Já foi assinalada por diversos comentadores da
obra de Camus suas relações com o
pensamento de Sören Kierkegaard. Camus,
também, foi influenciado pela filosofia
existencialista, tornando-se mesmo, uma de
suas possíveis vias. Portanto, podemos avaliar
a influência do pensador dinamarquês sobre a
construção dos personagens camusianos.
Estes personagens estão envoltos numa
atmosfera melancólica, que resulta da
percepção que tinham das contradições e
disparates que compõem a existência. São
eivados de desespero, o qual Kierkegaard
acredita ser a doença mortal do espírito.
Considerando-se esses fatos e refletindo sobre
a filosofia de Camus e Kierkegaard, analise as
afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V)
ou Falso (F).
( ) Segundo Camus e sua reflexão no livro “O mito
de Sísifo”, devemos nos comprometer a viver
apesar do absurdo da vida.
( ) Camus concorda com Kierkegaard que, uma vez
que a existência é absurda e injusta, ninguém
deveria depositar qualquer fé em Deus.
( ) Como o existencialista, a pessoa que encarna a
liberdade perversa desafia os valores religiosos
ou morais agindo de “má-fé”.
( ) Ser louco é ser perversamente livre.
( ) Ser livre para fazer algo pode significar estar
livre de restrições que interferem na satisfação
de um desejo ou ter a capacidade de alcançar
algum fim desejado, ou talvez ambos.
Assinale a alternativa que apresenta a
sequência correta de cima para baixo.
A teoria do conhecimento de Kant teve como
um dos seus principais objetivos justificar a
possibilidade de conhecimento científico no
século XVIII. De acordo com Kant, assinale a
alternativa que apresenta qual conhecimento
estaria fora dos limites do “conhecimento
possível”.
Para estoicos como Marco Aurélio, a liberdade
consiste em perceber o seu lugar no universo e
em conformar-se com a lei da natureza que rege
os céus, a estrutura social e até as partes da
alma. Somos "livres" apenas quando agimos de
acordo com a "razão correta". Agir de outra
forma não seria livre porque
.
Assinale a alternativa que preencha
corretamente a lacuna.
Uma das mais importantes funções da lógica
contemporânea é a análise do argumento para
realizar o juízo de sua consistência. Assim
procedendo, os lógicos encontraram diversas
inconsistências argumentativas, as quais
chamaram de falácias lógicas. Essas falácias
possuem problemas em suas premissas ou em
suas conclusões que não se adéquam às
premissas. Uma das “falácias lógicas” mais
utilizadas na discussão cotidiana
contemporânea é o argumento “
ad hominem
”,
o qual ocorre quando uma ideia é posta em
dúvida por meio de um ataque contra a pessoa
que o defende. A expressão
ad
hominem
vem
do latim e quer dizer contra o homem. Então, um
argumento
ad
hominem
ocorre quando uma
ideia é posta em dúvida por meio de um ataque
contra a pessoa que o defende. Ora, as razões
devem ser avaliadas por seus próprios méritos
e não necessariamente pelo caráter das
pessoas que as emitiram. O uso dessa
estratégia argumentativa gera graves
problemas, sendo a principal sua
consequência: excluir uma pessoa do debate
sem discutir o seu argumento. Ocorre que,
quando estamos numa discussão, temos
obrigação de explicar porque discordamos e
não tentar silenciar aquele que pensa diferente.
Diante do exposto, analise as afirmativas
abaixo.
I. Meu velho vizinho Eduardo afirmou ter visto um
disco voador no seu quintal, porém sua
formação educacional não passou da quarta
série na escola e ele mal consegue ler ou
escrever. O fato é que ele é completamente
ignorante das pesquisas científicas sobre esse
assunto, logo seu relato não pode ter qualquer
fundamento na verdade.
II. O Marcus, notório machista, fez-me questão de
mostrar estudos recentes nos quais
pesquisadores afirmam que as mulheres têm
uma intuição mais precisa em relação aos
homens. A razão citada no estudo é que a
intuição dos homens é frequentemente
equivocada.
III. Aírton, você geralmente não toma as decisões
corretas. O que é certo é o que é moralmente
obrigatório. O que é moralmente obrigatório é o
que você deve fazer. Então, você deve fazer
algo porque é a coisa certa a fazer.
IV. Não me importa quais são seus argumentos;
você está usando táticas do
Mickey Mouse
. Os
argumentos que você dá são simplesmente
baratos, cafonas e pertence ao senso comum.
Diante do exposto, assinale a alternativa que
apresenta argumentos “ad hominen”.
Um dos conceitos fundamentais na filosofia de
Jean-Paul Sartre é o conceito de “liberdade”.
Considerando sua filosofia em articulação com
esse conceito, analise as afirmativas abaixo e
dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) De acordo com Sartre, ser existencialmente livre
significa a possibilidade de ser capaz de fazer
ou ser qualquer coisa (levando em conta os
limites de uma situação dada contingencial ou
historicamente determinada) interpretando o
mundo subjetivamente, independentemente de
nosso treinamento ou educação.
( ) De acordo com Sartre, a escolha de acreditar
que não somos livres e que somos
determinados por forças sobre as quais não
temos controle é, em si, uma escolha livre.
( ) Ao dizer que estamos “condenados a ser livres”,
Sartre indica como o existencialismo trata os
seres humanos como determinados por forças
externas.
( ) Segundo Sartre, a “má-fé” é autocontraditória
porque envolve a livre-escolha de um indivíduo
em acreditar que não é livre.
Assinale a alternativa que apresenta a
sequência correta de cima para baixo.
Aristóteles define a lógica como um método do discurso demonstrativo, que utiliza três operações da inteligência: o conceito, o juízo e o raciocínio. O conceito é a representação mental dos objetos. Juízo é um ato mental de afirmação ou de negação de uma ideia a respeito de outra. Durante a Idade Média, em especial durante o florescimento da escolástica (séculos XIII a XV) foram realizados notáveis progressos na lógica aristotélica. Essa lógica era apresentada segundo uma classificação das formas: “modus ponens”, “modus tollens”, etc. Dentre as alternativas abaixo assinale a alternativa, a qual corresponde ao “modus ponens” válido.
Podemos assinalar diversos acontecimentos e
contextos históricos que contribuíram para a
determinação histórica que engendrou a
filosofia. Entretanto, em geral, os estudiosos da
História da Filosofia consideram um, dentre
eles, como o mais importante. Assim, a
principal determinação histórica para o
nascimento da filosofia, segundo a maioria dos
historiadores, foi um acontecimento político,
pois ele determinou o crescimento da cidadeestado, ou da
pólis
grega, o qual contribuiu
decisivamente para o desenvolvimento da
filosofia.
Refletindo sobre as afirmações acima, assinale
a alternativa correta.
Analise o texto abaixo.
Aristóteles considerou Tales de Mileto como o
“primeiro filósofo da natureza”
(Fonte: ARISTÓTELES, Metafísica, Livro I,
cap. 3, 983 b 20-984 a 5).
A grande contribuição de Tales para a filosofia e a
ciência é sua(s)/seu(s)
, por meio do qual
ele buscou explicações naturais e simples para os
fenômenos naturais.
Assinale a alternativa que preencha
corretamente a lacuna.
“A cultura não é um dom dos deuses aos
mortais, como ensina o mito. Foram os homens
que tudo descobriram pelos seus esforços
inquiridores, e é por meio deles que vão
acrescentando novos elementos à cultura. […]
O cosmos da filosofia da natureza converte-se,
por um movimento reflexo do desenvolvimento
espiritual, no protótipo da
eunomia
da
sociedade humana. É nele que a ética da cidade
encontra a sua raiz metafísica.
”
(Fonte: JAEGER, W. Paidéia. Tradução de Artur M. Parreira.
3.ed. São Paulo: Martins Fontes, 1995, p. 214 et seq.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre
as relações entre mito e filosofia na Grécia
Antiga, analise as afirmativas abaixo.
I. A filosofia é o pensamento racional separam-se
dos mitos de forma gradual, ao longo do tempo,
na Grécia Antiga.
II. Podemos considerar que o mito já era filosofia,
uma vez que procurava respostas para
problemas, os quais, até hoje, são objetos da
pesquisa e indagação filosófica.
III. O mito é uma construção narrativa que se define
pelo seu tema, pelo seu objeto e,
principalmente, modo de narrar, o qual invoca
elementos mágicos para descrever o homem e
o mundo no qual ele habita.
IV. A filosofia acabou representando uma ruptura
radical, imediata e permanente em relação aos
mitos, transformando-se numa forma de pensar
baseada na racionalidade e no empirismo,
desde seu nascimento na Grécia Antiga até a
contemporaneidade.
Estão corretas as afirmativas: