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O cartaz do TEXTO III, da delegacia da polícia civil de São Paulo, foi divulgado com o objetivo principal de
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“Eu diria que foi mais ou menos por aqui.”. A expressão destacada, que foi usada pelo pai para informar onde o filho nasceu, no TEXTO II, tem o mesmo sentido de
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No primeiro balão da charge do TEXTO II, o verbo “haver” foi usado na sua forma pessoal, quando apresenta um sujeito e concorda gramaticalmente com ele. Porém, este verbo também pode ser impessoal, dependendo do sentido em que é empregado nas orações. Sobre a concordância do verbo haver, assinale a alternativa correta.
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A charge do TEXTO II, do artista Cazo aborda um problema alarmante da nossa sociedade que é
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O padeiro
Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer o café e abro a porta do meu apartamento – mas não encontro pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a “greve do pão dormido”. De resto não é bem uma greve, é um lock-out, greve dos patrões que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei o que do governo.
Está bem. Tomo meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. Enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Vinha deixar o pão à porta do apartamento ele tocava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:
- Não é ninguém, é o padeiro.
Interroguei-o uma vez como tivera a ideia de gritar aquilo?
“Então você não é ninguém”.
Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: “não é ninguém não, senhora, é o padeiro”. Assim ficara sabendo que não era ninguém...
Ele me contou isso sem mágoa nenhuma e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que ele estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação no jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina – e muitas vezes já saía levando na mão um dos exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como o pão saído do forno.
Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que eu levava pra casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; “não é ninguém, é o padeiro!”
E assobiava pelas escadas.
Rio, maio, 1956. Rubem Braga. Disponível em https://www.migalhas.com.br/quentes/155605/relembre-a-cronica-o-padeiro-- de-rubem-braga.
As vírgulas que aparecem em “Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer o café e abro a porta do meu apartamento...” foram empregadas para
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O padeiro
Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer o café e abro a porta do meu apartamento – mas não encontro pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a “greve do pão dormido”. De resto não é bem uma greve, é um lock-out, greve dos patrões que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei o que do governo.
Está bem. Tomo meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. Enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Vinha deixar o pão à porta do apartamento ele tocava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:
- Não é ninguém, é o padeiro.
Interroguei-o uma vez como tivera a ideia de gritar aquilo?
“Então você não é ninguém”.
Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: “não é ninguém não, senhora, é o padeiro”. Assim ficara sabendo que não era ninguém...
Ele me contou isso sem mágoa nenhuma e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que ele estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação no jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina – e muitas vezes já saía levando na mão um dos exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como o pão saído do forno.
Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que eu levava pra casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; “não é ninguém, é o padeiro!”
E assobiava pelas escadas.
Rio, maio, 1956. Rubem Braga. Disponível em https://www.migalhas.com.br/quentes/155605/relembre-a-cronica-o-padeiro-- de-rubem-braga.
“Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer o café e abro a porta do meu apartamento – mas não encontro pão costumeiro.”. Assinale a alternativa que apresenta outra conjunção que pode substituir a conjunção em destaque, em mesmo sentido.
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O padeiro
Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer o café e abro a porta do meu apartamento – mas não encontro pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a “greve do pão dormido”. De resto não é bem uma greve, é um lock-out, greve dos patrões que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei o que do governo.
Está bem. Tomo meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. Enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Vinha deixar o pão à porta do apartamento ele tocava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:
- Não é ninguém, é o padeiro.
Interroguei-o uma vez como tivera a ideia de gritar aquilo?
“Então você não é ninguém”.
Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: “não é ninguém não, senhora, é o padeiro”. Assim ficara sabendo que não era ninguém...
Ele me contou isso sem mágoa nenhuma e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que ele estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação no jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina – e muitas vezes já saía levando na mão um dos exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como o pão saído do forno.
Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que eu levava pra casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; “não é ninguém, é o padeiro!”
E assobiava pelas escadas.
Rio, maio, 1956. Rubem Braga. Disponível em https://www.migalhas.com.br/quentes/155605/relembre-a-cronica-o-padeiro-- de-rubem-braga.
O termo “lo” destacado no período “Eu não quis detê-lo para explicar que ele estava falando...” exerce função sintática de
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O padeiro
Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer o café e abro a porta do meu apartamento – mas não encontro pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a “greve do pão dormido”. De resto não é bem uma greve, é um lock-out, greve dos patrões que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei o que do governo.
Está bem. Tomo meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. Enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Vinha deixar o pão à porta do apartamento ele tocava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:
- Não é ninguém, é o padeiro.
Interroguei-o uma vez como tivera a ideia de gritar aquilo?
“Então você não é ninguém”.
Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: “não é ninguém não, senhora, é o padeiro”. Assim ficara sabendo que não era ninguém...
Ele me contou isso sem mágoa nenhuma e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que ele estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação no jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina – e muitas vezes já saía levando na mão um dos exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como o pão saído do forno.
Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que eu levava pra casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; “não é ninguém, é o padeiro!”
E assobiava pelas escadas.
Rio, maio, 1956. Rubem Braga. Disponível em https://www.migalhas.com.br/quentes/155605/relembre-a-cronica-o-padeiro-- de-rubem-braga.
A partícula “que” pode exercer diferentes funções gramaticais no texto. No período “De resto não é bem uma greve, é um lock-out, greve dos patrões que suspenderam o trabalho noturno;”, a partícula “que” exerce função de
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O padeiro
Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer o café e abro a porta do meu apartamento – mas não encontro pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a “greve do pão dormido”. De resto não é bem uma greve, é um lock-out, greve dos patrões que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei o que do governo.
Está bem. Tomo meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. Enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Vinha deixar o pão à porta do apartamento ele tocava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:
- Não é ninguém, é o padeiro.
Interroguei-o uma vez como tivera a ideia de gritar aquilo?
“Então você não é ninguém”.
Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: “não é ninguém não, senhora, é o padeiro”. Assim ficara sabendo que não era ninguém...
Ele me contou isso sem mágoa nenhuma e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que ele estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação no jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina – e muitas vezes já saía levando na mão um dos exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como o pão saído do forno.
Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que eu levava pra casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; “não é ninguém, é o padeiro!”
E assobiava pelas escadas.
Rio, maio, 1956. Rubem Braga. Disponível em https://www.migalhas.com.br/quentes/155605/relembre-a-cronica-o-padeiro-- de-rubem-braga.
Em “Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer o café...”, o termo “abluções” tem o mesmo sentido de
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O padeiro
Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer o café e abro a porta do meu apartamento – mas não encontro pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a “greve do pão dormido”. De resto não é bem uma greve, é um lock-out, greve dos patrões que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei o que do governo.
Está bem. Tomo meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. Enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Vinha deixar o pão à porta do apartamento ele tocava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:
- Não é ninguém, é o padeiro.
Interroguei-o uma vez como tivera a ideia de gritar aquilo?
“Então você não é ninguém”.
Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: “não é ninguém não, senhora, é o padeiro”. Assim ficara sabendo que não era ninguém...
Ele me contou isso sem mágoa nenhuma e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que ele estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação no jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina – e muitas vezes já saía levando na mão um dos exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como o pão saído do forno.
Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que eu levava pra casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; “não é ninguém, é o padeiro!”
E assobiava pelas escadas.
Rio, maio, 1956. Rubem Braga. Disponível em https://www.migalhas.com.br/quentes/155605/relembre-a-cronica-o-padeiro-- de-rubem-braga.
A crônica de Rubem Braga apresenta um foco principal em relação à mensagem que o escritor queria transmitir aos seus leitores. Esse foco diz respeito
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