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Tendo em vista as limitações do tratamento farmacológico na prevenção de recorrências e no manejo da complexa apresentação do transtorno bipolar, as técnicas de intervenção psicossocial podem ter impacto significativo no tratamento desse transtorno, sendo, atualmente, recomendadas. Entretanto, o interesse nessa modalidade de tratamento é muito recente.
(CORDIOLI, A. V. Psicoterapias. Abordagens atuais. Porto Alegre: Artes Médicas, 2008. p. 642.)
De acordo com o texto anterior, pode-se afirmar que a psicoterapia para o transtorno bipolar tem quatro objetivos fundamentais. NÃO apresenta um dos objetivos deste tratamento:
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O papel do terapeuta de orientação psicanalítica varia conforme a capacidade de simbolização do paciente. No paciente motivado e com maior capacidade de simbolização, o terapeuta tem a função de intérprete na compreensão dos conflitos inconscientes e nas suas respectivas manifestações clínicas.
(CORDIOLI, A. V. Psicoterapias. Abordagens atuais. Porto Alegre: Artes Médicas, 2008. p. 608.)
Sobre a psicoterapia de orientação psicanalítica, considere o texto a seguir:
É nesse contexto de “expressão da mente através do corpo” que o terapeuta procura identificar os _______________, bem como os ___________________ e os traços de personalidade, com o objetivo de promover o ______________ desses conflitos com o nível do pensamento.
Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente a afirmativa anterior.
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Henry Murray sugeriu que a personalidade humana é um compromisso entre os impulsos do indivíduo, as exigências e os interesses de outras pessoas. Essas exigências de outras pessoas são representadas coletivamente pelas instituições e pelos padrões culturais aos quais o indivíduo está exposto.
(Hall, Calvin S. Teorias da Personalidade [recurso eletrônico] / Calvin S. Hall, Gardner Lindzey, John B. Campbell; tradução Maria Adriana Veríssimo Veronese. Dados eletrônicos. Porto Alegre: Artmed, 2007.)
Nesse percurso, o autor mencionado afirma que:
I. Um elemento essencial para se atingir as metas da socialização é o desenvolvimento de um superego adequado.
II. O processo pelo qual os impulsos de um sujeito entram em um acordo com essas forças é referido como o processo de socialização.
III. Os conflitos entre o indivíduo e os padrões aprovados do meio social são costumeiramente resolvidos por meio de alguma adaptação do indivíduo aos padrões do grupo.
IV. A socialização não deixa de ter suas qualidades negativas. Um indivíduo pode ser exageradamente socializado, e toda uma sociedade pode estar exposta a processos de socialização que são debilitantes em vez de preparatórios para uma vida produtiva.
V. Um importante componente do papel dos pais como socializadores é a efetividade com que eles desenvolvem um relacionamento mutuamente afetuoso com a criança, de modo que a mera aprovação ou desaprovação seja uma condição significativamente motivadora para controlar o comportamento da criança.
Está correto o que se afirma em
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Segundo Cunha, o psicodiagnóstico é um processo desencadeado quase sempre em vista de um encaminhamento, que tem início numa consulta, a partir da qual se delineiam os passos do exame, que constitui uma das rotinas do psicólogo clínico. Considerando o psicodiagnóstico, analise o caso-dedutivo a seguir:
Ana, psicóloga clínica, recebe em seu consultório Maria, genitora de Pedro, que tem quatro anos. Após realizar a entrevista inicial com Maria, aonde a genitora apresentou as demandas do filho para atendimento psicológico, Ana agendou para o próximo encontro o primeiro atendimento com a criança. Ana entendeu inicialmente que o objetivo da avaliação a ser realizada com a criança seria de uma avaliação psicológica clínica de prevenção.
Sobre o processo do psicodiagnóstico e avaliação psicológica clínica de prevenção, é correto afirmar que:
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Alice chega para entrevista em escuta especializada, após passar por vivências de negligência e violência praticada por sua genitora por um longo período. Ao realizar a escuta da adolescente, o psicólogo perito judicial observou características de perturbação e/ou descontinuidade da integração normal de consciência, memória, identidade, emoção, percepção, representação corporal, controle motor e comportamento. O profissional percebeu ainda que os sintomas estavam perturbando todas as áreas do funcionamento psicológico da adolescente. De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), os sintomas apresentados pela adolescente no caso anterior estão presentes nos transtornos:
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Sobre as funções psíquicas no campo da psicopatologia, é pertinente o entendimento das alterações qualitativas da consciência. Sobre esse fator é possível afirmar que trata-se de uma área muito controversa da semiologia psiquiátrica e da psicopatologia. Os neurologistas tendem a denominar tais alterações de distúrbios focais ou do conteúdo da consciência, enquanto os psiquiatras as definem como alterações qualitativas da consciência.
(PAULO, Dalgalarrondo. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. 2 Ed. Porto Alegre: Artmed, 2008. p. 97-98.)
Considerando o texto reflexivo anterior, relacione adequadamente as definições às alterações qualitativas da consciência.
1. Estado de transe.
2. Estado segundo.
3. Estado hipnótico.
4. Estado crepuscular.
5. Dissociação da consciência.
6. Experiência de quase morte.
( ) Estado de consciência reduzida e estreitada e de atenção concentrada que pode ser induzido por outra pessoa.
( ) Designa a fragmentação ou divisão do campo da consciência, ocorrendo perda da unidade psíquica comum do ser humano.
( ) Estado patológico transitório, no qual uma obnubilação da consciência é acompanhada de relativa conservação da atividade motora coordenada.
( ) Estado especial de consciência verificado em situações críticas de ameaça grave à vida, como parada cardíaca, hipóxia grave, isquemias, dentre outras.
( ) Estado patológico transitório semelhante ao estado crepuscular, caracterizado por uma atividade psicomotora coordenada, a qual permanece estranha à personalidade do sujeito acometido e não se integra a ela.
( ) Estado de dissociação da consciência que se assemelha a sonhar acordado, diferindo disso, porém, pela presença de atividade motora automática e estereotipada acompanhada de suspensão parcial dos movimentos voluntários.
A sequência está correta em
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Paulo, 35 anos, foi diagnosticado, aos 29 anos, CID-11 6 A 20 (esquizofrenia), por apresentar sintomas de delírios, alucinações, discurso desorganizado, catatonia e embotamento afetivo. O jovem reside com a genitora e uma irmã, que buscam por ajuda com frequência aos dispositivos de saúde mental; contudo, já passaram por várias tentativas de tratamento sem sucesso. Atualmente, os familiares de Paulo estão em busca de apoio judicial para conseguir sua internação, considerando que a família acredita ser a única solução para Paulo. Diante da legislação atual – Lei nº 10.216/2001, que dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental, o profissional, atuante no contexto judicial, deverá ter conhecimento e orientar a família sobre os seguintes aspectos de internação:
I. A internação psiquiátrica somente será realizada mediante laudo médico circunstanciado que caracterize os seus motivos.
II. A internação voluntária é aquela que se dá com o consentimento do usuário.
III. A internação involuntária é aquela que se dá sem o consentimento do usuário e a pedido de terceiro.
IV. A internação compulsória é aquela determinada pela Justiça.
Considerado o caso hipotético e a atual legislação, é correto afirmar que:
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O psicólogo judicial atua juntamente com demais profissionais; nesse contexto, ao ser solicitado um relatório multiprofissional, resultante de sua atuação com os demais profissionais de outras áreas, ele deverá recorrer à legislação e seguir as orientações baseando-se na Resolução nº 06/2019, instituída pelo Conselho Federal de Psicologia. De acordo com a normativa citada, é importante que o psicólogo, ao elaborar relatório multiprofissional, fique atento à sua estrutura que deverá ser composta de, EXCETO:
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Determinado psicólogo atuante em contexto judicial realizou entrevista com adolescente de 14 anos após sofrer violência praticada por um familiar em sua residência. O profissional foi atento ao modo como deveria conduzir esse momento, baseando-se na escuta especializada, que é um procedimento de entrevista sobre situação de violência com criança ou adolescente perante órgão da rede de proteção, limitado o relato estritamente ao necessário para o cumprimento de sua finalidade. Considerando o caso hipotético anterior, analise as assertivas a seguir sobre a Lei nº 13.431/2017 que dispõe sobre depoimento especial e lei da escuta protegida.
I. Depoimento especial é o procedimento de oitiva de criança ou adolescente vítima ou testemunha de violência perante autoridade policial ou judiciária.
II. A criança ou o adolescente será resguardado de qualquer contato, ainda que visual, com o suposto autor ou acusado, ou com outra pessoa que represente ameaça, coação ou constrangimento.
III. A escuta especializada e o depoimento especial serão realizados em local apropriado e acolhedor, com infraestrutura e espaço físico que garantam a privacidade da criança ou do adolescente vítima ou testemunha de violência.
IV. O depoimento especial reger-se-á por protocolos e, sempre que possível, será realizado uma única vez, em sede de produção antecipada de prova judicial, garantida a ampla defesa do investigado.
Está correto o que se afirma em
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O psicólogo perito é um profissional designado para assessorar a Justiça no limite de suas atribuições e, portanto, deve exercer tal função com isenção em relação às partes envolvidas e comprometimento ético para emitir posicionamento de sua competência teórico-técnica, a qual subsidiará a decisão judicial (CFP nº 008/2010). Mariana tem 8 anos, no momento reside com sua genitora, após a separação dos pais que aconteceu quando a menina tinha 5 anos. Atualmente, Mariana está em acompanhamento psicológico, principalmente para conseguir assimilar questões relacionadas à ausência de acordo dos pais em relação a sua guarda. O genitor de Mariana entrou com pedido de guarda compartilhada, por insatisfação em relação ao modo como a genitora vem educando Mariana. A psicóloga que atende Mariana na clínica é também a psicóloga perita designada para elaborar o relatório judicial da criança. Considerando a resolução mencionada, no que desrespeita ao Capítulo IV (Art. 10) e o caso hipotético, ao psicólogo que atua como psicoterapeuta das partes é VEDADO em um litígio:
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