Aprender a escrever é, em grande parte, se não
principalmente, aprender a pensar, aprender a encontrar
ideias e a concatená-las, pois, assim como não é possível
dar o que não se tem, não se pode transmitir o que a
mente não criou ou não aprovisionou. Quando os
professores nos limitamos a dar aos alunos temas para
redação sem lhes sugerirmos roteiros ou rumos para
fontes de ideias, sem, por assim dizer, lhes “fertilizarmos”
a mente, o resultado é quase sempre desanimador: um aglomerado de frases desconexas,
malredigidas, malestruturadas, um acúmulo de palavras
que se atropelam sem sentido e sem propósito; frases em
que procuram fundir ideias que não tinham ou que foram
malpensadas ou maldigeridas. Não podiam dar o que não
tinham, mesmo que dispusessem de palavras-palavras,
quer dizer, palavras de dicionário, e de noções razoáveis
sobre a estrutura da frase. É que palavras não criam ideias;
estas, se existem, é que, forçosamente, acabam
corporificando-se naquelas, desde que se aprenda como
associá-las e concatená-las, fundindo-as em moldes
frasais adequados. Quando o estudante tem algo a dizer,
porque pensou, e pensou com clareza, sua expressão é
geralmente satisfatória.
GARCIA, Othon Moacyr. Comunicação em prosa moderna. 27. ed. Rio de Janeiro: FGV Editora, 2010. p. 301.
Assim como neste trecho, em Comunicação em Prosa Moderna, Garcia defende que a escrita é um processo que envolve:
GARCIA, Othon Moacyr. Comunicação em prosa moderna. 27. ed. Rio de Janeiro: FGV Editora, 2010. p. 301.
Assim como neste trecho, em Comunicação em Prosa Moderna, Garcia defende que a escrita é um processo que envolve: