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Foram encontradas 25 questões.

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto abaixo para responder à questão que se segue.
Partindo desta para uma muito melhor
O músico Antônio Carlos Jobim (1927-1994) afirmou, em 1992, durante uma entrevista, que "o brasileiro é negativo com o sucesso". O autor de "Garota de Ipanema", monumental sucesso ao redor do mundo, questionou como podíamos ser um país capitalista "se odiamos o dinheiro". Exatamente um mês antes de o Jornal do Brasil publicar o desabafo de Tom, nascia, em Mogi das Cruzes, São Paulo, Neymar da Silva Santos Júnior. Duas décadas depois, ele se tornou a maior estrela do clube que traz no seu nome de batismo, desde que Pelé pendurou seu soco no ar. Seu sucesso veio acompanhado de acusações, especulações e muitas outras "ções" que compõem o mal para o qual Tom Jobim alertava. Neymar Jr. ou simplesmente Neymar, tornou-se vítima do vaticínio do maestro.
Ele não é autor de canções famosas internacionalmente. Mas seus dribles encantaram de tal forma os fãs do futebol que o badalado clube espanhol Barcelona não descansou até contratá-lo. O negócio, fechado na semana passada, atingiu um valor estimado em R$270 milhões, calculado por especialistas atentos a detalhes da transação. "É um momento diferente pra mim, triste (despedida) e alegre (novo desafio)", escreveu Neymar numa rede social. "Que Deus me abençoe nas minhas escolhas." Neymar despede-se do Brasil em clima de desconfiança e apreensão, seja por causa de seu errático desempenho recente ou de sua exposição pública. Ele já foi o novo Pelé, o futuro melhor jogador do mundo e a garantia de que a Seleção Brasileira erguerá a taça na Copa no ano que vem. Cercado por olhares desconfiados, ainda pode voltar a ser tudo isso. Hoje, porém, seu futebol deixou de ser unanimidade no país. Vaias de flamenguistas acompanharam sua despedida dos gramados brasileiros. Neymar foi pejorativamente reduzido por muitos ao posto de maior garoto-propaganda brasileiro.
Nem sempre foi assim. Como acontece no Brasil, Neymar foi amado e mimado por todos quando era apenas mais um garoto pardo, pobre e promissor – um autêntico representante do nosso "jeito moleque" de encarar a vida. Seu futebol ofensivo e maroto resgatou tempos passados, quando nossos craques jogavam por amor à bola. Naquela época, que tem em Garrincha seu símbolo máximo, a vitória era consequência natural da ousadia. Com seus penteados extravagantes, Neymar é o último desses moicanos. Seu futebol é belo, porém não uma inútil paisagem. Ele é um virtuose também em eficiência. No Campeonato Paulista de 2010, o primeiro que disputou como titular do Santos, Neymar teve atuações dignas dos maiores encontros musicais da Bossa Nova. O título estadual foi consequência natural da ousadia de Neymar. No mesmo ano, ele chegou a fazer cinco gols em apenas um jogo, contra o Guarani, pela Copa do Brasil. No ano seguinte, foi decisivo para que o Santos, finalmente, repetisse o feito da era Pelé, com a conquista da Libertadores da América pela terceira vez. Os resultados levaram o clube a montar uma sofisticada logística empresarial para mantê-lo no país.
Bastou o menino da Vila Belmiro aparecer dirigindo um carro de luxo, vestindo uma joia no pescoço e exibindo um vistoso relógio no pulso para que surgissem as primeiras "dúvidas" sobre seu futebol. Caçado sem piedade em campo pelos mais truculentos adversários, Neymar retribuía com suas tentativas de cavar faltas e pênaltis – tradicionais armas do futebol que hoje não resistem às imperdoáveis câmeras de alta definição. A fama de "cai-cai" veio para ficar. Apesar de seus 24 gols pela Seleção – no final de 2012 –, ele atingiu a mesma média de gols de Ronaldo, o Fenômeno, em suas 25 primeiras partidas – o rendimento de Neymar passou a ser questionado. Um insucesso brasileiro tornou-se um fracasso de Neymar.
Nos Estados Unidos, a adoração a astros do esporte cresce proporcionalmente a seu sucesso. Se ficarem ricos e poderosos, ainda melhor. Michael Jordan no basquete, Tiger Woods no golfe e Michael Phelps na natação atraíam milhões de fãs enquanto acumulavam milhões de dólares. No Brasil dos anos 1990, Ronaldo vendeu uma Ferrari por não suportar as críticas de que era uma afronta à desigualdade social. Separado por um oceano da panela de pressão brasileira, Neymar terá a chance de concentrar-se mais em sua missão dentro de campo – que dividirá com os colegas craques Messi, Iniesta e Xavi. Sua carreira em Barcelona deverá refinar seu futebol e elevar suas chances de ser coroado na Copa de 2014. O garoto propaganda, onipresente na TV brasileira, continuará alvo de críticas. O craque Neymar merece aplausos - e un sincero desejo de boa sorte.
(BOMBIG, Alberto. Partindo desta para melhor. Revista Época, 3 de junho de 2013, p. 16)
Todas as expressões abaixo fazem referência ao antropônimo Neymar, EXCETO
 

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959845 Ano: 2012
Disciplina: Medicina
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Curvelo-MG
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A figura a seguir ilustra o controle do fluxo sanguíneo cerebral no indivíduo normotenso e em um hipertenso crônico.
Enunciado 959845-1
Analisando essa figura, podemos concluir:
 

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INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto abaixo para responder à questão que se segue.
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O músico Antônio Carlos Jobim (1927-1994) afirmou, em 1992, durante uma entrevista, que "o brasileiro é negativo com o sucesso". O autor de "Garota de Ipanema", monumental sucesso ao redor do mundo, questionou como podíamos ser um país capitalista "se odiamos o dinheiro". Exatamente um mês antes de o Jornal do Brasil publicar o desabafo de Tom, nascia, em Mogi das Cruzes, São Paulo, Neymar da Silva Santos Júnior. Duas décadas depois, ele se tornou a maior estrela do clube que traz no seu nome de batismo, desde que Pelé pendurou seu soco no ar. Seu sucesso veio acompanhado de acusações, especulações e muitas outras "ções" que compõem o mal para o qual Tom Jobim alertava. Neymar Jr. ou simplesmente Neymar, tornou-se vítima do vaticínio do maestro.
Ele não é autor de canções famosas internacionalmente. Mas seus dribles encantaram de tal forma os fãs do futebol que o badalado clube espanhol Barcelona não descansou até contratá-lo. O negócio, fechado na semana passada, atingiu um valor estimado em R$270 milhões, calculado por especialistas atentos a detalhes da transação. "É um momento diferente pra mim, triste (despedida) e alegre (novo desafio)", escreveu Neymar numa rede social. "Que Deus me abençoe nas minhas escolhas." Neymar despede-se do Brasil em clima de desconfiança e apreensão, seja por causa de seu errático desempenho recente ou de sua exposição pública. Ele já foi o novo Pelé, o futuro melhor jogador do mundo e a garantia de que a Seleção Brasileira erguerá a taça na Copa no ano que vem. Cercado por olhares desconfiados, ainda pode voltar a ser tudo isso. Hoje, porém, seu futebol deixou de ser unanimidade no país. Vaias de flamenguistas acompanharam sua despedida dos gramados brasileiros. Neymar foi pejorativamente reduzido por muitos ao posto de maior garoto-propaganda brasileiro.
Nem sempre foi assim. Como acontece no Brasil, Neymar foi amado e mimado por todos quando era apenas mais um garoto pardo, pobre e promissor(a) – um autêntico representante do nosso "jeito moleque" de encarar a vida. Seu futebol ofensivo e maroto resgatou tempos passados, quando nossos craques jogavam por amor à bola. Naquela época, que tem em Garrincha seu símbolo máximo, a vitória era consequência natural da ousadia. Com seus penteados extravagantes, Neymar é o último desses moicanos. Seu futebol é belo, porém não uma inútil paisagem. Ele é um virtuose também em eficiência. No Campeonato Paulista de 2010, o primeiro que disputou como titular do Santos, Neymar teve atuações dignas dos maiores encontros musicais da Bossa Nova. O título estadual foi consequência natural da ousadia de Neymar. No mesmo ano, ele chegou a fazer cinco gols em apenas um jogo, contra o Guarani, pela Copa do Brasil. No ano seguinte, foi decisivo para que o Santos, finalmente, repetisse o feito da era Pelé, com a conquista da Libertadores da América pela terceira vez. Os resultados levaram o clube a montar uma sofisticada logística empresarial para mantê-lo no país(d).
Bastou o menino da Vila Belmiro aparecer dirigindo um carro de luxo, vestindo uma joia no pescoço e exibindo um vistoso relógio no pulso para que surgissem as primeiras "dúvidas" sobre seu futebol(c). Caçado sem piedade em campo pelos mais truculentos adversários, Neymar retribuía com suas tentativas de cavar faltas e pênaltis – tradicionais armas do futebol que hoje não resistem às imperdoáveis câmeras de alta definição. A fama de "cai-cai" veio para ficar. Apesar de seus 24 gols pela Seleção – no final de 2012 –, ele atingiu a mesma média de gols de Ronaldo, o Fenômeno, em suas 25 primeiras partidas – o rendimento de Neymar passou a ser questionado. Um insucesso brasileiro tornou-se um fracasso de Neymar.
Nos Estados Unidos, a adoração a astros do esporte cresce proporcionalmente a seu sucesso. Se ficarem ricos e poderosos, ainda melhor. Michael Jordan no basquete, Tiger Woods no golfe e Michael Phelps na natação atraíam milhões de fãs enquanto acumulavam milhões de dólares. No Brasil dos anos 1990, Ronaldo vendeu uma Ferrari por não suportar as críticas de que era uma afronta à desigualdade social(b). Separado por um oceano da panela de pressão brasileira, Neymar terá a chance de concentrar-se mais em sua missão dentro de campo – que dividirá com os colegas craques Messi, Iniesta e Xavi. Sua carreira em Barcelona deverá refinar seu futebol e elevar suas chances de ser coroado na Copa de 2014. O garoto propaganda, onipresente na TV brasileira, continuará alvo de críticas. O craque Neymar merece aplausos - e un sincero desejo de boa sorte.
(BOMBIG, Alberto. Partindo desta para melhor. Revista Época, 3 de junho de 2013, p. 16)
Considere o trecho: “O músico Antônio Carlos Jobim (1925-1994) afirmou, em1992, durante uma entrevista, que ‘o brasileiro é negativo para o sucesso’ ”.
Todas as alternativas abaixo são apresentadas pelo autor como argumentos para sustentar a tese de Tom Jobim, EXCETO
 

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INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto abaixo para responder à questão que se segue.
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O músico Antônio Carlos Jobim (1927-1994) afirmou, em 1992, durante uma entrevista, que "o brasileiro é negativo com o sucesso". O autor de "Garota de Ipanema", monumental sucesso ao redor do mundo, questionou como podíamos ser um país capitalista "se odiamos o dinheiro". Exatamente um mês antes de o Jornal do Brasil publicar o desabafo de Tom, nascia, em Mogi das Cruzes, São Paulo, Neymar da Silva Santos Júnior. Duas décadas depois, ele se tornou a maior estrela do clube que traz no seu nome de batismo, desde que Pelé pendurou seu soco no ar. Seu sucesso veio acompanhado de acusações, especulações e muitas outras "ções" que compõem o mal para o qual Tom Jobim alertava. Neymar Jr. ou simplesmente Neymar, tornou-se vítima do vaticínio do maestro.
Ele não é autor de canções famosas internacionalmente. Mas seus dribles encantaram de tal forma os fãs do futebol que o badalado clube espanhol Barcelona não descansou até contratá-lo. O negócio, fechado na semana passada, atingiu um valor estimado em R$270 milhões, calculado por especialistas atentos a detalhes da transação. "É um momento diferente pra mim, triste (despedida) e alegre (novo desafio)", escreveu Neymar numa rede social. "Que Deus me abençoe nas minhas escolhas." Neymar despede-se do Brasil em clima de desconfiança e apreensão, seja por causa de seu errático desempenho recente ou de sua exposição pública. Ele já foi o novo Pelé, o futuro melhor jogador do mundo e a garantia de que a Seleção Brasileira erguerá a taça na Copa no ano que vem. Cercado por olhares desconfiados, ainda pode voltar a ser tudo isso. Hoje, porém, seu futebol deixou de ser unanimidade no país. Vaias de flamenguistas acompanharam sua despedida dos gramados brasileiros. Neymar foi pejorativamente reduzido por muitos ao posto de maior garoto-propaganda brasileiro.
Nem sempre foi assim. Como acontece no Brasil, Neymar foi amado e mimado por todos quando era apenas mais um garoto pardo, pobre e promissor – um autêntico representante do nosso "jeito moleque" de encarar a vida. Seu futebol ofensivo e maroto resgatou tempos passados, quando nossos craques jogavam por amor à bola. Naquela época, que tem em Garrincha seu símbolo máximo, a vitória era consequência natural da ousadia. Com seus penteados extravagantes, Neymar é o último desses moicanos. Seu futebol é belo, porém não uma inútil paisagem. Ele é um virtuose também em eficiência. No Campeonato Paulista de 2010, o primeiro que disputou como titular do Santos, Neymar teve atuações dignas dos maiores encontros musicais da Bossa Nova. O título estadual foi consequência natural da ousadia de Neymar. No mesmo ano, ele chegou a fazer cinco gols em apenas um jogo, contra o Guarani, pela Copa do Brasil. No ano seguinte, foi decisivo para que o Santos, finalmente, repetisse o feito da era Pelé, com a conquista da Libertadores da América pela terceira vez. Os resultados levaram o clube a montar uma sofisticada logística empresarial para mantê-lo no país.
Bastou o menino da Vila Belmiro aparecer dirigindo um carro de luxo, vestindo uma joia no pescoço e exibindo um vistoso relógio no pulso para que surgissem as primeiras "dúvidas" sobre seu futebol. Caçado sem piedade em campo pelos mais truculentos adversários, Neymar retribuía com suas tentativas de cavar faltas e pênaltis – tradicionais armas do futebol que hoje não resistem às imperdoáveis câmeras de alta definição. A fama de "cai-cai" veio para ficar. Apesar de seus 24 gols pela Seleção – no final de 2012 –, ele atingiu a mesma média de gols de Ronaldo, o Fenômeno, em suas 25 primeiras partidas – o rendimento de Neymar passou a ser questionado. Um insucesso brasileiro tornou-se um fracasso de Neymar.
Nos Estados Unidos, a adoração a astros do esporte cresce proporcionalmente a seu sucesso. Se ficarem ricos e poderosos, ainda melhor. Michael Jordan no basquete, Tiger Woods no golfe e Michael Phelps na natação atraíam milhões de fãs enquanto acumulavam milhões de dólares. No Brasil dos anos 1990, Ronaldo vendeu uma Ferrari por não suportar as críticas de que era uma afronta à desigualdade social. Separado por um oceano da panela de pressão brasileira, Neymar terá a chance de concentrar-se mais em sua missão dentro de campo – que dividirá com os colegas craques Messi, Iniesta e Xavi. Sua carreira em Barcelona deverá refinar seu futebol e elevar suas chances de ser coroado na Copa de 2014. O garoto propaganda, onipresente na TV brasileira, continuará alvo de críticas. O craque Neymar merece aplausos - e un sincero desejo de boa sorte.
(BOMBIG, Alberto. Partindo desta para melhor. Revista Época, 3 de junho de 2013, p. 16)
Considere o trecho: “Mas seus dribles encantaram de tal forma os fãs do futebol que o badalado clube espanhol Barcelona não descansou até contratá-lo.”
Todas as ideias abaixo, encontram-se inseridas no trecho, EXCETO
 

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O músico Antônio Carlos Jobim (1927-1994) afirmou, em 1992, durante uma entrevista, que "o brasileiro é negativo com o sucesso". O autor de "Garota de Ipanema", monumental sucesso ao redor do mundo, questionou como podíamos ser um país capitalista "se odiamos o dinheiro". Exatamente um mês antes de o Jornal do Brasil publicar o desabafo de Tom, nascia, em Mogi das Cruzes, São Paulo, Neymar da Silva Santos Júnior. Duas décadas depois, ele se tornou a maior estrela do clube que traz no seu nome de batismo, desde que Pelé pendurou seu soco no ar. Seu sucesso veio acompanhado de acusações, especulações e muitas outras "ções" que compõem o mal para o qual Tom Jobim alertava. Neymar Jr. ou simplesmente Neymar, tornou-se vítima do vaticínio do maestro.
Ele não é autor de canções famosas internacionalmente. Mas seus dribles encantaram de tal forma os fãs do futebol que o badalado clube espanhol Barcelona não descansou até contratá-lo. O negócio, fechado na semana passada, atingiu um valor estimado em R$270 milhões, calculado por especialistas atentos a detalhes da transação. "É um momento diferente pra mim, triste (despedida) e alegre (novo desafio)", escreveu Neymar numa rede social. "Que Deus me abençoe nas minhas escolhas." Neymar despede-se do Brasil em clima de desconfiança e apreensão, seja por causa de seu errático desempenho recente ou de sua exposição pública. Ele já foi o novo Pelé, o futuro melhor jogador do mundo e a garantia de que a Seleção Brasileira erguerá a taça na Copa no ano que vem. Cercado por olhares desconfiados, ainda pode voltar a ser tudo isso. Hoje, porém, seu futebol deixou de ser unanimidade no país. Vaias de flamenguistas acompanharam sua despedida dos gramados brasileiros. Neymar foi pejorativamente reduzido por muitos ao posto de maior garoto-propaganda brasileiro.
Nem sempre foi assim. Como acontece no Brasil, Neymar foi amado e mimado por todos quando era apenas mais um garoto pardo, pobre e promissor – um autêntico representante do nosso "jeito moleque" de encarar a vida. Seu futebol ofensivo e maroto resgatou tempos passados, quando nossos craques jogavam por amor à bola. Naquela época, que tem em Garrincha seu símbolo máximo, a vitória era consequência natural da ousadia. Com seus penteados extravagantes, Neymar é o último desses moicanos. Seu futebol é belo, porém não uma inútil paisagem. Ele é um virtuose também em eficiência. No Campeonato Paulista de 2010, o primeiro que disputou como titular do Santos, Neymar teve atuações dignas dos maiores encontros musicais da Bossa Nova. O título estadual foi consequência natural da ousadia de Neymar. No mesmo ano, ele chegou a fazer cinco gols em apenas um jogo, contra o Guarani, pela Copa do Brasil. No ano seguinte, foi decisivo para que o Santos, finalmente, repetisse o feito da era Pelé, com a conquista da Libertadores da América pela terceira vez. Os resultados levaram o clube a montar uma sofisticada logística empresarial para mantê-lo no país.
Bastou o menino da Vila Belmiro aparecer dirigindo um carro de luxo, vestindo uma joia no pescoço e exibindo um vistoso relógio no pulso para que surgissem as primeiras "dúvidas" sobre seu futebol. Caçado sem piedade em campo pelos mais truculentos adversários, Neymar retribuía com suas tentativas de cavar faltas e pênaltis – tradicionais armas do futebol que hoje não resistem às imperdoáveis câmeras de alta definição. A fama de "cai-cai" veio para ficar. Apesar de seus 24 gols pela Seleção – no final de 2012 –, ele atingiu a mesma média de gols de Ronaldo, o Fenômeno, em suas 25 primeiras partidas – o rendimento de Neymar passou a ser questionado. Um insucesso brasileiro tornou-se um fracasso de Neymar.
Nos Estados Unidos, a adoração a astros do esporte cresce proporcionalmente a seu sucesso. Se ficarem ricos e poderosos, ainda melhor. Michael Jordan no basquete, Tiger Woods no golfe e Michael Phelps na natação atraíam milhões de fãs enquanto acumulavam milhões de dólares. No Brasil dos anos 1990, Ronaldo vendeu uma Ferrari por não suportar as críticas de que era uma afronta à desigualdade social. Separado por um oceano da panela de pressão brasileira, Neymar terá a chance de concentrar-se mais em sua missão dentro de campo – que dividirá com os colegas craques Messi, Iniesta e Xavi. Sua carreira em Barcelona deverá refinar seu futebol e elevar suas chances de ser coroado na Copa de 2014. O garoto propaganda, onipresente na TV brasileira, continuará alvo de críticas. O craque Neymar merece aplausos - e un sincero desejo de boa sorte.
(BOMBIG, Alberto. Partindo desta para melhor. Revista Época, 3 de junho de 2013, p. 16)
Assinale a afirmativa que NÃO condiz com a posição assumida pelo autor do texto.
 

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O músico Antônio Carlos Jobim (1927-1994) afirmou, em 1992, durante uma entrevista, que "o brasileiro é negativo com o sucesso". O autor de "Garota de Ipanema", monumental sucesso ao redor do mundo, questionou como podíamos ser um país capitalista "se odiamos o dinheiro". Exatamente um mês antes de o Jornal do Brasil publicar o desabafo de Tom, nascia, em Mogi das Cruzes, São Paulo, Neymar da Silva Santos Júnior. Duas décadas depois, ele se tornou a maior estrela do clube que traz no seu nome de batismo, desde que Pelé pendurou seu soco no ar. Seu sucesso veio acompanhado de acusações, especulações e muitas outras "ções" que compõem o mal para o qual Tom Jobim alertava. Neymar Jr. ou simplesmente Neymar, tornou-se vítima do vaticínio do maestro.
Ele não é autor de canções famosas internacionalmente. Mas seus dribles encantaram de tal forma os fãs do futebol que o badalado clube espanhol Barcelona não descansou até contratá-lo. O negócio, fechado na semana passada, atingiu um valor estimado em R$270 milhões, calculado por especialistas atentos a detalhes da transação. "É um momento diferente pra mim, triste (despedida) e alegre (novo desafio)", escreveu Neymar numa rede social. "Que Deus me abençoe nas minhas escolhas." Neymar despede-se do Brasil em clima de desconfiança e apreensão, seja por causa de seu errático desempenho recente ou de sua exposição pública. Ele já foi o novo Pelé, o futuro melhor jogador do mundo e a garantia de que a Seleção Brasileira erguerá a taça na Copa no ano que vem. Cercado por olhares desconfiados, ainda pode voltar a ser tudo isso. Hoje, porém, seu futebol deixou de ser unanimidade no país. Vaias de flamenguistas acompanharam sua despedida dos gramados brasileiros. Neymar foi pejorativamente reduzido por muitos ao posto de maior garoto-propaganda brasileiro.
Nem sempre foi assim. Como acontece no Brasil, Neymar foi amado e mimado por todos quando era apenas mais um garoto pardo, pobre e promissor – um autêntico representante do nosso "jeito moleque" de encarar a vida. Seu futebol ofensivo e maroto resgatou tempos passados, quando nossos craques jogavam por amor à bola. Naquela época, que tem em Garrincha seu símbolo máximo, a vitória era consequência natural da ousadia. Com seus penteados extravagantes, Neymar é o último desses moicanos. Seu futebol é belo, porém não uma inútil paisagem. Ele é um virtuose também em eficiência. No Campeonato Paulista de 2010, o primeiro que disputou como titular do Santos, Neymar teve atuações dignas dos maiores encontros musicais da Bossa Nova. O título estadual foi consequência natural da ousadia de Neymar. No mesmo ano, ele chegou a fazer cinco gols em apenas um jogo, contra o Guarani, pela Copa do Brasil. No ano seguinte, foi decisivo para que o Santos, finalmente, repetisse o feito da era Pelé, com a conquista da Libertadores da América pela terceira vez. Os resultados levaram o clube a montar uma sofisticada logística empresarial para mantê-lo no país.
Bastou o menino da Vila Belmiro aparecer dirigindo um carro de luxo, vestindo uma joia no pescoço e exibindo um vistoso relógio no pulso para que surgissem as primeiras "dúvidas" sobre seu futebol. Caçado sem piedade em campo pelos mais truculentos adversários, Neymar retribuía com suas tentativas de cavar faltas e pênaltis – tradicionais armas do futebol que hoje não resistem às imperdoáveis câmeras de alta definição. A fama de "cai-cai" veio para ficar. Apesar de seus 24 gols pela Seleção – no final de 2012 –, ele atingiu a mesma média de gols de Ronaldo, o Fenômeno, em suas 25 primeiras partidas – o rendimento de Neymar passou a ser questionado. Um insucesso brasileiro tornou-se um fracasso de Neymar.
Nos Estados Unidos, a adoração a astros do esporte cresce proporcionalmente a seu sucesso. Se ficarem ricos e poderosos, ainda melhor. Michael Jordan no basquete, Tiger Woods no golfe e Michael Phelps na natação atraíam milhões de fãs enquanto acumulavam milhões de dólares. No Brasil dos anos 1990, Ronaldo vendeu uma Ferrari por não suportar as críticas de que era uma afronta à desigualdade social. Separado por um oceano da panela de pressão brasileira, Neymar terá a chance de concentrar-se mais em sua missão dentro de campo – que dividirá com os colegas craques Messi, Iniesta e Xavi. Sua carreira em Barcelona deverá refinar seu futebol e elevar suas chances de ser coroado na Copa de 2014. O garoto propaganda, onipresente na TV brasileira, continuará alvo de críticas. O craque Neymar merece aplausos - e un sincero desejo de boa sorte.
(BOMBIG, Alberto. Partindo desta para melhor. Revista Época, 3 de junho de 2013, p. 16)
“Duas décadas depois, ele se tornou a maior estrela do clube que traz no seu nome de batismo, desde que Pelé pendurou seu soco no ar.”
No contexto em que foi empregada, a frase negritada corresponde, denotativamente, a
 

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O músico Antônio Carlos Jobim (1927-1994) afirmou, em 1992, durante uma entrevista, que "o brasileiro é negativo com o sucesso". O autor de "Garota de Ipanema", monumental sucesso ao redor do mundo, questionou como podíamos ser um país capitalista "se odiamos o dinheiro". Exatamente um mês antes de o Jornal do Brasil publicar o desabafo de Tom, nascia, em Mogi das Cruzes, São Paulo, Neymar da Silva Santos Júnior. Duas décadas depois, ele se tornou a maior estrela do clube que traz no seu nome de batismo, desde que Pelé pendurou seu soco no ar. Seu sucesso veio acompanhado de acusações, especulações e muitas outras "ções" que compõem o mal para o qual Tom Jobim alertava. Neymar Jr. ou simplesmente Neymar, tornou-se vítima do vaticínio do maestro.
Ele não é autor de canções famosas internacionalmente. Mas seus dribles encantaram de tal forma os fãs do futebol que o badalado clube espanhol Barcelona não descansou até contratá-lo. O negócio, fechado na semana passada, atingiu um valor estimado em R$270 milhões, calculado por especialistas atentos a detalhes da transação. "É um momento diferente pra mim, triste (despedida) e alegre (novo desafio)", escreveu Neymar numa rede social. "Que Deus me abençoe nas minhas escolhas." Neymar despede-se do Brasil em clima de desconfiança e apreensão, seja por causa de seu errático desempenho recente ou de sua exposição pública. Ele já foi o novo Pelé, o futuro melhor jogador do mundo e a garantia de que a Seleção Brasileira erguerá a taça na Copa no ano que vem. Cercado por olhares desconfiados, ainda pode voltar a ser tudo isso. Hoje, porém, seu futebol deixou de ser unanimidade no país. Vaias de flamenguistas acompanharam sua despedida dos gramados brasileiros. Neymar foi pejorativamente reduzido por muitos ao posto de maior garoto-propaganda brasileiro.
Nem sempre foi assim. Como acontece no Brasil, Neymar foi amado e mimado por todos quando era apenas mais um garoto pardo, pobre e promissor – um autêntico representante do nosso "jeito moleque" de encarar a vida. Seu futebol ofensivo e maroto resgatou tempos passados, quando nossos craques jogavam por amor à bola. Naquela época, que tem em Garrincha seu símbolo máximo, a vitória era consequência natural da ousadia. Com seus penteados extravagantes, Neymar é o último desses moicanos. Seu futebol é belo, porém não uma inútil paisagem. Ele é um virtuose também em eficiência. No Campeonato Paulista de 2010, o primeiro que disputou como titular do Santos, Neymar teve atuações dignas dos maiores encontros musicais da Bossa Nova. O título estadual foi consequência natural da ousadia de Neymar. No mesmo ano, ele chegou a fazer cinco gols em apenas um jogo, contra o Guarani, pela Copa do Brasil. No ano seguinte, foi decisivo para que o Santos, finalmente, repetisse o feito da era Pelé, com a conquista da Libertadores da América pela terceira vez. Os resultados levaram o clube a montar uma sofisticada logística empresarial para mantê-lo no país.
Bastou o menino da Vila Belmiro aparecer dirigindo um carro de luxo, vestindo uma joia no pescoço e exibindo um vistoso relógio no pulso para que surgissem as primeiras "dúvidas" sobre seu futebol. Caçado sem piedade em campo pelos mais truculentos adversários, Neymar retribuía com suas tentativas de cavar faltas e pênaltis – tradicionais armas do futebol que hoje não resistem às imperdoáveis câmeras de alta definição. A fama de "cai-cai" veio para ficar. Apesar de seus 24 gols pela Seleção – no final de 2012 –, ele atingiu a mesma média de gols de Ronaldo, o Fenômeno, em suas 25 primeiras partidas – o rendimento de Neymar passou a ser questionado. Um insucesso brasileiro tornou-se um fracasso de Neymar.
Nos Estados Unidos, a adoração a astros do esporte cresce proporcionalmente a seu sucesso. Se ficarem ricos e poderosos, ainda melhor. Michael Jordan no basquete, Tiger Woods no golfe e Michael Phelps na natação atraíam milhões de fãs enquanto acumulavam milhões de dólares. No Brasil dos anos 1990, Ronaldo vendeu uma Ferrari por não suportar as críticas de que era uma afronta à desigualdade social. Separado por um oceano da panela de pressão brasileira, Neymar terá a chance de concentrar-se mais em sua missão dentro de campo – que dividirá com os colegas craques Messi, Iniesta e Xavi. Sua carreira em Barcelona deverá refinar seu futebol e elevar suas chances de ser coroado na Copa de 2014. O garoto propaganda, onipresente na TV brasileira, continuará alvo de críticas. O craque Neymar merece aplausos - e un sincero desejo de boa sorte.
(BOMBIG, Alberto. Partindo desta para melhor. Revista Época, 3 de junho de 2013, p. 16)
Considere o trecho: “Que Deus me abençoe nas minhas escolhas.”
Tendo em vista a norma culta, sobre o uso do pronome oblíquo átono no trecho, é CORRETO afirmar:
 

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760616 Ano: 2012
Disciplina: Medicina
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Curvelo-MG
Provas:
Uma jovem de 30 anos tem história de dores de cabeça há cerca de 5 anos, que se iniciaram na região frontotemporal, alternando o lado direito e o lado esquerdo e, posteriormente, tornou-se holocraniana, com dor em nuca, tipo pressão. Algumas vezes a dor é precedida por alteração do campo visiual e ela enxerga apenas metade dos objetos. Seguindo as crises, atualmente quase diárias, apresenta náuseas e vômitos. Exame neurológico é normal, exceto por pés e mãos frias decorrentes de ansiedade. Tia materna tem os mesmos sintomas. Nesse caso, qual o provável diagnóstico?
 

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718608 Ano: 2012
Disciplina: Medicina
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Curvelo-MG
Provas:
Paciente de 75 anos, portador de hipertensão arterial sistêmica e dislipidemia, comparece à consulta com o médico da atenção primária para controle da pressão arterial. Durante a entrevista, o paciente nega qualquer sintoma cardiovascular. Durante o exame físico, o médico identifica um sopro áspero, sistólico em 2º espaço intercostal esquerdo, intensidade III/VI, com irradiação para a região cervical. O eletrocardiograma (ECG) que o paciente trouxe, realizado há cerca de 1 ano, mostra onda R com amplitude aumentada em V4, V5 e V6, ondas S profundas de V1 a V3 e segmento ST infradesnivelado e com inversão de onda T em D1, aVL, V5 e V6. Em relação ao quadro clínico do paciente, assinale a afirmativa CORRETA.
 

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712514 Ano: 2012
Disciplina: Medicina
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Curvelo-MG
Provas:
Paciente com 45 anos, com diabetes melitus tipo 2, de duração de cinco anos e com índice de massa corporal = 24 kg/m², vinha mantendo glicemia de jejum em torno de 100 mg/dl e hemoglobina glicada normal, com o seguinte tratamento: dieta, exercícios, metformina (850 mg 2 vezes ao dia). Há oito meses começou a apresentar aumento gradual da glicemia de jejum (140 mg/dl a 160 mg/dl), com aumento da hemoglobina glicada. Qual a afirmativa CORRETA?
 

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