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O Manual da Folha de S. Paulo define assim o nariz de cera: “Parágrafo introdutório que retarda a entrada no assunto específico do texto. É sinal de prolixidade incompatível com jornalismo”. Leia o texto abaixo, escrito com nariz de cera.
“A astronomia já viveu grandes revoluções em sua história. Das esferas de cris tal, que sustentavam os astros em seus postos fixos, à revolução de Nicolau Copérnico (1473 1543) e às elipses de Johannes Kepler (1571-1630), muitos séculos de observação foram necessários para mudar a imagem do céu. O século 20 não poderia fugir à regra. Uma descoberta anunciada na semana passada pela revista britânica Nature confirma o padrão. Astrônomos do Observatório Austral Europeu (ESO, na sigla em inglês) detectaram o primeiro planeta fora do Sistema Solar”
(Publicado no jornal O Estado de S. Paulo).
É correto afirmar que o texto fere o princípio da
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“Minha mulher e eu temos o segredo para fazer um casamento durar. Duas vezes por semana, vamos a um ótimo restaurante, com uma comida gostosa, uma boa bebida e um bom companheirismo. Ela vai às terças-feiras e eu, às quintas. Nós também dormimos em camas separadas: a dela é em Fortaleza e a minha, em São Paulo. Eu levo minha mulher a todos os lugares, mas ela sempre acha o caminho de volta. Perguntei a ela onde ela gostaria de ir no nosso aniversário de casamento. ‘Em algum lugar que eu não tenha ido há muito tempo!’, ela disse. Então, sugeri a cozinha. Nós sempre andamos de mãos dadas. Se eu soltar, ela vai às compras! Lembrem-se: o casamento é a causa número 1 para o divórcio. Estatisticamente, 100% dos divórcios começam com o casamento.”
O texto acima, de Luis Fernando Veríssimo, publicado no jornal O Estado de S. Paulo, é uma crônica porque
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“Os meios de comunicação defendem interesses, cobram providências, criticam instituições. Posicionam-se diante dos leitores e das autoridades. Dada a importância de que se revestem, alguns textos publicados são escritos em linguagem cuidada, em língua de terno e gravata. Erros podem custar a cabeça do autor. Não por acaso, profissionais mais velhos e experientes, conhecedores da política interna da casa, respondem pela editoria de Opinião”
(Dad Squarisi e Arlete Salvador, 2012, p. 76).
As autoras falam, acima, do gênero textual jornalístico denominado
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“Apenas 53 candidatos que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no ano passado obtiveram nota mil na Redação. Em relação a 2014, a queda é de quase 80%. Os resultados individuais dos estudantes foram divulgados nesta quinta-feira (18), pelo Ministério da Educação (MEC).
Em 2014, 250 candidatos conseguiram nota mil. Em 2015, foram 104, e em 2016, 77. Para Maria Inês Fini, presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), não se pode comparar os dados. "As populações que fazem o exame são totalmente diferentes"
(Publicado no portal LeiaJá).
Nos dois parágrafos acima, é possível identificar o gênero textual jornalístico denominado
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“Língua e gramática não se equivalem e, por isso, o ensino de línguas não pode constituir-se apenas de lições de gramática.”
Com base na afirmação da professora Irandé Antunes, considere as frases abaixo.
I Todo falante, para ser eficaz, precisa saber, em cada situação, que tipo de vocabulário empregar e deve procurar, ainda, reconhecer os diferentes contextos de enunciação.
II A eficácia do discurso requer também que se saiba que relações estabelecer, que integrações operar, de maneira a garantir a unidade, a harmonia ou a coerência.
III Gramática e língua são fundamentais e interdependentes no processo da comunicação. Sem gramática, não há língua.
Está(ão) correto(s)
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“E agora, José? A festa acabou? Já não há mais PT? Não, José, de tudo isso fica uma grande lição: não é a direita que inviabiliza a esquerda. Esta tem sido vítima de sua própria incoerência, inclusive quando se elege por um programa de mudanças e adota uma política econômica de ajuste fiscal que trava o desenvolvimento, restringindo investimentos públicos e privados”
(Frei Betto, no jornal Folha de S. Paulo, em julho de 2005).
Acima, Frei Betto retoma um texto clássico da literatura brasileira para discorrer criticamente sobre as esquerdas, o PT e um de seus líderes. O fenômeno textual presente no trecho do artigo referido é a
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“Para mim prima é mesmo que irmã, a gente respeita, mas Bela, sei lá!, tinha uns rompantes que até me assustavam. Naquela noite, por exemplo. Eu me embalava distraidíssimo na rede. Desde menino que durmo pouco, a Bela estava careca de saber e quando menos espero quem é que vejo diante de mim? A Bela. A Bela dormia de pijama, minha tia achava camisão indecente, que pijama protege, a menina pode se mexer à vontade, frioleiras de velha. Pois a Bela me aparece apenasmente de blusa de pijama! Não entendi, francamente. E se não estivesse como estava acordado, poderia até imaginar que sonhava: a Bela ali de pijama decepado. Só para provocar como me provocou, que logo fiquei agitadíssimo, me virando e revirando na rede, e a Bela feita uma estátua, nem uma palavra dizia, à espera eu acho de atitude minha, mas cadê coragem?, que conforme disse prima é irmã, e de irmã não se olha coxa, não se olha bunda, irmã pode ficar pelada que a gente nem enxerga peitinho, cabelinho, nada”
(Haroldo Maranhão, 1986, p. 7).
A cena descrita pelo escritor Haroldo Maranhão carrega inferências definidoras de um contexto. Sobre tal elemento da comunicação textual, é correto afirmar:
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“(...) é na totalidade da experiência considerada, preenchida e esquecida que cada pessoa é verdadeiramente diferente das outras no mundo. Nenhuma pessoa vê os mesmos eventos do mesmo modo em sua vida”
(Ray Bradbury, 1990, p. 53).
A frase do escritor norte-americano Ray Bradbury expressa um dos sistemas de conhecimento para o processamento textual. Trata-se do
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“Nenhum enunciado em geral pode ser atribuído apenas ao locutor: ele é produto da interação dos interlocutores e, num sentido mais amplo, o produto de toda esta situação social complexa, em que ele surgiu”
(Mikhail Bakhtin, apud Todorov, 1981, p. 50).
Sobre a concepção interacional (dialógica) do texto, segundo o teórico russo Mikhail Bakhtin, é correto afirmar:
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