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Foram encontradas 40 questões.

803758 Ano: 2015
Disciplina: Pedagogia
Banca: IPAD
Orgão: Pref. Vitória Santo Antão-PE
Na abordagem comportamental, pode-se dizer, resumidamente e de forma simplificada, que o erro ocorre devido à ausência de condicionamento adequado ou de reforçamento, para que um estímulo discriminativo produza uma resposta específica. Nessa perspectiva, o erro é visto como fracasso ou insucesso e produz no comportamento efeitos de punição. Portanto, deve ser evitado, como propõe o método da Instrução Programada, criado por Skinner (1972). Na pedagogia de base empirista, como o erro é algo a ser evitado, ele não tem função pedagógica. Portanto, ele é aparentemente coibido na situação pedagógica e, em si mesmo, ignorado pelo professor. Frente aos erros dos alunos, como não há respaldo para uma análise dos processos geradores intrínsecos, preconiza-se apenas um reforçamento dos procedimentos corretos envolvidos, no intuito de fazer aprender por repetição.
De acordo com o texto acima, a origem do erro condiz com a abordagem:
 

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803497 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: IPAD
Orgão: Pref. Vitória Santo Antão-PE
Leia um fragmento de “O Cortiço” (1890), de Aluísio Azevedo (1857-1913).
Fechou-se um entra-e-sai de marimbondos defronte daquelas cem casinhas ameaçadas pelo fogo. Homens e mulheres corriam de cá para lá com os tarecos ao ombro, numa balbúrdia de doidos. O pátio e a rua enchiam-se agora de camas velhas e colchões espocados. Ninguém se conhecia naquela zumba de gritos sem nexo, e choro de crianças esmagadas, e pragas arrancadas pela dor e pelo desespero. Da casa do Barão saíam clamores apopléticos; ouviam-se os guinchos de Zulmira que se espolinhava com um ataque. E começou a aparecer água. Quem a trouxe? Ninguém sabia dizê-lo; mas viam-se baldes e baldes que se despejavam sobre as chamas.
Os sinos da vizinhança começaram a badalar.
E tudo era um clamor.
A Bruxa surgiu à janela da sua casa, como à boca de uma fornalha acesa. Estava horrível; nunca fora tão bruxa.
O seu moreno trigueiro, de cabocla velha, reluzia que nem metal em brasa; a sua crina preta, desgrenhada, escorrida e abundante como as das éguas selvagens, dava-lhe um caráter fantástico de fúria saída do inferno. E ela ria-se, ébria de satisfação, sem sentir as queimaduras e as feridas, vitoriosa no meio daquela orgia de fogo, com que ultimamente vivia a sonhar em segredo a sua alma extravagante de maluca.
Ia atirar-se cá para fora, quando se ouviu estalar o madeiramento da casa incendiada, que abateu rapidamente, sepultando a louca num montão de brasas.
AZEVEDO, Aluísio. O Cortiço. São Paulo: Ática, 1999.
O apuro no descritivismo faz com que a cena se torne visual. O texto mostra o comportamento e os hábitos inadequados dos moradores do cortiço. Por isso, o narrador utiliza outro sentido que também é muito aguçado pela leitura do texto, trata-se
 

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Leia o texto a seguir para responder a questão.
Se te amo, não sei!
Amar! se te amo, não sei.
Oiço aí pronunciar
Essa palavra de modo
Que não sei o que é amar.
Se amar, é sonhar contigo,
Se é pensar, velando, em ti,
Se é ter-te n’alma presente
Todo esquecido de mi!
Se é cobiçar-te, querer-te
Como uma benção dos céus
A ti somente na terra
Como lá em cima a Deus;
Se é dar a vida, o futuro,
Para dizer que te amei:
Amo; porém se te amo
Como oiço dizer, – não sei.
DIAS, Gonçalves. Poesia lírica e indianista. 1. ed. São Paulo: Ática. 2003. p. 199.
O poema “Se te amo, não sei” caracteriza-se por
 

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797651 Ano: 2015
Disciplina: Pedagogia
Banca: IPAD
Orgão: Pref. Vitória Santo Antão-PE
Em sua obra, “Educação pela pesquisa”, Pedro Demo afirma: “Talvez o problema mais difícil sejam os cursos noturnos, que representam, ao mesmo tempo, a chance para a juventude que trabalha durante o dia e o nivelamento por baixo, típico de uma proposta marcada pela aula copiada. O sistema tem respondido sempre com adaptações apequenantes, em vez de buscar alternativas que preservem o direito à competência. (...) Dificilmente se lê, maneja dados, procura material pertinente, elabora com mão própria. A imagem do aluno cansado e que ainda vai enfrentar, em muitos casos, uma viagem de volta, domina a cena, contribuindo tanto mais para que a complacência seja preferida à competência” (2000, p. 84)
A parte sublinhada, pode ser relacionada à construção da (do):
 

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Leia o texto a seguir para responder as questão.
Erro de português
Quando o português chegou
Debaixo de uma bruta chuva
Vestiu o índio
Que pena!
Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido
O português
(Andrade, Oswald de. Disponível em: http://www.jornaldepoesia.jor.br/oswal.html. Acesso em: 19.02.15)
O texto lido pertence ao modernismo, que foi um movimento artístico dividido em fases, assim como:
 

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Leia o texto a seguir para responder a questão.
Se te amo, não sei!
Amar! se te amo, não sei.
Oiço aí pronunciar
Essa palavra de modo
Que não sei o que é amar.
Se amar, é sonhar contigo,
Se é pensar, velando, em ti,
Se é ter-te n’alma presente
Todo esquecido de mi!
Se é cobiçar-te, querer-te
Como uma benção dos céus
A ti somente na terra
Como lá em cima a Deus;
Se é dar a vida, o futuro,
Para dizer que te amei:
Amo; porém se te amo
Como oiço dizer, – não sei.
DIAS, Gonçalves. Poesia lírica e indianista. 1. ed. São Paulo: Ática. 2003. p. 199.
Com base na 1.ª estrofe do poema de Gonçalves Dias, o eu lírico
 

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796552 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: IPAD
Orgão: Pref. Vitória Santo Antão-PE
Uma das características da literatura é a capacidade de dialogar com o “mundo real”. Veja, por exemplo, o quadro abaixo do pintor belga René Magritte:
Enunciado 796552-1
(René Magritte. A traição das imagens. Disponível
em: http://psicanaliselacaniana.blogspot.com.br/2013/11/oolhar- em-rene-magritte.html. Acesso em 19.02.15)
Nele pode-se ler a afirmação “Isto não é um cachimbo.” Considerando a função da arte, da qual a literatura é um exemplar, qual teria sido o objetivo do autor ao escrever a frase em um quadro que retrata tão fielmente a imagem do cachimbo?
 

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790978 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: IPAD
Orgão: Pref. Vitória Santo Antão-PE
Os fragmentos de textos a seguir servirão de base para responder à questão.
Fragmento I. Romance indianista-histórico: O Guarani.
A caçada
Em pé, no meio do espaço que formava a grande abóbada de árvores, encostado a um velho tronco decepado pelo raio, via-se um índio na flor da idade. [...]
Nesse instante, erguia a cabeça e fitava os olhos numa sebe de folhas que se elevava a vinte passos de distancia, e se agitava imperceptivelmente. Ali por entre a folhagem, distinguiam-se as ondulações felinas de um dorso negro, brilhante, marchetado de pardo; às vezes viam-se brilhar na sombra dois raios vítreos e pálidos, que semelhavam os reflexos de alguma cristalização de rocha, ferida pela luz do sol. Era uma onça enorme; de garras apoiadas sobre um grosso ramo de árvore, e pés suspensos no galho superior, encolhia o corpo, preparando o salto gigantesco.
ALENCAR, José de. O Guarani. 20. ed. São Paulo: Ática, 1996.
Fragmento II. Romance regionalista: O Gaúcho
II. O viajante
[...] — Eh pingo! Exclamou o peão, dando com entusiasmo uma palmada na anca do animal.
Só compreenderá a energia da exclamação do Chico Baeta quem souber que pingo é o epíteto mais terno que o gaúcho dá a seu cavalo. Quando ele diz “meu pingo” é como se dissesse meu amigo do coração, meu amigo leal e generoso.
— Que faísca! Sr. Manuel Canho. Enquanto os outros ginetes, e os havia de fama, levantavam a poama na quadra, cá o morzelinho fez trás, zás, e fuzilou na raia como um corisco.
Canho estava gostando de ouvir o elogio feito a seu animal: o cavalo é uma das fibras mais sensíveis do coração
do gaúcho. Mas alguma coisa instigava o viajante, que fazendo um esforço interrompeu o peão.
ALENCAR, José de. O gaúcho. 3. ed. São Paulo: Ática, 1998.
Fragmento III. Romance Urbano: Diva
III
Visitando o negociante, vi ao entrar na sala uma linda moça, que não reconheci. Estava só. De pé no vão da janela cheia de luz, meio reclinada ao peitoril, tinha na mão um livro aberto e lia com atenção.
Não é possível idear nada mais puro e harmonioso do que o perfil dessa estátua de moça. Era alta e esbelta. Tinha um desses talhes flexíveis e lançados, que são hastes de lírio para o rosto gentil; porém na mesma delicadeza do porte esculpiam-se os contornos mais graciosos com firme nitidez das linhas e uma deliciosa suavidade nos relevos. [...]
Uma altivez de rainha cingia-lhe a fronte, como diadema cintilando na cabeça de um anjo. Havia em toda a sua pessoa um quer que fosse de sublime e excelso que a abstraía da terra. Contemplando-a naquele instante de enlevo, dir-se-ia que ela se preparava para sua celeste ascensão.
MINISTÉRIO DA CULTURA. Fundação Biblioteca Nacional, Departamento Nacional do Livro, p. 7.
O elemento comum aos fragmentos dos romances indianista-histórico e regionalista está expresso no fato de ambos os textos
 

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Leia a seguir um fragmento do “Sermão de Santo Antônio (aos peixes)”, do Pe. Antônio Vieira.
“Vós, diz Cristo, Senhor nosso, falando com os pregadores, sois o sal da terra: e chama-lhes sal da terra, porque quer que façam na terra o que faz o sal. O efeito do sal é impedir a corrupção; mas quando a terra se vêtão corrupta como está a nossa, havendo tantos nela que têm ofício de sal, qual será, ou qual pode ser a causa desta corrupção? Ou é porque o sal não salga, ou porque a terra se não deixa salgar. Ou é porque o sal não salga, e os pregadores não pregam a verdadeira doutrina; ou porque a terra se não deixa salgar e os ouvintes, sendo verdadeira a doutrina que lhes dão, a não querem receber. Ou é porque o sal não salga, e os pregadores dizem uma cousa e fazem outra; ou porque a terra se não deixa salgar, e os ouvintes querem antes imitar o que eles fazem, que fazer o que dizem. Ou é porque o sal não salga, e os pregadores se pregam a si e não a Cristo; ou porque a terra se não deixa salgar, e os ouvintes, em vez de servir a Cristo, servem a seus apetites. (...)
Suposto, pois, que ou o sal não salgue ou a terra se não deixe salgar; que se há-de fazer a este sal e que se há-de fazer a esta terra? O que se há-de fazer ao sal que não salga, Cristo o disse logo: (...) Se o sal perder a substância e a virtude, e o pregador faltar à doutrina e ao exemplo, o que se lhe há-de fazer, é lançá-lo fora como inútil para que seja pisado de todos. Quem se atrevera a dizer tal cousa, se o mesmo Cristo a não pronunciara? Assim como não há quem seja mais digno de reverência e de ser posto sobre a cabeça que o pregador que ensina e faz o que deve, assim é merecedor de todo o desprezo e de ser metido debaixo dos pés, o que com a palavra ou com a vida prega o contrário.
Isto é o que se deve fazer ao sal que não salga.”
(Vieira, Antônio. SERMÃO DE SANTO ANTÓNIO AOS PEIXES – trecho. Disponível em: http://www.jayrus.art.br/Apostilas/LiteraturaPortuguesa/Barroco/Padre_Antonio_Vieira_Sto_Antonio_aos_Peixes.htm. Acesso em 19.02.15)
Das características abaixo, apenas uma não pertence ao período literário do qual esse texto faz parte.
Marque-a.
 

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767268 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: IPAD
Orgão: Pref. Vitória Santo Antão-PE
Analise, nos versos a seguir, a postura nacionalista do compositor Assis Valente, antes de resolver a questão.
Brasil Pandeiro
Chegou a hora dessa gente bronzeada
Mostrar seu valor
Eu fui à Penha fui pedir à padroeira para
Me ajudar
Salve o Morro do Vintém, Pendura-saia,
Eu quero ver
Eu quero ver o Tio Sam tocar pandeiro
Para o mundo sambar
O tio Sam está querendo conhecer
A nossa batucada
Anda dizendo que o molho da baiana
Melhorou seu prato
Vai entrar no cuscuz, acarajé e abará
Na Casa Branca já dançou a batucada
De ioiô e Iaiá.
Brasil, esquentai vossos pandeiros, iluminai os terreiros
Que nós queremos sambar
Há quem sambe diferente
Noutras terras, outra gente
Um batuque de matar
Batucada, reuni vossos valores
Pastorinhas e cantores
Expressões que não têm par
Oh, Meu Brasil!
Brasil, esquentai vossos pandeiros, iluminai os terreiros
Que nós queremos sambar!
VALENTE, Assis. Brasil Pandeiro.
Disponível em: http://letras.mus.br/assis-valente/221597/. Acesso em: 14 out. 2013.
A intencionalidade do locutor do texto é
 

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