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As guerras do Brasil
Às vezes se diz que nossa característica essencial é a cordialidade, que faria de nós um povo por
excelência gentil e pacífico. Será assim? A feia verdade é que conflitos de toda ordem dilaceram a história
brasileira, étnicos, sociais, econômicos, religiosos, raciais etc. O mais assinalável é que nunca são conflitos
puros. Cada um se pinta com as cores dos outros.
O importante, aqui, é a predominância que marca e caracteriza cada conflito concreto. Assim, a luta dos
Cabanos, contendo, embora, tensões inter-raciais (brancos versus caboclos) ou classistas (senhores versus
serviçais), era, em essência, um conflito inter-étnico, porque ali uma etnia disputava hegemonia, querendo dar
sua imagem étnica à sociedade. O mesmo ocorre em Palmares, tida frequentemente como uma luta classista
(escravos versus senhores), que se fez, no entanto, no enfrentamento racial, que por vezes se exibe como seu
componente principal. Também os quilombolas queriam criar uma nova forma de vida social, oposta àquela de
que eles fugiam. Não chegaram a amadurecer como uma alternativa viável ao poder e à regência da sociedade,
mas suas lutas chegaram a ameaçá-las.
Um terceiro exemplo é Canudos, que também mostra essas três ordens de tensão. A classista prevalece
porque os sertanejos, sublevados pelo Conselheiro, combatiam, de fato, a ordem fazendeira, que, condenando o
povo a viver num mundo todo dividido em fazendas, os compelia a servir a um fazendeiro ou a outro, sem
jamais ter seu pé de chão. Em consequência, não tinham qualquer possibilidade de orientar seu próprio trabalho
para o atendimento de suas necessidades. Mas lá estavam pulsando os conflitos raciais e outros, inclusive o
religioso.
O processo de formação do povo brasileiro, que se fez pelo entrechoque de seus contingentes índios,
negros e brancos, foi, por conseguinte, altamente conflitivo. Pode-se afirmar, mesmo, que vivemos em estado
de guerra latente, que, por vezes, e com frequência, se torna cruente, sangrento.
(O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. In
DE NICOLA, J. et al. Práticas de linguagem. São Paulo: Scipioni, 2008.)
I - O processo de formação do povo brasileiro, que se fez pelo entrechoque de seus contingentes índios, negros e brancos, foi, por conseguinte, altamente conflitivo. constitui a conclusão que o autor apresenta às ideias expostas no texto.
II - A conclusão apresentada pelo autor às ideias expostas propõe solução para a questão dos conflitos interraciais e interétnicos que ocorrem no Brasil.
III - A conclusão dada pelo autor, com fundamentação baseada em exemplos de fatos ocorridos na realidade brasileira, retoma a tese inicialmente colocada no texto.
IV - A coerência argumentativa do texto repousa nos argumentos bem concatenados a comprovarem a tese exposta logo no primeiro parágrafo do texto.
Estão corretas as afirmativas
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Ao comentar a morte de John Kennedy (1917-1963) cinquenta anos depois, um comentarista político escreveu:
“Kennedy teria sobrevivido se não estivesse com o colete ortopédico que mantinha-o com o tronco ereto. Por
quê? Porque ao levar o primeiro tiro, que penetrou pelas costas e saiu pelo nó da gravata, teria se curvado e o
novo tiro não lhe explodiria o crânio."
(MACHADO, J. In Revista Língua Portuguesa, nº 99, janeiro de 2014.)
A análise da linguagem desse trecho revela vários problemas gramaticais. Assinale a afirmativa que apresenta corretamente o problema e a explicação.
(MACHADO, J. In Revista Língua Portuguesa, nº 99, janeiro de 2014.)
A análise da linguagem desse trecho revela vários problemas gramaticais. Assinale a afirmativa que apresenta corretamente o problema e a explicação.
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Regência é a relação que se estabelece entre duas palavras, por meio da qual uma delas se subordina à outra,
funcionando como seu complemento. No Português, há dois tipos de regência, a verbal e a nominal. Analise os
exemplos abaixo.
I - Todos falam que gostariam de ajudar, desde que não implique qualquer sacrifício.
II - As ações dos políticos deveriam ser compatíveis com as ideias que defendem.
III - Esqueci-me do compromisso que havia assumido com os colegas do setor.
IV - Os candidatos sempre mostram dúvida sobre o horário permitido para levar o caderno de prova.
Sobre os exemplos dados, no tocante à regência, assinale a análise correta.
I - Todos falam que gostariam de ajudar, desde que não implique qualquer sacrifício.
II - As ações dos políticos deveriam ser compatíveis com as ideias que defendem.
III - Esqueci-me do compromisso que havia assumido com os colegas do setor.
IV - Os candidatos sempre mostram dúvida sobre o horário permitido para levar o caderno de prova.
Sobre os exemplos dados, no tocante à regência, assinale a análise correta.
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As guerras do Brasil
Às vezes se diz que nossa característica essencial é a cordialidade, que faria de nós um povo por
excelência gentil e pacífico. Será assim? A feia verdade é que conflitos de toda ordem dilaceram a história
brasileira, étnicos, sociais, econômicos, religiosos, raciais etc. O mais assinalável é que nunca são conflitos
puros. Cada um se pinta com as cores dos outros.
O importante, aqui, é a predominância que marca e caracteriza cada conflito concreto. Assim, a luta dos
Cabanos, contendo, embora, tensões inter-raciais (brancos versus caboclos) ou classistas (senhores versus
serviçais), era, em essência, um conflito inter-étnico, porque ali uma etnia disputava hegemonia, querendo dar
sua imagem étnica à sociedade. O mesmo ocorre em Palmares, tida frequentemente como uma luta classista
(escravos versus senhores), que se fez, no entanto, no enfrentamento racial, que por vezes se exibe como seu
componente principal. Também os quilombolas queriam criar uma nova forma de vida social, oposta àquela de
que eles fugiam. Não chegaram a amadurecer como uma alternativa viável ao poder e à regência da sociedade,
mas suas lutas chegaram a ameaçá-las.
Um terceiro exemplo é Canudos, que também mostra essas três ordens de tensão. A classista prevalece
porque os sertanejos, sublevados pelo Conselheiro, combatiam, de fato, a ordem fazendeira, que, condenando o
povo a viver num mundo todo dividido em fazendas, os compelia a servir a um fazendeiro ou a outro, sem
jamais ter seu pé de chão. Em consequência, não tinham qualquer possibilidade de orientar seu próprio trabalho
para o atendimento de suas necessidades. Mas lá estavam pulsando os conflitos raciais e outros, inclusive o
religioso.
O processo de formação do povo brasileiro, que se fez pelo entrechoque de seus contingentes índios,
negros e brancos, foi, por conseguinte, altamente conflitivo. Pode-se afirmar, mesmo, que vivemos em estado
de guerra latente, que, por vezes, e com frequência, se torna cruente, sangrento.
(O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. In
DE NICOLA, J. et al. Práticas de linguagem. São Paulo: Scipioni, 2008.)
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Leia o texto abaixo.
Relatividade
Educação → é aquilo que nos faz olhar o bife maior e tirar o menor.
Cinismo → é aquilo que nos faz olhar o bife menor e tirar o maior. Miséria → é aquilo que nos faz olhar o bife maior e o bife menor e não tirar nenhum.
Gula → é aquilo que nos faz olhar o bife menor e o bife maior e comer os dois.
(NUNES, Max. O pescoço da girafa. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.)
Sobre o emprego da conjunção e, analise as afirmativas.
I - Na primeira definição, a conjunção e tem valor semântico de adição.
II - Na segunda definição, a conjunção e tem valor semântico de oposição.
III - Na terceira definição, a primeira ocorrência da conjunção e tem valor semântico de adição e a segunda, de oposição.
IV - Na quarta definição, as duas ocorrências da conjunção e têm valor semântico de oposição.
Estão corretas as afirmativas
Relatividade
Educação → é aquilo que nos faz olhar o bife maior e tirar o menor.
Cinismo → é aquilo que nos faz olhar o bife menor e tirar o maior. Miséria → é aquilo que nos faz olhar o bife maior e o bife menor e não tirar nenhum.
Gula → é aquilo que nos faz olhar o bife menor e o bife maior e comer os dois.
(NUNES, Max. O pescoço da girafa. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.)
Sobre o emprego da conjunção e, analise as afirmativas.
I - Na primeira definição, a conjunção e tem valor semântico de adição.
II - Na segunda definição, a conjunção e tem valor semântico de oposição.
III - Na terceira definição, a primeira ocorrência da conjunção e tem valor semântico de adição e a segunda, de oposição.
IV - Na quarta definição, as duas ocorrências da conjunção e têm valor semântico de oposição.
Estão corretas as afirmativas
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As preposições estabelecem grande variedade de relações semânticas. Marque V para a análise correta das
relações apresentadas nos exemplos e F para as incorretas.
( ) Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis. (Machado de Assis) → durante indica tempo e preço, evidenciando ironia.
( ) Neste mês, sobre as frutas maduras cai o beijo áspero das vespas. (Cecília Meireles) → sobre indica lugar, mesmo em ordem sintática inversa.
( ) Na verdade, não existem meninos De rua. Existem meninos Na rua. (Marina Colasanti) → De e Na estabelecem relação de localização.
( ) A igreja era grande e pobre / Havia poucas flores / Eram flores de horta. (C. D. de Andrade) → de estabelece relação de causa.
( ) Em praias de indiferença navega meu coração. (Cecília Meireles) → Em estabelece relação de lugar, mesmo em ordem sintática inversa.
Assinale a sequência correta.
( ) Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis. (Machado de Assis) → durante indica tempo e preço, evidenciando ironia.
( ) Neste mês, sobre as frutas maduras cai o beijo áspero das vespas. (Cecília Meireles) → sobre indica lugar, mesmo em ordem sintática inversa.
( ) Na verdade, não existem meninos De rua. Existem meninos Na rua. (Marina Colasanti) → De e Na estabelecem relação de localização.
( ) A igreja era grande e pobre / Havia poucas flores / Eram flores de horta. (C. D. de Andrade) → de estabelece relação de causa.
( ) Em praias de indiferença navega meu coração. (Cecília Meireles) → Em estabelece relação de lugar, mesmo em ordem sintática inversa.
Assinale a sequência correta.
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Leia o diálogo abaixo.
Professor: Apesar de excelente meio de pesquisa, a internet, hoje em dia, provoca isolamento. Um exemplo são os jovens, eles não se conhecem mais.
Aluno: Nem tanto, professor, eu, por exemplo, me conheço muito bem.
A respeito dos pronomes se e me nesse diálogo, assinale a afirmativa correta.
Professor: Apesar de excelente meio de pesquisa, a internet, hoje em dia, provoca isolamento. Um exemplo são os jovens, eles não se conhecem mais.
Aluno: Nem tanto, professor, eu, por exemplo, me conheço muito bem.
A respeito dos pronomes se e me nesse diálogo, assinale a afirmativa correta.
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Leia atentamente os exemplos de concordância abaixo.
1 - Três toneladas seria demais para a plataforma de petróleo.
2 - Podem ser aplicados em fundo até 30% do FGTS.
3 - São vinte para meia-noite; quando voltarmos, será meia-noite e vinte.
4 - Já fez um ano que a escritora faleceu, logo farão dois anos de ausência. Sobre a explicação da concordância verbal empregada, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) O verbo ser fica sempre no singular em expressões de quantidade, como no exemplo 1.
( ) Se o verbo anteceder o sujeito (inversão sintática), o termo mais próximo será a porcentagem – e com ela deverá concordar, como o exemplo 2.
( ) No exemplo 3, o verbo ser, nas duas ocorrências, concorda com a expressão numérica indicativa de horas.
( ) No exemplo 4, o verbo fazer indica tempo decorrido, assim concorda com a expressão numérica indicativa do tempo.
Assinale a sequência correta.
1 - Três toneladas seria demais para a plataforma de petróleo.
2 - Podem ser aplicados em fundo até 30% do FGTS.
3 - São vinte para meia-noite; quando voltarmos, será meia-noite e vinte.
4 - Já fez um ano que a escritora faleceu, logo farão dois anos de ausência. Sobre a explicação da concordância verbal empregada, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) O verbo ser fica sempre no singular em expressões de quantidade, como no exemplo 1.
( ) Se o verbo anteceder o sujeito (inversão sintática), o termo mais próximo será a porcentagem – e com ela deverá concordar, como o exemplo 2.
( ) No exemplo 3, o verbo ser, nas duas ocorrências, concorda com a expressão numérica indicativa de horas.
( ) No exemplo 4, o verbo fazer indica tempo decorrido, assim concorda com a expressão numérica indicativa do tempo.
Assinale a sequência correta.
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Um usuário competente da língua escrita culta sabe que uma vírgula esquecida ou mal empregada afeta o
sentido de uma frase. Assinale o trecho em que esse fato ocorre.
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Às vezes se diz que nossa característica essencial é a cordialidade, que faria de nós um povo por
excelência gentil e pacífico. Será assim? A feia verdade é que conflitos de toda ordem dilaceram a história
brasileira, étnicos, sociais, econômicos, religiosos, raciais etc. O mais assinalável é que nunca são conflitos
puros. Cada um se pinta com as cores dos outros.
O importante, aqui, é a predominância que marca e caracteriza cada conflito concreto. Assim, a luta dos
Cabanos, contendo, embora, tensões inter-raciais (brancos versus caboclos) ou classistas (senhores versus
serviçais), era, em essência, um conflito inter-étnico, porque ali uma etnia disputava hegemonia, querendo dar
sua imagem étnica à sociedade. O mesmo ocorre em Palmares, tida frequentemente como uma luta classista
(escravos versus senhores), que se fez, no entanto, no enfrentamento racial, que por vezes se exibe como seu
componente principal. Também os quilombolas queriam criar uma nova forma de vida social, oposta àquela de
que eles fugiam. Não chegaram a amadurecer como uma alternativa viável ao poder e à regência da sociedade,
mas suas lutas chegaram a ameaçá-las.
Um terceiro exemplo é Canudos, que também mostra essas três ordens de tensão. A classista prevalece
porque os sertanejos, sublevados pelo Conselheiro, combatiam, de fato, a ordem fazendeira, que, condenando o
povo a viver num mundo todo dividido em fazendas, os compelia a servir a um fazendeiro ou a outro, sem
jamais ter seu pé de chão. Em consequência, não tinham qualquer possibilidade de orientar seu próprio trabalho
para o atendimento de suas necessidades. Mas lá estavam pulsando os conflitos raciais e outros, inclusive o
religioso.
O processo de formação do povo brasileiro, que se fez pelo entrechoque de seus contingentes índios,
negros e brancos, foi, por conseguinte, altamente conflitivo. Pode-se afirmar, mesmo, que vivemos em estado
de guerra latente, que, por vezes, e com frequência, se torna cruente, sangrento.
(O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. In
DE NICOLA, J. et al. Práticas de linguagem. São Paulo: Scipioni, 2008.)
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