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Foram encontradas 50 questões.

2158273 Ano: 2022
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Lajedo-PE
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Analise as afirmativas a seguir:

I. Ao se realizar cálculos de juros compostos, em matemática financeira, é possível constatar que a taxa de juros utilizada não interfere no montante do capital acumulado.

II. Após 1 ano, uma aplicação no valor de R$ 2.600,00 apresentou rendimentos totais da ordem de 2%. Assim, é correto afirmar que o montante acumulado é igual a R$ 2.766,31.

Marque a alternativa CORRETA:

 

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2154081 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Lajedo-PE
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ALIMENTAÇÃO E RESTAURAÇÃO

Por Karina Scheuermann, em 18 de Dezembro de 2021.

Recentemente, durante um jantar com alguns amigos, me dei conta de que poucas coisas moldam nosso planeta na mesma escala que a alimentação. Plantações, fazendas, criações de gado, psicultura, restaurantes, fast food, supermercados, programas de culinária: para levar alimentos até nossas mesas, a humanidade criou uma infraestrutura impressionante ao longo da história.

Tamanho é o impacto dessa indústria no mundo que a produção de alimentos contribui para a aceleração das mudanças climáticas e para a perda da biodiversidade. E para agravar esse quadro, precisamos produzir ainda mais alimentos a cada ano. Até 2050, de acordo com a ONU, deve haver um aumento de 50% na demanda total de alimentos e de 73% na demanda por proteína animal.

Percebo que o posicionamento de muitos políticos, economistas e outros profissionais é o de que alguns danos ambientais são uma contrapartida infeliz, mas necessária para aumentar a produção de alimentos e nutrir a humanidade. Mas será que as coisas precisam ser assim?

Hoje contamos com uma ampla e profunda utilização de recursos tecnológicos na agricultura e na pecuária. A humanidade já sabe como alimentar uma população crescente sem destruir o planeta. Me parece que, neste momento, precisamos, também, investir em um sistema alimentar que restaure a natureza em vez de esgotá-la.

Por que restaurar a natureza? Ora, é perceptível que a produção de alimentos alterou nosso planeta mais do que qualquer outra atividade humana. Algumas pesquisas estimam que ela seja responsável por 70% do uso total de água doce e 24% das emissões de efeito estufa. Ao mesmo tempo, a produção de alimentos é, possivelmente, a maior causa da perda da biodiversidade.

No último final de semana, fiz uma rápida viagem para uma pequena cidade do interior. Após poucos minutos dirigindo, me deparei com algumas grandes máquinas arando o solo em uma fazenda. Aquela visão – por estar tão próxima a mim – me fez perceber o quanto muitas práticas agrícolas degradam intensamente a saúde do solo ao longo do tempo, até que eventualmente ele deixa de ser produtivo.

A pandemia da COVID-19 nos deu uma lição muito importante: a nossa luta para reconstruir sociedades e economias nos últimos anos deve buscar construir algo melhor. Para mim, isso significa também que devemos construir um sistema econômico mais verde, mais inteligente e mais justo para todos.

A produção de alimentos responde por quase 10% da economia global e, se queremos economias mais verdes e justas, devemos transformar nossa economia alimentar para que ela possa sustentar a natureza, ao mesmo tempo que alimenta as pessoas.

Hoje ouvi de um colega no trabalho que essa ideia é infantil e impossível. Para mim, ela é totalmente possível. Cabe a nós cultivar as sementes dessa transformação e buscar sistemas alimentares mais inteligentes.

Leia o texto 'ALIMENTAÇÃO E RESTAURAÇÃO' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. No trecho “até que eventualmente ele deixa de ser produtivo”, a autora utiliza um pronome pessoal para fazer uma referência ao substantivo “solo”, anteriormente citado.

II. Uma ideia preponderante no texto é a de que existe uma tendência de aumento no consumo de alimentos nos próximos anos, a qual foi descoberta pela autora através de seus estudos sobre agricultura familiar e sustentabilidade.

III. A autora apresenta ao leitor alguns elementos antagônicos relacionados à produção de alimentos: se, por um lado, ela é necessária para prover a humanidade; por outro, a forma como ela tem sido praticada causa prejuízos enormes à natureza.


Marque a alternativa CORRETA:

 

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2154080 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Lajedo-PE
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ALIMENTAÇÃO E RESTAURAÇÃO

Por Karina Scheuermann, em 18 de Dezembro de 2021.

Recentemente, durante um jantar com alguns amigos, me dei conta de que poucas coisas moldam nosso planeta na mesma escala que a alimentação. Plantações, fazendas, criações de gado, psicultura, restaurantes, fast food, supermercados, programas de culinária: para levar alimentos até nossas mesas, a humanidade criou uma infraestrutura impressionante ao longo da história.

Tamanho é o impacto dessa indústria no mundo que a produção de alimentos contribui para a aceleração das mudanças climáticas e para a perda da biodiversidade. E para agravar esse quadro, precisamos produzir ainda mais alimentos a cada ano. Até 2050, de acordo com a ONU, deve haver um aumento de 50% na demanda total de alimentos e de 73% na demanda por proteína animal.

Percebo que o posicionamento de muitos políticos, economistas e outros profissionais é o de que alguns danos ambientais são uma contrapartida infeliz, mas necessária para aumentar a produção de alimentos e nutrir a humanidade. Mas será que as coisas precisam ser assim?

Hoje contamos com uma ampla e profunda utilização de recursos tecnológicos na agricultura e na pecuária. A humanidade já sabe como alimentar uma população crescente sem destruir o planeta. Me parece que, neste momento, precisamos, também, investir em um sistema alimentar que restaure a natureza em vez de esgotá-la.

Por que restaurar a natureza? Ora, é perceptível que a produção de alimentos alterou nosso planeta mais do que qualquer outra atividade humana. Algumas pesquisas estimam que ela seja responsável por 70% do uso total de água doce e 24% das emissões de efeito estufa. Ao mesmo tempo, a produção de alimentos é, possivelmente, a maior causa da perda da biodiversidade.

No último final de semana, fiz uma rápida viagem para uma pequena cidade do interior. Após poucos minutos dirigindo, me deparei com algumas grandes máquinas arando o solo em uma fazenda. Aquela visão – por estar tão próxima a mim – me fez perceber o quanto muitas práticas agrícolas degradam intensamente a saúde do solo ao longo do tempo, até que eventualmente ele deixa de ser produtivo.

A pandemia da COVID-19 nos deu uma lição muito importante: a nossa luta para reconstruir sociedades e economias nos últimos anos deve buscar construir algo melhor. Para mim, isso significa também que devemos construir um sistema econômico mais verde, mais inteligente e mais justo para todos.

A produção de alimentos responde por quase 10% da economia global e, se queremos economias mais verdes e justas, devemos transformar nossa economia alimentar para que ela possa sustentar a natureza, ao mesmo tempo que alimenta as pessoas.

Hoje ouvi de um colega no trabalho que essa ideia é infantil e impossível. Para mim, ela é totalmente possível. Cabe a nós cultivar as sementes dessa transformação e buscar sistemas alimentares mais inteligentes.

Leia o texto 'ALIMENTAÇÃO E RESTAURAÇÃO' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:


I. Embora algumas pessoas não acreditem que a proposta de criar uma economia mais verde e sustentável seja possível – como a própria autora admite – ela propõe que realizemos esforços para buscar sistemas alimentares mais inteligentes.

II. Uma ideia ousada é proposta pela autora no texto: destinar recursos para o desenvolvimento de um sistema alimentar que restaure a natureza. Embora não exista um consenso sobre essa meta ser possível, a autora acredita que ela pode ser alcançada.

III. A autora, ao apresentar para o leitor dados sobre o efeito estufa e o uso da água doce no nosso planeta, constitui um sofisma que permite a ela sustentar um ponto de vista evidentemente anacrônico no texto.

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2154079 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Lajedo-PE
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ALIMENTAÇÃO E RESTAURAÇÃO

Por Karina Scheuermann, em 18 de Dezembro de 2021.

Recentemente, durante um jantar com alguns amigos, me dei conta de que poucas coisas moldam nosso planeta na mesma escala que a alimentação. Plantações, fazendas, criações de gado, psicultura, restaurantes, fast food, supermercados, programas de culinária: para levar alimentos até nossas mesas, a humanidade criou uma infraestrutura impressionante ao longo da história.

Tamanho é o impacto dessa indústria no mundo que a produção de alimentos contribui para a aceleração das mudanças climáticas e para a perda da biodiversidade. E para agravar esse quadro, precisamos produzir ainda mais alimentos a cada ano. Até 2050, de acordo com a ONU, deve haver um aumento de 50% na demanda total de alimentos e de 73% na demanda por proteína animal.

Percebo que o posicionamento de muitos políticos, economistas e outros profissionais é o de que alguns danos ambientais são uma contrapartida infeliz, mas necessária para aumentar a produção de alimentos e nutrir a humanidade. Mas será que as coisas precisam ser assim?

Hoje contamos com uma ampla e profunda utilização de recursos tecnológicos na agricultura e na pecuária. A humanidade já sabe como alimentar uma população crescente sem destruir o planeta. Me parece que, neste momento, precisamos, também, investir em um sistema alimentar que restaure a natureza em vez de esgotá-la.

Por que restaurar a natureza? Ora, é perceptível que a produção de alimentos alterou nosso planeta mais do que qualquer outra atividade humana. Algumas pesquisas estimam que ela seja responsável por 70% do uso total de água doce e 24% das emissões de efeito estufa. Ao mesmo tempo, a produção de alimentos é, possivelmente, a maior causa da perda da biodiversidade.

No último final de semana, fiz uma rápida viagem para uma pequena cidade do interior. Após poucos minutos dirigindo, me deparei com algumas grandes máquinas arando o solo em uma fazenda. Aquela visão – por estar tão próxima a mim – me fez perceber o quanto muitas práticas agrícolas degradam intensamente a saúde do solo ao longo do tempo, até que eventualmente ele deixa de ser produtivo.

A pandemia da COVID-19 nos deu uma lição muito importante: a nossa luta para reconstruir sociedades e economias nos últimos anos deve buscar construir algo melhor. Para mim, isso significa também que devemos construir um sistema econômico mais verde, mais inteligente e mais justo para todos.

A produção de alimentos responde por quase 10% da economia global e, se queremos economias mais verdes e justas, devemos transformar nossa economia alimentar para que ela possa sustentar a natureza, ao mesmo tempo que alimenta as pessoas.

Hoje ouvi de um colega no trabalho que essa ideia é infantil e impossível. Para mim, ela é totalmente possível. Cabe a nós cultivar as sementes dessa transformação e buscar sistemas alimentares mais inteligentes.

Leia o texto 'ALIMENTAÇÃO E RESTAURAÇÃO' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. No trecho “E para agravar esse quadro, precisamos produzir ainda mais alimentos a cada ano”, a autora utiliza-se de um recurso denominado de silepse, o qual parte da premissa de que o leitor é um especialista na temática ambiental para convencê-lo a tomar uma atitude contra a degradação do meio ambiente.

II. No trecho “é perceptível que a produção de alimentos alterou nosso planeta mais do que qualquer outra atividade humana”, o verbo no passado é utilizado para criar no leitor a ideia de que um valioso recurso natural tem sido rigorosamente preservado.

III. No início do texto, a autora enumera uma quantidade expressiva de ações humanas que, de alguma forma, contribuem para que os alimentos cheguem às mesas dos consumidores.

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2154078 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Lajedo-PE
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Analise as afirmativas a seguir:

I. A derivação parassintética é o processo de formação de palavras pela adjunção simultânea de prefixo e sufixo a um radical, de tal modo que a supressão de um ou de outro resulta necessariamente em um verbo regular existente na língua portuguesa.

II. Os verbos permitem indicar uma ação, um estado ou mesmo um fenômeno da natureza. Na língua portuguesa, os verbos formam uma classe rica em possibilidades flexionais, pois as oposições entre tempos e modos referem-se a muitos tempos verbais.


Marque a alternativa CORRETA:

 

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2154077 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Lajedo-PE
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Analise as afirmativas a seguir:

I. Os pronomes ESSE, ESSES, ESSA, ESSAS e ISSO são usados apenas para indicar um momento futuro mencionado no presente, como pode ser observado no exemplo seguinte: nesse ano, conheci minha atual esposa.

II. Do ponto de vista morfológico, o verbo marca voz (ativa, passiva e reflexiva), tempo (pretérito, presente ou futuro), pessoa (1ª, 2ª ou 3ª), número (singular ou plural) e modo (indicativo, subjuntivo ou imperativo).


Marque a alternativa CORRETA:

 

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2154076 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Lajedo-PE
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DEMOCRACIA E PARTICIPAÇÃO

Baseado no artigo de Kátia Agostinho (UFSC, 2015). Com adaptações.

O desenvolvimento de teorias que percebem as crianças como atores sociais de direitos próprios – e não apenas como objetos de socialização – tem impulsionado as discussões acerca da participação das crianças na Educação Infantil. Esses debates assumem que as crianças são sujeitos de conhecimento e produtoras de sentido, que são legítimas suas formas de comunicação e relações com outros indivíduos e que contribuem para a renovação e a reprodução dos laços sociais nos espaços em que participam.

Diferentes estudos (Dahlberg & Moss, 2005; Sarmento, 2005a; Moss, 2009; Bae, 2009; Fernandes, 2009; Percy-Smith & Thomas, 2010; Agostinho, 2010; Tomás, 2011) têm se dedicado à temática da participação das crianças no ambiente escolar, reconhecendo as dificuldades de sua abordagem e do aprofundamento desse tema. Os desafios se avolumam quando as crianças são as pequenas, pois sobre as mesmas não temos ainda um acúmulo de estudos que nos esclareçam sobre suas especificidades. Além disso, como falam Percy-Smith e Thomas (2010), a participação da criança na Educação Infantil é uma variável em construção e devemos estar atentos aos cuidados semânticos que o termo exige, além de observar a necessária contextualização sociocultural em que essa participação ocorre.

Percebe-se que a participação das crianças na Educação Infantil é um tema que comporta o cruzamento de um emaranhado de conceitos importantes que precisam ser explicitados, compreendidos, aprofundados e relacionados. Pelo espaço que temos, essa complexidade não será esgotada. Concentraremos a nossa atenção nos aspectos da democracia, da cidadania e do direito, fazendo a defesa de uma concepção de democracia como uma perspectiva de viabilizar a participação das crianças nos contextos de Educação Infantil (creches e pré-escolas) e como possibilidade de construção e de consolidação da justiça social e do exercício de direito.

PROTEÇÃO • É evidente que a necessidade de proteção e a dependência dos adultos por parte das crianças têm justificado a desqualificação dos direitos de cidadania delas e sua efetiva participação. Um dos mais importantes desafios colocados ao direito das crianças de participarem da Educação Infantil é a necessidade de equilibrar, de modo adequado e apropriado, o direito de proteção com o de participação, necessários para que estejam protegidas adequadamente, de acordo com as suas capacidades em crescimento, bem como respeitadas como cidadãos, como pessoas e como portadores de direitos.

Considero que muitas ideias defendidas em nossa sociedade contribuem para a recusa e a exclusão das crianças do exercício da cidadania e, consequentemente, da participação na vida pública do espaço educativo, uma vez que são percebidas como não tendo as características requeridas para participarem do mesmo. Essa percepção sobre as crianças desafia a construção de uma ideia e prática de cidadania genuína e efetivamente democrática, na qual elas sejam respeitadas, na busca que essas mesmas diferenças possam construir, nas negociações travadas no encontro público, o caminho para que se consolide um espaço justo e solidário, fazendo-se necessário desconstruir os pressupostos universais aplicados à cidadania que contribuem para a geração das exclusões.

A promoção da participação e da inclusão das crianças na produção dos espaços sociais – inclusive na Educação Infantil – depende do entendimento delas mesmas, como atores sociais, hábeis para jogar um papel ativo na produção e reprodução desses espaços. Nesse sentido, as crianças “são e devem ser vistas como ativas na construção de suas próprias vidas, as vidas dos que as rodeiam e das sociedades em que vivem. As crianças não são apenas os sujeitos passivos dos processos da estrutura social.” (James & Prout, 1990, p.8).

Leia o texto 'DEMOCRACIA E PARTICIPAÇÃO' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. De acordo com o texto, as discussões acerca da participação das crianças na Educação Infantil têm sido impulsionadas pelo desenvolvimento de teorias que percebem as crianças como atores sociais de direitos próprios.

II. A ideia central do texto é a de que a participação e a inclusão das crianças na produção dos espaços sociais dependem da autorização formal dos seus responsáveis e da aprovação de um projeto político-pedagógico formal.

III. No texto, fica clara a ideia de que o desenvolvimento de estudos aprofundados sobre a participação das crianças no ambiente escolar é algo tecnicamente simples, visto que a forma como as crianças aprendem é um tema pacificado na comunidade científica.

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Questão presente nas seguintes provas
2154075 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Lajedo-PE
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DEMOCRACIA E PARTICIPAÇÃO

Baseado no artigo de Kátia Agostinho (UFSC, 2015). Com adaptações.

O desenvolvimento de teorias que percebem as crianças como atores sociais de direitos próprios – e não apenas como objetos de socialização – tem impulsionado as discussões acerca da participação das crianças na Educação Infantil. Esses debates assumem que as crianças são sujeitos de conhecimento e produtoras de sentido, que são legítimas suas formas de comunicação e relações com outros indivíduos e que contribuem para a renovação e a reprodução dos laços sociais nos espaços em que participam.

Diferentes estudos (Dahlberg & Moss, 2005; Sarmento, 2005a; Moss, 2009; Bae, 2009; Fernandes, 2009; Percy-Smith & Thomas, 2010; Agostinho, 2010; Tomás, 2011) têm se dedicado à temática da participação das crianças no ambiente escolar, reconhecendo as dificuldades de sua abordagem e do aprofundamento desse tema. Os desafios se avolumam quando as crianças são as pequenas, pois sobre as mesmas não temos ainda um acúmulo de estudos que nos esclareçam sobre suas especificidades. Além disso, como falam Percy-Smith e Thomas (2010), a participação da criança na Educação Infantil é uma variável em construção e devemos estar atentos aos cuidados semânticos que o termo exige, além de observar a necessária contextualização sociocultural em que essa participação ocorre.

Percebe-se que a participação das crianças na Educação Infantil é um tema que comporta o cruzamento de um emaranhado de conceitos importantes que precisam ser explicitados, compreendidos, aprofundados e relacionados. Pelo espaço que temos, essa complexidade não será esgotada. Concentraremos a nossa atenção nos aspectos da democracia, da cidadania e do direito, fazendo a defesa de uma concepção de democracia como uma perspectiva de viabilizar a participação das crianças nos contextos de Educação Infantil (creches e pré-escolas) e como possibilidade de construção e de consolidação da justiça social e do exercício de direito.

PROTEÇÃO • É evidente que a necessidade de proteção e a dependência dos adultos por parte das crianças têm justificado a desqualificação dos direitos de cidadania delas e sua efetiva participação. Um dos mais importantes desafios colocados ao direito das crianças de participarem da Educação Infantil é a necessidade de equilibrar, de modo adequado e apropriado, o direito de proteção com o de participação, necessários para que estejam protegidas adequadamente, de acordo com as suas capacidades em crescimento, bem como respeitadas como cidadãos, como pessoas e como portadores de direitos.

Considero que muitas ideias defendidas em nossa sociedade contribuem para a recusa e a exclusão das crianças do exercício da cidadania e, consequentemente, da participação na vida pública do espaço educativo, uma vez que são percebidas como não tendo as características requeridas para participarem do mesmo. Essa percepção sobre as crianças desafia a construção de uma ideia e prática de cidadania genuína e efetivamente democrática, na qual elas sejam respeitadas, na busca que essas mesmas diferenças possam construir, nas negociações travadas no encontro público, o caminho para que se consolide um espaço justo e solidário, fazendo-se necessário desconstruir os pressupostos universais aplicados à cidadania que contribuem para a geração das exclusões.

A promoção da participação e da inclusão das crianças na produção dos espaços sociais – inclusive na Educação Infantil – depende do entendimento delas mesmas, como atores sociais, hábeis para jogar um papel ativo na produção e reprodução desses espaços. Nesse sentido, as crianças “são e devem ser vistas como ativas na construção de suas próprias vidas, as vidas dos que as rodeiam e das sociedades em que vivem. As crianças não são apenas os sujeitos passivos dos processos da estrutura social.” (James & Prout, 1990, p.8).

Leia o texto 'DEMOCRACIA E PARTICIPAÇÃO' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. O texto em análise possui um caráter científico, pois menciona diversos autores relevantes nos estudos sobre o desenvolvimento infantil (como Sarmento, Moss, Bae, Fernandes, Agostinho e Tomás), a fim de encerrar o complexo debate sobre os diversos fatores relacionados com o tema da participação das crianças na Educação Infantil.

II. No texto, a autora defende uma concepção de democracia que permita viabilizar a participação das crianças nos contextos da Educação Infantil.

III. A autora defende que as crianças devem ser vistas como ativas na construção de suas próprias vidas, das vidas dos que as rodeiam e das sociedades em que vivem.


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Questão presente nas seguintes provas
2154074 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Lajedo-PE
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DEMOCRACIA E PARTICIPAÇÃO

Baseado no artigo de Kátia Agostinho (UFSC, 2015). Com adaptações.

O desenvolvimento de teorias que percebem as crianças como atores sociais de direitos próprios – e não apenas como objetos de socialização – tem impulsionado as discussões acerca da participação das crianças na Educação Infantil. Esses debates assumem que as crianças são sujeitos de conhecimento e produtoras de sentido, que são legítimas suas formas de comunicação e relações com outros indivíduos e que contribuem para a renovação e a reprodução dos laços sociais nos espaços em que participam.

Diferentes estudos (Dahlberg & Moss, 2005; Sarmento, 2005a; Moss, 2009; Bae, 2009; Fernandes, 2009; Percy-Smith & Thomas, 2010; Agostinho, 2010; Tomás, 2011) têm se dedicado à temática da participação das crianças no ambiente escolar, reconhecendo as dificuldades de sua abordagem e do aprofundamento desse tema. Os desafios se avolumam quando as crianças são as pequenas, pois sobre as mesmas não temos ainda um acúmulo de estudos que nos esclareçam sobre suas especificidades. Além disso, como falam Percy-Smith e Thomas (2010), a participação da criança na Educação Infantil é uma variável em construção e devemos estar atentos aos cuidados semânticos que o termo exige, além de observar a necessária contextualização sociocultural em que essa participação ocorre.

Percebe-se que a participação das crianças na Educação Infantil é um tema que comporta o cruzamento de um emaranhado de conceitos importantes que precisam ser explicitados, compreendidos, aprofundados e relacionados. Pelo espaço que temos, essa complexidade não será esgotada. Concentraremos a nossa atenção nos aspectos da democracia, da cidadania e do direito, fazendo a defesa de uma concepção de democracia como uma perspectiva de viabilizar a participação das crianças nos contextos de Educação Infantil (creches e pré-escolas) e como possibilidade de construção e de consolidação da justiça social e do exercício de direito.

PROTEÇÃO • É evidente que a necessidade de proteção e a dependência dos adultos por parte das crianças têm justificado a desqualificação dos direitos de cidadania delas e sua efetiva participação. Um dos mais importantes desafios colocados ao direito das crianças de participarem da Educação Infantil é a necessidade de equilibrar, de modo adequado e apropriado, o direito de proteção com o de participação, necessários para que estejam protegidas adequadamente, de acordo com as suas capacidades em crescimento, bem como respeitadas como cidadãos, como pessoas e como portadores de direitos.

Considero que muitas ideias defendidas em nossa sociedade contribuem para a recusa e a exclusão das crianças do exercício da cidadania e, consequentemente, da participação na vida pública do espaço educativo, uma vez que são percebidas como não tendo as características requeridas para participarem do mesmo. Essa percepção sobre as crianças desafia a construção de uma ideia e prática de cidadania genuína e efetivamente democrática, na qual elas sejam respeitadas, na busca que essas mesmas diferenças possam construir, nas negociações travadas no encontro público, o caminho para que se consolide um espaço justo e solidário, fazendo-se necessário desconstruir os pressupostos universais aplicados à cidadania que contribuem para a geração das exclusões.

A promoção da participação e da inclusão das crianças na produção dos espaços sociais – inclusive na Educação Infantil – depende do entendimento delas mesmas, como atores sociais, hábeis para jogar um papel ativo na produção e reprodução desses espaços. Nesse sentido, as crianças “são e devem ser vistas como ativas na construção de suas próprias vidas, as vidas dos que as rodeiam e das sociedades em que vivem. As crianças não são apenas os sujeitos passivos dos processos da estrutura social.” (James & Prout, 1990, p.8).

Leia o texto 'DEMOCRACIA E PARTICIPAÇÃO' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. A autora transmite ao leitor a ideia de que os estudos envolvendo as crianças pequenas – até os 3 anos de idade – produzem um maior volume de evidências específicas sobre o potencial de desenvolvimento do conceito de cidadania e democracia entre os mais jovens.

II. A autora afirma, no texto, que já existem debates e perspectivas que assumem como legítimas as formas de comunicação e relações das crianças com outros indivíduos. Ainda de acordo com a autora, esse ponto de vista contribui para a renovação e para a reprodução dos laços sociais nos espaços em que as crianças participam.

III. No texto, a autora destaca que existem muitos conceitos importantes relacionados ao estudo da participação das crianças na Educação Infantil, os quais precisam ser aprofundados, explicitados, compreendidos e relacionados.

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2154073 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Lajedo-PE
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DEMOCRACIA E PARTICIPAÇÃO

Baseado no artigo de Kátia Agostinho (UFSC, 2015). Com adaptações.

O desenvolvimento de teorias que percebem as crianças como atores sociais de direitos próprios – e não apenas como objetos de socialização – tem impulsionado as discussões acerca da participação das crianças na Educação Infantil. Esses debates assumem que as crianças são sujeitos de conhecimento e produtoras de sentido, que são legítimas suas formas de comunicação e relações com outros indivíduos e que contribuem para a renovação e a reprodução dos laços sociais nos espaços em que participam.

Diferentes estudos (Dahlberg & Moss, 2005; Sarmento, 2005a; Moss, 2009; Bae, 2009; Fernandes, 2009; Percy-Smith & Thomas, 2010; Agostinho, 2010; Tomás, 2011) têm se dedicado à temática da participação das crianças no ambiente escolar, reconhecendo as dificuldades de sua abordagem e do aprofundamento desse tema. Os desafios se avolumam quando as crianças são as pequenas, pois sobre as mesmas não temos ainda um acúmulo de estudos que nos esclareçam sobre suas especificidades. Além disso, como falam Percy-Smith e Thomas (2010), a participação da criança na Educação Infantil é uma variável em construção e devemos estar atentos aos cuidados semânticos que o termo exige, além de observar a necessária contextualização sociocultural em que essa participação ocorre.

Percebe-se que a participação das crianças na Educação Infantil é um tema que comporta o cruzamento de um emaranhado de conceitos importantes que precisam ser explicitados, compreendidos, aprofundados e relacionados. Pelo espaço que temos, essa complexidade não será esgotada. Concentraremos a nossa atenção nos aspectos da democracia, da cidadania e do direito, fazendo a defesa de uma concepção de democracia como uma perspectiva de viabilizar a participação das crianças nos contextos de Educação Infantil (creches e pré-escolas) e como possibilidade de construção e de consolidação da justiça social e do exercício de direito.

PROTEÇÃO • É evidente que a necessidade de proteção e a dependência dos adultos por parte das crianças têm justificado a desqualificação dos direitos de cidadania delas e sua efetiva participação. Um dos mais importantes desafios colocados ao direito das crianças de participarem da Educação Infantil é a necessidade de equilibrar, de modo adequado e apropriado, o direito de proteção com o de participação, necessários para que estejam protegidas adequadamente, de acordo com as suas capacidades em crescimento, bem como respeitadas como cidadãos, como pessoas e como portadores de direitos.

Considero que muitas ideias defendidas em nossa sociedade contribuem para a recusa e a exclusão das crianças do exercício da cidadania e, consequentemente, da participação na vida pública do espaço educativo, uma vez que são percebidas como não tendo as características requeridas para participarem do mesmo. Essa percepção sobre as crianças desafia a construção de uma ideia e prática de cidadania genuína e efetivamente democrática, na qual elas sejam respeitadas, na busca que essas mesmas diferenças possam construir, nas negociações travadas no encontro público, o caminho para que se consolide um espaço justo e solidário, fazendo-se necessário desconstruir os pressupostos universais aplicados à cidadania que contribuem para a geração das exclusões.

A promoção da participação e da inclusão das crianças na produção dos espaços sociais – inclusive na Educação Infantil – depende do entendimento delas mesmas, como atores sociais, hábeis para jogar um papel ativo na produção e reprodução desses espaços. Nesse sentido, as crianças “são e devem ser vistas como ativas na construção de suas próprias vidas, as vidas dos que as rodeiam e das sociedades em que vivem. As crianças não são apenas os sujeitos passivos dos processos da estrutura social.” (James & Prout, 1990, p.8).

Leia o texto 'DEMOCRACIA E PARTICIPAÇÃO' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. A autora afirma que a contextualização sociocultural sobre o tema da participação da criança na Educação Infantil tem evidenciado, nos últimos anos, que existe um consenso entre pesquisadores e profissionais da educação sobre como essa participação deve ocorrer.

II. Uma das ideias presentes no texto é a de que as crianças não são apenas os sujeitos passivos dos processos da estrutura social.

III. Uma percepção da autora que fica explícita no texto é a de que, em nossa sociedade, existem ideias que contribuem para a recusa e a exclusão das crianças do exercício da cidadania e, consequentemente, da participação na vida pública do espaço educativo.


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