O Índice de Desenvolvimento Humano é um dos indicadores
mais utilizados por economistas e cientistas sociais
para designar padrões de desenvolvimento de um determinado
local ou área. Embora sua estrutura seja baseada
em elementos estatísticos, mais ou menos confiáveis, sua
generalização é reconhecida por se tratar de um indicador
derivado de três elementos básicos. São eles:
Refletindo sobre o Zoneamento Ecológico Econômico e seu papel na estrutura interna do planejamento ambiental, Rozely Santos assevera:
[...] o zoneamento é a compartimentação de uma região em porções territoriais, obtida pela avaliação dos atributos mais relevantes e de suas dinâmicas. Cada compartimento é apresentado como uma “área homogênea”, ou seja, uma zona (ou unidade de zoneamento) delimitada no espaço, com estrutura e funcionamento uniforme. […] isso pressupõe que o zoneamento faz uma análise por agrupamentos passíveis de serem desenhados no eixo horizontal do território e numa escala definida.
SANTOS, Rozely Ferreira dos. Planejamento ambiental: teoria e prática. São Paulo: Oficina de Textos, 2004. p. 132.
Uma das marcas do Estado contemporâneo são as políticas
de desestatização, conhecidas amplamente como
“medidas neoliberais”. No Brasil, tal característica tem
seus efeitos territoriais, a despeito dos amplos programas
de concessão das rodovias federais e estaduais, com implicações
mais gerais sobre a circulação de pessoas e
mercadorias. Essas ações apontam para uma nova forma
de pensar o controle e o uso corporativo do território nacional.
Constitui um impacto dessas políticas governamentais
sobre o território:
Um mapa-síntese dos modais de transporte no Brasil é incapaz
de demonstrar a sucessão da rede urbana que povoa
nosso país. Contudo, ao localizar as cidades neste
mapa-síntese, é inegável que essa representação não poderá
esconder
De acordo com o IPEA (2017), os últimos anos da política
econômica brasileira têm sido marcados por reformas na
estrutura dos direitos trabalhistas, sob o argumento de
que é necessário flexibilizar a legislação com o intuito de
criar novos postos de trabalho. Por isso mesmo, os institutos
de pesquisa têm apontado queda no número de desempregados
no Brasil, fato que não está dissociado dos
fenômenos estruturais que afetam a divisão territorial do
trabalho mundo afora. As características recentes do mercado
de trabalho brasileiro indicam que
A literatura brasileira que versa sobre os processos de
participação do cidadão no planejamento urbano dá conta
de que as experiências mais significativas destas estratégias
ocorreram em cidades como Curitiba e Porto Alegre,
no Sul do país. Foi fator fundamental nessas experiências
de desenvolvimento urbano a possibilidade de
A nova Política Nacional de Desenvolvimento Regional
(PNDR), institucionalizada em 2007 pelo Ministério da Integração
Nacional, estabeleceu como meta principal a reversão
da trajetória das desigualdades regionais no país.
Para analisar os padrões de desigualdade regional no território
brasileiro, foi elaborado um diagnóstico que combinou
diversas variáveis, com destaque para o rendimento
médio domiciliar, indicador da condição socioeconômica
da população, e para a média geométrica do crescimento
do PIB per capita, indicador de dinamismo econômico. Tal
diagnóstico apontou para uma nova forma de identificar
regiões, com destaque para uma metodologia que demonstrou
que há uma
Dentre os diversos planos de desenvolvimento regional
que atuaram no Centro-Oeste brasileiro, destaca-se o Polocentro,
cujo impacto sobre as áreas de Cerrado foi determinante
para alteração das paisagens. O objetivo deste
programa era
A paisagem é um conceito-chave nos estudos geográficos,
seja no campo da geografia física, seja no da geografia
humana. Embora sua concepção possa variar entre
autores e escolas às quais estão filiados, o conceito de
paisagem é sempre atrelado a um recorte do espaço geográfico
relacionado à
Assim como em nível nacional, o planejamento regional é
recente na história do desenvolvimento econômico brasileiro.
As primeiras experiências datam do final da década
de 1950 e são caracterizadas por um modelo de planejamento
verticalizado, predominando a ação do Estado no
combate às disparidades regionais. Uma das marcas desse
modelo de planejamento é a