Foram encontradas 30 questões.
Ângela vai de sua casa até o trabalho caminhando e demora
15 minutos para percorrer os 900 metros de distância até lá.
Se ela caminhar com velocidade 50% superior à que vai ao
trabalho, quanto tempo Ângela levará para percorrer uma distância de 4,5 quilômetros?
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Uma escola dispõe de um total de 15 salas, cada uma contendo
uma ou duas portas. As salas com duas portas possuem quatro
janelas e as demais possuem três janelas. Desse modo, se o
total de portas da escola for igual a 23, qual é o número de
janelas?
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Considere uma função do 2º grau do tipo: f(x) = ax² + bx + c que
passa pelos pontos: (–2, 0); (4, 0) e (0, 4). O ponto extremo de
f(x) possui abscissa de valor:
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Em um conselho de classe, os professores de uma turma selecionaram 5 alunos que apresentavam dificuldades para planejar uma intervenção e auxiliá-los para que obtivessem melhor
desempenho. O professor de matemática presente no conselho estimou que a probabilidade de que cada um desses alunos fosse reprovado era de 10%, sendo a condição de cada
aluno independente da condição dos outros. Assim, considerando-se a estimativa feita pelo professor de matemática, a
probabilidade de que 2 dos 5 alunos sejam reprovados pertence a qual dos intervalos a seguir?
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Um escritor, inspirado para finalizar sua mais recente obra, consegue escrever 20 páginas por dia com carga horária de 6 horas.
Assim, se ele planeja finalizar um livro que possui 250 páginas
no prazo de 12 dias, trabalhando de forma igual todos os dias,
com qual carga horária diária deverá trabalhar?
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A alma dos diferentes
Diferente não é quem o pretenda ser. Esse é um imitador
do que ainda não foi imitado, mas nunca um ser diferente.
Diferente é quem foi dotado de alguns “mais” e alguns
“menos” em hora, no momento e lugar errados para os outros.
Que riem de inveja de não serem assim, e de medo de não
aguentar, caso um dia venham a ser.
O diferente é um ser
sempre mais próximo da perfeição.
O diferente nunca é um chato. Mas sempre é confundido
por pessoas menos sensíveis e avisadas. Supondo encontrar um
chato onde está um diferente, talentos são rechaçados; vitórias
são adiadas; esperanças são mortas.
Um diferente medroso, este sim acaba transformando-
-se num chato. Chato é um diferente que não vingou.
Os diferentes muito inteligentes percebem porque os
outros não os entendem. Os diferentes raivosos acabam
tendo razão sozinhos, contra o mundo inteiro. Diferente que
se preza entende o porquê de quem o agride. Se o diferente
se mediocrizar, mergulhará no complexo de inferioridade.
O diferente paga sempre o preço de estar – mesmo sem
querer – alterando algo, ameaçando rebanhos, carneiros e pastores. O diferente suporta e digere a ira do irremediavelmente
igual, a inveja do comum, o ódio do mediano. O verdadeiro
diferente sabe que nunca tem razão, mas que sempre está certo.
O diferente começa a sofrer cedo, já no primário, onde
todos os demais de mãos dadas, e até mesmo alguns adultos,
por omissão, se unem para transformar o que é peculiaridade e
potencial em aleijão e caricatura. O que é percepção aguçada
em “– Puxa, fulano, como você é complicado”. O que é embrião
de um estilo próprio em “– Você está vendo como é que todo
mundo faz?”.
O diferente carrega desde cedo apelidos e marcações,
os quais acaba incorporando. Só os diferentes mais fortes do
que o mundo se transformaram (e se transformam) nos seus
grandes modificadores.
Diferente é o que vê mais longe do que o consenso. O
que sente antes mesmo dos demais começarem a perceber.
Diferente é o que se emociona enquanto todos em torno
agridem e gargalham.
Diferente é o que: engorda mais um pouco; chora, onde
outros xingam; estuda, onde outros burram. Quer, onde outros
cansam; espera de onde já não vem; sonha entre realistas;
concretiza entre sonhadores. Fala de leite em reunião de bêbados; cria, onde o hábito rotiniza; sofre, onde outros ganham.
Diferente é o que: fica doente onde a alegria impera. Aceita
empregos que ninguém supõe. Perde horas em coisas que só ele
sabe importantes. Engorda onde não deve. Diz sempre na hora
de calar. Cala nas horas erradas. Não desiste de lutar pela
harmonia. Fala de amor no meio da guerra. Deixa o adversário
fazer gol, porque gosta mais de jogar do que ganhar. Ele aprendeu a suportar o riso, o deboche, o escárnio e a consciência
dolorosa de que a média é má porque é igual. Os diferentes aí
estão: doendo e doendo, mas procurando ser, conseguindo
ser, sendo muito mais.
A alma dos diferentes é feita de uma luz além. Sua estrela
tem moradas deslumbrantes que eles guardam para os poucos
capazes de os sentir e entender. Nessas moradas estão os maiores tesouros da ternura humana dos quais só os diferentes são
capazes. Não mexa com o amor de um diferente. A menos que
você seja suficientemente forte para suportá-lo depois.
(Artur da Távola. Disponível em: http://www.bengalalegal.com/
diferentes#a4. Acesso em: janeiro de 2023.)
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A alma dos diferentes
Diferente não é quem o pretenda ser. Esse é um imitador
do que ainda não foi imitado, mas nunca um ser diferente.
Diferente é quem foi dotado de alguns “mais” e alguns
“menos” em hora, no momento e lugar errados para os outros.
Que riem de inveja de não serem assim, e de medo de não
aguentar, caso um dia venham a ser.
O diferente é um ser
sempre mais próximo da perfeição.
O diferente nunca é um chato. Mas sempre é confundido
por pessoas menos sensíveis e avisadas. Supondo encontrar um
chato onde está um diferente, talentos são rechaçados; vitórias
são adiadas; esperanças são mortas.
Um diferente medroso, este sim acaba transformando-
-se num chato. Chato é um diferente que não vingou.
Os diferentes muito inteligentes percebem porque os
outros não os entendem. Os diferentes raivosos acabam
tendo razão sozinhos, contra o mundo inteiro. Diferente que
se preza entende o porquê de quem o agride. Se o diferente
se mediocrizar, mergulhará no complexo de inferioridade.
O diferente paga sempre o preço de estar – mesmo sem
querer – alterando algo, ameaçando rebanhos, carneiros e pastores. O diferente suporta e digere a ira do irremediavelmente
igual, a inveja do comum, o ódio do mediano. O verdadeiro
diferente sabe que nunca tem razão, mas que sempre está certo.
O diferente começa a sofrer cedo, já no primário, onde
todos os demais de mãos dadas, e até mesmo alguns adultos,
por omissão, se unem para transformar o que é peculiaridade e
potencial em aleijão e caricatura. O que é percepção aguçada
em “– Puxa, fulano, como você é complicado”. O que é embrião
de um estilo próprio em “– Você está vendo como é que todo
mundo faz?”.
O diferente carrega desde cedo apelidos e marcações,
os quais acaba incorporando. Só os diferentes mais fortes do
que o mundo se transformaram (e se transformam) nos seus
grandes modificadores.
Diferente é o que vê mais longe do que o consenso. O
que sente antes mesmo dos demais começarem a perceber.
Diferente é o que se emociona enquanto todos em torno
agridem e gargalham.
Diferente é o que: engorda mais um pouco; chora, onde
outros xingam; estuda, onde outros burram. Quer, onde outros
cansam; espera de onde já não vem; sonha entre realistas;
concretiza entre sonhadores. Fala de leite em reunião de bêbados; cria, onde o hábito rotiniza; sofre, onde outros ganham.
Diferente é o que: fica doente onde a alegria impera. Aceita
empregos que ninguém supõe. Perde horas em coisas que só ele
sabe importantes. Engorda onde não deve. Diz sempre na hora
de calar. Cala nas horas erradas. Não desiste de lutar pela
harmonia. Fala de amor no meio da guerra. Deixa o adversário
fazer gol, porque gosta mais de jogar do que ganhar. Ele aprendeu a suportar o riso, o deboche, o escárnio e a consciência
dolorosa de que a média é má porque é igual. Os diferentes aí
estão: doendo e doendo, mas procurando ser, conseguindo
ser, sendo muito mais.
A alma dos diferentes é feita de uma luz além. Sua estrela
tem moradas deslumbrantes que eles guardam para os poucos
capazes de os sentir e entender. Nessas moradas estão os maiores tesouros da ternura humana dos quais só os diferentes são
capazes. Não mexa com o amor de um diferente. A menos que
você seja suficientemente forte para suportá-lo depois.
(Artur da Távola. Disponível em: http://www.bengalalegal.com/
diferentes#a4. Acesso em: janeiro de 2023.)
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A alma dos diferentes
Diferente não é quem o pretenda ser. Esse é um imitador
do que ainda não foi imitado, mas nunca um ser diferente.
Diferente é quem foi dotado de alguns “mais” e alguns
“menos” em hora, no momento e lugar errados para os outros.
Que riem de inveja de não serem assim, e de medo de não
aguentar, caso um dia venham a ser.
O diferente é um ser
sempre mais próximo da perfeição.
O diferente nunca é um chato. Mas sempre é confundido
por pessoas menos sensíveis e avisadas. Supondo encontrar um
chato onde está um diferente, talentos são rechaçados; vitórias
são adiadas; esperanças são mortas.
Um diferente medroso, este sim acaba transformando-
-se num chato. Chato é um diferente que não vingou.
Os diferentes muito inteligentes percebem porque os
outros não os entendem. Os diferentes raivosos acabam
tendo razão sozinhos, contra o mundo inteiro. Diferente que
se preza entende o porquê de quem o agride. Se o diferente
se mediocrizar, mergulhará no complexo de inferioridade.
O diferente paga sempre o preço de estar – mesmo sem
querer – alterando algo, ameaçando rebanhos, carneiros e pastores. O diferente suporta e digere a ira do irremediavelmente
igual, a inveja do comum, o ódio do mediano. O verdadeiro
diferente sabe que nunca tem razão, mas que sempre está certo.
O diferente começa a sofrer cedo, já no primário, onde
todos os demais de mãos dadas, e até mesmo alguns adultos,
por omissão, se unem para transformar o que é peculiaridade e
potencial em aleijão e caricatura. O que é percepção aguçada
em “– Puxa, fulano, como você é complicado”. O que é embrião
de um estilo próprio em “– Você está vendo como é que todo
mundo faz?”.
O diferente carrega desde cedo apelidos e marcações,
os quais acaba incorporando. Só os diferentes mais fortes do
que o mundo se transformaram (e se transformam) nos seus
grandes modificadores.
Diferente é o que vê mais longe do que o consenso. O
que sente antes mesmo dos demais começarem a perceber.
Diferente é o que se emociona enquanto todos em torno
agridem e gargalham.
Diferente é o que: engorda mais um pouco; chora, onde
outros xingam; estuda, onde outros burram. Quer, onde outros
cansam; espera de onde já não vem; sonha entre realistas;
concretiza entre sonhadores. Fala de leite em reunião de bêbados; cria, onde o hábito rotiniza; sofre, onde outros ganham.
Diferente é o que: fica doente onde a alegria impera. Aceita
empregos que ninguém supõe. Perde horas em coisas que só ele
sabe importantes. Engorda onde não deve. Diz sempre na hora
de calar. Cala nas horas erradas. Não desiste de lutar pela
harmonia. Fala de amor no meio da guerra. Deixa o adversário
fazer gol, porque gosta mais de jogar do que ganhar. Ele aprendeu a suportar o riso, o deboche, o escárnio e a consciência
dolorosa de que a média é má porque é igual. Os diferentes aí
estão: doendo e doendo, mas procurando ser, conseguindo
ser, sendo muito mais.
A alma dos diferentes é feita de uma luz além. Sua estrela
tem moradas deslumbrantes que eles guardam para os poucos
capazes de os sentir e entender. Nessas moradas estão os maiores tesouros da ternura humana dos quais só os diferentes são
capazes. Não mexa com o amor de um diferente. A menos que
você seja suficientemente forte para suportá-lo depois.
(Artur da Távola. Disponível em: http://www.bengalalegal.com/
diferentes#a4. Acesso em: janeiro de 2023.)
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Questão presente nas seguintes provas
A alma dos diferentes
Diferente não é quem o pretenda ser. Esse é um imitador
do que ainda não foi imitado, mas nunca um ser diferente.
Diferente é quem foi dotado de alguns “mais” e alguns
“menos” em hora, no momento e lugar errados para os outros.
Que riem de inveja de não serem assim, e de medo de não
aguentar, caso um dia venham a ser.
O diferente é um ser
sempre mais próximo da perfeição.
O diferente nunca é um chato. Mas sempre é confundido
por pessoas menos sensíveis e avisadas. Supondo encontrar um
chato onde está um diferente, talentos são rechaçados; vitórias
são adiadas; esperanças são mortas.
Um diferente medroso, este sim acaba transformando-
-se num chato. Chato é um diferente que não vingou.
Os diferentes muito inteligentes percebem porque os
outros não os entendem. Os diferentes raivosos acabam
tendo razão sozinhos, contra o mundo inteiro. Diferente que
se preza entende o porquê de quem o agride. Se o diferente
se mediocrizar, mergulhará no complexo de inferioridade.
O diferente paga sempre o preço de estar – mesmo sem
querer – alterando algo, ameaçando rebanhos, carneiros e pastores. O diferente suporta e digere a ira do irremediavelmente
igual, a inveja do comum, o ódio do mediano. O verdadeiro
diferente sabe que nunca tem razão, mas que sempre está certo.
O diferente começa a sofrer cedo, já no primário, onde
todos os demais de mãos dadas, e até mesmo alguns adultos,
por omissão, se unem para transformar o que é peculiaridade e
potencial em aleijão e caricatura. O que é percepção aguçada
em “– Puxa, fulano, como você é complicado”. O que é embrião
de um estilo próprio em “– Você está vendo como é que todo
mundo faz?”.
O diferente carrega desde cedo apelidos e marcações,
os quais acaba incorporando. Só os diferentes mais fortes do
que o mundo se transformaram (e se transformam) nos seus
grandes modificadores.
Diferente é o que vê mais longe do que o consenso. O
que sente antes mesmo dos demais começarem a perceber.
Diferente é o que se emociona enquanto todos em torno
agridem e gargalham.
Diferente é o que: engorda mais um pouco; chora, onde
outros xingam; estuda, onde outros burram. Quer, onde outros
cansam; espera de onde já não vem; sonha entre realistas;
concretiza entre sonhadores. Fala de leite em reunião de bêbados; cria, onde o hábito rotiniza; sofre, onde outros ganham.
Diferente é o que: fica doente onde a alegria impera. Aceita
empregos que ninguém supõe. Perde horas em coisas que só ele
sabe importantes. Engorda onde não deve. Diz sempre na hora
de calar. Cala nas horas erradas. Não desiste de lutar pela
harmonia. Fala de amor no meio da guerra. Deixa o adversário
fazer gol, porque gosta mais de jogar do que ganhar. Ele aprendeu a suportar o riso, o deboche, o escárnio e a consciência
dolorosa de que a média é má porque é igual. Os diferentes aí
estão: doendo e doendo, mas procurando ser, conseguindo
ser, sendo muito mais.
A alma dos diferentes é feita de uma luz além. Sua estrela
tem moradas deslumbrantes que eles guardam para os poucos
capazes de os sentir e entender. Nessas moradas estão os maiores tesouros da ternura humana dos quais só os diferentes são
capazes. Não mexa com o amor de um diferente. A menos que
você seja suficientemente forte para suportá-lo depois.
(Artur da Távola. Disponível em: http://www.bengalalegal.com/
diferentes#a4. Acesso em: janeiro de 2023.)
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Questão presente nas seguintes provas
A alma dos diferentes
Diferente não é quem o pretenda ser. Esse é um imitador
do que ainda não foi imitado, mas nunca um ser diferente.
Diferente é quem foi dotado de alguns “mais” e alguns
“menos” em hora, no momento e lugar errados para os outros.
Que riem de inveja de não serem assim, e de medo de não
aguentar, caso um dia venham a ser.
O diferente é um ser
sempre mais próximo da perfeição.
O diferente nunca é um chato. Mas sempre é confundido
por pessoas menos sensíveis e avisadas. Supondo encontrar um
chato onde está um diferente, talentos são rechaçados; vitórias
são adiadas; esperanças são mortas.
Um diferente medroso, este sim acaba transformando-
-se num chato. Chato é um diferente que não vingou.
Os diferentes muito inteligentes percebem porque os
outros não os entendem. Os diferentes raivosos acabam
tendo razão sozinhos, contra o mundo inteiro. Diferente que
se preza entende o porquê de quem o agride. Se o diferente
se mediocrizar, mergulhará no complexo de inferioridade.
O diferente paga sempre o preço de estar – mesmo sem
querer – alterando algo, ameaçando rebanhos, carneiros e pastores. O diferente suporta e digere a ira do irremediavelmente
igual, a inveja do comum, o ódio do mediano. O verdadeiro
diferente sabe que nunca tem razão, mas que sempre está certo.
O diferente começa a sofrer cedo, já no primário, onde
todos os demais de mãos dadas, e até mesmo alguns adultos,
por omissão, se unem para transformar o que é peculiaridade e
potencial em aleijão e caricatura. O que é percepção aguçada
em “– Puxa, fulano, como você é complicado”. O que é embrião
de um estilo próprio em “– Você está vendo como é que todo
mundo faz?”.
O diferente carrega desde cedo apelidos e marcações,
os quais acaba incorporando. Só os diferentes mais fortes do
que o mundo se transformaram (e se transformam) nos seus
grandes modificadores.
Diferente é o que vê mais longe do que o consenso. O
que sente antes mesmo dos demais começarem a perceber.
Diferente é o que se emociona enquanto todos em torno
agridem e gargalham.
Diferente é o que: engorda mais um pouco; chora, onde
outros xingam; estuda, onde outros burram. Quer, onde outros
cansam; espera de onde já não vem; sonha entre realistas;
concretiza entre sonhadores. Fala de leite em reunião de bêbados; cria, onde o hábito rotiniza; sofre, onde outros ganham.
Diferente é o que: fica doente onde a alegria impera. Aceita
empregos que ninguém supõe. Perde horas em coisas que só ele
sabe importantes. Engorda onde não deve. Diz sempre na hora
de calar. Cala nas horas erradas. Não desiste de lutar pela
harmonia. Fala de amor no meio da guerra. Deixa o adversário
fazer gol, porque gosta mais de jogar do que ganhar. Ele aprendeu a suportar o riso, o deboche, o escárnio e a consciência
dolorosa de que a média é má porque é igual. Os diferentes aí
estão: doendo e doendo, mas procurando ser, conseguindo
ser, sendo muito mais.
A alma dos diferentes é feita de uma luz além. Sua estrela
tem moradas deslumbrantes que eles guardam para os poucos
capazes de os sentir e entender. Nessas moradas estão os maiores tesouros da ternura humana dos quais só os diferentes são
capazes. Não mexa com o amor de um diferente. A menos que
você seja suficientemente forte para suportá-lo depois.
(Artur da Távola. Disponível em: http://www.bengalalegal.com/
diferentes#a4. Acesso em: janeiro de 2023.)
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