Foram encontradas 30 questões.
Três amigos, Adam, Brian e Charles, criaram
um programa computacional que lhes rendeu uma
quantia de R$ 270.000,00 ao ser vendido. Para
distribuir justamente esse valor, eles resolveram dividi-lo
de modo proporcional ao tempo gasto por cada um no
desenvolvimento do programa, a saber: Adam gastou 15
horas no desenvolvimento; Brian gastou 30 horas
desenvolvendo o programa; e, Charles gastou 45 horas.
Qual foi a quantia que Charles recebeu pela venda do
programa computacional?
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Marcelo, interessado em ingressar na carreira de
engenharia, pesquisou sobre os valores salariais no início
e no fim da carreira. Considerando que Marcelo
encontrou em suas pesquisas que o salário inicial de um
engenheiro era de R$ 7.500,00 e ao fim da carreira era de
R$ 16.875,00, qual é a proporção entre os salários final e
inicial de um engenheiro?
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Conversa de água quente
Discordar a boca pequena, antes de mostrar respeito,
pode esconder inveja. Discordar em público, antes de
parecer afronta, pode ser reverência. É neste sentido que
ouso ocupar este espaço para contrapor os conceitos
defendidos pela grande cronista Martha Medeiros em sua
recente coluna denominada “Mulher escrevendo
enquanto toma chá”. Em resumo (e resumos são sempre
perigosos), ela diz admirar os títulos simples e
meramente descritivos das telas de mestres da pintura
para justificar insegurança e preguiça no momento de
nomear suas próprias criações. Junto, relativiza a
importância daquelas poucas palavras que merecerão
destaque garrafal no texto – o oposto do que acontece nas
galerias. E se contradiz, em parte: reconhece a dúvida
(logo, o sofrimento) para escolher os títulos de seus livros.
No fundo, sabe que não pode ser tão relaxada quanto
deseja que acreditemos.
Aprendi a importância da sedução nos títulos em tempos
pretéritos, compondo “chamadas” publicitárias (por onde
também circulou a poeta Martha). Mais tarde, enquanto
preparava a terra a qual sustenta o que escrevo, o
professor Assis Brasil ensinou em oficina: títulos devem
conter promessas. O casamento deste par de conceitos,
sedução e promessa, é síntese prodigiosa. Há mil
maneiras de prometer e outras mil de seduzir – alguma
será mais eficaz. Sob medida. Para quê? Para convencer
até mesmo o sujeito mais distraído de que vale a pena
abrir o livro, assistir ao filme, ver a exposição.
Especialmente na crônica, títulos não miram o leitor
habitual: servem para tornar leitor quem está de
passagem. Abatê-lo e carregar para dentro dos
parágrafos. Talvez (belo propósito!), fazê-lo contumaz dali
em diante.
Bons títulos não salvam mau conteúdo e vice-versa. O
ideal é estarem parelhos. Se investi muitas horas de
revisão e polimento no texto, vale a mesma regra para
compor o título. Por exemplo: “Meio intelectual, meio de
esquerda” é como se chama o ótimo livro do excelente
Antonio Prata. “Bar ruim é lindo, bicho” é o nome da
crônica da qual ele pescou a expressão levada à capa da
obra. Viram como a mesma matriz pode gerar um título
genial e outro meia-boca? Pergunto: qual dos dois
recebeu olhar mais atento? Por fim, na condição de arte,
títulos devem trazer estranhamento, novidade. Luz. Ainda
falando em sedução e promessa, o que dizer do nome
deste livro: “Topless”? Nem preciso dizer quem é a
autora…
Martha conclui a crônica (outro momento crucial) dizendo
que, a partir daquele título simplório, o leitor pulou para
dentro do texto. Verdade. Sou prova viva. Porém, o fiz por
causa de outro destaque na página: o nome da colunista
– este sim construído com apreço e ao longo de muitos
anos. Registro aos jovens escritores: nada que se faça
com preguiça e insegurança.
Muito bem, respeitarei o ponto de vista de uma das mais
consagradas colunistas deste nosso tempo. Mas reitero
que discordo de maneira fervorosa. Bons títulos dão trabalho? Muito. Exigem do escritor? Ao extremo. Valem
o esforço? Sim! Isto é o que pensa, humildemente, este
“Homem escrevendo enquanto toma chimarrão”.
(Rubem Penz. Conversa de água quente. Adaptado.)
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Conversa de água quente
Discordar a boca pequena, antes de mostrar respeito,
pode esconder inveja. Discordar em público, antes de
parecer afronta, pode ser reverência. É neste sentido que
ouso ocupar este espaço para contrapor os conceitos
defendidos pela grande cronista Martha Medeiros em sua
recente coluna denominada “Mulher escrevendo
enquanto toma chá”. Em resumo (e resumos são sempre
perigosos), ela diz admirar os títulos simples e
meramente descritivos das telas de mestres da pintura
para justificar insegurança e preguiça no momento de
nomear suas próprias criações. Junto, relativiza a
importância daquelas poucas palavras que merecerão
destaque garrafal no texto – o oposto do que acontece nas
galerias. E se contradiz, em parte: reconhece a dúvida
(logo, o sofrimento) para escolher os títulos de seus livros.
No fundo, sabe que não pode ser tão relaxada quanto
deseja que acreditemos.
Aprendi a importância da sedução nos títulos em tempos
pretéritos, compondo “chamadas” publicitárias (por onde
também circulou a poeta Martha). Mais tarde, enquanto
preparava a terra a qual sustenta o que escrevo, o
professor Assis Brasil ensinou em oficina: títulos devem
conter promessas. O casamento deste par de conceitos,
sedução e promessa, é síntese prodigiosa. Há mil
maneiras de prometer e outras mil de seduzir – alguma
será mais eficaz. Sob medida. Para quê? Para convencer
até mesmo o sujeito mais distraído de que vale a pena
abrir o livro, assistir ao filme, ver a exposição.
Especialmente na crônica, títulos não miram o leitor
habitual: servem para tornar leitor quem está de
passagem. Abatê-lo e carregar para dentro dos
parágrafos. Talvez (belo propósito!), fazê-lo contumaz dali
em diante.
Bons títulos não salvam mau conteúdo e vice-versa. O
ideal é estarem parelhos. Se investi muitas horas de
revisão e polimento no texto, vale a mesma regra para
compor o título. Por exemplo: “Meio intelectual, meio de
esquerda” é como se chama o ótimo livro do excelente
Antonio Prata. “Bar ruim é lindo, bicho” é o nome da
crônica da qual ele pescou a expressão levada à capa da
obra. Viram como a mesma matriz pode gerar um título
genial e outro meia-boca? Pergunto: qual dos dois
recebeu olhar mais atento? Por fim, na condição de arte,
títulos devem trazer estranhamento, novidade. Luz. Ainda
falando em sedução e promessa, o que dizer do nome
deste livro: “Topless”? Nem preciso dizer quem é a
autora…
Martha conclui a crônica (outro momento crucial) dizendo
que, a partir daquele título simplório, o leitor pulou para
dentro do texto. Verdade. Sou prova viva. Porém, o fiz por
causa de outro destaque na página: o nome da colunista
– este sim construído com apreço e ao longo de muitos
anos. Registro aos jovens escritores: nada que se faça
com preguiça e insegurança.
Muito bem, respeitarei o ponto de vista de uma das mais
consagradas colunistas deste nosso tempo. Mas reitero
que discordo de maneira fervorosa. Bons títulos dão trabalho? Muito. Exigem do escritor? Ao extremo. Valem
o esforço? Sim! Isto é o que pensa, humildemente, este
“Homem escrevendo enquanto toma chimarrão”.
(Rubem Penz. Conversa de água quente. Adaptado.)
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Considerando a norma-padrão da Língua
Portuguesa e, ainda, a vigência do Novo Acordo
Ortográfico, assinale a afirmativa que apresenta ERRO de
grafia.
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Discordar a boca pequena, antes de mostrar respeito,
pode esconder inveja. Discordar em público, antes de
parecer afronta, pode ser reverência. É neste sentido que
ouso ocupar este espaço para contrapor os conceitos
defendidos pela grande cronista Martha Medeiros em sua
recente coluna denominada “Mulher escrevendo
enquanto toma chá”. Em resumo (e resumos são sempre
perigosos), ela diz admirar os títulos simples e
meramente descritivos das telas de mestres da pintura
para justificar insegurança e preguiça no momento de
nomear suas próprias criações. Junto, relativiza a
importância daquelas poucas palavras que merecerão
destaque garrafal no texto – o oposto do que acontece nas
galerias. E se contradiz, em parte: reconhece a dúvida
(logo, o sofrimento) para escolher os títulos de seus livros.
No fundo, sabe que não pode ser tão relaxada quanto
deseja que acreditemos.
Aprendi a importância da sedução nos títulos em tempos
pretéritos, compondo “chamadas” publicitárias (por onde
também circulou a poeta Martha). Mais tarde, enquanto
preparava a terra a qual sustenta o que escrevo, o
professor Assis Brasil ensinou em oficina: títulos devem
conter promessas. O casamento deste par de conceitos,
sedução e promessa, é síntese prodigiosa. Há mil
maneiras de prometer e outras mil de seduzir – alguma
será mais eficaz. Sob medida. Para quê? Para convencer
até mesmo o sujeito mais distraído de que vale a pena
abrir o livro, assistir ao filme, ver a exposição.
Especialmente na crônica, títulos não miram o leitor
habitual: servem para tornar leitor quem está de
passagem. Abatê-lo e carregar para dentro dos
parágrafos. Talvez (belo propósito!), fazê-lo contumaz dali
em diante.
Bons títulos não salvam mau conteúdo e vice-versa. O
ideal é estarem parelhos. Se investi muitas horas de
revisão e polimento no texto, vale a mesma regra para
compor o título. Por exemplo: “Meio intelectual, meio de
esquerda” é como se chama o ótimo livro do excelente
Antonio Prata. “Bar ruim é lindo, bicho” é o nome da
crônica da qual ele pescou a expressão levada à capa da
obra. Viram como a mesma matriz pode gerar um título
genial e outro meia-boca? Pergunto: qual dos dois
recebeu olhar mais atento? Por fim, na condição de arte,
títulos devem trazer estranhamento, novidade. Luz. Ainda
falando em sedução e promessa, o que dizer do nome
deste livro: “Topless”? Nem preciso dizer quem é a
autora…
Martha conclui a crônica (outro momento crucial) dizendo
que, a partir daquele título simplório, o leitor pulou para
dentro do texto. Verdade. Sou prova viva. Porém, o fiz por
causa de outro destaque na página: o nome da colunista
– este sim construído com apreço e ao longo de muitos
anos. Registro aos jovens escritores: nada que se faça
com preguiça e insegurança.
Muito bem, respeitarei o ponto de vista de uma das mais
consagradas colunistas deste nosso tempo. Mas reitero
que discordo de maneira fervorosa. Bons títulos dão trabalho? Muito. Exigem do escritor? Ao extremo. Valem
o esforço? Sim! Isto é o que pensa, humildemente, este
“Homem escrevendo enquanto toma chimarrão”.
(Rubem Penz. Conversa de água quente. Adaptado.)
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Considerando a norma-padrão da Língua
Portuguesa, assinale a afirmativa que apresenta ERRO
quanto à regência verbal.
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Conversa de água quente
Discordar a boca pequena, antes de mostrar respeito,
pode esconder inveja. Discordar em público, antes de
parecer afronta, pode ser reverência. É neste sentido que
ouso ocupar este espaço para contrapor os conceitos
defendidos pela grande cronista Martha Medeiros em sua
recente coluna denominada “Mulher escrevendo
enquanto toma chá”. Em resumo (e resumos são sempre
perigosos), ela diz admirar os títulos simples e
meramente descritivos das telas de mestres da pintura
para justificar insegurança e preguiça no momento de
nomear suas próprias criações. Junto, relativiza a
importância daquelas poucas palavras que merecerão
destaque garrafal no texto – o oposto do que acontece nas
galerias. E se contradiz, em parte: reconhece a dúvida
(logo, o sofrimento) para escolher os títulos de seus livros.
No fundo, sabe que não pode ser tão relaxada quanto
deseja que acreditemos.
Aprendi a importância da sedução nos títulos em tempos
pretéritos, compondo “chamadas” publicitárias (por onde
também circulou a poeta Martha). Mais tarde, enquanto
preparava a terra a qual sustenta o que escrevo, o
professor Assis Brasil ensinou em oficina: títulos devem
conter promessas. O casamento deste par de conceitos,
sedução e promessa, é síntese prodigiosa. Há mil
maneiras de prometer e outras mil de seduzir – alguma
será mais eficaz. Sob medida. Para quê? Para convencer
até mesmo o sujeito mais distraído de que vale a pena
abrir o livro, assistir ao filme, ver a exposição.
Especialmente na crônica, títulos não miram o leitor
habitual: servem para tornar leitor quem está de
passagem. Abatê-lo e carregar para dentro dos
parágrafos. Talvez (belo propósito!), fazê-lo contumaz dali
em diante.
Bons títulos não salvam mau conteúdo e vice-versa. O
ideal é estarem parelhos. Se investi muitas horas de
revisão e polimento no texto, vale a mesma regra para
compor o título. Por exemplo: “Meio intelectual, meio de
esquerda” é como se chama o ótimo livro do excelente
Antonio Prata. “Bar ruim é lindo, bicho” é o nome da
crônica da qual ele pescou a expressão levada à capa da
obra. Viram como a mesma matriz pode gerar um título
genial e outro meia-boca? Pergunto: qual dos dois
recebeu olhar mais atento? Por fim, na condição de arte,
títulos devem trazer estranhamento, novidade. Luz. Ainda
falando em sedução e promessa, o que dizer do nome
deste livro: “Topless”? Nem preciso dizer quem é a
autora…
Martha conclui a crônica (outro momento crucial) dizendo
que, a partir daquele título simplório, o leitor pulou para
dentro do texto. Verdade. Sou prova viva. Porém, o fiz por
causa de outro destaque na página: o nome da colunista
– este sim construído com apreço e ao longo de muitos
anos. Registro aos jovens escritores: nada que se faça
com preguiça e insegurança.
Muito bem, respeitarei o ponto de vista de uma das mais
consagradas colunistas deste nosso tempo. Mas reitero
que discordo de maneira fervorosa. Bons títulos dão trabalho? Muito. Exigem do escritor? Ao extremo. Valem
o esforço? Sim! Isto é o que pensa, humildemente, este
“Homem escrevendo enquanto toma chimarrão”.
(Rubem Penz. Conversa de água quente. Adaptado.)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Conversa de água quente
Discordar a boca pequena, antes de mostrar respeito,
pode esconder inveja. Discordar em público, antes de
parecer afronta, pode ser reverência. É neste sentido que
ouso ocupar este espaço para contrapor os conceitos
defendidos pela grande cronista Martha Medeiros em sua
recente coluna denominada “Mulher escrevendo
enquanto toma chá”. Em resumo (e resumos são sempre
perigosos), ela diz admirar os títulos simples e
meramente descritivos das telas de mestres da pintura
para justificar insegurança e preguiça no momento de
nomear suas próprias criações. Junto, relativiza a
importância daquelas poucas palavras que merecerão
destaque garrafal no texto – o oposto do que acontece nas
galerias. E se contradiz, em parte: reconhece a dúvida
(logo, o sofrimento) para escolher os títulos de seus livros.
No fundo, sabe que não pode ser tão relaxada quanto
deseja que acreditemos.
Aprendi a importância da sedução nos títulos em tempos
pretéritos, compondo “chamadas” publicitárias (por onde
também circulou a poeta Martha). Mais tarde, enquanto
preparava a terra a qual sustenta o que escrevo, o
professor Assis Brasil ensinou em oficina: títulos devem
conter promessas. O casamento deste par de conceitos,
sedução e promessa, é síntese prodigiosa. Há mil
maneiras de prometer e outras mil de seduzir – alguma
será mais eficaz. Sob medida. Para quê? Para convencer
até mesmo o sujeito mais distraído de que vale a pena
abrir o livro, assistir ao filme, ver a exposição.
Especialmente na crônica, títulos não miram o leitor
habitual: servem para tornar leitor quem está de
passagem. Abatê-lo e carregar para dentro dos
parágrafos. Talvez (belo propósito!), fazê-lo contumaz dali
em diante.
Bons títulos não salvam mau conteúdo e vice-versa. O
ideal é estarem parelhos. Se investi muitas horas de
revisão e polimento no texto, vale a mesma regra para
compor o título. Por exemplo: “Meio intelectual, meio de
esquerda” é como se chama o ótimo livro do excelente
Antonio Prata. “Bar ruim é lindo, bicho” é o nome da
crônica da qual ele pescou a expressão levada à capa da
obra. Viram como a mesma matriz pode gerar um título
genial e outro meia-boca? Pergunto: qual dos dois
recebeu olhar mais atento? Por fim, na condição de arte,
títulos devem trazer estranhamento, novidade. Luz. Ainda
falando em sedução e promessa, o que dizer do nome
deste livro: “Topless”? Nem preciso dizer quem é a
autora…
Martha conclui a crônica (outro momento crucial) dizendo
que, a partir daquele título simplório, o leitor pulou para
dentro do texto. Verdade. Sou prova viva. Porém, o fiz por
causa de outro destaque na página: o nome da colunista
– este sim construído com apreço e ao longo de muitos
anos. Registro aos jovens escritores: nada que se faça
com preguiça e insegurança.
Muito bem, respeitarei o ponto de vista de uma das mais
consagradas colunistas deste nosso tempo. Mas reitero
que discordo de maneira fervorosa. Bons títulos dão trabalho? Muito. Exigem do escritor? Ao extremo. Valem
o esforço? Sim! Isto é o que pensa, humildemente, este
“Homem escrevendo enquanto toma chimarrão”.
(Rubem Penz. Conversa de água quente. Adaptado.)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Conversa de água quente
Discordar a boca pequena, antes de mostrar respeito,
pode esconder inveja. Discordar em público, antes de
parecer afronta, pode ser reverência. É neste sentido que
ouso ocupar este espaço para contrapor os conceitos
defendidos pela grande cronista Martha Medeiros em sua
recente coluna denominada “Mulher escrevendo
enquanto toma chá”. Em resumo (e resumos são sempre
perigosos), ela diz admirar os títulos simples e
meramente descritivos das telas de mestres da pintura
para justificar insegurança e preguiça no momento de
nomear suas próprias criações. Junto, relativiza a
importância daquelas poucas palavras que merecerão
destaque garrafal no texto – o oposto do que acontece nas
galerias. E se contradiz, em parte: reconhece a dúvida
(logo, o sofrimento) para escolher os títulos de seus livros.
No fundo, sabe que não pode ser tão relaxada quanto
deseja que acreditemos.
Aprendi a importância da sedução nos títulos em tempos
pretéritos, compondo “chamadas” publicitárias (por onde
também circulou a poeta Martha). Mais tarde, enquanto
preparava a terra a qual sustenta o que escrevo, o
professor Assis Brasil ensinou em oficina: títulos devem
conter promessas. O casamento deste par de conceitos,
sedução e promessa, é síntese prodigiosa. Há mil
maneiras de prometer e outras mil de seduzir – alguma
será mais eficaz. Sob medida. Para quê? Para convencer
até mesmo o sujeito mais distraído de que vale a pena
abrir o livro, assistir ao filme, ver a exposição.
Especialmente na crônica, títulos não miram o leitor
habitual: servem para tornar leitor quem está de
passagem. Abatê-lo e carregar para dentro dos
parágrafos. Talvez (belo propósito!), fazê-lo contumaz dali
em diante.
Bons títulos não salvam mau conteúdo e vice-versa. O
ideal é estarem parelhos. Se investi muitas horas de
revisão e polimento no texto, vale a mesma regra para
compor o título. Por exemplo: “Meio intelectual, meio de
esquerda” é como se chama o ótimo livro do excelente
Antonio Prata. “Bar ruim é lindo, bicho” é o nome da
crônica da qual ele pescou a expressão levada à capa da
obra. Viram como a mesma matriz pode gerar um título
genial e outro meia-boca? Pergunto: qual dos dois
recebeu olhar mais atento? Por fim, na condição de arte,
títulos devem trazer estranhamento, novidade. Luz. Ainda
falando em sedução e promessa, o que dizer do nome
deste livro: “Topless”? Nem preciso dizer quem é a
autora…
Martha conclui a crônica (outro momento crucial) dizendo
que, a partir daquele título simplório, o leitor pulou para
dentro do texto. Verdade. Sou prova viva. Porém, o fiz por
causa de outro destaque na página: o nome da colunista
– este sim construído com apreço e ao longo de muitos
anos. Registro aos jovens escritores: nada que se faça
com preguiça e insegurança.
Muito bem, respeitarei o ponto de vista de uma das mais
consagradas colunistas deste nosso tempo. Mas reitero
que discordo de maneira fervorosa. Bons títulos dão trabalho? Muito. Exigem do escritor? Ao extremo. Valem
o esforço? Sim! Isto é o que pensa, humildemente, este
“Homem escrevendo enquanto toma chimarrão”.
(Rubem Penz. Conversa de água quente. Adaptado.)
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