As expressões faciais em Língua de Sinais podem ser afetivas ou gramaticais. Estas últimas são
obrigatórias, em geral mais longas e acompanham o sinal.
Sobre as expressões faciais gramaticais é correto afirmar, EXCETO:
Os intérpretes existem desde a antiguidade, assim como os tradutores, com quem são
frequentemente confundidos. O tradutor trabalha coma palavra escrita, o intérprete com a palavra falada.
(Pagura,2003: 210)
Em consonância ao artigo de Reynaldo Pagura (2003) qual alternativa abaixo NÃO corresponde às
semelhanças entre os dois processos?
Quanto à formação de intérpretes de línguas orais, pode-se afirmar que os primeiros
intérpretes atuantes em Nuremberg, na ONU e na CECA foram formados na prática. Assim, a primeira escola
especificamente criada para a formação desses profissionais foi a da Universidade de Genebra, na Suíça, em
1941. Marque a alternativa que NÃO corresponde aos dados históricos em relação a essa formação:
(Pagura,2003)
Leia as afirmativas abaixo, sobre a relação ao profissional intérprete de línguas orais e sinais: A. O intérprete recebe toda a mensagem original em forma oral e ou sinal e precisa ter total domínio da
forma oral e ou sinal da língua de partida, percebendo sutilezas de pronúncia, nuances de entonação,
sendo capaz de compreender diferentes variantes regionais do outro idioma.
B. O intérprete tem de ter pleno domínio das formas de expressão oral/sinal de ambos os idiomas, tem de
ter a capacidade de concentrar-se no que está ouvindo/vendo a fim de processar a informação
imediatamente e re-expressá-la na língua-alvo, sem se descuidar da próxima unidade de sentido sendo
expressa pelo palestrante imediatamente a seguir.
C. Na interpretação, todo o conhecimento necessário e o vocabulário específico terá de ter sido adquirido
antes do ato tradutório em si. Durante o processo de interpretação simultânea, o intérprete tem que
tomar decisões em questão de segundos; não há tempo para ele realizar consultas de qualquer natureza.
D. Os intérpretes experientes conseguem, na maioria das vezes, corrigir ou emendar algum sentido mal
expresso com uma determinada palavra ou frase, ainda que só o façam normalmente duas ou três frases
adiante.
A opção que contém a(s) afirmativa(s) correta(s) é:
Relacione os conceitos da coluna à esquerda com as definições da coluna à direita:
I . Interpretação
Consecutiva
II . Interpretação
Simultânea
III . Interpretação
Intermitente
( ) Não ocorre, de fato, simultaneamente à fala original, pois o intérprete tem
necessidade de um espaço de tempo para processar a informação recebida e
reorganizar sua forma de expressão. Esse breve espaço de tempo recebe o nome
tradicional de “décalage”, termo francês usado em todo o mundo.
( ) É vista mais frequentemente em reuniões nas quais se pede a uma pessoa que fala as
duas línguas, via de regra sem qualquer treino em interpretação, para que se coloque
ao lado de um palestrante estrangeiro e traduza o que ele está dizendo. O palestrante
fala uma ou duas frases curtas e faz uma pausa para que as suas sentenças sejam
traduzidas para o idioma da plateia.
( ) Aquela em que o intérprete escuta um longo trecho de discurso, toma notas e, após a
conclusão de um trecho significativo ou o discurso inteiro, assume a palavra e repete
todo o discurso na língua-alvo.
Em cursos à distância destinados aos surdos, os textos que servem de base para a produção
dos materiais disponibilizados em ambiente virtual, geralmente, estão na Língua Portuguesa, em sua versão
gráfica visual-espacial.
A língua fonte (LF), portanto, é a Língua Portuguesa escrita e a língua alvo (LA), é a Língua Brasileira de Sinais
na sua versão “oral”. Entende-se “oral” como a língua na sua forma de expressão oral, no caso específico das
Línguas de Sinais, expressão em sinais.
Assim, um dos efeitos de modalidade mais marcantes é o fato do tradutor ser o ator e mostrar o corpo no ato
da tradução. A co-autoria do tradutor, nesse caso, fica literalmente estampada diante dos olhos do leitor, pois,
o texto está sendo visto na Língua Brasileira de Sinais no corpo do tradutor/ator.
(QUADROS e SOUZA, 2008).
Qual alternativa abaixo NÃO confere com a afirmativa dos autores?
Segundo os autores Quadros e Souza (2008:184), o conceito de interpretação de Cokely (1992)
é entendido como uma mediação de vários elementos internos e externos à mensagem que está sendo
apresentada. É interessante considerar Cokely, pois ele representa um marco nos estudos de interpretação da
Língua de Sinais Americana (ASL).
I . Cokely (1992:19) analisa que, em uma interação comunicativa, existem diversos fatores exercendo
influência, tanto em nível de contexto como em nível de mensagem emitida. Nesse seu modelo,
defende que, no âmbito do contexto, o cenário, a finalidade e os participantes são os principais
elementos de influência.
II . No âmbito da mensagem, considerando-se o gênero discursivo, há três conjuntos de fatores que
influenciam a interação comunicativa: forma e conteúdo, canal e língua e as normas de interação.
Cokely difere esses fatores daqueles que atuam em nível contextual dizendo que, “cenário, finalidade
e participantes são fatores contextuais ou componentes que influenciam qualquer interação
comunicativa”. (Cokely, 1992: 23).
III . Considerando o conceito de interpretação em Língua de Sinais como uma mediação para embasar o
processo tradutório, constata-se uma realidade: não há uma mediação simultânea. Conforme foi
estudado por Cokely, tradutores/atores surdos e intérpretes ouvintes têm como foco tradutório a
produção de textos passíveis de reflexão, de tempo de pré-produção, produção e de condições de
avaliação pós-tradutória.
Sobre as afirmativas acima, marque a alternativa CORRETA:
Quadros e Souza (2008:187) no artigo “Aspectos da tradução/ encenação na língua de sinais
brasileira para um ambiente virtual de ensino: práticas tradutórias do curso de Letras-Libras”, quanto ao
aspecto que discute a busca por uma escrita que represente os sinais, relatam que alguns tradutores/atores
surdos têm desenvolvido símbolos para representar os sinais, quando um determinado sinal não pode ser
representado por uma palavra no Português ou quando não há palavras do Português que representem de
maneira adequada os sinais a serem usados.
Marque a alternativa CORRETA, que representa a busca por um modelo de escrita que consiga representar os
sinais:
A interpretação de uma língua oral (LO) para uma língua de sinais (LS) é impactada por certo
efeito de modalidade, o qual fará da interpretação, LO-LS, um processo singular. Especificidade da
interpretação de uma LO para uma língua espaço-visual, empregam estratégias de prolongamento e repetição,
durante a interpretação simultânea do Português para a Libras, como forma de monitoramento da velocidade
de produção do texto alvo (TA) em relação à velocidade de recebimento do texto fonte (TF) e, também, como
mecanismo de apoio aos processos de solução de problemas de tradução e de tomadas de decisão.
(Rodrigues, 2012: 94)
Qual alternativa corrobora com a afirmativa do autor? I . Percebe-se que a modalidade espaço-visual favorece, em alguns casos, o significativo prolongamento
de sinais, dito de outro modo, a realização de sinais mais lentamente, com uma duração maior. Isso
porque é possível, inclusive, que se congele um sinal ou que se mantenha seu movimento por um
período maior, sem a necessidade de interromper sua realização com pausas, que nesse caso seriam
momentos de repouso dos braços, sem emissão de sinais. Acredita-se que o prolongamento do sinal
ou sua imediata repetição, podem evidenciar elementos do processamento cognitivo da interpretação
por parte dos TILS.
II . Acredita-se que variação na extensão do tempo de realização do sinal, em sua duração, pode variar
significativamente, devido ao fato do TILS não ter acesso ao enunciado completo; assim, prolonga o
sinal até ouvir a continuação do enunciado. Essa variação utilizada pelos TILS é usada como uma
estratégia de monitoramento da interpretação. Da mesma forma, observa-se que a repetição dos
sinais, de seu movimento e de sequências de sinais, também são empregadas como estratégias de
monitoramento.
III . O intérprete precisa monitorar sua interpretação de acordo com o ritmo do orador. Enunciados
incompletos não são passíveis de serem processados e fazem com que o TILS, quando não consegue
inferi-los, empregue algumas estratégias na interpretação, tais como o prolongamento da duração de
sinais e a repetição de sinais. Esses fatores podem indicar tanto uma intensificação da atividade
cognitiva e, por consequência, do esforço em compreender o que se quer dizer, quanto uma quebra
no processamento cognitivo, o que, por sua vez, pode acarretar em certa perda do ritmo cognitivo e,
até mesmo, num problema de interpretação que envolve tomada de decisão acerca de como lidar com
essas variações e incompletudes no TF.