No Discurso do Método e nos Princípios de Filosofia,
Descartes elabora o célebre argumento do cogito, cuja
proposição fundamental é “Penso, logo existo”. Para que tal
formulação fosse um silogismo, seria preciso acrescentar
Primeiro, então, se algo foi dito com acerto e
detalhadamente pelos pensadores anteriores, passemos em revista
a sua contribuição; depois, à luz das constituições que
colecionamos, examinemos as instituições que preservam ou
destroem as cidades, e as que preservam ou destroem as várias
espécies de constituições, e as razões pelas quais umas cidades
são bem administradas e outras, ao contrário, são mal
administradas. Quando tivermos estudado convenientemente
estes assuntos é mais provável que possamos ver de maneira
mais abrangente qual das várias espécies de constituição é a
melhor, e como cada constituição deve ser estruturada, e quais as
leis e costumes que uma constituição deve incorporar para ser a
melhor.
Aristóteles. Ética a Nicômaco.
Do conjunto da obra de Aristóteles, é correto afirmar que
O conceito de estado de natureza tem a função de explicar
a situação pré-social na qual os indivíduos existem isoladamente.
Para Hobbes, ele é um estado de guerra permanente dos
indivíduos entre si, no qual reina o medo da morte violenta. Nele,
a única lei que existe é a da força do mais forte. Para Rousseau,
ao contrário, o estado de natureza não é de guerra e medo, mas
de felicidade e inocência. Nele, as pessoas se comunicam por
gritos, gestos e música, e vivem do que a natureza fornece. Esse
estado, entretanto, chega ao fim quando surge a primeira cerca,
ou seja, quando surge a propriedade privada. A partir de então,
nesse estado de sociedade, passa a prevalecer a guerra de todos
contra todos. Marilena Chauí. Iniciação à Filosofia [Manual do Professor].
p. 504 (com adaptações).
Considerando-se as informações do texto precedente e aspectos a
ele relacionados, é correto concluir que
Após a proclamação da República no Brasil, a filosofia
positivista se tornou a principal concepção filosófica difundida
nos meios intelectuais do país. Com relação a esse assunto, é
correto afirmar que o positivismo consiste na doutrina para a qual
o conhecimento objetivo da realidade
Muitos imaginaram repúblicas e principados que jamais
foram vistos e que nem se soube se existiram na verdade, porque
há tamanha distância entre como se vive e como se deveria viver
que aquele que abandona o que se faz por aquilo que se deveria
fazer aprende antes a arruinar-se que a preservar-se. Eis por que é
necessário a um príncipe que quiser manter-se, aprender a poder
não ser bom e a valer-se ou não disso segundo a necessidade.
Nicolau Maquiavel. O Príncipe. Ed. Martins Fontes (com adaptações).
Considerando-se o texto precedente, é correto afirmar que
Maquiavel recomenda ao príncipe, isto é, ao governante, que este
Das coisas existentes, algumas são encargos nossos;
outras não. São encargos nossos o juízo, o impulso, o desejo, a
repulsa — em suma: tudo quanto seja ação nossa. Não são
encargos nossos o corpo, as posses, a reputação, os cargos
públicos — em suma: tudo quanto não seja ação nossa. Por
natureza, as coisas que são encargos nossos são livres,
desobstruídas, sem entraves. As que não são encargos nossos são
débeis, escravas, obstruídas, de outrem. Lembra então que, se
pensares livres as coisas escravas por natureza e tuas as de
outrem, tu te farás entraves, tu te afligirás, tu te inquietarás,
censurarás tanto os deuses como os homens. Mas se pensares teu
unicamente o que é teu, e o que é de outrem, como o é, de
outrem, ninguém jamais te constrangerá, ninguém te fará
obstáculos, não censurarás ninguém, nem acusarás quem quer
que seja, de modo algum agirás constrangido, ninguém te causará
dano, não terás inimigos, pois não serás persuadido em relação a
nada nocivo. Internet:<www.devitastoica.com>.
Tradução de Aldo Dinucci.
Ao tratar da distinção entre o que depende de nós e o que não
depende de nós, o texto precedente apresenta princípios
filosóficos do
Segundo a tradição erudita, a filosofia nasce com Tales e
Anaximandro; no século XIX, buscaram-se suas origens mais
remotas em lendários contatos com as culturas orientais, com o
pensamento egípcio e indiano. Por essa via não foi possível
comprovar coisa alguma, só se conseguiram estabelecer
analogias e paralelismos. G. Colli. O nascimento da filosofia. Campinas: Editora Unicamp, 1992, p.9 Essa tradição erudita sinaliza o