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Leia o texto abaixo e responda a questão a seguir.
O profissionalismo como religião
Logo que mudei para a França, tive de levar meu carro para consertar. Ao buscá-lo, perguntei se havia ficado bom. O mecânico não entendeu. Na cabeça dele, se entregou a chave e a conta, nada mais a esclarecer sobre o conserto. Mais à frente, decidi atapetar um quartinho. O tapeceiro propôs uma solução que me pareceu complicada. Perguntei se não poderia, simplesmente, colar o tapete. O homem se empertigou: “O senhor pode colar, mas como sou profissional, eu não posso fazer isso”. Pronunciou a palavra “profissional” com solenidade e demarcou um fosso entre o que permite a prática consagrada e o que lambões e pobres mortais como eu podem perpetrar.
Acostumamo-nos com a ideia de que, se pagamos mais ou menos, conseguimos algo mais ou menos. Para a excelência, pagamos generosamente. Mas lembremo-nos das milenares corporações de ofício, com suas tradições e rituais. Na Europa – e alhures –, aprender um ofício era como uma conversão religiosa. O aprendiz passava a acreditar naquela profissão e nos seus cânones. Padrões de qualidade eram cobrados durante todo o aprendizado. Ao fim do ciclo de sete anos, o aprendiz produzia a sua “obra prima”, a fim de evidenciar que atingira os níveis de perfeição exigidos. Em Troyes, na França, há um museu com as melhores peças elaboradas para demonstrar maestria na profissão. Carpinteiros alardeavam o seu virtuosismo pela construção meticulosa das suas caixas de ferramentas. Na Alemanha, sobrevivem em algumas corporações de ofício as vestimentas tradicionais. Para carpinteiros, terno de veludo preto, calça boca de sino e chapéu de aba larga. É com orgulho que exibem nas ruas seus trajes.
Essa incursão na história das corporações serve para realçar que nem só de mercado vive o mundo atual. Aqueles países com forte tradição de profissionalismo disso se beneficiam vastamente. Nada de fiscalizar para ver se ficou bem feito. O fiscal severo e intransigente está de prontidão dentro do profissional. É pena que os sindicatos, herdeiros das corporações, pouco se ocupem hoje de qualidade e virtuosismo. Se pagarmos com magnanimidade, o verdadeiro profissional executará a obra com perfeição. Se pagarmos miseravelmente, ele a executará com igual perfeição. É assim, ele só sabe fazer bem, pois incorporou a ideologia da perfeição. Não apenas não sabe fazer de qualquer jeito, mas sua felicidade se constrói na busca da excelência. Sociedades sem tradição de profissionalismo precisam de exércitos de tomadores de conta (que terminam por subtrair do que poderia ser pago a um profissional com sua própria fiscalização interior). Nelas, capricho é uma religião com poucos seguidores. Sai bem feito quando alguém espreita. Sai matando quando ninguém está olhando.
Existe uma relação entre o que pagamos e a qualidade obtida. Mas não é só isso. O profissionalismo define padrões de conduta e excelência que não estão à venda. Verniz sem rugas traz felicidade a quem o aplicou. Juntas não têm gretas, mesmo em locais que não estão à vista. Ou seja, foram feitas para a paz interior do marceneiro e não para o cliente, incapaz de perceber diferenças. A lâmina do formão pode fazer a barba do seu dono. O lanterneiro fica feliz se ninguém reconhece que o carro foi batido. Onde entra uma chave de estria, não se usa chave aberta na porca. Alicate nela? Nem pensar! Essa tradição de qualidade nas profissões manuais é caudatária das corporações medievais. Mas sobrevive hoje, em maior ou menor grau, em todo o mundo do trabalho. O cirurgião quer fazer uma sutura perfeita. Para o advogado, há uma beleza indescritível em uma petição bem lavrada – que o cliente jamais notará. Quantas dezenas de vezes tive de retrabalhar os parágrafos deste ensaio?
Tudo funciona melhor em uma sociedade em que domina o profissionalismo de sua força de trabalho. Mas isso só acontecerá como resultado de muito esforço em lapidar os profissionais. Isso leva tempo e custa dinheiro. É preciso uma combinação harmônica entre o aprender o gesto profissional, desenvolver a inteligência que orienta e o processo quase litúrgico de transmissão dos valores do ofício. Em tempo: amadores não formam profissionais.
(CASTRO, Claudio de Moura. Revista Veja, 1 de junho de 2011. Com adaptações.)
Considerando as relações de sentido dos verbos “empertigou” e “perpetrar” (1º§), assinale a(s) assertiva(s) correta(s).
I- O termo “perpetrar” refere-se a uma ação do autor e estabelece uma relação de antonímia com a transcrição de fala do tapeceiro.
II- O termo “empertigou” pode ser substituído, mantendo-se o mesmo sentido no trecho, por “comportou-se com sobranceria”.
III- O termo “perpetrar” apresenta uma ação de um personagem do texto e pode ser substituído por “perpetuar”, mantendo-se o mesmo sentido no contexto.
Está(ão) correta(s):
 

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2270535 Ano: 2012
Disciplina: Desenho Técnico e Industrial
Banca: UFCG
Orgão: UFCG
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Tomando como referência o desenho arquitetônico, marque a alternativa INCORRETA.
 

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O ingresso nos cargos do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação far-se-á mediante concurso público de provas ou de provas e títulos. Neste cenário, o desenvolvimento do servidor na carreira dar-se-á, exclusivamente, pela mudança de:
 

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2270521 Ano: 2012
Disciplina: Desenho Técnico e Industrial
Banca: UFCG
Orgão: UFCG
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Na representação em planta de uma janela com peitoril de 1,70 m é correto afirmar que:
 

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Assinale a alternativa em que as regras de pontuação e de ortografia foram empregadas corretamente no trecho abaixo. (Revista Você S/A, junho de 2012, p. 35. Trecho adaptado)
 

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2270496 Ano: 2012
Disciplina: Desenho Técnico e Industrial
Banca: UFCG
Orgão: UFCG
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Em relação à cotagem, é correto afirmar que:
 

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2270442 Ano: 2012
Disciplina: Desenho Técnico e Industrial
Banca: UFCG
Orgão: UFCG
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Conforme a NBR 9050, as juntas de dilatação e grelhas devem ser embutidas no piso e devem ser posicionadas:
 

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2270436 Ano: 2012
Disciplina: Desenho Técnico e Industrial
Banca: UFCG
Orgão: UFCG
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As vagas de estacionamento para cadeirantes devem ter, além das dimensões mínimas fixadas pela Legislação Nacional de Trânsito e pelas Legislações Estadual e Municipal, um espaço adicional de circulação com no mínimo
 

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2270364 Ano: 2012
Disciplina: Desenho Técnico e Industrial
Banca: UFCG
Orgão: UFCG
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Assinale a alternativa correta, referente à área para circulação de cadeira de rodas.
 

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2270347 Ano: 2012
Disciplina: Desenho Técnico e Industrial
Banca: UFCG
Orgão: UFCG
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As três dimensões principais de um objeto são largura, altura e profundidade. Assinale a alternativa correta
 

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