Foram encontradas 60 questões.
Leia o poema de Cecília Meireles para responder à questão.
Epigrama
A serviço da Vida fui,
a serviço da Vida vim;
só meu sofrimento me instrui,
quando me recordo de mim.
(Mas toda mágoa se dilui:
permanece a Vida sem fim.)
(Cecília Meireles, Viagem: vaga música)
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Leia o texto para responder à questão.
Ceia: do latim coena, última refeição do dia, o nosso popular jantar. A ceia de Natal, porém, tem suas singularidades,
a primeira das quais são os convidados. O costume nasceu
na Europa. Os cristãos deixavam abertas as portas das casas
para que mendigos e viajantes pudessem compartilhar fraternalmente pelo menos uma refeição por ano. O romancista
polonês Wladyslaw Stanislaw Reymont (1867-1925), Prêmio
Nobel de Literatura em 1924, em Uma Lenda de Natal, situa
sua trama na Polônia em certa noite natalina. Jesus, Judas
e Pedro chegam esfomeados a uma estalagem. Não havendo nada para comer, a estalajadeira vende-lhes um ganso.
Judas, ganancioso, sopra as penas da barriga da ave e pechincha no preço, dizendo que o ganso é muito magro. Jesus
propõe que os três vão dormir, enquanto o ganso é preparado. Como a comida não é suficiente para todos, diz que quem
tiver o sonho mais bonito comerá o ganso. Judas come a ave
enquanto Pedro e Jesus dormem. Quando o mestre pergunta
qual foi seu sonho, responde com cinismo: “Sonhei que me
levantava e em sonho comia o ganso”. O escritor conclui que
esta é a razão de o povo da Polônia guardar vigília na noite
de Natal.
(Ângela Paiva Dionísio, Verbetes: um gênero além do dicionário.
Em: Machado e Bezerra [orgs.])
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Leia os textos 1 e 2.
Texto 1 Os cotistas com 70 anos ou mais serão os primeiros a receber os recursos, a partir do dia 19 de outubro [de 2017]. Em seguida, serão contemplados aposentados em geral, a partir de 17 de novembro e, a partir de 14 de dezembro, mulheres com 62 anos ou mais e homens com 65 anos ou mais. (www.g1.globo.com)
Texto 2

(http://fotografia.folha.uol.com.br)
Ao discorrer sobre a especificidade da Análise do Discurso, Fernanda Mussalim (em Mussalim e Bentes: 2004) explica que ela “se refere à linguagem apenas à medida que esta faz sentido para sujeitos inscritos em estratégias de interlocução, em posições sociais ou em conjunturas históricas”. Levando-se em consideração a conjuntura histórica, o diálogo intertextual entre os textos 1 e 2 aponta para o seguinte sentido:
Texto 1 Os cotistas com 70 anos ou mais serão os primeiros a receber os recursos, a partir do dia 19 de outubro [de 2017]. Em seguida, serão contemplados aposentados em geral, a partir de 17 de novembro e, a partir de 14 de dezembro, mulheres com 62 anos ou mais e homens com 65 anos ou mais. (www.g1.globo.com)
Texto 2

(http://fotografia.folha.uol.com.br)
Ao discorrer sobre a especificidade da Análise do Discurso, Fernanda Mussalim (em Mussalim e Bentes: 2004) explica que ela “se refere à linguagem apenas à medida que esta faz sentido para sujeitos inscritos em estratégias de interlocução, em posições sociais ou em conjunturas históricas”. Levando-se em consideração a conjuntura histórica, o diálogo intertextual entre os textos 1 e 2 aponta para o seguinte sentido:
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Leia o texto de Sêneca para responder à questão.
Não é curto o tempo que temos, mas dele muito perdemos. A vida é suficientemente longa e com generosidade nos
foi dada, para a realização das maiores coisas, se a empregamos bem.
Mas, quando ela se esvai no luxo e na indiferença, quando não a empregamos em nada de bom, então, finalmente
constrangidos pela fatalidade, sentimos que ela já passou por
nós sem que tivéssemos percebido.
O fato é o seguinte: não recebemos uma vida breve, mas
a fazemos, nem somos dela carentes, mas esbanjadores.
Tal como abundantes e régios recursos, quando caem
nas mãos de um mau senhor, dissipam-se num momento,
enquanto que, por pequenos que sejam, se são confiados
a um bom guarda, crescem pelo uso, assim também nossa
vida se estende por muito tempo, para aquele que sabe dela
bem dispor.
(Sêneca, Sobre a brevidade da vida. Trad. Adaptado)
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Leia o texto para responder à questão.
Meu vizinho das quintas-feiras, Sérgio Rodrigues, já
abordou o tema com muito mais propriedade do que eu seria
capaz, mas ele tem me irritado tanto (o tema, não o Sérgio)
que vou invadir o quintal alheio e bater na mesma tecla. De
um ano pra cá, comecei a ouvir frases do tipo “não é sobre
opinião, é sobre respeito” ou “não é sobre alimentação, é sobre saúde”, “não é sobre direitos, é sobre deveres”.
A primeira vez que me deparei com este novo uso do “sobre”, pensei que estavam falando “sobre” algum filme, livro
ou peça de teatro. A respeito de “Superman I”, por exemplo,
poderíamos dizer que “não é sobre superpoderes, é sobre
amor”. Assim como “Casa de Bonecas”, do Ibsen, “não é
sobre um casamento, é sobre a liberdade”. Prestando mais
atenção, porém, percebi que o sentido era outro. Era o “sobre” como “ter a ver com”. Trata-se de uma tradução troncha
de “it’s not about”, que os anglófonos usam a torto e a direito.
Ou melhor, nós usamos torto, eles usam direito.
(Antônio Prata, Sobre o “sobre”. Em: Folha de S.Paulo, 29.10.2017)
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Leia a charge.

(Duke. Em: otempo.com.br)
De acordo com Koch e Elias (2011), “o leitor, em seu trabalho para produzir sentido, deve levar em conta: o vocabulário e a situação de uso, os recursos sintáticos, os blocos textuais e a associação a fatos históricos, políticos, sociais, culturais, o gênero textual, o propósito comunicacional e a situação comunicativa”. Dessa forma, é coerente afirmar que a charge

(Duke. Em: otempo.com.br)
De acordo com Koch e Elias (2011), “o leitor, em seu trabalho para produzir sentido, deve levar em conta: o vocabulário e a situação de uso, os recursos sintáticos, os blocos textuais e a associação a fatos históricos, políticos, sociais, culturais, o gênero textual, o propósito comunicacional e a situação comunicativa”. Dessa forma, é coerente afirmar que a charge
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... há uma mudança na constituição dos sujeitos que frequentam os ambientes escolares e, também, uma ampliação dos canais e meios de comunicação – fazendo
com que todos estejam aqui e em todos os lugares ao
mesmo tempo – que acabam por promover um aumento da diversidade linguística e cultural, fazendo os sujeitos se confrontarem com a grande diversidade de textos
orais e escritos que hoje circulam na sociedade.
(A.V.M. Dias, Hipercontos multissemióticos. Em: Rojo e Moura: 2012)
Para o ensino de língua materna, o exposto implica pensar
Para o ensino de língua materna, o exposto implica pensar
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Leia o texto para responder à questão.
Meu vizinho das quintas-feiras, Sérgio Rodrigues, já
abordou o tema com muito mais propriedade do que eu seria
capaz, mas ele tem me irritado tanto (o tema, não o Sérgio)
que vou invadir o quintal alheio e bater na mesma tecla. De
um ano pra cá, comecei a ouvir frases do tipo “não é sobre
opinião, é sobre respeito” ou “não é sobre alimentação, é sobre saúde”, “não é sobre direitos, é sobre deveres”.
A primeira vez que me deparei com este novo uso do “sobre”, pensei que estavam falando “sobre” algum filme, livro
ou peça de teatro. A respeito de “Superman I”, por exemplo,
poderíamos dizer que “não é sobre superpoderes, é sobre
amor”. Assim como “Casa de Bonecas”, do Ibsen, “não é
sobre um casamento, é sobre a liberdade”. Prestando mais
atenção, porém, percebi que o sentido era outro. Era o “sobre” como “ter a ver com”. Trata-se de uma tradução troncha
de “it’s not about”, que os anglófonos usam a torto e a direito.
Ou melhor, nós usamos torto, eles usam direito.
(Antônio Prata, Sobre o “sobre”. Em: Folha de S.Paulo, 29.10.2017)
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De acordo com Bakhtin, o caráter dialógico da linguagem
diz respeito
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Leia o texto de Sêneca para responder à questão.
Não é curto o tempo que temos, mas dele muito perdemos. A vida é suficientemente longa e com generosidade nos
foi dada, para a realização das maiores coisas, se a empregamos bem.
Mas, quando ela se esvai no luxo e na indiferença, quando não a empregamos em nada de bom, então, finalmente
constrangidos pela fatalidade, sentimos que ela já passou por
nós sem que tivéssemos percebido.
O fato é o seguinte: não recebemos uma vida breve, mas
a fazemos, nem somos dela carentes, mas esbanjadores.
Tal como abundantes e régios recursos, quando caem
nas mãos de um mau senhor, dissipam-se num momento,
enquanto que, por pequenos que sejam, se são confiados
a um bom guarda, crescem pelo uso, assim também nossa
vida se estende por muito tempo, para aquele que sabe dela
bem dispor.
(Sêneca, Sobre a brevidade da vida. Trad. Adaptado)
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