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3921852 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Máxima
Orgão: Pref. São João Mata-MG
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Leia este trecho de crônica e responda à questão.
Meio-dia e meia
    Acho muito simpática a maneira de a Rádio Nacional anunciar a hora: "onze e meia" no lugar de "vinte e três e trinta" [...]. Mas confesso minha implicância com aquele "meio-dia e meia".
   Sei que "meio-dia e meio" está errado; "meio" se refere a hora e tem de ficar no feminino. Sim, "meiodia e meia". Mas a língua é como a mulher de César: não lhe basta ser honesta, convém que o pareça. Aquele "meia" me dá ideia de teste de colégio para pegar estudante distraído. Para que fazer da nossa língua um alçapão?
   Lembrando um conselho que me deu certa vez um amigo boêmio quando lhe perguntei se certa frase estava certa ("Olhe, Rubem, faça como eu, não tope parada com a gramática: dê uma voltinha e diga a mesma coisa de outro jeito") [...] Aliás, a língua da gente não tem apenas regras: tem um espírito, um jeito, uma pequena alma que aquele "meio-dia e meia" faz sofrer. E, ainda que seja errado, gosto da moça que diz: "Estou meia triste..." Aí, sim, pelo gênio da língua, o "meia" está certo.
BRAGA, Rubem. Recado de primavera. Rio de Janeiro: Record, 1984. p. 58.
ATENTE para os itens a seguir.

I. “Depois do jantar, restaram sobre a mesa duas meias garrafas de vinho e bastantes frutas e doces”.
II. “Este ano a viagem foi bem tranquila; tinha menas pessoas nos ônibus, porque quase ninguém viajou no feriado”.
III. “A velhinha segurou o pacote que o rapaz estava lhe dando e disse: " — Muito obrigado, moço; deixei cair porque estava muito pesado".”

Entre os itens que estão redigidos, há aqueles que não estão de acordo com as regras da variedade padrão, mas sim conforme "o espírito, a pequena alma da língua". Esse(s) indício(s) de oralidade ocorre(m) em:
 

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