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Foram encontradas 60 questões.

771727 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: SAP-SP
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Quanto à regência verbal, marque a alternativa incorreta.
 

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771726 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: SAP-SP
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Poema em linha reta (Álvaro de Campos)


Nunca conheci quem tivesse levado porrada.

Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.


E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,

Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,

Indesculpavelmente sujo,

Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,

Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,

Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,

Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,

Que tenho sofrido enxovalhos e calado,

Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;

Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,

Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,

Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,

Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado

Para fora da possibilidade do soco;

Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,

Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.


Toda a gente que eu conheço e que fala comigo

Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,

Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...


Quem me dera ouvir de alguém a voz humana

Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;

Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!

Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.

Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?

Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!

Onde é que há gente no mundo?


Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?


Poderão as mulheres não os terem amado,

Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!

E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,

Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?

Eu, que venho sido vil, literalmente vil,

Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

De acordo com o poema, marque a alternativa correta referente aos itens seguintes.


(I) O poema é construído a partir da conciliação do eu lírico e os outros.

(II) Desde o primeiro verso do poema, o eu lírico estabelece uma resistência entre sua postura pessimista e a responsabilidade pelos outros.

(III) O eu lírico apresenta fatos que mostram sua realidade.

(IV) Analisando os versos “Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.” / “Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?”, entende-se que o eu lírico é um solitário, porque só ele tem coragem de assumir que é infame.

 

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771724 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: SAP-SP
O antônimo da palavra vasqueiro é:
 

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771719 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: SAP-SP
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Responda à próxima questão, referente à concordância verbal.
Assinale a alternativa incorreta.
 

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771716 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: SAP-SP

Guardar (Antônio Cícero).


Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.

Em cofre não se guarda coisa alguma.

Em cofre perde-se a coisa à vista.


Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por

admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.


Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por ela,

isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela,

isto é, estar por ela ou ser por ela.


Por isso, melhor se guarda o voo de um pássaro

Do que um pássaro sem voos.


Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,

por isso se declara e declama um poema:

Para guardá-lo:

Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:

Guarde o que quer que guarda um poema:

Por isso o lance do poema:

Por guardar-se o que se quer guardar.

No texto, quanto à classe de palavras, veja os termos grifados e classifique-os, assinalando a alternativa correta.


Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.

 

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771710 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: SAP-SP
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De acordo com a norma padrão, atribua C (certo) ou E (errado) aos itens sobre o plural dos adjetivos compostos e assinale a alternativa correta.


( ) Vi um menino com cabelos castanho-escuros e olhos verde-claros.

( ) Os soldados vestiam fardas verdes-olivas.

( ) O inglês e o alemão são línguas anglos-germânicas.

( ) Os políticos precisam buscar soluções para os problemas econômicos-financeiros.

 

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771709 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: SAP-SP
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Em qual alternativa o uso do sinal de crase está incorreto?
 

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771708 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: SAP-SP
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Poema em linha reta (Álvaro de Campos)


Nunca conheci quem tivesse levado porrada.

Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.


E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,

Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,

Indesculpavelmente sujo,

Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,

Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,

Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,

Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,

Que tenho sofrido enxovalhos e calado,

Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;

Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,

Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,

Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,

Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado

Para fora da possibilidade do soco;

Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,

Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.


Toda a gente que eu conheço e que fala comigo

Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,

Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...


Quem me dera ouvir de alguém a voz humana

Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;

Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!

Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.

Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?

Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!

Onde é que há gente no mundo?


Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?


Poderão as mulheres não os terem amado,

Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!

E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,

Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?

Eu, que venho sido vil, literalmente vil,

Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

No primeiro verso do poema (Nunca conheci quem tivesse levado porrada.), os verbos grifados estão conjugados no:
 

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771707 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: SAP-SP
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A próxima questão refere-se à concordância verbal e nominal.
Assinale a alternativa incorreta.
 

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771706 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: SAP-SP
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A próxima questão refere-se à concordância verbal e nominal.

Atribua C (certo) ou E (errado) aos itens e aponte a alternativa verdadeira.


( ) É proibido entrada.

( ) É necessário cautela.

( ) Já é meio-dia e meia.

( ) Hoje estou meio gripada.

( ) As frutas custaram caras!

 

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