solavanco.
— Mas o amplificador é meu, pô!
Nada! Só o ronco do motor da Veraneio, indiferente e vascaína, levando mais um para amontoar. A guarda e a ordem sempre vigilantes contra os de má aparência, gente que deveria entender que não se ultrapassa a fita zebrada que separa o cá e o lá... e os constantes avisos de “proibido sonhar em som alto”.
Amplificador de segunda mão não tem nota fiscal.
Mas ladrão, arrombador, lanceiro e receptor, tudo tem cor. Pressupõem-se tingidos de preto fosco nas consciências vigilantes.
Enquanto isso, sem jeito que dar, Itamar pensava era se, no escurecer do camburão, daria para ver a lua surgir, pintando de prata a lembrança das suas orquídeas brancas.
(SOUZA, Auricélio Ferreira de. Objeto Urgente. São Paulo: Patuá, 2025. p.23, 25) 
O termo que não substitui sem alteração de sentido a palavra “esconcho” é:
 

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