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Foram encontradas 35 questões.

1515620 Ano: 2014
Disciplina: Matemática
Banca: AOCP
Orgão: Pref. Fundão-ES

As dimensões de uma piscina olímpica são: 50 metros de comprimentos, 25 metros de largura e 3 metros de profundidade. Deseja-se encher tal piscina usando apenas uma mangueira cuja vazão de água é 25 litros por minuto. Nessas condições, em quanto tempo a piscina ficaria completamente cheia?

(considere que a água não evapora durante o processo)

 

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1515619 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: Pref. Fundão-ES

TEXTO III – Questões 15 à 20

A ciência do pênalti perfeito Estudo aponta a melhor maneira de balançar a rede. –

Texto: Bruno Garattoni e Dennis Barbosa

O que é um pênalti bem batido? O senso comum diz que o ideal é chutar a bola nos cantos do gol, rente à trave e fora do alcance do goleiro. Mas uma pesquisa descobriu que não é bem assim. Ao analisar 286 cobranças de pênalti de campeonatos internacionais, psicólogos israelenses chegaram a uma conclusão incrível: na verdade, o melhor é chutar a bola no meio, pois em 93,7% das vezes o goleiro pula para os lados. Isso acontece porque ele é influenciado pelo que os cientistas chamam de “tendência à ação”: prefere tomar a iniciativa e pular. (...)

Mas a tática não é infalível. Se todos os cobradores de pênaltis mandassem a bola sempre no meio, os goleiros perceberiam o truque. Não dá para chutar sempre no meio ou no lado direito (que é o melhor dos cantos, com 20% mais chance de gol que o esquerdo). É preciso ter categoria para chutar bem e marcar mesmo se o goleiro adivinhar o canto. Matemáticos da Universidade John Moores, em Liverpool, analisaram todas as cobranças de pênalti batidas pela seleção inglesa desde 1962 e descobriram o que seria a maneira perfeita de bater um pênalti, com a distância, a velocidade, a técnica ideais. Aplicando a equação dos cientistas, o pênalti perfeito é batido por Alan Shearer no jogo Inglaterra X Argentina da Copa de 98. De fato, a cobrança é fantástica – uma bomba no gol. O único problema é que os demais companheiros não estudaram seus fundamentos tanto quanto o atacante: a Inglaterra perdeu.

(Fonte: Suplemento Gol de Cabeça da Revista Super Interessante. São Paulo: Editora Abril, abril de 2014.)

Observe o excerto “(...) rente à trave (...)” e assinale a alternativa correta quanto ao uso do acento grave.

 

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1515618 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: Pref. Fundão-ES

TEXTO III – Questões 15 à 20

A ciência do pênalti perfeito Estudo aponta a melhor maneira de balançar a rede. –

Texto: Bruno Garattoni e Dennis Barbosa

O que é um pênalti bem batido? O senso comum diz que o ideal é chutar a bola nos cantos do gol, rente à trave e fora do alcance do goleiro. Mas uma pesquisa descobriu que não é bem assim. Ao analisar 286 cobranças de pênalti de campeonatos internacionais, psicólogos israelenses chegaram a uma conclusão incrível: na verdade, o melhor é chutar a bola no meio, pois em 93,7% das vezes o goleiro pula para os lados. Isso acontece porque ele é influenciado pelo que os cientistas chamam de “tendência à ação”: prefere tomar a iniciativa e pular. (...)

Mas a tática não é infalível. Se todos os cobradores de pênaltis mandassem a bola sempre no meio, os goleiros perceberiam o truque. Não dá para chutar sempre no meio ou no lado direito (que é o melhor dos cantos, com 20% mais chance de gol que o esquerdo). É preciso ter categoria para chutar bem e marcar mesmo se o goleiro adivinhar o canto. Matemáticos da Universidade John Moores, em Liverpool, analisaram todas as cobranças de pênalti batidas pela seleção inglesa desde 1962 e descobriram o que seria a maneira perfeita de bater um pênalti, com a distância, a velocidade, a técnica ideais. Aplicando a equação dos cientistas, o pênalti perfeito é batido por Alan Shearer no jogo Inglaterra X Argentina da Copa de 98. De fato, a cobrança é fantástica – uma bomba no gol. O único problema é que os demais companheiros não estudaram seus fundamentos tanto quanto o atacante: a Inglaterra perdeu.

(Fonte: Suplemento Gol de Cabeça da Revista Super Interessante. São Paulo: Editora Abril, abril de 2014.)

Observe o uso do sinal de pontuação dois-pontos (:) no 1° parágrafo do TEXTO III e assinale a alternativa correta.

 

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1515617 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: Pref. Fundão-ES

TEXTO III – Questões 15 à 20

A ciência do pênalti perfeito Estudo aponta a melhor maneira de balançar a rede. –

Texto: Bruno Garattoni e Dennis Barbosa

O que é um pênalti bem batido? O senso comum diz que o ideal é chutar a bola nos cantos do gol, rente à trave e fora do alcance do goleiro. Mas uma pesquisa descobriu que não é bem assim. Ao analisar 286 cobranças de pênalti de campeonatos internacionais, psicólogos israelenses chegaram a uma conclusão incrível: na verdade, o melhor é chutar a bola no meio, pois em 93,7% das vezes o goleiro pula para os lados. Isso acontece porque ele é influenciado pelo que os cientistas chamam de “tendência à ação”: prefere tomar a iniciativa e pular. (...)

Mas a tática não é infalível. Se todos os cobradores de pênaltis mandassem a bola sempre no meio, os goleiros perceberiam o truque. Não dá para chutar sempre no meio ou no lado direito (que é o melhor dos cantos, com 20% mais chance de gol que o esquerdo). É preciso ter categoria para chutar bem e marcar mesmo se o goleiro adivinhar o canto. Matemáticos da Universidade John Moores, em Liverpool, analisaram todas as cobranças de pênalti batidas pela seleção inglesa desde 1962 e descobriram o que seria a maneira perfeita de bater um pênalti, com a distância, a velocidade, a técnica ideais. Aplicando a equação dos cientistas, o pênalti perfeito é batido por Alan Shearer no jogo Inglaterra X Argentina da Copa de 98. De fato, a cobrança é fantástica – uma bomba no gol. O único problema é que os demais companheiros não estudaram seus fundamentos tanto quanto o atacante: a Inglaterra perdeu.

(Fonte: Suplemento Gol de Cabeça da Revista Super Interessante. São Paulo: Editora Abril, abril de 2014.)

De acordo com o texto, a melhor maneira de bater um pênalti combinaria a “distância, a velocidade, a técnica ideais”. Levando em consideração as informações apresentadas pelo TEXTO III, faça inferências e assinale a única alternativa que NÃO corresponde à ciência do pênalti perfeito.

 

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1515616 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: Pref. Fundão-ES

TEXTO III – Questões 15 à 20

A ciência do pênalti perfeito Estudo aponta a melhor maneira de balançar a rede. –

Texto: Bruno Garattoni e Dennis Barbosa

O que é um pênalti bem batido? O senso comum diz que o ideal é chutar a bola nos cantos do gol, rente à trave e fora do alcance do goleiro. Mas uma pesquisa descobriu que não é bem assim. Ao analisar 286 cobranças de pênalti de campeonatos internacionais, psicólogos israelenses chegaram a uma conclusão incrível: na verdade, o melhor é chutar a bola no meio, pois em 93,7% das vezes o goleiro pula para os lados. Isso acontece porque ele é influenciado pelo que os cientistas chamam de “tendência à ação”: prefere tomar a iniciativa e pular. (...)

Mas a tática não é infalível. Se todos os cobradores de pênaltis mandassem a bola sempre no meio, os goleiros perceberiam o truque. Não dá para chutar sempre no meio ou no lado direito (que é o melhor dos cantos, com 20% mais chance de gol que o esquerdo). É preciso ter categoria para chutar bem e marcar mesmo se o goleiro adivinhar o canto. Matemáticos da Universidade John Moores, em Liverpool, analisaram todas as cobranças de pênalti batidas pela seleção inglesa desde 1962 e descobriram o que seria a maneira perfeita de bater um pênalti, com a distância, a velocidade, a técnica ideais. Aplicando a equação dos cientistas, o pênalti perfeito é batido por Alan Shearer no jogo Inglaterra X Argentina da Copa de 98. De fato, a cobrança é fantástica – uma bomba no gol. O único problema é que os demais companheiros não estudaram seus fundamentos tanto quanto o atacante: a Inglaterra perdeu.

(Fonte: Suplemento Gol de Cabeça da Revista Super Interessante. São Paulo: Editora Abril, abril de 2014.)

De acordo com a pesquisa realizada por psicólogos israelenses mencionada no TEXTO III, assinale a alternativa correta quanto à melhor maneira de se chutar um pênalti.

 

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1515615 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: Pref. Fundão-ES

TEXTO III – Questões 15 à 20

A ciência do pênalti perfeito Estudo aponta a melhor maneira de balançar a rede. –

Texto: Bruno Garattoni e Dennis Barbosa

O que é um pênalti bem batido? O senso comum diz que o ideal é chutar a bola nos cantos do gol, rente à trave e fora do alcance do goleiro. Mas uma pesquisa descobriu que não é bem assim. Ao analisar 286 cobranças de pênalti de campeonatos internacionais, psicólogos israelenses chegaram a uma conclusão incrível: na verdade, o melhor é chutar a bola no meio, pois em 93,7% das vezes o goleiro pula para os lados. Isso acontece porque ele é influenciado pelo que os cientistas chamam de “tendência à ação”: prefere tomar a iniciativa e pular. (...)

Mas a tática não é infalível. Se todos os cobradores de pênaltis mandassem a bola sempre no meio, os goleiros perceberiam o truque. Não dá para chutar sempre no meio ou no lado direito (que é o melhor dos cantos, com 20% mais chance de gol que o esquerdo). É preciso ter categoria para chutar bem e marcar mesmo se o goleiro adivinhar o canto. Matemáticos da Universidade John Moores, em Liverpool, analisaram todas as cobranças de pênalti batidas pela seleção inglesa desde 1962 e descobriram o que seria a maneira perfeita de bater um pênalti, com a distância, a velocidade, a técnica ideais. Aplicando a equação dos cientistas, o pênalti perfeito é batido por Alan Shearer no jogo Inglaterra X Argentina da Copa de 98. De fato, a cobrança é fantástica – uma bomba no gol. O único problema é que os demais companheiros não estudaram seus fundamentos tanto quanto o atacante: a Inglaterra perdeu.

(Fonte: Suplemento Gol de Cabeça da Revista Super Interessante. São Paulo: Editora Abril, abril de 2014.)

Assinale a alternativa que melhor exprime o assunto central do TEXTO III.

 

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1515614 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: Pref. Fundão-ES

TEXTO II – Questões 5 à 14

Duelo de Machos

(Por Alexandre Soares Silva)

Quem leva a melhor: o homem de hoje ou o de antigamente? Não responda antes de ler até o fim!

Homens de verdade eram os nossos bisavôs. Eles iam pra guerra! Eles usavam barbas enormes, similares às de publicitários magrinhos que fazem pilates – só que eram levados a sério! Eles não tinham barriga tanquinho, não tiravam as cutículas e às vezes passavam 15 anos sem olhar num espelho. E quando, por acidente, batiam os olhos em um espelho, muitas vezes gritavam “Virei viado!”, e na mesma noite punham os negócios em ordem e se matavam com um tiro de garrucha. Caçavam, pescavam, consertavam as coisas na casa, fumavam, bebiam, tinham pressão alta, infartos, derrames (ficavam com metade do corpo paralisado, olhando severamente com um olho só para os netos afrescalhados), apostavam em cavalos, ignoravam a existência de dois terços do espectro de cores, cuspiam tabaco no chão da igreja e tinham tanta testosterona que as mulheres engravidavam só de arrumar a gaveta das cuecas.

Até nossas bisavós eram mais machas do que nós, homens de 2014. Pariam sem anestesia, ao ritmo de cinco ou seis filhos por ano, e sem parar de tricotar um segundo. Vocês não leem Jane Austen porque acham que é coisa de menina, mas qualquer uma daquelas senhoritas interioranas caçava animais mais difíceis de conseguir do que raposas: maridos. Eram mais viris que qualquer Anderson Silva, e certamente se depilavam menos.

(...) Ou assim diz a lenda. (...)

A minha experiência não confirma nada disso. Meu avô paterno, que eu adorava, não sabia de que lado pegar num martelo, e passava mais tempo se arrumando depois de acordar do que uma noiva antes de casar.

Na verdade, digo que tudo isso que eu escrevi aí em cima é calúnia, e que nossa geração é a mais macha que já existiu desde que os nossos antepassados hominídeos caíram das árvores como caquis podres. Por exemplo: nenhuma geração de homens desde o Pleistoceno teve tão pouco cuidado com a própria aparência quanto a nossa, que acha que está bem-arrumada quando põe uma bermuda menos fedida. Algumas discussões de Facebook requerem mais sangue-frio que a batalha de Somme, respiramos um ar tão poluído que faria os nossos bisavós vomitarem e nossos carros são a prova de que só distinguimos duas cores, o prateado e o preto.

E, ao contrário dos nossos antepassados, casamos com feministas, e no trabalho recebemos ordens de mulheres. De mulheres! Qualquer homem do século 19 que passasse por isso ficaria tão confuso, que sua barba despencaria e seus mamilos jorrariam leite. Nós conseguimos passar por isso só ficando levemente confusos, o que para mim é a prova de que somos o ápice da masculinidade no planeta Terra.

(Fonte: Revista Vip. Seção: Prateleira. São Paulo: Editora Abril, abril de 2014.

Com relação ao uso correto de palavras compostas, preencha as lacunas e assinale a alternativa correta.

A palavra composta bem-arrumada (5° parágrafo) leva hífen por causa do __________ bem e porque o __________ que o segue começa com __________.

 

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1515613 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: Pref. Fundão-ES

TEXTO II – Questões 5 à 14

Duelo de Machos

(Por Alexandre Soares Silva)

Quem leva a melhor: o homem de hoje ou o de antigamente? Não responda antes de ler até o fim!

Homens de verdade eram os nossos bisavôs. Eles iam pra guerra! Eles usavam barbas enormes, similares às de publicitários magrinhos que fazem pilates – só que eram levados a sério! Eles não tinham barriga tanquinho, não tiravam as cutículas e às vezes passavam 15 anos sem olhar num espelho. E quando, por acidente, batiam os olhos em um espelho, muitas vezes gritavam “Virei viado!”, e na mesma noite punham os negócios em ordem e se matavam com um tiro de garrucha. Caçavam, pescavam, consertavam as coisas na casa, fumavam, bebiam, tinham pressão alta, infartos, derrames (ficavam com metade do corpo paralisado, olhando severamente com um olho só para os netos afrescalhados), apostavam em cavalos, ignoravam a existência de dois terços do espectro de cores, cuspiam tabaco no chão da igreja e tinham tanta testosterona que as mulheres engravidavam só de arrumar a gaveta das cuecas.

Até nossas bisavós eram mais machas do que nós, homens de 2014. Pariam sem anestesia, ao ritmo de cinco ou seis filhos por ano, e sem parar de tricotar um segundo. Vocês não leem Jane Austen porque acham que é coisa de menina, mas qualquer uma daquelas senhoritas interioranas caçava animais mais difíceis de conseguir do que raposas: maridos. Eram mais viris que qualquer Anderson Silva, e certamente se depilavam menos.

(...) Ou assim diz a lenda. (...)

A minha experiência não confirma nada disso. Meu avô paterno, que eu adorava, não sabia de que lado pegar num martelo, e passava mais tempo se arrumando depois de acordar do que uma noiva antes de casar.

Na verdade, digo que tudo isso que eu escrevi aí em cima é calúnia, e que nossa geração é a mais macha que já existiu desde que os nossos antepassados hominídeos caíram das árvores como caquis podres. Por exemplo: nenhuma geração de homens desde o Pleistoceno teve tão pouco cuidado com a própria aparência quanto a nossa, que acha que está bem-arrumada quando põe uma bermuda menos fedida. Algumas discussões de Facebook requerem mais sangue-frio que a batalha de Somme, respiramos um ar tão poluído que faria os nossos bisavós vomitarem e nossos carros são a prova de que só distinguimos duas cores, o prateado e o preto.

E, ao contrário dos nossos antepassados, casamos com feministas, e no trabalho recebemos ordens de mulheres. De mulheres! Qualquer homem do século 19 que passasse por isso ficaria tão confuso, que sua barba despencaria e seus mamilos jorrariam leite. Nós conseguimos passar por isso só ficando levemente confusos, o que para mim é a prova de que somos o ápice da masculinidade no planeta Terra.

(Fonte: Revista Vip. Seção: Prateleira. São Paulo: Editora Abril, abril de 2014.

No texto II, a respeito dos pronomes demonstrativos disso (4° parágrafo) e isso (5° parágrafo), analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.

I. O pronome demonstrativo isso é variável.

II. O pronome demonstrativo isso é invariável.

III. Os pronomes relativos não são elementos coesivos do texto, pois não retomam nenhuma informação.

IV. Os pronomes disso e isso são ambos anafóricos no texto, pois retomam uma informação já veiculada.

 

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Questão presente nas seguintes provas
1515612 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: Pref. Fundão-ES

TEXTO II – Questões 5 à 14

Duelo de Machos

(Por Alexandre Soares Silva)

Quem leva a melhor: o homem de hoje ou o de antigamente? Não responda antes de ler até o fim!

Homens de verdade eram os nossos bisavôs. Eles iam pra guerra! Eles usavam barbas enormes, similares às de publicitários magrinhos que fazem pilates – só que eram levados a sério! Eles não tinham barriga tanquinho, não tiravam as cutículas e às vezes passavam 15 anos sem olhar num espelho. E quando, por acidente, batiam os olhos em um espelho, muitas vezes gritavam “Virei viado!”, e na mesma noite punham os negócios em ordem e se matavam com um tiro de garrucha. Caçavam, pescavam, consertavam as coisas na casa, fumavam, bebiam, tinham pressão alta, infartos, derrames (ficavam com metade do corpo paralisado, olhando severamente com um olho só para os netos afrescalhados), apostavam em cavalos, ignoravam a existência de dois terços do espectro de cores, cuspiam tabaco no chão da igreja e tinham tanta testosterona que as mulheres engravidavam só de arrumar a gaveta das cuecas.

Até nossas bisavós eram mais machas do que nós, homens de 2014. Pariam sem anestesia, ao ritmo de cinco ou seis filhos por ano, e sem parar de tricotar um segundo. Vocês não leem Jane Austen porque acham que é coisa de menina, mas qualquer uma daquelas senhoritas interioranas caçava animais mais difíceis de conseguir do que raposas: maridos. Eram mais viris que qualquer Anderson Silva, e certamente se depilavam menos.

(...) Ou assim diz a lenda. (...)

A minha experiência não confirma nada disso. Meu avô paterno, que eu adorava, não sabia de que lado pegar num martelo, e passava mais tempo se arrumando depois de acordar do que uma noiva antes de casar.

Na verdade, digo que tudo isso que eu escrevi aí em cima é calúnia, e que nossa geração é a mais macha que já existiu desde que os nossos antepassados hominídeos caíram das árvores como caquis podres. Por exemplo: nenhuma geração de homens desde o Pleistoceno teve tão pouco cuidado com a própria aparência quanto a nossa, que acha que está bem-arrumada quando põe uma bermuda menos fedida. Algumas discussões de Facebook requerem mais sangue-frio que a batalha de Somme, respiramos um ar tão poluído que faria os nossos bisavós vomitarem e nossos carros são a prova de que só distinguimos duas cores, o prateado e o preto.

E, ao contrário dos nossos antepassados, casamos com feministas, e no trabalho recebemos ordens de mulheres. De mulheres! Qualquer homem do século 19 que passasse por isso ficaria tão confuso, que sua barba despencaria e seus mamilos jorrariam leite. Nós conseguimos passar por isso só ficando levemente confusos, o que para mim é a prova de que somos o ápice da masculinidade no planeta Terra.

(Fonte: Revista Vip. Seção: Prateleira. São Paulo: Editora Abril, abril de 2014.

Com relação ao pronome “Eles” que aparece no 1° parágrafo do texto, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.

( ) Eles é um pronome pessoal reto plural.

( ) O pronome Eles está empregado como sujeito das orações em que aparece.

( ) O pronome Eles tem uma função anafórica, pois se refere a algo já mencionado no texto.

( ) O pronome Eles tem uma função catafórica, pois se refere a algo que ainda será mencionado no texto.

 

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1515611 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: Pref. Fundão-ES

TEXTO II – Questões 5 à 14

Duelo de Machos

(Por Alexandre Soares Silva)

Quem leva a melhor: o homem de hoje ou o de antigamente? Não responda antes de ler até o fim!

Homens de verdade eram os nossos bisavôs. Eles iam pra guerra! Eles usavam barbas enormes, similares às de publicitários magrinhos que fazem pilates – só que eram levados a sério! Eles não tinham barriga tanquinho, não tiravam as cutículas e às vezes passavam 15 anos sem olhar num espelho. E quando, por acidente, batiam os olhos em um espelho, muitas vezes gritavam “Virei viado!”, e na mesma noite punham os negócios em ordem e se matavam com um tiro de garrucha. Caçavam, pescavam, consertavam as coisas na casa, fumavam, bebiam, tinham pressão alta, infartos, derrames (ficavam com metade do corpo paralisado, olhando severamente com um olho só para os netos afrescalhados), apostavam em cavalos, ignoravam a existência de dois terços do espectro de cores, cuspiam tabaco no chão da igreja e tinham tanta testosterona que as mulheres engravidavam só de arrumar a gaveta das cuecas.

Até nossas bisavós eram mais machas do que nós, homens de 2014. Pariam sem anestesia, ao ritmo de cinco ou seis filhos por ano, e sem parar de tricotar um segundo. Vocês não leem Jane Austen porque acham que é coisa de menina, mas qualquer uma daquelas senhoritas interioranas caçava animais mais difíceis de conseguir do que raposas: maridos. Eram mais viris que qualquer Anderson Silva, e certamente se depilavam menos.

(...) Ou assim diz a lenda. (...)

A minha experiência não confirma nada disso. Meu avô paterno, que eu adorava, não sabia de que lado pegar num martelo, e passava mais tempo se arrumando depois de acordar do que uma noiva antes de casar.

Na verdade, digo que tudo isso que eu escrevi aí em cima é calúnia, e que nossa geração é a mais macha que já existiu desde que os nossos antepassados hominídeos caíram das árvores como caquis podres. Por exemplo: nenhuma geração de homens desde o Pleistoceno teve tão pouco cuidado com a própria aparência quanto a nossa, que acha que está bem-arrumada quando põe uma bermuda menos fedida. Algumas discussões de Facebook requerem mais sangue-frio que a batalha de Somme, respiramos um ar tão poluído que faria os nossos bisavós vomitarem e nossos carros são a prova de que só distinguimos duas cores, o prateado e o preto.

E, ao contrário dos nossos antepassados, casamos com feministas, e no trabalho recebemos ordens de mulheres. De mulheres! Qualquer homem do século 19 que passasse por isso ficaria tão confuso, que sua barba despencaria e seus mamilos jorrariam leite. Nós conseguimos passar por isso só ficando levemente confusos, o que para mim é a prova de que somos o ápice da masculinidade no planeta Terra.

(Fonte: Revista Vip. Seção: Prateleira. São Paulo: Editora Abril, abril de 2014.

De acordo com o texto, o que podemos afirmar sobre o avô do autor do TEXTO II?

 

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