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- Autores da EducaçãoPiaget
- PsicopedagogiaTeorias do desenvolvimento e da aprendizagemPsicologia do Desenvolvimento e da Aprendizagem
Piaget, ao postular sua teoria sobre o desenvolvimento da criança, descreveu as seguintes fases de
transição:
1. Sensório-motor.
2. Pré-silábico.
3. Pré-operatório.
4. Operatório-concreto.
5. Semiótica.
6. Operatório-formal.
7. Silábico.
Assinale a alternativa que indica todos os itens corretos.
1. Sensório-motor.
2. Pré-silábico.
3. Pré-operatório.
4. Operatório-concreto.
5. Semiótica.
6. Operatório-formal.
7. Silábico.
Assinale a alternativa que indica todos os itens corretos.
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Dentre as diferentes concepções de aprendizagem, pode-se dizer que o pressuposto de que “o único
bom ensino é o que se adianta ao desenvolvimento” é
defendido pela teoria:
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A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
(LDB-1996) expressa em seu artigo 24 que a verificação do rendimento escolar observará, entre outros, o
seguinte critério:
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No contexto da proposta dos Parâmetros
Curriculares Nacionais se concebe a educação escolar
como uma prática que tem a possibilidade de criar
condições para que todos os alunos desenvolvam suas
capacidades e aprendam os conteúdos necessários
para construir instrumentos de compreensão da realidade e de participação em relações sociais, políticas
e culturais diversificadas e cada vez mais amplas,
condições essas fundamentais para:
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Consta no Estatuto da Criança e do Adolescente
(ECA) Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, em seu
artigo 2º , que se considera criança a pessoa até 12 anos
de idade incompletos, e adolescente aquela entre 12 e:
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Analise o texto abaixo:
O Brasil é o ............................maior país em área .................................... .
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.
O Brasil é o ............................maior país em área .................................... .
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.
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Assinale a alternativa que indica as principais atividades econômicas da região de Lages, no passado.
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Leia o texto.
Brasileiro, homem do amanhã
Há em nosso povo duas constantes que nos induzem
a sustentar que o Brasil é o único país brasileiro de
todo o mundo. Brasileiro até demais. Colunas de brasilidade, as duas colunas são: a capacidade de dar um
jeito; a capacidade de adiar.
A primeira é ainda escassamente conhecida, e
nada compreendida, no exterior; a segunda, no
entanto, já anda bastante divulgada lá fora, sem que,
direta ou sistematicamente, o corpo diplomático contribua para isso.
Aquilo que Oscar Wilde e Mark Twain diziam apenas por humorismo (nunca se fazer amanhã aquilo que se pode fazer depois de amanhã), não é no Brasil uma deliberada norma de conduta, uma diretriz fundamental. Não, é mais, bem mais forte do que qualquer princípio da vontade: é um instinto inelutável, uma força espontânea da estranha e surpreendente raça brasileira.
Para o brasileiro, os atos fundamentais da existência são: nascimento, reprodução, procrastinação e morte (esta última, se possível, também adiada).
Adiamos em virtude dum verdadeiro e inevitável estímulo inibitório, do mesmo modo que protegemos os olhos com a mão ao surgir na nossa frente um foco luminoso intenso. A coisa deu em reflexo condicionado; proposto qualquer problema a um brasileiro, ele reage de pronto com as palavras: logo à tarde; só à noite; amanhã; segunda-feira; depois do Carnaval; no ano que vem. Adiamos tudo: o bem e o mal, o bom e o mau, que não se confundem, mas tantas vezes se desemparelham. Adiamos o trabalho, o encontro, o almoço, o telefonema, o dentista, o dentista nos adia, a conversa séria, o pagamento do imposto de renda, as férias, a reforma agrária, o seguro de vida, o exame médico, a visita de pêsames, o conserto do automóvel, o concerto de Beethoven, o túnel de Niterói, a festa de aniversário da criança, as relações com a China, tudo. Até o amor. Só a morte e a promissória são mais ou menos pontuais entre nós. Mesmo assim, há remédio para a promissória: o adiamento bi ou trimestral da reforma, uma instituição sacrossanta no Brasil.
Aquilo que Oscar Wilde e Mark Twain diziam apenas por humorismo (nunca se fazer amanhã aquilo que se pode fazer depois de amanhã), não é no Brasil uma deliberada norma de conduta, uma diretriz fundamental. Não, é mais, bem mais forte do que qualquer princípio da vontade: é um instinto inelutável, uma força espontânea da estranha e surpreendente raça brasileira.
Para o brasileiro, os atos fundamentais da existência são: nascimento, reprodução, procrastinação e morte (esta última, se possível, também adiada).
Adiamos em virtude dum verdadeiro e inevitável estímulo inibitório, do mesmo modo que protegemos os olhos com a mão ao surgir na nossa frente um foco luminoso intenso. A coisa deu em reflexo condicionado; proposto qualquer problema a um brasileiro, ele reage de pronto com as palavras: logo à tarde; só à noite; amanhã; segunda-feira; depois do Carnaval; no ano que vem. Adiamos tudo: o bem e o mal, o bom e o mau, que não se confundem, mas tantas vezes se desemparelham. Adiamos o trabalho, o encontro, o almoço, o telefonema, o dentista, o dentista nos adia, a conversa séria, o pagamento do imposto de renda, as férias, a reforma agrária, o seguro de vida, o exame médico, a visita de pêsames, o conserto do automóvel, o concerto de Beethoven, o túnel de Niterói, a festa de aniversário da criança, as relações com a China, tudo. Até o amor. Só a morte e a promissória são mais ou menos pontuais entre nós. Mesmo assim, há remédio para a promissória: o adiamento bi ou trimestral da reforma, uma instituição sacrossanta no Brasil.
Quanto à morte, não devem ser esquecidos dois
poemas típicos do Romantismo: na Canção do Exílio,
Gonçalves Dias roga a Deus não permitir que ele
morra sem que volte para lá, isto é, para cá. Já Álvares
de Azevedo tem aquele poema famoso cujo refrão é
sintomaticamente brasileiro: “Se eu morresse amanhã”.
Como se vê, nem os românticos aceitavam morrer
hoje, postulando a Deus prazos mais confortáveis.
Sim, adiamos por força de um incoercível destino nacional, do mesmo modo que, por obra do fado, o francês poupa dinheiro, o inglês confia no Times, o português adora bacalhau, o alemão trabalha com furor disciplinado, o espanhol se excita com a morte, o japonês esconde o pensamento, o americano escolhe sempre a gravata mais colorida.
O brasileiro adia; logo existe.
A divulgação dessa nossa capacidade autóctone para a incessante delonga transpõe as fronteiras e o Atlântico. A verdade é que já está nos manuais. Ainda há pouco, lendo um livro francês sobre o Brasil, incluído numa coleção quase didática de viagens, encontrei no fim do volume algumas informações essenciais sobre nós e nossa terra. Entre endereços de embaixadores e consulados, estatísticas, indicações culinárias o autor intercalou o seguinte tópico:
Sim, adiamos por força de um incoercível destino nacional, do mesmo modo que, por obra do fado, o francês poupa dinheiro, o inglês confia no Times, o português adora bacalhau, o alemão trabalha com furor disciplinado, o espanhol se excita com a morte, o japonês esconde o pensamento, o americano escolhe sempre a gravata mais colorida.
O brasileiro adia; logo existe.
A divulgação dessa nossa capacidade autóctone para a incessante delonga transpõe as fronteiras e o Atlântico. A verdade é que já está nos manuais. Ainda há pouco, lendo um livro francês sobre o Brasil, incluído numa coleção quase didática de viagens, encontrei no fim do volume algumas informações essenciais sobre nós e nossa terra. Entre endereços de embaixadores e consulados, estatísticas, indicações culinárias o autor intercalou o seguinte tópico:
DES MOST (*palavras)
- Hier: ontem
- Aujourd’hui: hoje
- Demain: amanhã
Le seul importante est le dernier (*a única palavra
importante é a última)
A única palavra importante é amanhã. Ora, esse francês astuto agarrou-nos pela perna. O resto eu adio
para a semana que vem.
Paulo Mendes Campos
1. Eu estudo português; você, matemática. (zeugma)
2. Sou amado, respeitado, louvado e consagrado. (cacófato)
3. Vida e morte, alegria e tristeza… triste realidade! (antítese)
4. A lua sussurrava doces palavras aos namorados! (prosopopeia)
5. Hoje vou ouvir Noel Rosa. (metáfora)
6. Coloquei dois dentes de alho na carne. (metonímia)
Assinale a alternativa que indica todas as frases com classificação correta.
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Leia o texto.
Brasileiro, homem do amanhã
Há em nosso povo duas constantes que nos induzem
a sustentar que o Brasil é o único país brasileiro de
todo o mundo. Brasileiro até demais. Colunas de brasilidade, as duas colunas são: a capacidade de dar um
jeito; a capacidade de adiar.
A primeira é ainda escassamente conhecida, e
nada compreendida, no exterior; a segunda, no
entanto, já anda bastante divulgada lá fora, sem que,
direta ou sistematicamente, o corpo diplomático contribua para isso.
Aquilo que Oscar Wilde e Mark Twain diziam apenas por humorismo (nunca se fazer amanhã aquilo que se pode fazer depois de amanhã), não é no Brasil uma deliberada norma de conduta, uma diretriz fundamental. Não, é mais, bem mais forte do que qualquer princípio da vontade: é um instinto inelutável, uma força espontânea da estranha e surpreendente raça brasileira.
Para o brasileiro, os atos fundamentais da existência são: nascimento, reprodução, procrastinação e morte (esta última, se possível, também adiada).
Adiamos em virtude dum verdadeiro e inevitável estímulo inibitório, do mesmo modo que protegemos os olhos com a mão ao surgir na nossa frente um foco luminoso intenso. A coisa deu em reflexo condicionado; proposto qualquer problema a um brasileiro, ele reage de pronto com as palavras: logo à tarde; só à noite; amanhã; segunda-feira; depois do Carnaval; no ano que vem. Adiamos tudo: o bem e o mal, o bom e o mau, que não se confundem, mas tantas vezes se desemparelham. Adiamos o trabalho, o encontro, o almoço, o telefonema, o dentista, o dentista nos adia, a conversa séria, o pagamento do imposto de renda, as férias, a reforma agrária, o seguro de vida, o exame médico, a visita de pêsames, o conserto do automóvel, o concerto de Beethoven, o túnel de Niterói, a festa de aniversário da criança, as relações com a China, tudo. Até o amor. Só a morte e a promissória são mais ou menos pontuais entre nós. Mesmo assim, há remédio para a promissória: o adiamento bi ou trimestral da reforma, uma instituição sacrossanta no Brasil.
Aquilo que Oscar Wilde e Mark Twain diziam apenas por humorismo (nunca se fazer amanhã aquilo que se pode fazer depois de amanhã), não é no Brasil uma deliberada norma de conduta, uma diretriz fundamental. Não, é mais, bem mais forte do que qualquer princípio da vontade: é um instinto inelutável, uma força espontânea da estranha e surpreendente raça brasileira.
Para o brasileiro, os atos fundamentais da existência são: nascimento, reprodução, procrastinação e morte (esta última, se possível, também adiada).
Adiamos em virtude dum verdadeiro e inevitável estímulo inibitório, do mesmo modo que protegemos os olhos com a mão ao surgir na nossa frente um foco luminoso intenso. A coisa deu em reflexo condicionado; proposto qualquer problema a um brasileiro, ele reage de pronto com as palavras: logo à tarde; só à noite; amanhã; segunda-feira; depois do Carnaval; no ano que vem. Adiamos tudo: o bem e o mal, o bom e o mau, que não se confundem, mas tantas vezes se desemparelham. Adiamos o trabalho, o encontro, o almoço, o telefonema, o dentista, o dentista nos adia, a conversa séria, o pagamento do imposto de renda, as férias, a reforma agrária, o seguro de vida, o exame médico, a visita de pêsames, o conserto do automóvel, o concerto de Beethoven, o túnel de Niterói, a festa de aniversário da criança, as relações com a China, tudo. Até o amor. Só a morte e a promissória são mais ou menos pontuais entre nós. Mesmo assim, há remédio para a promissória: o adiamento bi ou trimestral da reforma, uma instituição sacrossanta no Brasil.
Quanto à morte, não devem ser esquecidos dois
poemas típicos do Romantismo: na Canção do Exílio,
Gonçalves Dias roga a Deus não permitir que ele
morra sem que volte para lá, isto é, para cá. Já Álvares
de Azevedo tem aquele poema famoso cujo refrão é
sintomaticamente brasileiro: “Se eu morresse amanhã”.
Como se vê, nem os românticos aceitavam morrer
hoje, postulando a Deus prazos mais confortáveis.
Sim, adiamos por força de um incoercível destino nacional, do mesmo modo que, por obra do fado, o francês poupa dinheiro, o inglês confia no Times, o português adora bacalhau, o alemão trabalha com furor disciplinado, o espanhol se excita com a morte, o japonês esconde o pensamento, o americano escolhe sempre a gravata mais colorida.
O brasileiro adia; logo existe.
A divulgação dessa nossa capacidade autóctone para a incessante delonga transpõe as fronteiras e o Atlântico. A verdade é que já está nos manuais. Ainda há pouco, lendo um livro francês sobre o Brasil, incluído numa coleção quase didática de viagens, encontrei no fim do volume algumas informações essenciais sobre nós e nossa terra. Entre endereços de embaixadores e consulados, estatísticas, indicações culinárias o autor intercalou o seguinte tópico:
Sim, adiamos por força de um incoercível destino nacional, do mesmo modo que, por obra do fado, o francês poupa dinheiro, o inglês confia no Times, o português adora bacalhau, o alemão trabalha com furor disciplinado, o espanhol se excita com a morte, o japonês esconde o pensamento, o americano escolhe sempre a gravata mais colorida.
O brasileiro adia; logo existe.
A divulgação dessa nossa capacidade autóctone para a incessante delonga transpõe as fronteiras e o Atlântico. A verdade é que já está nos manuais. Ainda há pouco, lendo um livro francês sobre o Brasil, incluído numa coleção quase didática de viagens, encontrei no fim do volume algumas informações essenciais sobre nós e nossa terra. Entre endereços de embaixadores e consulados, estatísticas, indicações culinárias o autor intercalou o seguinte tópico:
DES MOST (*palavras)
- Hier: ontem
- Aujourd’hui: hoje
- Demain: amanhã
Le seul importante est le dernier (*a única palavra
importante é a última)
A única palavra importante é amanhã. Ora, esse francês astuto agarrou-nos pela perna. O resto eu adio
para a semana que vem.
Paulo Mendes Campos
1. Pela competência metagenérica, que diz respeito ao conhecimento de gêneros textuais, sua caracterização e função, é que não contamos piada em velório, que não cantamos o hino do nosso clube de futebol em uma conferência acadêmica, dentre outros exemplos.
2. Textos como: horóscopo, anedota, poema, telegrama, uma conversa telefônica são exemplos de tipologias textuais e nem sempre podem ser ensinadas na escola.
3. Visto que as esferas de utilização da língua são extremamente heterogêneas, também os gêneros textuais apresentam grande heterogeneidade, incluindo desde o diálogo cotidiano à tese científica.
4. Os gêneros podem ser primários ou secundários, segundo Bakhtin. Enquanto estes são constituídos em situações de comunicação ligadas a esferas sociais cotidianas de relação humana, aqueles são relacionados a outras esferas (públicas e mais complexas) de interação social e apresentam-se frequentemente de forma escrita.
5. É impossível pensar em comunicação humana a não ser por meio dos gêneros textuais (quer orais ou escritos), entendidos como práticas socialmente constituídas com propósito comunicacional, configuradas concretamente em textos.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
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- MorfologiaPronomesPronomes Demonstrativos
- MorfologiaPronomesPronomes PessoaisPronomes Pessoais Retos
- MorfologiaPronomesPronomes Relativos
- Interpretação de TextosCoesão e Coerência
Leia o texto.
Brasileiro, homem do amanhã
Há em nosso povo duas constantes que nos induzem
a sustentar que o Brasil é o único país brasileiro de
todo o mundo. Brasileiro até demais. Colunas de brasilidade, as duas colunas são: a capacidade de dar um
jeito; a capacidade de adiar.
A primeira é ainda escassamente conhecida, e
nada compreendida, no exterior; a segunda, no
entanto, já anda bastante divulgada lá fora, sem que,
direta ou sistematicamente, o corpo diplomático contribua para isso.
Aquilo que Oscar Wilde e Mark Twain diziam apenas por humorismo (nunca se fazer amanhã aquilo que se pode fazer depois de amanhã), não é no Brasil uma deliberada norma de conduta, uma diretriz fundamental. Não, é mais, bem mais forte do que qualquer princípio da vontade: é um instinto inelutável, uma força espontânea da estranha e surpreendente raça brasileira.
Para o brasileiro, os atos fundamentais da existência são: nascimento, reprodução, procrastinação e morte (esta última, se possível, também adiada).
Adiamos em virtude dum verdadeiro e inevitável estímulo inibitório, do mesmo modo que protegemos os olhos com a mão ao surgir na nossa frente um foco luminoso intenso. A coisa deu em reflexo condicionado; proposto qualquer problema a um brasileiro, ele reage de pronto com as palavras: logo à tarde; só à noite; amanhã; segunda-feira; depois do Carnaval; no ano que vem. Adiamos tudo: o bem e o mal, o bom e o mau, que não se confundem, mas tantas vezes se desemparelham. Adiamos o trabalho, o encontro, o almoço, o telefonema, o dentista, o dentista nos adia, a conversa séria, o pagamento do imposto de renda, as férias, a reforma agrária, o seguro de vida, o exame médico, a visita de pêsames, o conserto do automóvel, o concerto de Beethoven, o túnel de Niterói, a festa de aniversário da criança, as relações com a China, tudo. Até o amor. Só a morte e a promissória são mais ou menos pontuais entre nós. Mesmo assim, há remédio para a promissória: o adiamento bi ou trimestral da reforma, uma instituição sacrossanta no Brasil.
Aquilo que Oscar Wilde e Mark Twain diziam apenas por humorismo (nunca se fazer amanhã aquilo que se pode fazer depois de amanhã), não é no Brasil uma deliberada norma de conduta, uma diretriz fundamental. Não, é mais, bem mais forte do que qualquer princípio da vontade: é um instinto inelutável, uma força espontânea da estranha e surpreendente raça brasileira.
Para o brasileiro, os atos fundamentais da existência são: nascimento, reprodução, procrastinação e morte (esta última, se possível, também adiada).
Adiamos em virtude dum verdadeiro e inevitável estímulo inibitório, do mesmo modo que protegemos os olhos com a mão ao surgir na nossa frente um foco luminoso intenso. A coisa deu em reflexo condicionado; proposto qualquer problema a um brasileiro, ele reage de pronto com as palavras: logo à tarde; só à noite; amanhã; segunda-feira; depois do Carnaval; no ano que vem. Adiamos tudo: o bem e o mal, o bom e o mau, que não se confundem, mas tantas vezes se desemparelham. Adiamos o trabalho, o encontro, o almoço, o telefonema, o dentista, o dentista nos adia, a conversa séria, o pagamento do imposto de renda, as férias, a reforma agrária, o seguro de vida, o exame médico, a visita de pêsames, o conserto do automóvel, o concerto de Beethoven, o túnel de Niterói, a festa de aniversário da criança, as relações com a China, tudo. Até o amor. Só a morte e a promissória são mais ou menos pontuais entre nós. Mesmo assim, há remédio para a promissória: o adiamento bi ou trimestral da reforma, uma instituição sacrossanta no Brasil.
Quanto à morte, não devem ser esquecidos dois
poemas típicos do Romantismo: na Canção do Exílio,
Gonçalves Dias roga a Deus não permitir que ele
morra sem que volte para lá, isto é, para cá. Já Álvares
de Azevedo tem aquele poema famoso cujo refrão é
sintomaticamente brasileiro: “Se eu morresse amanhã”.
Como se vê, nem os românticos aceitavam morrer
hoje, postulando a Deus prazos mais confortáveis.
Sim, adiamos por força de um incoercível destino nacional, do mesmo modo que, por obra do fado, o francês poupa dinheiro, o inglês confia no Times, o português adora bacalhau, o alemão trabalha com furor disciplinado, o espanhol se excita com a morte, o japonês esconde o pensamento, o americano escolhe sempre a gravata mais colorida.
O brasileiro adia; logo existe.
A divulgação dessa nossa capacidade autóctone para a incessante delonga transpõe as fronteiras e o Atlântico. A verdade é que já está nos manuais. Ainda há pouco, lendo um livro francês sobre o Brasil, incluído numa coleção quase didática de viagens, encontrei no fim do volume algumas informações essenciais sobre nós e nossa terra. Entre endereços de embaixadores e consulados, estatísticas, indicações culinárias o autor intercalou o seguinte tópico:
Sim, adiamos por força de um incoercível destino nacional, do mesmo modo que, por obra do fado, o francês poupa dinheiro, o inglês confia no Times, o português adora bacalhau, o alemão trabalha com furor disciplinado, o espanhol se excita com a morte, o japonês esconde o pensamento, o americano escolhe sempre a gravata mais colorida.
O brasileiro adia; logo existe.
A divulgação dessa nossa capacidade autóctone para a incessante delonga transpõe as fronteiras e o Atlântico. A verdade é que já está nos manuais. Ainda há pouco, lendo um livro francês sobre o Brasil, incluído numa coleção quase didática de viagens, encontrei no fim do volume algumas informações essenciais sobre nós e nossa terra. Entre endereços de embaixadores e consulados, estatísticas, indicações culinárias o autor intercalou o seguinte tópico:
DES MOST (*palavras)
- Hier: ontem
- Aujourd’hui: hoje
- Demain: amanhã
Le seul importante est le dernier (*a única palavra
importante é a última)
A única palavra importante é amanhã. Ora, esse francês astuto agarrou-nos pela perna. O resto eu adio
para a semana que vem.
Paulo Mendes Campos
Perante o diretor, o aluno identificou como seu agressor o colega do primo que frequentava a mesma escola que ele.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) em relação a esse período.
( ) O pronome relativo é referente anafórico do vocábulo “agressor”.
( ) O pronome pessoal “ele” pode retomar três palavras: aluno, colega e primo.
( ) Se no lugar do pronome pessoal “ele”, fosse colocado o pronome demonstrativo “este”, o pronome relativo estaria se referindo somente a “aluno”.
( ) A seguinte redação do período: “Perante o diretor, o aluno identificou como seu agressor o colega do primo que frequentava a mesma escola da vítima” faz do pronome relativo um referente catafórico do termo “aluno”.
( ) Temos no período um clássico exemplo de ambiguidade, consequência da coesão feita de forma inadequada.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
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