Foram encontradas 60 questões.
A Folha de São Paulo, ao publicar o editorial da “ditabranda”
passa de apoiador do golpe e da Operação Bandeirantes;
passando por arauto das democracias nos anos 1980, até propor,
vinte anos depois, que se esqueça da existência de uma ditadura
no Brasil. Não é propriamente um esquecimento, mas um
ocultamento, uma reinterpretação histórica.” Os jornais
registram a História, são fontes essenciais para os historiadores.
O que quero ressaltar é seu papel de formador moral e intelectual
ao construir uma memória que interessa à sua história, que busca
que se torne real a todos.
(SILVA, Carla Luciana. Imprensa e construção social da “ditabranda. In: MELO,
Demian Bezerra (org). A miséria da historiografia: uma crítica ao revisionismo
contemporâneo. Rio de Janeiro: Consequência, 2014, p. 196)
Um professor de História seleciona o trecho acima para planejar uma aula sobre os significados do regime civil-militar. Nesse sentido o documento acima é adequado, pois é representativo de
Um professor de História seleciona o trecho acima para planejar uma aula sobre os significados do regime civil-militar. Nesse sentido o documento acima é adequado, pois é representativo de
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Tomando-se por base a comparação entre o comércio negreiro, por
um lado, e as fazendas de açúcar e aluguéis urbanos, pelo outro,
constata-se que o retorno líquido de uma plantation pode chegar a
uma cifra máxima de 12%, girando em média entre 5% e 10%. Os
aluguéis urbanos, por sua vez, analisados através de prestações de
contas em inventários post-mortem das décadas de 1810-1820,
podiam chegar a 10% anuais sobre o capital investido em prédios
(descontada a manutenção). Já o tráfico de africanos alcançava, na
década de 1810, uma lucratividade média de 19% por expedição.
Cabe lembrar que estas diferenças relativas tornam-se mais
expressivas quando consideradas em termos absolutos. Assim,
enquanto que o retorno de um engenho real com cerca de 60
escravos pode chegar, em bons anos da década de 1800, a dois
contos de réis, o de uma única expedição negreira, em 1812, podia
alcançar cerca de pouco mais de sete contos de réis.
(FRAGOSO, João; MANOLO, Florentino. O arcaísmo como projeto: mercado
atlântico, sociedade agrária e elite mercantil no Rio de Janeiro, 1790-1840. Rio de
Janeiro: Diadorim, 1993. p. 106)
Um professor de História do ensino fundamental II utiliza o trecho citado para debater o caráter da economia colonial da América portuguesa. Com este material, o professor tem como objetivo
Um professor de História do ensino fundamental II utiliza o trecho citado para debater o caráter da economia colonial da América portuguesa. Com este material, o professor tem como objetivo
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Mas as heresias eram perigosas para a Igreja e para a ordem
feudal. Assim, os hereges foram perseguidos e repelidos para os
espaços de exclusão da sociedade, que, sob o impulso da Igreja,
foram cada vez mais bem delimitados no decurso do século XII e
XIII. Sob a influência dos canonistas, no momento em que era
instalada a Inquisição, a heresia foi definida como crime de “lesa-majestade”, atentado ao “bem público da Igreja” e à “boa ordem
da sociedade cristã”. Assim faz, na sua Summa (c. 1188),
Huguccio, o mais importante decretista deste decisivo momento.
(LE GOFF, Jacques. A civilização do ocidente medieval.
Lisboa: Estampa, 1984. p. 75-76).
Ao elaborar uma aula sobre a sociedade medieval, o professor propõe utilizar o trecho citado acima para introduzir o debate. Assim, podemos dizer que o professor propõe destacar os elementos relacionados a
Ao elaborar uma aula sobre a sociedade medieval, o professor propõe utilizar o trecho citado acima para introduzir o debate. Assim, podemos dizer que o professor propõe destacar os elementos relacionados a
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Nas primeiras décadas do século XX, as organizações médicas
foram as responsáveis pela difusão de teorias em relação à
deficiência mental. Em 1913, Basílio de Magalhães escreve
Tratamento e educação das crianças anormais de inteligência:
contribuição para o estudo desse complexo problema científico e
social, cuja solução recentemente reclamam a bem da infância e
das gerações porvindouras – os mais elevados interesses
materiais, intelectuais e morais, da Pátria Brasileira, em que
associava a degeneração mental à tuberculose, ao alcoolismo e à
hereditariedade. Por sua vez, Ulysses Pernambuco, em 1918,
publicava a obra Classificação das crianças anormais: a parada do
desenvolvimento intelectual e suas formas; a instabilidade e a
astenia mental, onde reforçava a tese da relação da deficiência
mental como indicativo da degenerescência social. Sem contar a
defesa da eugenia pelo doutor Renato Kehl. Participando em suas
organizações profissionais, os médicos buscavam influenciar o
poder público na elaboração de legislações sociais. Durante a
República Velha, a questão social era abordada a partir do viés
médico. Não por acaso, a educação foi atingida por esta
abordagem, e a pedagogia acabou por ser influenciada por
saberes da medicina.
(Adaptado de JANNUZZI, Gilberto de Martino. A educação do deficiente no Brasil:
dos primórdios ao início do século XXI. Campinas, SP: Autores Associados, 2012. p.
27-37).
A partir da leitura do texto, podemos dizer que a educação na República Velha foi marcada por concepções
A partir da leitura do texto, podemos dizer que a educação na República Velha foi marcada por concepções
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Documento 1:
Um certo segmento do cinema brasileiro se instituiu como ”lugar
de memória”, onde diretores, roteiristas, atores e produtores,
bem como o próprio público que prestigiou os filmes se
esforçaram em retomar e monumentalizar certos
acontecimentos ou problemáticas da história do Brasil.
(FERREIRA, Jorge; SOARES , Mariza. A História vai ao cinema. Rio de Janeiro: Record,
2012, p. 12).
Documento 2: Observe o cartaz alusivo ao filme Independência ou Morte, dirigido por Carlos Coimbra, e lançado em 1972, em plena vigência da ditadura civil-militar
Um professor de História seleciona os dois documentos para a elaboração de um plano de aula sobre a independência do Brasil. Na justificativa, o professor argumenta que pretende tratar o filme como
Documento 2: Observe o cartaz alusivo ao filme Independência ou Morte, dirigido por Carlos Coimbra, e lançado em 1972, em plena vigência da ditadura civil-militar

Um professor de História seleciona os dois documentos para a elaboração de um plano de aula sobre a independência do Brasil. Na justificativa, o professor argumenta que pretende tratar o filme como
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O historiador medieval permanece ainda, quanto aos fatos,
dependente da tradição, não dispondo de armas eficientes para a
crítica dessa tradição. Assim, coloca-se no mesmo plano que Tito
Lívio, conservando quer a sua fraqueza quer a sua força. Não
dispõe de meios para estudar a evolução das tradições que
chegaram até ele ou para decompô-las nos seus diversos
componentes. A saída crítica é puramente pessoal, não científica,
não sistemática, arrastando-o frequentemente para aquilo que
nos parece uma tola credulidade. A seu crédito, porém, há a
registrar o fato de patentear muitas vezes um notável valor
estilístico e forças imaginativa.
(COLLINGWOOD, R. G. A ideia de História. Lisboa: Presença, 1981. p. 73)
A escrita da história na Idade Média se vincula a uma concepção de mundo medieval em que se destaca o/a:
A escrita da história na Idade Média se vincula a uma concepção de mundo medieval em que se destaca o/a:
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Como já foi dito, os vínculos com a historiografia acadêmica são
apenas um aspecto da história escolar. No entanto, o diálogo
entre as duas é relevante e devemos manter o questionamento
sobre ele. E a exploração dessa questão pode ser uma
contribuição mútua. A História escolar pode alertar para a
necessidade de a historiografia acadêmica dispor de ferramentas
mais densas e complexas, menos acomodatícias à análise do
passado, voltada para a formação política das jovens gerações.
Por sua vez, a história escolar pode apontar para a historiografia
acadêmica que é preciso que ela amplie e diversifique seus
registros e linguagens para uma divulgação mais ampla de suas
contribuições, de forma que alcancem o mundo educacional (e
além) – sem ignorar que são necessários espaços e experiências
que possibilitem produções como as promovidas pelo Ministério
da Educação até 2015. Essa ampliação e disseminação de seus
avanços permitiriam à historiografia acadêmica dar conta (mais
uma vez) do vínculo entre história e política. Porque educação é
um ato político.
(GONZALEZ, Maria Paula. Historiografia acadêmica e história escolar: convergências
e distanciamentos na abordagem da última ditadura no ensino médio na Argentina.
In: ROCHA, Helenice; MAGALHÃES, Marcelo (orgs).
Em defesa do ensino de História: a democracia como valor. Rio de Janeiro: FGV. P. 227) Ao analisar as relações entre a história escolar e a acadêmica, a autora sugere que os saberes históricos
Em defesa do ensino de História: a democracia como valor. Rio de Janeiro: FGV. P. 227) Ao analisar as relações entre a história escolar e a acadêmica, a autora sugere que os saberes históricos
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A Nova História, que se propagou nos meios acadêmicos nos anos
60 e 70, tinha em suas origens duas inspirações básicas – a dos
Annales e a do marxismo. Naquele período, a influência da
Nouvelle Histoire assentava-se principalmente no prestígio então
alcançado pela chamada história quantitativa, ou serial, cujos
êxitos em campos como o da história econômica, social e
demográfica, levavam muitos historiadores crer que aquele era o
caminho rumo a uma História realmente científica.
(FALCON, Francisco José Calazans. Estudos de teoria da História e historiografia:
teoria da História. São Paulo; Hucitec, 2011. p. 62).
Apesar das diferenças entre as três gerações dos Annales, é possível identificar um chão comum. Para analisar os pontos em comum que marcam a trajetória da produção historiográfica das três gerações dos Annales, devemos considerar
Apesar das diferenças entre as três gerações dos Annales, é possível identificar um chão comum. Para analisar os pontos em comum que marcam a trajetória da produção historiográfica das três gerações dos Annales, devemos considerar
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O campo da filogenia digital traz diversas aproximações com o
método histórico. Parte do método histórico se estabeleceu por
meio da comparação entre diferentes manuscritos, de modo a
apontar, mediante o exame minucioso de suas características
particulares quais eram as famílias e linhagens documentais que
haviam chegado até o presente. Além disso, com comparação
entre manuscritos, buscava-se eliminar os equívocos ocasionados
pela passagem do tempo para chegar à versão mais próxima às
intenções originais do autor.
(PEREIRA, Mateus Henrique de Faria; NICODEMO, Thiago Lima; ARAUJO, Valdei Lopes
de. A indústria das fakenews como um problema historiográfico: atualismo e política
em um presente agitado. In: IEGELSKI, Francine; MÜLLER, Angélica (orgs). História do
Tempo presente: mutações e reflexões. Roi de Janeiro: FGV, 2022. p. 178)
O ensino de História vem sendo impactado pela presença da cultura digital. A filogenia digital oferece possibilidades de diálogos com as práticas historiadoras no âmbito da academia e do ensino básico, uma vez que
O ensino de História vem sendo impactado pela presença da cultura digital. A filogenia digital oferece possibilidades de diálogos com as práticas historiadoras no âmbito da academia e do ensino básico, uma vez que
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- História GeralDemandas políticas e sociais no mundo atual
- História GeralQuestões Internacionais: história do tempo presente
Como mestre do espetáculo, Trump normaliza, por meio da
repetição contínua, suas tentativas incessantes de alimentar o
ódio, as divisões raciais e a destruição dos laços sociais – tudo o
que é necessário para que a política fascista floresça. Na era
Trump, a linha entre a violência letal e a retórica de uma política
fascista é perigosamente tênue e, à medida que a memória
histórica se desvanece e a alfabetização cívica é menosprezada, a
barbárie e a brutalidade ascendem. Abordar criticamente a
linguagem de Trump é um ato crucial de resistência política. Sua
odiosa retórica demonstra que a educação é central para a
política, porque é através da linguagem e de diversas formas de
comunicação que o poder se materializa para moldar a
consciência, o desejo, a identidade e os valores.
(GIROUX, Henry Armand. Educação e lutas pela democracia: escritos
contemporâneos sobre o maquinário neoliberal. Rio de Janeiro: UFRJ, 2023. p. 65).
Para a análise do fenômeno político do trumpismo, o autor sugere
Para a análise do fenômeno político do trumpismo, o autor sugere
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