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4057215
Ano: 2026
Disciplina: Relações Internacionais
Banca: FRONTE
Orgão: Pref. Martinópolis-SP
Disciplina: Relações Internacionais
Banca: FRONTE
Orgão: Pref. Martinópolis-SP
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A Paz de Westfália (1648), que encerrou
a Guerra dos Trinta Anos, é considerada um marco
fundamental nas relações internacionais e na configuração
do Estado Moderno. O princípio consagrado nesse tratado
que redefiniu a soberania europeia foi:
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Avalie as afirmativas abaixo sobre o campo das Relações Internacionais e os atores internacionais.
I) As Relações Internacionais são uma área de estudo multidisciplinar, tendo como temas clássicos a guerra e a paz entre os Estados, que são entendidos pelas teorias clássicas (realismo e liberalismo) como os atores por excelência da política internacional. Segundo a definição westfaliana, o Estado moderno possui três características: território, população e governo e é detentor de um atributo exclusivo, a soberania, que confere a ele o monopólio legítimo da força a nível doméstico e internacional. Portanto, as ações dos demais atores não soberanos não são decisivas para compreensão dos rumos da política-internacional.
II) O sistema internacional é compreendido como o meio onde ocorrem as relações entre uma heterogeneidade de atores, como os Estados-nação, as empresas transnacionais, as ONGIs, a opinião pública e os indivíduos. Nesse espaço, impera a anarquia, uma vez que não existe um governo central, que se imponha sobre todos os Estados. Desta forma, as condutas dos agentes oscilam entre a cooperação e o conflito e o direito internacional existe para regular essas relações e evitar e dirimir conflitos.
III) Uma vez que os Estados-nação possuem as mesmas funções (tributar, julgar, emitir moeda e usar a força. se necessário), não existe assimetria de poder nas relações internacionais ou hierarquia, pois os Estados são iguais em termos de poder. Desta forma, a concepção de potências hegemônicas ou estados em desenvolvimento é falaciosa.
IV) Os atores internacionais podem ser classificados da seguinte maneira: estatais (soberanos), paraestatais (aqueles que desafiam a autoridade do Estado), interestatais (Organizações Internacionais, como a ONU), não-estatais (legais como as ONGIs, as empresas transnacionais e as igrejas) e ilegais (como os grupos terroristas). Não existem organismos supraestatais e os indivíduos tampouco podem ser categorizados como atores de influência na política internacional.
Assinale a alternativa que apresenta as afirmativas corretas.
I) As Relações Internacionais são uma área de estudo multidisciplinar, tendo como temas clássicos a guerra e a paz entre os Estados, que são entendidos pelas teorias clássicas (realismo e liberalismo) como os atores por excelência da política internacional. Segundo a definição westfaliana, o Estado moderno possui três características: território, população e governo e é detentor de um atributo exclusivo, a soberania, que confere a ele o monopólio legítimo da força a nível doméstico e internacional. Portanto, as ações dos demais atores não soberanos não são decisivas para compreensão dos rumos da política-internacional.
II) O sistema internacional é compreendido como o meio onde ocorrem as relações entre uma heterogeneidade de atores, como os Estados-nação, as empresas transnacionais, as ONGIs, a opinião pública e os indivíduos. Nesse espaço, impera a anarquia, uma vez que não existe um governo central, que se imponha sobre todos os Estados. Desta forma, as condutas dos agentes oscilam entre a cooperação e o conflito e o direito internacional existe para regular essas relações e evitar e dirimir conflitos.
III) Uma vez que os Estados-nação possuem as mesmas funções (tributar, julgar, emitir moeda e usar a força. se necessário), não existe assimetria de poder nas relações internacionais ou hierarquia, pois os Estados são iguais em termos de poder. Desta forma, a concepção de potências hegemônicas ou estados em desenvolvimento é falaciosa.
IV) Os atores internacionais podem ser classificados da seguinte maneira: estatais (soberanos), paraestatais (aqueles que desafiam a autoridade do Estado), interestatais (Organizações Internacionais, como a ONU), não-estatais (legais como as ONGIs, as empresas transnacionais e as igrejas) e ilegais (como os grupos terroristas). Não existem organismos supraestatais e os indivíduos tampouco podem ser categorizados como atores de influência na política internacional.
Assinale a alternativa que apresenta as afirmativas corretas.
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Assinale a alternativa que melhor descreve o processo de "Securitização "em um dos temas de política internacional contemporânea listados, conforme definido pela Escola de Copenhague?
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A Escola de Copenhague argumenta que a "segurança" não é um fato objetivo, mas um processo socialmente construído. Um tema é "securitizado" quando deixa de ser tratado como um problema político comum e passa a ser enquadrado como uma ameaça existencial. Analise as seguintes asserções sobre a teoria de securitização:
I) O "Ato de Fala" (Speech Act) é o mecanismo central da securitização, no qual um ator político (Ator Securitizador) publicamente enquadra um tema como sendo uma ameaça absoluta à sobrevivência de um referente (como o Estado ou a sociedade).
II) O "Ator Securitizador" é, por definição, sempre o Chefe de Estado (como um Presidente ou Primeiro-Ministro). ONGs, líderes de oposição ou a mídia não têm capacidade de iniciar um processo de securitização.
III) A securitização de um tema, como a imigração ou as mudanças climáticas, tem como objetivo principal retirar o tema do debate democrático normal e justificar a adoção de "medidas extraordinárias" (como o fechamento de fronteiras ou a alocação de orçamentos de emergência) que não seriam aceitas em tempos normais.
IV) Um exemplo de securitização é a "Guerra ao Terror", que após o 11 de Setembro, permitiu a adoção de medidas de vigilância em massa e invasões militares, justificadas por um "ato de fala" que definiu o terrorismo como uma ameaça existencial à segurança global.
Com base nas asserções, assinale a alternativa correta:
I) O "Ato de Fala" (Speech Act) é o mecanismo central da securitização, no qual um ator político (Ator Securitizador) publicamente enquadra um tema como sendo uma ameaça absoluta à sobrevivência de um referente (como o Estado ou a sociedade).
II) O "Ator Securitizador" é, por definição, sempre o Chefe de Estado (como um Presidente ou Primeiro-Ministro). ONGs, líderes de oposição ou a mídia não têm capacidade de iniciar um processo de securitização.
III) A securitização de um tema, como a imigração ou as mudanças climáticas, tem como objetivo principal retirar o tema do debate democrático normal e justificar a adoção de "medidas extraordinárias" (como o fechamento de fronteiras ou a alocação de orçamentos de emergência) que não seriam aceitas em tempos normais.
IV) Um exemplo de securitização é a "Guerra ao Terror", que após o 11 de Setembro, permitiu a adoção de medidas de vigilância em massa e invasões militares, justificadas por um "ato de fala" que definiu o terrorismo como uma ameaça existencial à segurança global.
Com base nas asserções, assinale a alternativa correta:
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Kenneth Waltz é um dos autores mais importantes no campo das Relações Internacionais. Ao longo de sua carreira acadêmica de mais de cinco décadas, ele foi testemunha e artífice de significativos avanços teóricos e metodológicos no âmbito da pesquisa sobre política internacional, procurando superar simultaneamente o Realismo e o Liberalismo. Esse autor desenvolveu a teoria neorrealista, que tem grande importância entre as teorias de RI. (Adaptado).
Fonte: SILVA, Caroline C. V.; CULPI, Ludmila A. Teorias de Relações Internacionais: origens e desenvolvimento. Curitiba: Editora InterSaberes, 2017. (Capítulo 7), p. 162-163.
Sobre o pensamento de Waltz, analise as afirmativas abaixo:
I) A grande contribuição da teoria neorrealista de Waltz é seu caráter sistêmico, pois, conforme o autor, as relações internacionais só podem ser compreendidas por uma teoria que seja exitosa em revelar como as estruturas políticas são constituídas e como impactam sobre as unidades do Sistema.
II) Segundo Waltz, as características das unidades são irrelevantes para entender as RI, porque o que determina os comportamentos dos Estados são as posições das unidades uma em relação à outra no sistema. A estrutura só muda quando há mudanças nas disposições, isto é, nas posições dos Estados, cujas condutas são moldadas pela estrutura.
III) As teorias sistêmicas, como o neorrealismo, se concentram sobre as unidades, ou seja, sobre o comportamento dos atores a nível nacional, que explicarão como se comportarão as forças externas. Já as teorias reducionistas analisam as posições das unidades em comparação às outras no sistema.
São corretas as afirmativas:
Fonte: SILVA, Caroline C. V.; CULPI, Ludmila A. Teorias de Relações Internacionais: origens e desenvolvimento. Curitiba: Editora InterSaberes, 2017. (Capítulo 7), p. 162-163.
Sobre o pensamento de Waltz, analise as afirmativas abaixo:
I) A grande contribuição da teoria neorrealista de Waltz é seu caráter sistêmico, pois, conforme o autor, as relações internacionais só podem ser compreendidas por uma teoria que seja exitosa em revelar como as estruturas políticas são constituídas e como impactam sobre as unidades do Sistema.
II) Segundo Waltz, as características das unidades são irrelevantes para entender as RI, porque o que determina os comportamentos dos Estados são as posições das unidades uma em relação à outra no sistema. A estrutura só muda quando há mudanças nas disposições, isto é, nas posições dos Estados, cujas condutas são moldadas pela estrutura.
III) As teorias sistêmicas, como o neorrealismo, se concentram sobre as unidades, ou seja, sobre o comportamento dos atores a nível nacional, que explicarão como se comportarão as forças externas. Já as teorias reducionistas analisam as posições das unidades em comparação às outras no sistema.
São corretas as afirmativas:
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"A evolução da teoria de relações de relações internacionais é marcada por grandes debates fundadores da disciplina, que demonstram o enfrentamento entre teorias dominantes, que passam a entrar em degeneração e programas emergentes, que são progressivos. À medida que as teorias predominantes não mais conseguem explicar o cenário internacional, conforme destacou Lakatos, elas são substituídas por novos paradigmas, que melhor se adequam às mudanças na realidade internacional e com maior capacidade de predição". (Adaptado).
Fonte: SILVA, Caroline C. V.; CULPI, Ludmila A. Teorias de Relações Internacionais: origens e desenvolvimento. Curitiba: Editora InterSaberes, 2017. (Capítulo 1), p. 24.
Enunciado: Sobre os grandes Debates das Relações Internacionais, avalie as afirmativas abaixo:
I) O segundo "Grande Debate" ocorreu no final dos anos 1950 em um cenário de desconfiança em relação à metodologia adotada pelas teorias de relações internacionais. O conteúdo deste debate esteve relacionado à metodologia em relações internacionais, opondo behavioristas a tradicionalistas.
II) O terceiro debate ocorreu no decorrer dos anos 1970 e colocou em oposição os paradigmas, pós-positivas, que defendiam que existe apenas uma verdade nas RI e positivas, que sustentam a visão de múltiplas explicações para o mesmo fenômeno.
III) O quarto debate enfrenta as teorias neorrealista e neoliberal, que são pensamentos completamente distintos das teorias clássicas realista e liberal.
IV) O marxismo nunca foi envolvido em nenhum debate das Relações Internacionais, pois é uma teoria sociológica e econômica que não explica as RI e nunca foi adaptada para tal fim.
São corretas:
Fonte: SILVA, Caroline C. V.; CULPI, Ludmila A. Teorias de Relações Internacionais: origens e desenvolvimento. Curitiba: Editora InterSaberes, 2017. (Capítulo 1), p. 24.
Enunciado: Sobre os grandes Debates das Relações Internacionais, avalie as afirmativas abaixo:
I) O segundo "Grande Debate" ocorreu no final dos anos 1950 em um cenário de desconfiança em relação à metodologia adotada pelas teorias de relações internacionais. O conteúdo deste debate esteve relacionado à metodologia em relações internacionais, opondo behavioristas a tradicionalistas.
II) O terceiro debate ocorreu no decorrer dos anos 1970 e colocou em oposição os paradigmas, pós-positivas, que defendiam que existe apenas uma verdade nas RI e positivas, que sustentam a visão de múltiplas explicações para o mesmo fenômeno.
III) O quarto debate enfrenta as teorias neorrealista e neoliberal, que são pensamentos completamente distintos das teorias clássicas realista e liberal.
IV) O marxismo nunca foi envolvido em nenhum debate das Relações Internacionais, pois é uma teoria sociológica e econômica que não explica as RI e nunca foi adaptada para tal fim.
São corretas:
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- Atores e Instituições
- Política Externa BrasileiraBrasil e relações com organismos intercontinentais e globais
No atual contexto geopolítico e estratégico, marcado por
polarizações, conflitos e guerras, países centrais estão a elevar
seus investimentos em Defesa. Declarações recentes de
membros da OTAN indicaram a intenção de aumentar o
orçamento de defesa para 5% do PIB até 2035. Segundo o
Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo, as
despesas militares globais ultrapassaram, em 2024, a casa dos
US$ 2,7 trilhões, o maior nível da história, sendo o décimo ano
consecutivo de crescimento (SIPRI Fact Sheets, abril 2025).
Tal condição gera desafios para o mercado internacional de defesa, que é competitivo, fechado, com barreiras de acesso a novos entrantes e amplamente liderado por potências centrais. Nesse contexto, países emergentes anseiam por uma melhor inserção nesse mercado, mas necessitam fazer frente a desafios impostos às respectivas bases industriais de defesa.
No caso brasileiro, o fator que requer maior atenção é:
Tal condição gera desafios para o mercado internacional de defesa, que é competitivo, fechado, com barreiras de acesso a novos entrantes e amplamente liderado por potências centrais. Nesse contexto, países emergentes anseiam por uma melhor inserção nesse mercado, mas necessitam fazer frente a desafios impostos às respectivas bases industriais de defesa.
No caso brasileiro, o fator que requer maior atenção é:
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- Atores e Instituições
- Política Externa BrasileiraBrasil e relações com organismos intercontinentais e globais
Um dos grandes desafios para o planejamento da Defesa
Nacional reside na dimensão do território brasileiro e na
extensão de suas fronteiras terrestres, do seu litoral e das suas
águas jurisdicionais. Na impossibilidade de se fazer
continuamente presente em todas essas extensões, muitas
inóspitas e de difícil acesso, soluções precisam ser desenvolvidas
no sentido de dar racionalidade aos esforços de capacitação
nacional em Defesa.
Entre os documentos condicionantes de alto nível da Defesa Nacional, a Estratégia Nacional de Defesa (END) define as Capacidades Nacionais de Defesa como sendo compostas por diferentes parcelas das expressões do Poder Nacional. Elas são “implementadas por intermédio da participação coordenada e sinérgica de órgãos governamentais e, quando pertinente, de entes privados orientados para a defesa e para a segurança em seu sentido mais amplo”.
Entre essas capacidades, a que melhor instrumenta a solução para uma rápida resposta com o emprego da força em defesa dos interesses nacionais em qualquer área de emprego, no país ou no exterior, é a capacidade:
Entre os documentos condicionantes de alto nível da Defesa Nacional, a Estratégia Nacional de Defesa (END) define as Capacidades Nacionais de Defesa como sendo compostas por diferentes parcelas das expressões do Poder Nacional. Elas são “implementadas por intermédio da participação coordenada e sinérgica de órgãos governamentais e, quando pertinente, de entes privados orientados para a defesa e para a segurança em seu sentido mais amplo”.
Entre essas capacidades, a que melhor instrumenta a solução para uma rápida resposta com o emprego da força em defesa dos interesses nacionais em qualquer área de emprego, no país ou no exterior, é a capacidade:
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- Atores e Instituições
- Política Externa BrasileiraBrasil e relações com países e organizações internacionais da África.
O Brasil vem estabelecendo relações com os países do seu
entorno estratégico, com atenção à costa ocidental da África, e
um dos temas de interesse é o aumento da segurança marítima
contra os ilícitos transnacionais e ameaças diversas, o que tem
motivado um esforço de capacitação das marinhas e guardas costeiras dos países da região.
Uma operação naval multinacional foi criada e vem sendo desenvolvida por iniciativa do Brasil para o fomento da capacitação, troca de experiências, incremento do adestramento e desenvolvimento da interoperabilidade entre as forças navais e guardas-costeiras dos países da região.
Iniciada em 2021, essa Operação foi intitulada:
Uma operação naval multinacional foi criada e vem sendo desenvolvida por iniciativa do Brasil para o fomento da capacitação, troca de experiências, incremento do adestramento e desenvolvimento da interoperabilidade entre as forças navais e guardas-costeiras dos países da região.
Iniciada em 2021, essa Operação foi intitulada:
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- Atores e Instituições
- Política Externa BrasileiraBrasil e relações com organismos intercontinentais e globais
A crise financeira de 2008 representou um marco transformador
na configuração do sistema internacional, expondo as fragilidades
estruturais dos organismos internacionais liderados pelos Estados
Unidos e pelas potências ocidentais. Em consequência, a crise
financeira de 2008 foi o eixo propulsor de uma verdadeira
revolução no campo da geopolítica mundial, na medida em que
evidenciou a ascensão econômica, militar e tecnológica da China.
Nesse cenário, emergem organizações multilaterais não alinhadas
diretamente às potências ocidentais, contribuindo para a
reconfiguração da ordem geopolítica mundial. Essa dinâmica
estabelece um cenário de polarização de mecanismos
multilaterais: de um lado, os Estados Unidos e suas organizações
internacionais aliadas; de outro, a China e suas instituições
associadas.
Diante da contextualização fornecida acima, é correto afirmar, em síntese, que os principais organismos e arranjos internacionais liderados ou impulsionados pelos Estados Unidos com o objetivo de conter a influência da China incluem:
Diante da contextualização fornecida acima, é correto afirmar, em síntese, que os principais organismos e arranjos internacionais liderados ou impulsionados pelos Estados Unidos com o objetivo de conter a influência da China incluem:
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