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Leia o fragmento do texto a seguir e responda a questão:
“O morro do Vidigal é um clássico do Rio de Janeiro. A vista dá para Ipanema e a favela é pequena e relativamente segura. Há pousadas com diárias de até 200 reais por dia por pessoa. Nos últimos anos, festas bacanas passaram a atrair um público rico e descolado. Um hotel de luxo está sendo erguido. Aos poucos, casas de um padrão mais alto estão sendo construídas. Artistas plásticos e gringos compraram imóveis ali. Os moradores recebem propostas atraentes e se mudam. Não são propostas milionárias. Apenas o suficiente para se transferirem para um lugar mais longe e um pouco — pouco — melhor. Os novos habitantes, aos poucos, impõem uma nova rotina e uma nova cara.
O que ocorre com o Vidigal é um processo de “gentrificação”, uma palavra horrenda, anglicismo não dicionarizado que deriva de “gentry” (o que é “de origem nobre”). Foi usada pela primeira vez para definir a mudança na paisagem urbana de San Francisco e de Toronto. E será cada vez mais ouvida.”
Fragmento do texto O que é ‘gentrificação’ e por que ela está gerando tanto barulho no Brasil http://www.diariodocentrodomundo.com.br
Ao que tudo indica, o novo fenômeno urbano e sua designação, com o vocábulo gentrificação, vieram para ficar. Quanto à classe gramatical da nova palavra, é correto afirmar que se trata de um:
 

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629188 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: UFRJ
Orgão: UFRJ
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TEXTO: Carro: o cigarro do século 21?
(Reinaldo Canto)
Até pouco tempo incontestável, o automóvel já não ocupa mais o mesmo lugar no imaginário das pessoas.
Muita gente talvez não concorde. Pode ser também que exista uma dose de exagero na afirmação. Ou será que não? O certo é que temos observado um inédito questionamento ao império do automóvel.
Soberano ao longo de muitos anos e cercado de toda admiração. Assim foi a trajetória do carro. Agora muitas vozes se levantam contra ele como um grande problema, a perturbar a vida de todos. Aliás, não parece estar ocorrendo um fenômeno semelhante ao ocorrido com o cigarro no século passado? Portanto, guardadas as devidas proporções, será realmente loucura pensar que não assistiremos no século 21 com os veículos de transporte individual o mesmo que ocorreu no passado com o cigarro?
No passado, fumar representava um símbolo de status, charme e elegância. Durante um bom período o consumo de cigarros foi objeto do desejo de inúmeras gerações. Os muitos jovens até arriscavam levar surras paternas se fossem pegos no ato. Celebrizado, entre outros, por Clark Gable, Cary Grant, Rita Hayworth, James Dean e Clint Eastwood, os ícones do cinema entre os anos 40 e 60. Todo mundo que se prezava, naquela época, fumava. E o que aconteceu com o passar do tempo e os mais do que comprovados problemas causados pelo cigarro? Quase a demonização do ato de fumar!
Para as novas gerações fica até difícil explicar que, na maior parte do século 20, fumar em qualquer lugar era a coisa mais comum do mundo. Em bares, restaurantes e até mesmo dentro de claustrofóbicos aviões, os fumantes viviam o auge de seu vício com toda a liberdade. Hoje todos nós sabemos sobre os males causados pelo fumo, inclusive para aqueles expostos à fumaça de cigarros alheios, o chamado fumante involuntário. Cigarro mata e ponto final!
A publicidade ainda tinha o desplante de vincular o fumo à virilidade e à prática de atividades esportivas. Uma barbaridade digna de criminosos!! Não foi por outra razão que, posteriormente, a propaganda de cigarros foi banida dos meios de comunicação.
Bem, não dá para afirmar o mesmo em relação aos carros, ou será que é possível fazer essa relação? Dados divulgados pela ONG Saúde e Sustentabilidade em parceria com vários estudiosos, entre eles, o médico e pesquisador da USP Paulo Saldiva, mostram que a poluição no estado de São Paulo, foi responsável pela morte de quase 100 mil pessoas em seis anos. Só em 2011, a pesquisa revelou que o ar contaminado, boa parte dele vindo de escapamentos de veículos, contribuiu para a morte de mais de 17 mil e 400 pessoas. Esse trabalho é o primeiro de abrangência estadual que fez uma relação direta entre índices de poluição e número de mortes. Portanto, temos aí uma relação carro e saúde semelhante como no passado foi feito entre cigarro e saúde.
Outro interessante ponto de convergência das trajetórias do cigarro e do automóvel está localizado no exercício de sua prática. Como disse antes, fumar era algo exercido com total liberdade até começarem a surgir diversas leis obrigando a exercer o hábito a lugares pré-determinados e o veto total a outros. Hoje em dia, o pobre fumante se vê quase num ato clandestino e de banimento social para poder dar algumas boas tragadas. Isso em prol da saúde coletiva.
Em relação aos carros algo parecido está em processo acelerado de implantação. Recentemente a prefeitura de São Paulo definiu que a velocidade máxima na cidade passou de 60 para 40 quilômetros por hora. A ação visa reduzir as mortes de pedestres e ciclistas vitimados entre outras razões pelo excesso de velocidade. Se somarmos essa a outras medidas em vigor como o rodízio de veículos, a proibição de circular em faixas de ônibus e as restrições para locais de estacionamento, teremos aí mais exemplos de coerção ao livre uso do carro, até pouco tempo praticamente “dono” das ruas e avenidas das cidades contra qualquer planejamento minimamente civilizado de mobilidade urbana que buscasse uma convivência pacífica com outros usuários de transporte público, pedestres e ciclistas.
Sonho da juventude. Quem, como eu, já entrou na casa dos 50 anos de idade sabe bem o que um garoto ou garota de minha época sonhava em ter os 18 anos. Até outras gerações posteriores enxergavam e ainda enxergam no fato de ter um carro o alcance definitivo do mundo adulto e da independência. Isso, claro, ainda não mudou, mas parece ir por um caminho bem diferente.
Uma tendência observada em pesquisas realizadas na Inglaterra e nos Estados Unidos é que os jovens desses países já não possuem o mesmo desejo por veículos particulares. Eles acham mais interessante utilizar transporte público como ônibus e metrô e até mesmo andar de bicicleta. As pesquisas mostram que eles não estão dispostos a gastar boa parte de seus recursos na manutenção de um automóvel. E, além de mais barato, também consideram mais saudável o uso cotidiano de outras modalidades de transporte. Isso significa que a posse do carro próprio está perdendo o encanto? Com o cigarro não se passou algo bastante parecido?
(Fonte: CANTO, Reinaldo. Carro: o cigarro do século 21? Carta Capital. Disponível em: http://www.cartacapital.com.br/sustentabilidade/carro-o-cigarro-do-seculo-21-4760.html. Acesso em: 26 abr. 2014).
A tipologia textual do texto é predominantemente:
 

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621085 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: UFRJ
Orgão: UFRJ
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TEXTO:
Aquecimento global: passou a hora de agir
Novos estudos reforçam as evidências sobre a decisiva contribuição humana para o aumento da temperatura média do planeta.
Os resultados divulgados na semana passada pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, em tradução de sua sigla em inglês) reforçaram o que já era de conhecimento até, plagiando Mino Carta, do mundo mineral. O relatório mais uma vez ratifica que o ser humano e suas atividades de alto impacto ambiental têm causado mudanças substanciais na dinâmica climática do planeta. A emissão dos chamados gases de efeito estufa continua, desculpe o trocadilho, a todo vapor e os problemas acarretados por esse fenômeno só tendem a piorar dramaticamente o que já está afetando a vida de bilhões de pessoas.
Tudo bem que não é necessário ser cientista para perceber que alguma coisa muito errada já vinha acontecendo com o nosso clima e não é de hoje. Os fenômenos climáticos extremos estão cada vez mais presentes em nosso cotidiano. Mas nada melhor do que estudiosos gabaritados para respaldar com informações e pesquisas exaustivas a constatação de que o aquecimento global é sim uma realidade nua e crua. Gostem ou não gostem nossas autoridades públicas, dirigentes de grandes corporações, especuladores e representantes do mercado financeiro, todos tão zelosos por seus interesses mais particulares que coletivos, será preciso agir para salvar os dedos mesmo que seja necessário entregar alguns poucos anéis.
De qualquer forma, o novo relatório do IPCC apontou, entre suas principais conclusões, que não há mais como duvidar do aquecimento global e da ação humana para esse fenômeno. E, a partir dessa constatação, para que não ultrapassemos dois graus Celsius no aumento da temperatura média na Terra, seria necessário interromper imediatamente a emissão de gases de efeito estufa, produzidos principalmente pela queima de combustíveis fósseis (petróleo, carvão, gás natural, etc.).
O lado mais pessimista do texto conclui ser o aquecimento do planeta algo irreversível. Seria necessária, para evitar piores resultados no futuro próximo, uma imediata e inadiável ação em escala global. Certo também, como apontado pelo documento, é que neste exato momento não estamos preparados para enfrentar essas mudanças.
Segurança Alimentar
O relatório reserva um espaço importante para abordar a produção de alimentos. No estudo anterior, divulgado em 2007, o IPCC levantava a hipótese de que o aumento da temperatura poderia beneficiar a agricultura de regiões mais frias, o que talvez compensasse as perdas em outras áreas mais quentes. Neste novo texto, essa possibilidade ficou descartada, pois os impactos negativos que já vem sendo registrados em culturas fundamentais, como arroz, milho e trigo, não serão capazes de equilibrar a oferta de alimentos. Aliás, entre os maiores perigos destacados pelo IPCC está justamente o aumento no preço dos principais gêneros alimentícios, um dos mais preocupantes.
A perda de áreas agricultáveis devido ao calor excessivo deve aumentar as causas de instabilidade que já afetam um grande número de países. A fome e as imigrações forçadas tendem a se multiplicar e trazer ainda mais sofrimento para milhões de pessoas, principalmente as que vivem nas nações mais pobres e desprovidas de uma boa infraestrutura para enfrentar os problemas criados pelo aquecimento global.
Por mais fatalista que seja o novo relatório das mudanças climáticas, não nos resta outra atitude a não ser enfrentá-las seriamente. Os fatos estão aí à disposição de todos. Se já era difícil entender a letargia de nossos líderes mesmo com tantas evidências, agora diante dessas novas comprovações resta perguntar:
o que mais será preciso para começar a agir?
(Fonte: CANTO, Reinaldo. Aquecimento global: passou a hora de agir. Carta Capital. Disponível em: http://www.cartacapital. com.br/sustentabilidade/aquecimento-global-passou-a-horade-agir-1509.html. Acesso em: 26 abr. 2014)
O texto se baseia em um relatório de pesquisa sobre o aquecimento global, porém não se caracteriza como pertencente ao gênero acadêmico, o que se nota pela presença de:
 

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599320 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: UFRJ
Orgão: UFRJ
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TEXTO:
Aquecimento global: passou a hora de agir
Novos estudos reforçam as evidências sobre a decisiva contribuição humana para o aumento da temperatura média do planeta.
Os resultados divulgados na semana passada pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, em tradução de sua sigla em inglês) reforçaram o que já era de conhecimento até, plagiando Mino Carta, do mundo mineral. O relatório mais uma vez ratifica que o ser humano e suas atividades de alto impacto ambiental têm causado mudanças substanciais na dinâmica climática do planeta. A emissão dos chamados gases de efeito estufa continua, desculpe o trocadilho, a todo vapor e os problemas acarretados por esse fenômeno só tendem a piorar dramaticamente o que já está afetando a vida de bilhões de pessoas.
Tudo bem que não é necessário ser cientista para perceber que alguma coisa muito errada já vinha acontecendo com o nosso clima e não é de hoje. Os fenômenos climáticos extremos estão cada vez mais presentes em nosso cotidiano. Mas nada melhor do que estudiosos gabaritados para respaldar com informações e pesquisas exaustivas a constatação de que o aquecimento global é sim uma realidade nua e crua. Gostem ou não gostem nossas autoridades públicas, dirigentes de grandes corporações, especuladores e representantes do mercado financeiro, todos tão zelosos por seus interesses mais particulares que coletivos, será preciso agir para salvar os dedos mesmo que seja necessário entregar alguns poucos anéis.
De qualquer forma, o novo relatório do IPCC apontou, entre suas principais conclusões, que não há mais como duvidar do aquecimento global e da ação humana para esse fenômeno. E, a partir dessa constatação, para que não ultrapassemos dois graus Celsius no aumento da temperatura média na Terra, seria necessário interromper imediatamente a emissão de gases de efeito estufa, produzidos principalmente pela queima de combustíveis fósseis (petróleo, carvão, gás natural, etc.).
O lado mais pessimista do texto conclui ser o aquecimento do planeta algo irreversível. Seria necessária, para evitar piores resultados no futuro próximo, uma imediata e inadiável ação em escala global. Certo também, como apontado pelo documento, é que neste exato momento não estamos preparados para enfrentar essas mudanças.
Segurança Alimentar
O relatório reserva um espaço importante para abordar a produção de alimentos. No estudo anterior, divulgado em 2007, o IPCC levantava a hipótese de que o aumento da temperatura poderia beneficiar a agricultura de regiões mais frias, o que talvez compensasse as perdas em outras áreas mais quentes. Neste novo texto, essa possibilidade ficou descartada, pois os impactos negativos que já vem sendo registrados em culturas fundamentais, como arroz, milho e trigo, não serão capazes de equilibrar a oferta de alimentos. Aliás, entre os maiores perigos destacados pelo IPCC está justamente o aumento no preço dos principais gêneros alimentícios, um dos mais preocupantes.
A perda de áreas agricultáveis devido ao calor excessivo deve aumentar as causas de instabilidade que já afetam um grande número de países. A fome e as imigrações forçadas tendem a se multiplicar e trazer ainda mais sofrimento para milhões de pessoas, principalmente as que vivem nas nações mais pobres e desprovidas de uma boa infraestrutura para enfrentar os problemas criados pelo aquecimento global.
Por mais fatalista que seja o novo relatório das mudanças climáticas, não nos resta outra atitude a não ser enfrentá-las seriamente. Os fatos estão aí à disposição de todos. Se já era difícil entender a letargia de nossos líderes mesmo com tantas evidências, agora diante dessas novas comprovações resta perguntar:
o que mais será preciso para começar a agir?
(Fonte: CANTO, Reinaldo. Aquecimento global: passou a hora de agir. Carta Capital. Disponível em: http://www.cartacapital. com.br/sustentabilidade/aquecimento-global-passou-a-horade-agir-1509.html. Acesso em: 26 abr. 2014)
Observando a passagem “E, a partir dessa constatação, para que não ultrapassemos dois graus Celsius no aumento da temperatura média na Terra, seria necessário interromper imediatamente a emissão de gases de efeito estufa, produzidos principalmente pela queima de combustíveis fósseis (petróleo, carvão, gás natural, etc.)”, pode-se assinalar que há entre combustíveis fósseis e petróleo, carvão, gás natural, uma relação de:
 

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599168 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: UFRJ
Orgão: UFRJ
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TEXTO: O adeus a José Wilker (com adaptações)
O velório do ator José Wilker estava previsto para ser aberto ao público às 23h30 deste sábado (5), mas às 22h já havia fila na porta do Teatro Ipanema, na Rua Prudente de Morais, em Ipanema, Zona Sul do Rio. O artista, morto aos 67 anos em decorrência de um infarto nesta madrugada, aguardavam ansiosos a chegada do corpo para a despedida e lembravam personagens marcantes do artista. O carro funerário chegou no local às 22h10 e os fãs foram autorizados a entrar às 23h40.
A dona de casa Antônia Lopes de Sousa, de 48 anos, foi uma das primeiras a chegar. Ela disse que se tornou fã de Wilker em 1985, quando o ator interpretou Roque Santeiro, personagem título da novela de maior sucesso da época. “Vou ficar aqui até a hora que der. Se não conseguir ver ele hoje, volto de manhã bem cedo”, disse. (...)
Wilker tem em seu currículo personagens memoráveis, como o jovem Rodrigo, protagonista da novela Anjo mau (1976), de Cassiano Gabus Mendes. Em 1985, viveu Roque Santeiro, personagem central da trama homônima escrita por Dias Gomes e Aguinaldo Silva. Em 2004 interpretou o ex-bicheiro Giovanni Improtta, de Senhora do destino, de Aguinaldo Silva, um personagem com diversos bordões como “felomenal” e “o tempo ruge, e a Sapucaí é grande”.
O artista dirigiu o humorístico Sai de baixo (1996) e as novelas Louco amor (1983), de Gilberto Braga, e Transas e caretas (1984), de Lauro César Muniz. Durante uma rápida passagem pela extinta TV Manchete, acumulou direção e atuação em duas novelas: Carmem (1987), de Gloria Perez, e Corpo santo (1987), de José Louzeiro.
Apaixonado pelo cinema, o ator participou de filmes como Xica da Silva (1976) e Bye bye Brasil (1979), ambos de Cacá Diegues, Dona Flor e seus dois maridos (1976) e O homem da capa preta (1985). Fez ainda o personagem Antônio Conselheiro em Guerra de Canudos (1997), de Sérgio Rezende. Além disso, foi diretor-presidente da Riofilme.
(Fonte: O GLOBO. O adeus a José Wilker. Disponível em: <http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2014/04/na-fila-dovelorio-de-jose-wilker-no-rio-fas-lembram-de-roque-santeiro. html>. Acesso em: 28 abr. 2014)
A opção correta quanto à reescritura da frase “O artista, morto aos 67 anos em decorrência de um infarto nesta madrugada, aguardavam ansiosos a chegada do corpo para a despedida e lembravam personagens marcantes do artista.”, estabelecendo clareza, coerência e coesão, é:
 

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O texto adiante é integrado de partes do artigo de Maurício Dias, publicado em 26 de abril de 2014, no Portal da revista Carta Capital.

“A difamação da política afeta o eleitor

As pesquisas mostram que, fosse hoje o pleito, 62% dos eleitores não votariam em ninguém

(...) não há até agora e, talvez nem haja até o dia da eleição, novidade maior do que o refluxo de eleitores apontado nas pesquisas eleitorais recentes. A soma dos porcentuais de votos brancos e nulos, de rejeição e daqueles que não quiseram ou não souberam responder, está próxima dos 40%. É um porcentual inédito e expressa, aproximadamente, quase 50 milhões de um total de 140 milhões de eleitores brasileiros.

Há dados conjunturais diversos dando vida a esse problema. Alguns são antigos e outros, mais modernos, como é o caso da demonização dos políticos.

(...) O ataque aos políticos, resumidamente, tem sido sempre, até agora, uma tentativa de desestabilizar a base governista. É preciso dizer com franqueza, porém, que os políticos contribuem para tanto.

(...) O descrédito facilitou a ingerência de uma questão chamada judicialização da política, que, por sinal, perturba o processo democrático ao longo do mundo.(...)”

Dos dispositivos da Lei Federal n° 8.112, de 1990, relacionados nas alternativas adiante, assinale aquele que, ao contrário do quadro apresentado no texto, indica uma valorização da participação política.

 

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O texto que segue apresenta trechos selecionados do artigo publicado pelo professor da UFRJ, e diretor do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia - (COPPE) da Universidade, Luiz Pinguelli Rosa.

“Um almoço para Einstein

Enunciado 582474-1

Fonte: www.rottentomatoes.com

(...) Infelizmente, para a mentalidade conservadora e juridicista que entrava o serviço público, tudo o que moderniza a gestão do Estado é inimigo, até mesmo as fundações de apoio, criadas por lei com esse propósito. Por sua vez, tudo o que segue o caminho mais complicado e demorado é amigo: (...) São muitas as proibições que estimulam o imobilismo e a indolência, pois qualquer iniciativa acadêmica pode violar algo. (...) O deputado Chico Alencar contou 3,7 milhões de leis “no país da cultura bacharelesca”. Uma denúncia anônima mentirosa - disparada como um míssil por um inimigo pessoal - pode levar um colega sério a ser alvo de perseguição kafkiana. (...) Em 1925, Einstein esteve na UFRJ: na Escola Politécnica e no Museu Nacional, fundados por Dom João VI. (...)Oferecer um almoço na visita de Einstein à universidade hoje poderia ser considerado um ato ilícito,(...)”.

Até que se promova a já necessária atualização do Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União, das Autarquias e das Fundações Públicas Federais, deve ser permanente o esforço para fazer valer o DNA democrático da lei que o instituiu, herdado da Constituição Federal, promulgada em 1988.

Assinale, adiante, a alternativa em que figura dispositivo da Lei Federal n° 8.112/1990 que assegura ao servidor público garantia contra eventuais arbitrariedades de agentes do Estado.

 

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580607 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: UFRJ
Orgão: UFRJ
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TEXTO: O adeus a José Wilker (com adaptações)
O velório do ator José Wilker estava previsto para ser aberto ao público às 23h30 deste sábado (5), mas às 22h já havia fila na porta do Teatro Ipanema, na Rua Prudente de Morais, em Ipanema, Zona Sul do Rio. O artista, morto aos 67 anos em decorrência de um infarto nesta madrugada, aguardavam ansiosos a chegada do corpo para a despedida e lembravam personagens marcantes do artista. O carro funerário chegou no local às 22h10 e os fãs foram autorizados a entrar às 23h40.
A dona de casa Antônia Lopes de Sousa, de 48 anos, foi uma das primeiras a chegar. Ela disse que se tornou fã de Wilker em 1985, quando o ator interpretou Roque Santeiro, personagem título da novela de maior sucesso da época. “Vou ficar aqui até a hora que der. Se não conseguir ver ele hoje, volto de manhã bem cedo”, disse. (...)
Wilker tem em seu currículo personagens memoráveis, como o jovem Rodrigo, protagonista da novela Anjo mau (1976), de Cassiano Gabus Mendes. Em 1985, viveu Roque Santeiro, personagem central da trama homônima escrita por Dias Gomes e Aguinaldo Silva. Em 2004 interpretou o ex-bicheiro Giovanni Improtta, de Senhora do destino, de Aguinaldo Silva, um personagem com diversos bordões como “felomenal” e “o tempo ruge, e a Sapucaí é grande”.
O artista dirigiu o humorístico Sai de baixo (1996) e as novelas Louco amor (1983), de Gilberto Braga, e Transas e caretas (1984), de Lauro César Muniz. Durante uma rápida passagem pela extinta TV Manchete, acumulou direção e atuação em duas novelas: Carmem (1987), de Gloria Perez, e Corpo santo (1987), de José Louzeiro.
Apaixonado pelo cinema, o ator participou de filmes como Xica da Silva (1976) e Bye bye Brasil (1979), ambos de Cacá Diegues, Dona Flor e seus dois maridos (1976) e O homem da capa preta (1985). Fez ainda o personagem Antônio Conselheiro em Guerra de Canudos (1997), de Sérgio Rezende. Além disso, foi diretor-presidente da Riofilme.
(Fonte: O GLOBO. O adeus a José Wilker. Disponível em: <http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2014/04/na-fila-dovelorio-de-jose-wilker-no-rio-fas-lembram-de-roque-santeiro. html>. Acesso em: 28 abr. 2014)
“Ela disse que se tornou fã de Wilker em 1985, quando o ator interpretou Roque Santeiro, personagem título da novela de maior sucesso da época”. A respeito das funções sintáticas exercidas por termos desse trecho, pode-se afirmar que:
 

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Leia, atentamente, o comentário e os textos a seguir e responda à questão adiante.
Enquanto nos TEXTOS I e III, em função de sua natureza poética, os termos Banana e bananeira, respectivamente, são repetidos, enfatizados; no TEXTO II, por sua característica de prosa, são utilizados vários recursos de coesão para evitar repetições e, assim, fazê-lo progredir, favorecendo o movimento e a compreensão do fluxo das informações escritas.
TEXTO I
Yes, nós temos bananas
Bananas pra dar e vender
Banana menina
Tem vitamina
Banana engorda e faz crescer
Versos de Yes, nós temos banana, marchinha de João de Barro e Alberto Ribeiro, gravada originalmente em 1937 por Almirante.
TEXTO II
1 O pesquisador Athayde Motta, que se dedica há quase vinte anos ao estudo de questões
2 raciais no Brasil, vê problemas na campanha que inundou as redes sociais do país.
3 Ele considera positivo o fato de jogadores de futebol responderem publicamente aos racistas
4 que os atacam em campo. Mas acha que o reforço da associação da figura da pessoa negra
5 com o animal macaco é ruim na luta pela igualdade racial.
6 “O perigo é você, querendo fazer o oposto, reforçar o estereótipo de que negros e macacos
7 são, de alguma maneira, similares”, afirma o pesquisador. “Essa associação não é a melhor.
8 O excesso de humor pode afetar o resultado da campanha, esvaziar a discussão.”; conclui
9 o estudioso.
Adaptado do texto Campanha Somos todos macacos pode reforçar racismo.
TEXTO III
bananeira, não sei
bananeira, sei lá
a bananeira, sei não
a maneira de ver
bananeira, não sei
bananeira, sei lá
a bananeira, sei não
isso é lá com você
será
no fundo do quintal
quintal do seu olhar
olhar do coração
Letra da música Bananeira, de Gilberto Gil e João Donato.
No que se refere ao texto II , é correto afirmar que a expressão O pesquisador Athayde Motta (linha 1) é retomada/substituída, entre outros, pelos seguintes recursos de coesão:
 

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570547 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: UFRJ
Orgão: UFRJ
Provas:
Marque a alternativa correta, quanto à concordância:
 

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