A escola, segundo a teoria da pedagogia tradicional, surge como um antídoto à ignorância, logo, um instrumento para equacionar
o problema da marginalidade. Seu papel é difundir a instrução, transmitir os conhecimentos acumulados pela humanidade
e sistematizados logicamente. O mestre-escola será o artífice dessa grande obra. A escola organiza-se como uma agência
centrada no professor, o qual transmite, segundo uma gradação lógica, o acervo cultural aos estudantes. A estes cabe assimilar
os conhecimentos que lhes são transmitidos.
Uma nova teoria educacional surge: a pedagogia tecnicista. A partir do pressuposto da neutralidade científica e inspirada
nos princípios de racionalidade, eficiência e produtividade, essa pedagogia advoga a reordenação do processo educativo de
maneira a torná-lo objetivo e operacional. De modo semelhante ao que ocorreu no trabalho fabril, pretende-se a objetivação
do trabalho pedagógico.
SAVIANI, D. Escola e democracia. Campinas: Autores Associados, 2008 (adaptado).