O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Até tu, chaveirinho?
O chaveiro, muitas vezes ignorado, revela segredos
sobre quem o carrega. Vai além de um simples enfeite:
pode ser espelho da personalidade. Há quem escolha
símbolos místicos como olho grego ou pimenta,
denunciando uma alma supersticiosa; outros exibem
logotipos da empresa, revelando total entrega ao
trabalho. Já os apaixonados por futebol ostentam seus
times com orgulho, quase sempre por meio de presentes
que reforçam sua identidade torcedora.
Alguns preferem a praticidade: chaveiros multifuncionais
com canivete, saca-rolhas e até abridor de lata, como se
estivessem sempre prontos para consertar o mundo. Há
os nostálgicos, que carregam lembranças de viagens
marcantes ou personagens da infância. Outros escolhem
os religiosos, símbolo de fé e superação. E há ainda os
românticos, que usam palavras como "gratidão" ou "te
amo", espalhando afetos silenciosos no dia a dia.
Mas o cotidiano foi capturado pelo luxo. O chaveiro saiu
do bolso e virou grife. Um exemplo é o LaBubu —
bonequinhos de Hong Kong vendidos em
caixas-surpresa, que chegam a custar R$ 900.
Inspirados no folclore nórdico, seus olhos grandes e
sorriso travesso encantaram o mundo, mas também
chamaram atenção de ladrões. O que era para exibir
virou peça escondida, símbolo do consumismo
contraditório.
Diante disso, prefiro a simplicidade do meu chaveiro
escrito "Cê é fí di quem?". Nenhum ladrão vai querer. É
barato, é meu, é sincero. Não ostenta, mas identifica.
Sou filho eterno da humildade — e o meu chaveiro,
ainda que modesto, diz mais sobre mim do que qualquer
luxo importado.
Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado
https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/6/6/ate-tu-c
haveirinho
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